Notas iniciais
Como a maioria já sabe, eu continuo sem computador... Vamos seguindo com a vida e mais capítulos virão conforme eu for conseguindo escrever.Boa leitura!

CAPÍTULO XLVI

Eu ainda não tinha explorado todo o imóvel, nem mesmo a metade de minha nova residência, mas já tinha o meu espaço predileto: o quarto de Sophia. Era amplo, bem arejadoe iluminado, clean... completamente apaixonante. Mas desconfio que o motivo pelo qual eu tenha caído de amores pelo quarto não tenha sido o espaço de sobra, nem as amplas portas francesas que se abriam para uma sacada, e sim o fato de ter sido Edward quemcuidou de cada um dos mínimos detalhes.

Muito possivelmente eu tenha começado a amar o quarto no momento em que ele parou de frente para a porta de madeira trabalhada, deu-me um sorriso inseguro e fez questão de garantir que eu poderia mudar tudo o quedesejasse, caso não gostasse do que ele tinha feito.

A minha primeira visão assim que a porta foi aberta foi de uma ampla parede branca trabalhada em alto relevo, decorada com a imagem de uma árvore repleta de flores e pássaros e cercada por pequenas borboletas que pareciam carregar no ar as letras que formavam o nome de nossa filha.

Sem olhar nada mais, eu me aproximei da parede e com suavidade contornei o “S”.

– É um adesivo... – Edward disse as minhas costas. – Eu fiz o possível para deixá-lo centralizado, mas olhando daqui, agora, me parece um pouco torto. Nós podemos tirar, se você quiser.

– Foi você quem colocou? – Eu questionei, ainda a admirar a meiguice do desenho.

– Eu tive alguma ajuda... – Ele confessou baixinho. – Pensando bem, eu achoque a culpa por ter ficado torto é doJasper, não minha. Eu disse que deveria ficar um pouco mais para a direita...

– Ficou perfeito! – Eu o interrompi.

– O que?

Eu me virei, procurando pelo olhar de Edward, mas meus próprios olhos se perderam norestante da decoração. Todos as paredes, móveis e tapetes eram brancos, mas existiam pequenos e estratégicos pontos de cor, rosa envelhecido, salpicados ao redor: na cortina que escondia a porta da varanda, na manta que repousava sobre um imenso e, aparentemente, muito confortável sofá, nas almofadas floridas da poltrona de amamentação...

E quando eu elevei o meu olhar até o teto, me deparando com pequenos pontinhos iluminados ao redor de um candelabro antigo, senti meus olhos transbordarem. Deitada em seu berço, minha filha pareceria iluminada e protegida pelas estrelas. Eu precisei levar minhas mãos aos lábios para abafar uma exclamação, mas conter as lágrimas daria muito mais trabalho, trabalho esse que eu não estava interessada em exercer.

– É perfeito! – Repeti, a voz soando, dessa vez, não só verdadeira, mas emocionada. – Imagino que você já tinha tudo pronto há algum tempo... Mas... E se fosse um menino? — Não era uma crítica, embora pudesse soar como uma. Felizmente, o sorriso no rosto de Edward demonstrava que ele não tinha entendido a minha pergunta como nada além de curiosidade.

– Se você reparar bem... – Ele começou a dizer e me fez girar de forma que pudesse contemplar todo o quarto. – O que transforma esse lugar em um quarto de menina são os detalhes. As cortinas, almofadas, a árvore na parede... Se fosse um menino, o rosa daria lugar ao azul ou verde e a árvore, na verdade, seria um carro ou bichinhos...

– E teríamos “Edward” na parede. – Completei.

– Esse ponto é discutível.

– Essa éa melhor surpresa que você poderia ter feito para mim! – Me apressei em dizer, e o abracei o mais forte que consegui.

– Agradeça-me devidamente mais tarde. – Ele retribuiu o meu abraço. – Agora, o que acha de continuarmos a explorar? Sem esperar por umaresposta, ele me conduziu até a sacada, fazendo uma pequena pausa para destrancar as portas.

– Só é possível abrir por dentro... – Ele disse ao revelar a vista da parte de trás de nossa nova casa que consistia em um vasto jardim onde flores disputavam espaço com uma piscina, um playground e uma casa de boneca.

– Oh meu Deus! – Eu sussurrei me aproximando o máximo possível da sacada e prendendo meus dedos entre os mínimos buracos da grade de proteção. – Você pensou em tudo!

– Eu tentei... – Ele respondeu, aparentemente, contente com a minha reação. – Também tempos proteções nas tomadas e eu tentei encontrar um tapete macio o suficiente para não machuca-la...

– Você é inacreditável! Embora eu acredite que ainda teríamos algum tempo para pensar nessesdetalhes... – Recostando-me na sacada, eu elevei minhas mãos até o rosto de meu noivo e o puxei até mim, iniciando um beijo calmo. – Eu te amo! Nós duas te amamos!

Os olhos azuis de Edward se fixaram em meu rosto por alguns segundos antes que ele voltasse a me beijar, dessa vez empregando maior intensidade ao ato.

– Venha... Quero mostrar mais alguns detalhes, antes de continuarmos nossa tour. – Agarrando a minha mão, ele me conduziu de volta ao interior do quarto. – Teste a poltrona. Veja se éconfortável o suficiente. Eu fiz como ele pediu e me acomodei sobre a ampla e absurdamente macia poltrona.

– Eu gostei disso! – Garanti. E para provar a minha declaração, recostei a cabeça no encosto e fechei os olhos.

– Você está tão linda aí... E algo me diz que vai ficar ainda mais quando estiver com um barrigão.

–Ahhnão me lembre que me transformarei em um balão em breve... – Reclamei, abrindo os meus olhos e me concentrando em admirar um porta retrato digital, repousado sobre um pequena mesa aolado da poltrona, onde algumas imagens minhas exibindo a minha quase inexistente barriga podiam ser admiradas. – Eu acho que faltam algumas imagens suas aqui.

– Não mesmo! Vamos acrescentar mais algumas até que Sophie nasça, então teremos fotos dela...

– E suas. –Eu insisti. – Somos uma família. Não somos?

– Seremos. – Ele respondeu e, claramente tentando se livrar da conversa que eu havia iniciado, deu-me as costas e se concentrou em mexer em algo preso no pequeno e delicado berço.

Eu pretendia retrucar quando uma suave melodia tomou conta do ambiente, trazendo, junto com seus acordes, um sorriso espontâneo aos meus lábios.

– Canções de ninar? – Embora eu tenha tentando, não consegui retirar completamente a incredulidade de minha voz. Edward e canções de ninar junto nunca me pareceu uma combinação possível. Eu estava amando conhecer, ainda mais, a nova e apaixonante faceta do homem com quem, em breve, eu dividiria muito mais do que só algumas cenas D/s.

– Me pareceu apropriado. – Ele respondeu com um encolher de ombros, com forçada indiferença. – Agora, pare de me olhar como se eu tivesse duas cabeças e venha conhecer o restante da casa. Estou começando achar que seu amor por esse quarto vai eclipsar, totalmente, a minha outra surpresa.

– Maisuma surpresa? – Me coloquei de pé rapidamente e o segui até o corredor. — Os quartos de hospedes... – Ele ignorou a minha questão e apontou para duas portas fechadas no lado oposto ao quarto de Sophia.

– Você pode olhar depois.

– E se eu quiser olhar agora? – Questionei apenas para provoca-lo.

– Depois. – Ele repetiu. – No final do corredor, a entrada para o sótão... Ou para uma parte dele.

– O seu espaço favorito... Estou curiosa. – E estava mesmo, embora agora que a surpresa por ter ganho uma casanova tinha passado eu já fosse capaz de imaginar o que encontraria no Sótão.

– Para chegarmos lá você precisa conhecer o nosso quarto antes. – Então, supondo que eu o seguira – o que eu, obviamente, fiz – Edward venceu a distância até a última porta dolado direito, praticamente ao lado da do quarto de Sophia.

Como o restante da casa, a cor predominante nas paredes, teto e piso era branca, mas os móveis e tapete eram de um preto brilhante, o que dava ao quarto um toque adulto, moderno e, de certa forma, misterioso. A cara de Edward. Se não fosse pela imensa cama de casal com dossel e por um quadro meu na parede – o mesmo que até aquela manhã ficava em nosso quarto na casa onde ainda vivemos -, ninguém diria que esse era o quarto onde uma mulher dormiria. O que era bom, nunca fui chegada em feminilidade em excesso e branco e preto eram algumas de minhas cores prediletas.

– Dossel, é? — Eu arqueei a minha sobrancelha, dando-lhe um olhar bastante sugestivo. Eu não poderia afirmar, mas a julgar pelo o quejá sabia sobre meu futuro esposo, e por meus próprios pensamento impuros ao me deparar com a larga armação de madeira em nosso leito, eu podia supor os motivos por trás da escolha dessa cama em especial. Com um sorriso que dizia bem mais do que palavras, Edward me puxou para os seus braços. Por um momento, pensei que ele voltaria a me beijar, mas tudo o que ele fez foi erguer os meus braços e prender meus pulsos contra a madeira. O aperto da mão masculina não era forte, julgo até que seria capaz de me livrar dele caso desejasse, mas o olhar sobre mim exercia toda a dominação da qual eu tanto apreciava e ansiava.

Ele aproximou seus lábios do meu ouvido.

– Eu mal posso lidar com a imagem na minha cabeça agora. Eu te contaria os detalhes, gatinha, mas prefiro surpreendê-la... Um dia. — Mantendo-me cativa por mais alguns segundos, ele deslizou o seu olhar por todo o meu corpo de uma forma tão intensa que eu fui capaz de me sentir completamente nua e exposta, embora estivesse devidamente vestida. — O contrasteda sua pele com a madeira negra... Me faz imaginar o quão linda você vai ficar em nosso novoPlayroom.

– Temos umPlayroom? — Questionei com falsa surpresa quando ele deixou meus braços caírem de volta ao redor do meu corpo.

– Você não imaginou que nãoteríamos um, não é?

– Talvez você tivesse esquecido... — Sugeri como provocação, mas acabei por rir levemente ao final da frase. A ideia de Edward não se lembrar de nossas naturezas era absurda demais para ser levada a sério. — Você vai me levar até láou não?

– Vá em frente... — Ele apontou em direção a uma porta entreaberta posicionada na parede esquerda e, antes que eu completasse meu primeiro passo, sua mão estalou fortemente contra o meu bumbum, me fazendo gritar de surpresa.

Eu praticamente corri até a porta, movida não pelos tapas que continuavam a me atingir, mas sim pela ansiedade que começava a se acumular em mim, mas meus pés pararam abruptamente ao me deparar com um closet maior do que o que costumávamos dividir, repleto de prateleiras, cabides e gavetas vazios. Uma risadinha baixa foi o que me fez consciente do suspiro baixo e decepcionado que eu tinha acabado de soltar.

– Talvez você fique um pouco mais feliz quando ele estiver cheio de roupas novas... — Edward se apossou de uma de minhas mãos e me puxou em direção ao fundo do closet. — Até lá, aqui está nosso novo parque de diversões...

Paramos em frente a uma nova porta e Edward levou o meu polegar até um sensor abaixo do fechadura.

– Estamos prestes a adentrar algum escritório da CIA? — Sussurrei com evidente bom humor quando meu dedo foi iluminado por uma luzinha azul e Edward se encarregou de apertar algumas tecladas numéricas ao redor da fechadura.

– Teremos uma criança em casa... — Ele respondeu calmamente enquanto ainda mexiana fechadura, possivelmente a configurando de forma que eu pudesse abri-la no futuro. — Você não quer que ela acidentalmente entre ai, não é?

– Não mesmo! — Garanti. — De flagrantes já me basta a Marie... — Foi o que eu pensei... — Um sorriso estonteante se formou nos lábios carnudos e hipnotizantes do meu noivo.

– Por isso temos um entrada discreta e segura, assim como paredes a prova de som.

– Isso significa que você pretende me fazer gritar?

– Até que você perca a voz...

– Oh meu Deus! — Leveia mão livre ao peito, fingindo choque. — Quem me salvará de um destino tão cruel?

– Como se você quisesse ser salva. — Ele pontuou. — Abra. Eu afastei o meu dedo do leitor e abri a porta.

A primeira vista não passada de um cômodo pequeno, apertado e escuro. O espaço era suficiente apenas para que nós dois ficássemos parados lado a lado confortavelmente, mas uma terceira pessoa, por exemplo, definitivamente, não caberia ali.

Acionando um interruptor, Edward fez com que dois pontos de luz presos a cadauma das paredes ao nosso redor, iluminasse o pequeno espaço. Só então me dei conta de uma escada que se iniciava quase a minha frente, assim como percebi que tudo ao nosso redor, exceto a luz proveniente das lâmpadas, era negro. Em contraste com a casa que tinha acabado de conhecer, parecia que tínhamos acabado de adentrar em outro universo. O que possivelmente era a intenção de Edward.

– Você pode deixar as suas roupas, ou o que quiser, aqui... — Ele apontou para alguns ganchos em uma das paredes. — Nãoagora, é claro. Se eu leva-la lá para cima, sem nada, nós definitivamente não iremos embora tão cedo.

Eu quase me senti decepcionada com sua declaração enquanto o seguia escada acima.

...

Eu precisei de alguns segundos para acalmar as batidas do meucoração e me acostumar com a visão estonteante a minha frente. Em comparação com o quarto pelo qual tínhamos acabado de passar, nosso novoplayroomem muito se assemelhava a masmorras de castelos antigos ou como uma masmorra se pareceria se construída nostempos atuais. Talvez a impressão tenha vindo do teto baixo — apenas alguns centímetros à cima da cabeça de Edward, das paredes cobertas por um papel de parede negro com alguns desenhos aleatórios em alto relevo, do piso de madeira escura ou, talvez, dos candelabros presos ao teto e suportes de luz que pareciam imitar tochas em algumas das paredes.

Depois do pequeno e apertado hall de entrada, eu esperava por um quarto modesto em tamanho, mas o que eu tinha diante dos meus olhos era quase tão espaçoso quanto o salão principal do Club que pertencia ao meu noivo. Tão exagerado quanto o restante da casa, quanto tudo o que vinha do homem parado ao meu lado.

Eu amei cada centímetro quadrado.

E tínhamos tantos novos brinquedos que eu tinha certeza queprecisaria de, pelo menos, duas visitas para me dar conta de todos eles.

Os únicos toques de modernidade eram quadros meus espalhados por quase todas as paredes em diferentes poses sensuais que pareciam disputar espaço com uma TV de tela plana. Obviamente, reconheci cada uma das fotos para as quais eu havia pousado na intenção de reproduzir as cenas que já havíamos feito como um presente para Edward, só que ampliadas e acomodadas entre molduras trabalhadas, quase como quadros pintados à mão.

Embora Edward já tenha visto cada pequeno detalhe do meu corpo, as imagens nas paredes me fizeram corar envergonhadamente. Não era as imagens em si, as poses sensuais ou a ideia erótica por trás dela... Era a forma como ele tinha feito questão de me ter em cada cantodo quarto, de forma que pudéssemos — possivelmente, ele em especial — me ver não importa para onde olhássemos. Era quase como um imenso, luxuriante e pecaminoso santuário à mim.

Sem conseguir evitar, o pensamento ganhou vida através dos meus lábios. Imediatamente, eu me encolhi de vergonha, sentindo-me boba em proferir tais palavras. Mas o riso que e esperava como resposta não veio. No lugar dele, eu recebi palavras roucas e sussurradas das quais pareciam transbordar lascívia.

– Eu pretendo te adorar todos os dias, peregrinar por cada canto, prendê-la em cada um dos meus hereges e ímpios altares e, em cada segundo que aqui passarmos, promover sacrifícios à minha deusa submissa.

Não me passou despercebidos a heresia em sua declaração, mas a intensidadecom que cada palavra foi proferida, assim como a imagem a brincar em minha mente, mostrando-me alguns dos pecaminosos sacrifícios regados a gemidos e suor que poderíamos vir a protagonizar, me fez ignorar todo o resto, exceto o calor que parecia se alastrar, como labaredas, por todo o meu corpo.

– E se sua deusa exigisse um sacrifício agora?

– Eu diria que, embora ela seja a deusa a ser adorada nesse santuário, eu sou o único a dizer quando os sacrifícios começam... Mas, como prova de minha eterna devoção, eu seria capaz de dar-lhe uma alucinante e apaixonada oferenda.

Nada mais precisou ser dito. Não quando ele me acomodou sobre uma mesa revestida de couro e, sem cuidado, rasgou as minhas roupas. Por um segundo, me questionei o que eu vestiria para voltar para casa, mas esse e qualquer outro pensamento deixou de existir quando Edward inclinou-se em direção ao meu corpo e eu pude sentir o seu hálito fresco contra o meu centro pulsante e necessitado. Ele não precisou de mais do que alguns minutos para fazer com que eu de fato me sentisse como uma deusa e começasse a emitir a melodia que sempre ecoaria em nossos cultos privados. ...

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Eu me mantive em silêncio durante o caminho de volta para casa, um misto de ansiedade para ficarmos novamente sozinhos e dar continuidade ao que tínhamos começado e tristeza por ter que deixar nosso novo ninho para trás... por enquanto.

Encolhida no banco do carona, confortavelmente envolvida no casaco de Edward, já que minha roupas viraram panos destroçadosdepois de nossa pequena aventura no Sótão, eu fechei os meus olhos e me permiti imaginar como seria nossa vida depois do casamento.

Em meu íntimo, eu não tinha dúvidas de que conseguiríamos conciliar nossos papeis de pais, esposos, Dominador/submissa.Não se nos deixamos guiar pelo amor que sentimos um pelo outro. E todas as precauções que Edward havia tomado afim de que nossa filha não viesse a encontrar nosso parque de diversões, só havia me deixado ainda mais confiante.

Quando adentramos a garagem,eu tinha um pequeno sorriso em meu rosto diante da imagem projetada em minha mente: Edward, eu e nossa filha, correndo pelo jardim, sorrindo, felizes por apenas estarmos juntos. Se meu noivo não tivesse tocado levemente o meu rosto e me chamado para entrarmos, eu possivelmente continuaria a sonhar acordada, talvez até chegasse a derramar algumas lágrimas de felicidade diante da perfeição de minhas fantasias familiares.

...

Após o frio que nos atingiu assim que deixamos o carro, o vapor de água quenteque passou a envolver todo o banheiro foi muito bem recebido por mim, tanto a ponto de um pequeno gemido de apreciação escapar enquanto eu me agarrava a Edward que, delicadamente, deslizava suas mãos ensaboadas por meu corpo. Eu pretendia fazer o mesmo porele em breve, assim como presenteá-lo com algumas caricias mais ousadas, mas ele tinha planos diferentes e em nenhum momento me permitiu tocá-lo, exceto pelas mãos firmemente colocadas em seu ombro para que eu não viesse a me desequilibrar e cair.

Depois de todo o sabão em meu corpo ter sido retirado, eu fui envolvida em uma toalha felpuda e encaminhada para a cama. Embora eu estivesse, realmente e visivelmente, cansada e desejando uma soneca, eu também estava tão quente quanto tinha estado antes e ansiosa por ajudar o estonteante homem parado a minha frente e exibindo uma ereção digna de toda atenção do mundo.

Acariciando-se intimamente, Edward apenas repetiu a sua sutil ordem, disfarçada de sugestão, para que eu fosse para a cama.

Calando uma reclamação, eu o admirei por mais alguns segundos antes de me encaminhar para o quarto e me acomodar na imensa cama. Imaginei que seria impossível adormecer sabendo que ele estava a alguns metros de distância, tocando-se, mas assim que meu corpo caiu sobre o colchão macio, eu senti todo o cansaço que nem sabia que estava sentindo me prender entre as brumas do sono, sem nem mesmo me importar com o fato de que não vestia nada além de uma toalha.

...

Quando meus olhos voltaram a se abrir, o quarto estava completamente às escuras e não havia sinal de Edward por perto. Bocejando e ainda lutando contra o sono que parecia não ter fim, eu uma minúscula camisola que repousava sobre a poltrona, possivelmente deixada lá por Edward e sai a sua procura.

Eu o encontrei nasala de estar, vestindo nada mais do que uma calça de moletom preto, casualmente esparramado sobre o sofá, bebendo uma cerveja diretamente da garrafa e assistindo a um jogo de futebol americano. A cena era casual e, de certa forma — já que eu nunca o tinhavisto tão relaxado antes — encantadora demais para que eu não parasse para assisti-lo com a mesma atenção e afinco com que ele se concentrava no jogo. Não pude deixar de rir das reclamações baixas e ocasionais xingamentos, assim como senti meu coração inflar ao vê-lo comemorar uma boa jogada. Esse era o tipo de coisa com o qual eu tinha fantasiado durante nosso passeio de carro.

Eu nem mesmo me importei com o fato de que ele não tenha feito mais do que me lançar um olhar brilhante e sorriso fácil, não quando ele parecia não se importar em me mostrar mais um pedacinho seu, até então desconhecido. Após alguns minutos, eu o deixei assistindo ao jogo e me ocupei em encontrar algo para comer. Vendo-o em um típico programa masculino, tive a ideia de apenas pedirmos uma pizza, mas se eu ia sugerir isso precisa encontrar algo para acalmar a pequena fera dentro do meu ventre antes.

Voltei à sala com nada mais do que um pote de sorvete de chocolate em mãos. Eu, se fosse uma boa menina, teria me acomodado na poltrona ou, no máximo ao lado de Edward, e saboreado o meu sorvete até que eu pudesse falar com ele sem atrapalhar, mas eu, obviamente, não me contentaria com tão pouco. Por isso, acomodei-me sobre o colo masculino, de costas para a TV e fitei o rosto de Edwarda tempo de vê-lo franzir a testa. Esperei por alguma reclamação, mas ele levou uma de suas mãos às minhas costas, acariciando-me suavemente e continuou a assistir ao jogo por cima do meu ombro. Eu o deixei assistir as jogadas em paz, concentrada em meu sorvete até que ele quase fez meu coração saltar pela boca com um susto.

Notas finais
Por favor, se você chegou até aqui, me deixe saber o que achou.xoxo