Despertar de uma sub
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Capítulo 17
Eu me encolhi um pouco mais, sentindo o impessoal quarto de hospede da casa de Alice e Jasper, muito mais frio do que provavelmente estava na realidade. Minhas mãos agarraram o tecido fino da camisa de Edward, que eu tinha, sorrateiramente, trazido comigo. A mesma camisa que me cobria enquanto ele estava em Londres.
Talvez, se eu tentasse com bastante afinco, eu poderia fantasiar que ele ainda estava viajando a negócios.
Eu, provavelmente, era a pior hospede que alguém gostaria de ter e a essa altura, Alice já deveria estar arrependida por ter me oferecido abrigo quando eu me mantive firme em deixar a casa de Edward.
Era menos doloroso do que ouvi-lo me dizer para sair.
Mas, após uma semana longe dele, eu começava a me perguntar se não deveria ter aproveitado as últimas horas que teríamos juntos... Talvez, quando estivéssemos sozinhos, eu o conseguisse convencer a fazer amor. Teria sido a minha despedida.
No entanto, tudo o que tive, foi um copo de uísque estraçalhado, seguido de:
– Essa é a sua forma de consertar as coisas? Fugindo? – Gritado a pleno pulmões.
Senti, novamente, a dor de sua ausência, ao rever, claramente, o seu olhar no momento em que eu deixava a sua casa.
Por um segundo, eu vi dor em seus olhos e tudo o que eu quis, foi correr para ele, mas antes que eu pudesse ter certeza do que tinha visto, ele já tinha se retirado.
Eu segui Alice e Jasper até a sua casa. Me acomodei num espaçoso quarto e os fiz companhia em todas as refeições – embora, comer tenha sido a única coisa que não fiz nos últimos dias.
Eu precisava reconhecer que Alice podia, de fato, ser uma grande amiga. Assim como Rose. Não houve um só dia em que as duas não tentaram me fazer sair do quarto ou conversar, mas eu não tinha nada a dizer... Ou aonde ir.
Nunca pensei que chegaria a pensar assim, mas a verdade é que, pela primeira vez em minha vida, eu estava contente por meus pais não estarem mais aqui... Seria insuportável vê-los assistir a qualquer um dos vídeos que Jacob fazia questão de colocar online.
Eu não cheguei a ver todos, e nem mesmo precisava. Mas, segundo Alice e Rose, todos os dias... Um novo vídeo era postado.
Em alguns apenas ele aparecia, em outros, Sam se juntava a nós e no último, eu era usada por quem pagasse mais.
Eu não fazia ideia do que seria mostrado no vídeo de hoje, mas com certeza não me faria sangrar mais do que eu já estava... Especialmente, porque hoje, eu sangrava não só pela humilhação de ver pessoas que nem mesmo me conhecia discutindo a minha vida na TV, ou a degradação de ter imagens minhas estampadas em jornais... Hoje, eu sangrava abundantemente, porque não teria o aperto do couro da coleira de Edward em meu pescoço.
Sexta-feira à noite havia chegado e eu estava encolhida em uma cama fria e estranha, chorando como um bebe, em vez de estar de joelhos, servindo ao meu Mestre.
Jacob havia me tirado tudo. Inclusive Edward.
Segundo Rose, ele ligava todos os dias e chegou a vir algumas vezes. Ela tentou me dizer mais, porém eu me recusei a ouvir. Na realidade, eu não estava muito contente em saber nem mesmo essas coisas poucas, mas diferente de Alice, Rose era bastante difícil de fazer calar.
Ter notícias de Edward só me fazia sentir pior. Eu não estava feliz por estar longe, mas era o que eu precisava fazer.
A porta do quarto foi aberta e eu afundei meu rosto no travesseiro após dizer:
– Alice, eu realmente não estou com fome...
Eu sabia que deveria estar lá embaixo, jantando junto com Alice e Jasper, mas meu estomago estava embrulhado demais para isso. O problema é que Alice não desistia facilmente.
– Eu transmitirei o seu recado... – meu coração falhou uma batida e todo o meu corpo pareceu paralisar. – Agora, Isabella... Eu estou enganado ou você deveria estar de joelhos em meu playroom?
Eu lentamente me virei e encontrei Edward recostado a porta, me fitando intensamente.
– Eu não me lembro de ouvi-la dizer “preto” quando fugiu de mim... – Ele se aproximou da cama e eu tive a impressão de nunca tê-lo visto mais imponente. – Então... Diga agora ou se coloque de pé e sirva ao seu Mestre.
Eu permaneci paralisada. O olhando sem conseguir entender. Ele estava, realmente, desejando que eu o servisse? Ele ainda me queria como sua submissa?
– Eu estou esperando, Isabella. – Ele voltou a falar e não me passou despercebido que ele balançou, propositalmente, a coleira que tinha em sua mão. – Diga “preto” ou venha até aqui, caia de joelhos e me diga que adoraria ter a minha coleira.
Eu senti a piscina de lágrimas se formando novamente em meus olhos, mas por um motivo totalmente diferente.
Com minhas pernas trêmulas, eu me coloquei de pé e, hesitante, parei a sua frente.
– Mestre... – Eu sussurrei, me ajoelhando. – Você, realmente, ainda deseja me ter como sua submissa?
– Eu não estaria aqui se não desejasse. – Ele respondeu, sua mão indo até o meu rosto.
Eu fechei os olhos, apreciando a caricia.
Edward afastou o meu cabelo, e no momento em que o aço frio entrou em contato com a minha pele, eu não pude mais conter as lágrimas e, com as mãos trêmulas, tentei puxá-lo em minha direção.
– Eu sinto muito, Mestre! – Disse, entre soluços. – Eu pensei que...
– Você pensou errado, Isabella. – Edward se abaixou a minha frente e levantou a minha cabeça de forma que nossos olhos se encontraram. – E saberia disso, se tivesse me dado uma chance de dizer.
– Eu... Eu só... Não queria que você fosse afetado... Que tivesse que lidar com tudo o que...
– Essa decisão é minha. – Ele me interrompeu. – Nunca mais, Isabella. Nunca mais, fuja assim.
...
Eu podia sentir meu rosto quente e provavelmente eu era uma visão, no mínimo cômica. Parada, ao lado de Edward, vestindo apenas a camisa que contrabandeei de sua casa, o cabelo uma bagunça e o rosto marcado pelas lágrimas que eu derramava há pouco.
– Você não me diz o que fazer, Jasper! – Edward disse mais alto, gesticulando furiosamente, o que fez com que meu corpo balançasse, já que a guia de minha coleira, nos mantinha presos juntos.
– Você invadiu a minha casa, gritou com a minha mulher e acha que vai levar uma amiga embora sem que eu o impeça?
Eu arrisquei um olhar, grata por Jasper me considerar uma amiga e, envergonhada, por fazer com que ele e Alice tivessem que passar por tudo o que enfrentaram durante a última semana.
– Tente! – Edward gritou de volta, e eu olhei para Alice, silenciosamente, pedindo que ela intervisse.
– Edward... – Ela começou a dizer. – Bella, não está em condições de participar de uma cena agora.
Eu abri a minha boca, intencionando dizer algo, mas nenhum dos três pareciam dispostos a me ouvir.
–Me desculpe, Bella... Mas é a verdade! – Alice continuou, mas desviou o seu olhar, quando percebeu que essa não era ajuda que eu tinha pedido.
– Você está tentando me dizer o que é melhor para a minha submissa? – Edward me puxou para mais perto, lançando a Alice um olhar nada amigável.
– Não fale com ela assim... – Jasper ameaçou, se aproximando.
– Parem! – Foi a minha vez de gritar. – Parem com isso!
Eu senti no momento em que Edward levou sua mão até a minha cintura e a forma como ele apertava, me deixava saber que ele não estava em seu melhor momento.
– Vocês são amigos... – Continuei. – Não há razão para continuarem a brigar assim.
– Bella... – Alice tentou argumentar, mas eu a interrompi.
– Alice, eu agradeço a preocupação. Mas, eu confio em meu Mestre! Eu sei que Edward conhece minhas limitações nesse momento.
O olhar de Jasper me deixou e se prendeu em Edward por um longo tempo. Tanto que eu imaginei que, realmente, teríamos um problema para resolver. Felizmente, após um longo tempo de espera, os lábios de meu novo amigo se contorceu em um sorriso discreto.
– Eu sei o que você está fazendo, Edward. – Ele disse, com uma postura bem mais relaxada. – E, embora eu não concorde... É uma joga de Mestre!
Eu olhei para os dois homens, visivelmente, confusa. Mas, nenhum deles se deu ao trabalho de explicar a mim ou a Alice a conversa enigmática que mantinham.
– Eu me orgulho de ser um Dom responsável, Jasper. – Foi tudo que Edward respondeu, antes de me puxar em sua direção, nos encaminhando para a porta. – Eu pensei que você já soubesse disso.
...
Eu estava arrependida por não ter me obrigado a comer quando Alice e Jasper insistiram nisso. Porque eles tinham certa razão em contestar minha capacidade para participar de uma cena no momento.
Fisicamente, eu estava próxima ao meu limite e emocionalmente, eu estava mais que exausta. Não era o melhor estado de espírito para entrar um playroom e jogar, mas se era o que Edward desejava, era o que eu faria.
Além do mais, essa semana afastada dele, me fez aprender que Edward não costuma agir da forma que eu imagino... Portanto, o melhor seria esperar para ver o que ele, realmente, tinha em mente.
E não demorou muito até que eu descobrisse. Apenas o tempo de deixarmos o carro e adentrar a casa de Edward, imediatamente seguindo até o quarto dele.
Ele fechou a porta lentamente e, logo em seguida, me acomodou na sua espaçosa cama e eu me peguei percebendo o quanto tinha sentido falta de dormir nela... Ao lado dele.
Edward se sentou a minha frente, me olhou por longos minutos, antes de deslizar sua mão, delicadamente, por meu rosto. Fechei meus olhos apreciando a carícia inesperada e singela, até que senti seus dedos descerem por meu pescoço e, rapidamente, retirem a minha coleira.
Meus olhos se abriram imediatamente e eu o olhei com confusão.
– Me desculpe... – Ele sussurrou, parecendo o pouco envergonhado. O que era uma grande novidade. Edward nunca se envergonhava. – Mas, essa era a única forma de fazê-la conversar comigo, não é?
Eu continuei a olhá-lo, sem entender completamente o que ele queria dizer.
– Você simplesmente fugiu... E não aceitou falar comigo, nenhuma das vezes em que eu tentei, durante a semana...
Eu desviei o meu olhar, o pousando sobre a coleira que eu tinha dado a ele, só então entendo que ele tinha usado o nosso acordo de final de semana para me trazer aqui... Para me fazer falar, me obrigar a ouvir o que ele tinha a dizer.
Não estou muito certa de como me sentia sobre isso.
– Você usou a sua coleira para me trazer aqui? – Perguntei, minha voz soando incrédula. – Me trouxe aqui, não porque quer que eu o sirva, mas para... Para o que, exatamente?
– Eu nunca disse que não quero que me sirva... – Ele respondeu, ignorando minha real pergunta. – Apenas, não agora.
– O que isso quer dizer, Edward? – Tentei me levantar, mas suas mãos me impediram.
– Você tirou conclusões equivocadas. Decidiu por mim. Tirou-me o poder de tomar minhas próprias decisões por algo que, de certo modo, me inclui... Eu não vou mentir, Isabella. Minha vontade inicial, era ir até lá, te obrigar a me receber e então, surrar o seu traseiro até que você gritasse “vermelho”.
Eu estremeci. Porque a forma como ele falava e o olhar dele preso ao meu rosto, deixava bastante claro que ele estava sendo nada menos que honesto.
– Foi uma boa coisa que você tenha me obrigado a pensar durante uma semana. – Ele continuou. – Porque eu me arrependeria. E eu estaria agindo, exatamente, como aquele maldito cão sarnento.
– Você não é como ele. – Sussurrei, sabendo que ele estava se referindo a Jacob.
– Você sempre diz isso, não é? E eu estou cansado de dizer o mesmo... Mas, quer saber? A forma como você decidiu ir, sem nem ao menos conversa, deixou bastante claro que você esperava de mim, uma reação digna de alguém como ele.
Suas palavras me atingiram como um sonoro e doloroso tapa na cara.
– Não foi assim... – Tentei argumentar, mas Edward não permitiu.
– Então, me diga o que a fez ir embora.
– Eu... – Tentei dizer. – Eu só... Droga, Edward!
Eu podia sentir minhas lágrimas querendo voltar, mas eu não queria mais chorar. Eu só queria ser capaz de falar – sobre qualquer coisa, sem que isso me magoasse.
– Eu não queria que você... Não queria que isso te atingisse, okay? Que, de alguma forma, você tivesse problemas, na empresa ou com a sua família, por minha causa? E... Uma parte de mim, tinha medo. Eu estava com medo de que você se arrependesse e me dissesse que não queria mais o que nós tínhamos.
– Em algum momento, eu demonstrei que faria isso? Eu disse algo que indicava que era isso que ia acontecer?
Eu não saberia dizer, se ele estava realmente me questionando sobre isso ou se ele apenas queria me mostrar que agi errado, ao me precipitar.
– Porque, Isabella, se em algum momento, de alguma forma, eu fiz algo que a levasse a acreditar nisso... Eu não sou o Dom que eu pensava que fosse. Você é minha! E no momento em que eu te dei a minha coleira, eu prometi a você e a mim mesmo, que iria cuidar de você, te proteger... E, essa promessa não inclui apenas os dias em que você está de joelhos a minha frente ou quando eu a faço gritar de prazer. É minha função, Isabella, mantê-la segura. Todos os dias. De qualquer situação. Então, me diga, que homem eu seria se ignorasse tudo e a mandasse embora?
– Eu sinto muito! – Disse, sem me importar com as lágrimas que não pude mais conter. – Eu sinto muito! Eu nunca quis que você pensasse assim... Eu só... Só queria evitar que você não tivesse problemas.
– Da próxima vez... – Edward me puxou para o seu colo e eu afundei minha cabeça em seu pescoço. – Deixe essa decisão para mim.
...
Eu não sei por quanto tempo permanecemos naquela posição. Eu fortemente agarrada a Edward, ele com seus braços, protetoramente, ao meu redor.
Há muito eu já não chorava, mas ainda não tinha encontrado forças para me afastar. Era tão bom estar tão próxima... Senti-lo completamente.
– Você precisa comer alguma coisa... – Ele disse baixinho. – Nem pense em mentir. Eu sei que você não tem comido muito. Você perdeu peso. Eu posso sentir.
– Isso é uma boa coisa, não é? – Tentei fazer piada. – Ou você estaria, agora, com suas pernas esmagadas.
Ele riu baixinho.
– Sério? Eu posso me lembrar de muitos outros momentos em que você esteve assim... Com um certo movimento. – Ele afastou o meu rosto e arqueou a sobrancelha. – Não acho que eu já tenha reclamado.
Eu mordi meu lábio inferior e corei. O que o fez rir com vontade.
Eu amava o som e o acompanhei.
– Estávamos concentrados em outra coisa para pensar no meu peso. – Respondi, deixando o seu colo, mas permanecendo perto o suficiente para deslizar minha mão por sua perna.
Com um movimento rápido, Edward me derrubou e se colocou por cima de mim, rindo da minha surpresa.
– Sem mais lágrimas, okay? – Seu rosto se aproximou do meu e, eu suspirei ao sentir o deslizar de seu nariz por minha bochecha, me fazendo sorrir como uma adolescente apaixonada. – Isso é o que eu quero ver e ouvir... Sempre. Os seus sorrisos.
– Seu pedido é uma ordem, Mestre! – Provoquei.
– Pare de tentar me provocar, Pet! – Eu ainda tinha muito o que aprender, a julgar pela forma como ele fez meu corpo o desejar, com apenas uma palavra. – Agora, vamos comer algo...
Eu segurei a mão que ele me oferecia e, com sua ajuda, sai da cama, arrumando da melhor forma possível a camisa dele em meu corpo.
– Você sabe, Isabella, em algum momento, eu vou precisar castigá-la pelas suas intermináveis buscas no meu closet...
Eu espero que isso seja uma promessa.
...
Nós entramos na cozinha de mãos dados. O que era algo novo. Nós nunca andávamos de mãos dadas.
Eu estava amando cada segundo.
– Bella! – A voz de Marie estourou nossa bolha particular e, imediatamente, nossas mãos se afastaram.
Eu a olhei envergonhada. Sem saber se ela já sabia sobre os vídeos e o que pensava de mim agora. E o fato, de estar vestida apenas com a camisa de Edward não ajudava muito.
– Olá, Marie! – Timidamente, cumprimentei. – Como está?
– Oh, menina, pare com isso! – Ela respondeu, me puxando para um abraço apertado. – Você está bem, não é? Eu disse a Edward que ele deveria ir até lá e te trazer a força, se necessário... Estou feliz, que ele tenha finalmente feito isso.
Nos soltamos e eu sorri para a forma doce como ela estava me tratando.
– Afinal, para alguma coisa deve servir todos aqueles chicotes que vocês têm.
Eu acho que parecia um peixe fora d’água, com minha boca aberta sem saber o que dizer.
– Pare com isso, Marie! – Edward reclamou, com diversão e com a ponta dos seus dedos tocou meu queixou. – Você está deixando-a envergonhada.
– Ahhh pelo amor de Deus! Eu trabalho aqui há anos, Bella. Você, realmente, acha que eu nunca entrei, acidentalmente, lá?
– Acidentalmente, é? – Edward questionou me levando até a mesa. – Não foi isso que você me disse.
– Bom... – Marie me olhou envergonhada e então me deu as costas tentando esconder o seu rubor.
– Espere! – Disse, me sentando a mesa. – Eu quero ouvir isso?
– Provavelmente não. – Edward sorriu. – Mas conte assim mesmo, Marie. Ela precisa ficar tão chocada quanto eu fiquei.
– Oh meu Deus! Não me diga nada! – Sorri e tentei tampar os meus ouvidos. – Eu não quero saber.
Edward me puxou de volta para o seu colo, sem se importar com o olhar que Marie, agora, nos dava.
– Sendo assim... – Ele disse, segurando meus braços. – Talvez você se esforce mais para ficar quieta quando seu Mestre mandar.
Meu olhar correu até Marie, e a forma como ela riu para mim, me fez querer me esconder debaixo da mesa.
– Ela... Ela ouviu? – Perguntei, incrédula. – Edward, eu pensei que estivéssemos sozinhos todas as vezes que...
– Foi um pouco mais que isso.
– Marie! – Gritei, sentindo todo o meu rosto quente.
– Eu pensei que tinha algo errado... – Ela respondeu, tentando se defender. – Bom, ficou claro que eu estava errada, quando você gritou: “Eu quero mais, Mestre!” depois de ele ter te acertado com um daqueles chicotes.
Edward gargalhou e eu escondi meu rosto com as mãos.
– Oh céus! Eu quero desaparecer.
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