Despertar de uma sub
46 Capítulo XLI
Notas iniciais
Capítulo XLI
Bella Swan
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Eu fitei a minha imagem no grande espelho do espaçoso closet do quarto que dividia com Edward. Estranhamente, hoje, eu me sentia melancólica demais. E embora tivesse que estar me aprontando para a comemoração de aniversário de casamento dos pais do meu namorado – sim, a mesma ocasião em que eu seria oficialmente apresentada – tudo o que eu desejava era voltar para banheira, fechar meus olhos e permanecer dentro d’água até que minha pele enrugasse.
Eu gastei um longo tempo acariciando o quase imperceptível montículo que começava a se formar em meu ventre e tentando entender por que, agora que as coisas começavam a se ajeitar, eu me sentia tão deprimida.
A livraria estava indo bem e o tempo que eu gastava cuidado dos negócios me fazia relaxar imensamente; Tania havia tido uma melhora significativa: estava acordada e se tudo ocorresse bem logo seria transferida para um quarto e, quem sabe, recebesse alta o quanto antes; Jacob foi, oficialmente, indiciado e, embora continuasse em liberdade, eu tinha esperança que ele fosse condenado... Em algum momento; Edward e eu estávamos tão unidos quanto nunca tínhamos sido, tínhamos aprendido, talvez para fazer o outro feliz, a esconder como nos sentíamos quando o assunto era a gravidez... Ele apenas fingia que não existia nenhum bebê a caminho e eu fingia que isso não me afetava.
Sendo bastante racional, não existia qualquer motivo, exceto a privação sexual, para as lágrimas que começaram a cair assim que eu coloquei o lindo vestido que Edward havia me dado e me olhei no espelho. Eu sabia que era irracional, mas não conseguia enxergar qualquer beleza na mulher refletida a minha frente.
As lágrimas aumentaram quando eu joguei ao chão o 5° vestido experimentado. Eu queria estar atraente, de uma forma que deixasse Edward orgulhoso de me ter ao seu lado, mas quando eu olhava para o espelho via a minha barriga maior do que realmente estava e só conseguia pensar que ele ficaria tão desapontado por ter que exibir a chegada de um filho que ele, no fundo, não desejava.
Eu desisti de me recompor e ignorei as batidas suaves na porta. Sabia que era Edward, possivelmente, preocupado com a minha demora, mas, sendo bem honesta, eu não saberia o que dizer a ele.
Eu alcancei a minha bolsa e retirei o meu celular, me recostei em uma das paredes e esperei a ligação ser atendida.
– Alice? – Eu chamei entre fungadas. – Eu não sei o que vestir.
– Eu pensei que você havia ganhado um lindo vestido que me deixaria com inveja... – Eu pude ouvir a diversão em sua voz ao citar as palavras que eu tinha dito a ela no dia anterior.
– Eu... – Tentei dizer. – Eu só…
– Espera aí! – Ela mudou o tom de voz. – Você está chorando?
– Você tem algo que eu possa usar? Talvez algo mais folgado e que não mostre tanto a minha barriga e...
– Eu vou estar aí em alguns minutos. – Ela me interrompeu. – Você pode tentar se acalmar agora?
...
Eu abri a porta do closet cautelosamente quando ouvi a voz da minha amiga do outro lado.
Eu não queria me deparar com Edward, mas foi exatamente o que aconteceu. Ele estava parado ao lado de Alice, vestido elegantemente em um terno sob medida, parecendo tão lindo quanto sempre foi.
– Qual é o problema? – Ele questionou assim que seus olhos pousaram sobre mim.
– Nós estaremos prontas para ir em uma hora... – Alice o empurrou para o lado e adentrou o closet.
– Bella? – Eu o ouvi gritar o meu nome, mas Alice apenas fechou a porta.
– Ok, você vai me dizer o que aconteceu? – Ela me deu um sorriso.
– Você está bonita! – Eu elogiei. Era verdade. Ela estava deslumbrante em seu vestido de festa.
– Você também estará quando eu terminar. – Ela garantiu. – Mas antes venha aqui... – Ela me puxou pela mão até que nos acomodamos em um banco. – Chore o quanto quiser...- Ela acariciou os meus cabelos. – Depois eu vou te deixar deslumbrante.
Eu deitei a minha cabeça em seu colo.
– Eu não sei qual é o problema! – Exclamei.
– Hormônios, minha amiga. – Ela respondeu com um sorriso. – E eu tenho certeza que Edward não está ajudando muito com a sua autoestima, não é?
– Ele é bastante gentil e doce e...
– Certo! Mas continua se recusando a fazer amor.
Eu funguei um pouco mais alto.
– Talvez, ele não sinta atração por mulheres grávidas e...
– Ok! Pare com isso! – Ela me fez levantar e olhar para ela. – Edward está se comportando como um idiota. Não deixe isso te deprimir. – Ela enxugou as minhas lágrimas. – Eu sei que ele tem os seus motivos, ou acha que tem, para agir assim, mas também sei que ele não faz ideia de como esse comportamento está afetando você. Você continua tão linda quanto sempre foi e, eu tenho certeza, que você o excita tanto quanto sempre o excitou.
– Eu...- Comecei envergonhada. – Eu o acordei essa manhã...
Alice arqueou a sua sobrancelha para mim, com clara confusão.
– Com a minha boca...
Ela não conseguiu evitar uma gargalhada.
– Não tem graça! – Reclamei.
– Na verdade, tem sim. – Ela tentou controlar o riso. – E?
– Ele costumava gostar...
– Costumava?
– Bom, eu... Eu o fiz gozar e... Ele ficou tão irritado depois.
– Eu tenho absoluta certeza que ele estava mais irritado consigo mesmo por não ter conseguido se controlar do que pelo o que você fez.
– Você acha? – Eu usei meus próprios dedos para limpar o rosto. – Eu acho que não tenho mais energia para provocá-lo.
Alice me puxou para um abraço.
– Basta estar por perto, Bella... Já é provocação suficiente.
...
– Você quer olhar? – Minha amiga me ajudou a ficar de pé quando terminou de arrumar o meu cabelo e maquiagem.
– Eu acho que não. – Respondi hesitante. – Eu não quero começar a chorar novamente.
Ela balançou a sua cabeça negativamente.
– Nada mais de lágrimas hoje! – Ela decretou e me ajudou a colocar um vestido negro que tinha encontrando entre as minhas coisas.
Era bonito. Não tão folgado quanto eu gostaria, mas as penas aplicadas sobre o cetim da saia escondia, completamente, qualquer evidência da minha gravidez. E o modelo do decote, aliado ao brilho roubava a atenção para o meu busto.
Eu sorri levemente para o brilho no tecido, começando a me sentir um pouco mais confiante e acabei por me colocar mais uma vez em frente ao espelho.
– O que acha? – Alice se colocou ao meu lado.
Eu abri um sorriso sincero.
– Obrigada! – Foi a minha vez de puxá-la para um abraço.
...
Eu desci os degraus com cuidado, afinal tudo o que não desejava era cair dos saltos que Alice tinha me obrigado a usar.
Antes mesmo que eu conseguisse chegar a sala, Edward já estava parado a minha frente.
– Você está bem? – Ele me estendeu a mão, que eu aceitei prontamente, e me ajudou a vencer os últimos degraus. – O que aconteceu.
– Eu estou bem. – Garanti. – Sinto muito se o atrasei.
Ele me puxou para mais perto e com a ponta dos dedos fez uma caricia em meu rosto.
– Se você não quiser, não precisamos ir... – Ele disse suavemente.
Eu respirei fundo, me obrigando a entender suas palavras como elas, realmente eram: apenas uma forma doce de me dizer que poderíamos ficar em casa se eu preferisse assim e não como uma forma gentil de dizer que ele não gostaria de me ter ao seu lado.
– Eu acho que preciso de um pouco de água antes de irmos... – Sussurrei e me dirigir a cozinha antes que ele pudesse compreender minha atitude.
...
– Você está maravilhosa! – A voz rouca de Edward sussurrou em meu ouvido, no momento em que ele me ajudou a deixar o seu carro.
Seus braços me envolveram em um abraço e eu senti seus lábios roçando de leve em meu pescoço.
– Obrigada! – Eu aceitei a caricia.
Ele se afastou apenas o suficiente para me olhar.
– Você sabe que para mim não há qualquer outra mulher tão linda quanto você, não é?
Eu não consegui evitar um sorriso.
– Alice e sua boca grande...
As mãos de Edward se fecharam ao redor do meu rosto e ele aproximou o seu rosto do meu.
– Você foi, é e sempre vai ser a melhor visão que eu já tive... – Ele colocou seus lábios nos meus. – E eu mal posso esperar para ver a inveja que todos os amigos do meu pai sentiram de mim essa noite.
Eu o puxei para um novo beijo.
...
– Aí estão vocês... – Eu senti o meu humor melhorar gradativamente ao ser recepcionada por Rosalie e Emmett. Com eles, Alice e Jasper por perto eu não me sentiria tão fora de lugar.
– Eu senti sua falta! – Eu aceitei o abraço de Rose.
– Como vai, Papai Cullen? – Emmett estendeu sua mão para Edward, apenas para ser solenemente ignorado. – E você, linda mamãe? – Eu aceitei os já previsíveis beijos dele.
– Muito melhor com vocês por perto. – Garanti.
– Eu costumo ter esse feito nas mulheres...
Não foi possível evitar a gargalhada geral que se seguiu.
– Parece bem mais animado aqui... – Eu, ainda com um sorriso no rosto, me virei em direção a voz gentil de Esme Cullen. – Oww você está linda, querida!
– Obrigada! – Eu sussurrei, com timidez. — Feliz aniversário de casamento!
Ela se aproximou e beijou o meu rosto.
– Me parabenize por aturar dois Cullen’s por 30 anos... Eu deveria ser beatificada.
– Não foi assim tão ruim... – Carlisle se aproximou e com um abraço cumprimentou o filho. – Ela não viveria sem nós.
– Espere e verá, querida. – A mãe de Edward sorriu para mim e, com delicadeza, acariciou a minha barriga.
Eu sorri de volta, mas internamente me sentia um pouco incomodada com tanta atenção.
...
Eu soltei um suspiro de alivio quando, finalmente, pude me sentar um pouco, ao lado de nossos amigos, após ter circulado pelo amplo salão de festas ao lado de Edward e seus pais.
Eu estaria mentindo se dissesse que não me senti bem ao ser apresentada às pessoas mais dos Cullen’s como parte da família, embora eu, teoricamente, não fosse. Mas também foi desgastante, física e emocionalmente. Fingir sorrisos enquanto eu me sentia, por dentro, tão melancólica era cansativo.
– Você acaba de ganhar uma massagem... – Edward se sentou ao meu lado. – Assim que chegarmos em casa.
– Meus pés agradecem. – Eu me aconcheguei em seus braços. – Está sendo uma linda festa...
– Mas você não está se divertindo. – Ele comentou baixinho.
– Eu não estou sendo uma boa companhia... Sinto muito!
Ele se manteve em silêncio por alguns minutos e eu apenas aproveitei a sensação de estar tão perto dele, enquanto ouvia a conversa animada dos dois casais ao nosso redor.
– Você está feliz? – Ele disse subitamente.
Eu me movi para que pudesse olhá-lo.
– Edward...
– Responda sinceramente.
– É claro que eu estou feliz. – Respondi.
– Não foi o que eu vi em seu olhar mais cedo...
Eu prendi minhas mãos nas suas.
– Mas eu estou. – Afirmei. – Talvez não radiante, hoje, mas é claro que sou feliz. Eu tenho você, o que por um tempo acreditei que seria impossível e... – Minha intenção era dizer que sempre teria um pedaço dele ao meu lado agora, mas me calei a tempo. – Isso é tudo o que importa.
Ele pretendia retrucar, mas seus pais escolheram esse momento para iniciar um discurso e, contra a sua vontade, Edward foi obrigado a se dirigir até eles.
– Você se importa se eu permanecer aqui?
– Eu vou manter meus olhos sobre você...
Eu assenti e o vi se afastar alguns passos.
– Eu sei que não está sendo fácil para você... – Eu me virei em direção a Jasper ao ouvir a sua voz se dirigindo a mim. – Mas tenha só um pouco mais de paciência com ele.
– Eu estou tentando. – Respondi. – A bem da verdade é que não tenho facilitado as coisas para ele, mas é que... Algumas vezes, ele se comporta como um garoto mimado que não aceita qualquer outra opinião que não seja a dele.
– Eu acho que “menininho assustado” o definiria melhor. – Jasper se inclinou em minha direção e, fitando o olhar tranquilizador de meu amigo, eu me esqueci do discurso dos meus sogros e até mesmo da melancolia que sentia. – Talvez você não consiga ver claramente, Bella, mas Edward está apavorado. Ele não sabe como agir. Ele está perdido. E acima de tudo, ele morre de medo de perder vocês.
– Vocês? – Eu repeti.
Jasper me deu um sorriso encorajador.
– Você e o bebê. – Involuntariamente, eu levei uma de minhas mãos até a minha barriga. – Eu sei que ele tem sido difícil, mas você, realmente, acredita que ele não se importa, nenhum pouco, com o filho?
– Ele disse, sempre diz, que não hesitaria em abrir mão dele, se fosse necessário.
– Exatamente com essas palavras?
– Não! – Eu me senti mal por estar falando sobre isso. – Apenas se ele precisasse escolher.
– Escolher entre?
– Entre mim e o bebê...
O sorriso de Jasper se tornou um pouco maior.
– Isso significa, apenas, que ele não conseguiria seguir em frente sem você. Não que ele não se importe com o filho que terão.
Eu pressionei um pouco mais a minha mão contra o meu ventre.
– É apenas um bebê, Jazz. Ele deveria escolher ele e não a mim.
– Acredite em mim... – Eu senti a mão de Jasper sobre a minha. – Edward daria sua própria vida por esse bebê, sem hesitar.
– Você perdeu o discurso... – Eu saltei em meu lugar quando ouvi a voz do meu namorado ao meu lado.
Jasper me deu um sorriso e se afastou como se não tivéssemos em meio a uma conversa tão importante.
– Interrompi algo? – Eu precisei lutar para não revirar os meus olhos.
– Nós estamos apenas conversando...
– Eu vou me assegurar que ele, e qualquer outro, saiba que não há necessidade de toques em uma conversa.
...
A primeira coisa que fiz ao adentrar o nosso quarto foi retirar os sapatos de salto alto e com alegria me joguei sobre a cama.
Edward se encarregou de acender as luzes e ligar o aquecedor.
– Muito cansada?
– Talvez seja mais preguiça do que cansaço.
– Venha aqui... – Ele estendeu sua mão em minha direção e eu voltei a me colocar de pé.
Ele acariciou os meus braços e se colocou as minhas costas. Eu senti o fecho do meu vestido se aberto e estremeci.
– O que você está fazendo?
– Tirando a sua roupa... – Ele respondeu naturalmente.
– Por quê?
Ele sorriu, mas não respondeu.
Eu voltei a me deitar quando ele consentiu e mantive meus olhos sobre ele.
Suas mãos percorreram as minhas pernas, apertando levemente e com precisão até alcançar os meus pés, onde seus dedos começaram a aliviar a dor causada pelo longo tempo em cima de saltos altos.
– Oh Deus, isso é bom! – Eu gemi.
Ele continuou com a sua magia por tempo suficiente para fazer todo o meu corpo relaxar.
Quando me deu conta, eu já tinha os meus olhos fechados e um pequeno sorriso de contentamento estampava o meu rosto.
Eu não me movi quando senti suas mãos voltarem a subir por minhas pernas, mas senti meu coração acelerar.
– Isso é maldade! – Eu sussurrei quando seus dedos apertaram as minhas coxas.
Ele ignorou o meu comentário e deslizou seus dedos por meus quadris em direção ao norte.
Meus olhos se abriram no exato momento em que um de seus dedos contornou os meus seios.
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