Notas iniciais
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Capítulo 09

– Tudo o que desejar, Mestre. – Assim que as palavras deixaram meus lábios percebi que era exatamente como me sentia.

...

Estávamos de volta ao bar.

Eu estava sentada ao lado de Edward, mantendo minha cabeça abaixando, minha atenção única e exclusivamente nos movimentos circulares que o dedo de Edward fazia em minha coxa.

Edward esperava pelo seu sócio. Aparentemente eles tinham um compromisso hoje a noite, mas Edward estava disposto a cancelar. Só precisava avisá-lo.

Vi quando um par de sapatos parou ao meu lado.

– Eu já tenho tudo pronto...

Precisei me obrigar a manter a cabeça abaixada apesar da minha curiosidade querer tirar o melhor de mim.

– Jasper, essa é Isabella... – Edward parou o movimento de seu dedo e se colocou de pé. – Isabella, esse é Sr. Whitlock.

Mantive minha posição, esperando.

– Você pode cumprimentá-lo. – Eu quase podia ver o sorriso em seus lábios.

– É um prazer conhecê-lo, Senhor!

A pouca iluminação do club não me permitia ver muito, mas pude notar seu cabelo loiro, grande porte e expressão séria.

– O prazer é meu, Isabella.

Voltei a abaixar a minha cabeça.

– Você não me disse que ela estaria participando.

– Ela não está... – Edward respondeu. – O mesmo para mim... Estamos de saída.

Os dois se mantiveram em silencio e eu só pude imaginar o que estava acontecendo.

– Mestre? – Sussurrei.

– Isabella?

– Eu não pretendia atrapalhá-lo... Sinto muito!

Edward se inclinou. Sua boca próxima ao meu ouvido.

– Você pode me mostrar o quanto sente quando estivermos em casa... Seu traseiro empinado em minha direção.

Estremeci e fui incapaz de impedir que minhas pernas se esfregassem.

Eu mal podia esperar por isso.

– Sua submissa é tão bem vinda quanto você para assistir a cena... – A voz de Jasper voltou a soar.

Uma cena? Edward estava indo assistir uma cena? Ou ele iria participar também?

Minha cabeça se ergueu em um movimento rápido e meus olhos se prenderam nos dele.

– Você tem algo a dizer? – Ele questionou e eu me dei conta que minha lista de infrações só estava aumentando.

Bom, de qualquer forma eu estaria sendo punida hoje à noite.

Meus olhos voltaram a percorrer o ambiente e percebi que os grupos se divertindo eram maioria agora e me permitir recordar a cena que presenciei assim que cheguei ao club e subitamente me senti curiosa. Como será que terminou?

– Eu gostaria de assistir, Mestre.

Obviamente Edward se surpreendeu. Até mesmo eu estava surpresa.

– Você o que?

– Apenas se o Sr. desejar, Mestre. – Respondi voltando a abaixar a minha cabeça.

– Vou dar a vocês um minuto... – Sr. Whitlock nos disse, provavelmente ciente do clima que se instalou sobre nós.

– Isabella? – Edward voltou a se sentar ao meu lado. – Olhe para mim.

Obedeci prontamente.

– Você pode explicar isso?

Respirei fundo.

– Eu gostaria de assistir, Mestre. – Fiz uma pausa, odiando o fato de que até essa conversa fosse capaz de me fazer corar. – Se não for um problema.

Edward apenas permaneceu parado a minha frente, seus olhos percorrendo cada centímetro do meu rosto.

– Isso não era um limite? – Ele pareceu recuperar a sua voz.

– Nós estaremos participando?

Enquanto esperava por sua resposta, senti meu coração acelerar.

– Não, Isabella. Eu não estaria participando.

É claro que ele reconheceria a verdadeira pergunta por trás das minhas palavras.

– Você pode responder a minha pergunta, agora?

– Não, Mestre. Não é um limite. Eu confio que você irá me proteger se existir qualquer coisa que possa me ferir.

Seus lábios se contorceram em um discreto sorriso.

– De onde surgiu isso?

Mordi meu lábio inferior antes de lhe contar sobre a mulher ruiva que vi assim que cheguei e como me senti assistindo a forma como ela estava sendo tocada: incapaz de desviar o olhar e secretamente desejando saber o que aconteceria em seguida.

– Temos, então, uma pequena voyeur. – Ele comentou desistindo de esconder a sua diversão. – Vamos... – Ele me deu a sua mão, me incentivando a acompanhá-lo. – Isso não muda o fato de que há uma punição esperando por você, hoje.

...

Estremeci assim que adentrei a sala privada. Um pequeno bolo se formou em minha garganta. Uma mistura de apreensão e excitação me tomando.

– Você está segura aqui... – Edward sussurrou.

Assenti e o acompanhei até que ele estava confortavelmente instalado em uma poltrona. Bem de frente para uma pequena mulher com os braços presos a cima da cabeça por uma corrente em seus pulsos. Seu cabelo preto e espetado caia sobre seu rosto.

Antes mesmo que Edward fosse capaz de me dar a ordem, eu já estava sobre os meus joelhos, bem próxima aos seus pés. Mas. Fui incapaz de abaixar a cabeça, meus olhos estavam presos na mulher a minha frente.

– Essa é Alice... – Edward soprou em meu ouvido.

Voltei a assentir e me concentrei na forma do Mr. Whitlock atrás dela, separando o que eu imaginava ser os instrumentos que usaria em sua submissa.

– Me deixe saber se for demais para você... – Meu Mestre disse, antes de voltar a se recostar em sua poltrona.

Observei atentamente a forma como Mr. Whitlock deslizou suas mãos pelo corpo nu de sua submissa, a excitando, até que ele estivesse se contorcendo e gemendo. Ele se afastou, a olhou atentamente e retirou do seu bolso uma espécie de corrente com um prendedor em cada ponto.

Estremeci ao perceber o que era. Jacob já tinha usado algo do tipo em mim.

– São Clamps... – Edward voltou a sussurrar em meu ouvido. – Ele vai prendê-lo nos mamilos dela... Repare que é possível regular a pressão de acordo com que o Mestre deseja fazê-la sentir... Pode ser um estimulante maravilhoso, Isabella.

Alice soltou um pequeno gemido quando o primeiro prendedor foi colocado em seu mamilo e cerrou os olhos. Jasper se inclinou e distribuiu beijos molhados ao redor do prendedor a fazendo suspirar, antes de conceder o mesmo tratamento ao outro mamilo.

– Você gosta disso? – Jasper puxou um pouco a corrente ligada aos prendedores.

– Oh, sim! Sim, Mestre! – Alice respondeu entre gemidos.

– Parece que ela está apreciando, não? – A voz de Edward voltou a soar próxima ao meu ouvido. – Venha aqui...

Desviei o meu olhar para vê-lo bater em sua coxa. Me obriguei a me colocar de pé e sentar em seu colo.

– O que você acha? – Eles questionou quando eu já estava acomodada. – O que acha que ela está sentindo agora?

– Ela está gostando... – Respondi voltando a olhá-la.

A forma como ela se contorcia não se parecia em nada com a forma como eu me contorcia quando usava esse instrumento. Ela pedia por mais, com seu próprio corpo.

– E você, Isabella? Você gosta do que está vendo?

– Eles... Eles fazem parecer tão... Excitante.

– É assim que deve ser. – Edward respondeu com convicção.

– Oh Deus! Eu mal posso esperar para ter um desses em você... O que você acha? Você quer um desses em você?

Um gemido involuntário escapou por meus lábios.

– Eu acho que isso é um sim...

– Eu quero tudo com você, Mestre! – Consegui responder afinal.

– Mmm Isabella, sua voz me diz o quanto você não pode esperar por isso... – Um beijo molhado foi dado em meu ombro. – Aposto que você está pronta para mim... Tão molhada que é capaz de ter em você sem esforço.

Apertei minhas pernas juntas, procurando por alguma fricção.

– Olhe para eles... – Ordenou, fazendo seus dedos se prenderem em meu cabelo, movendo minha cabeça em direção a Jasper e Alice. – Ele tem mais um brinquedo para ela...

Meus olhos se prenderam na mão de Jasper. Ele tinha uma espécie vibrador em sua mão, mas esse era um pouco mais grosso no final.

– É um plug... – Edward continuou a falar. – Isso vai deixá-la pronta para ele...

Jasper se ajoelhou atrás de Alice e passou a acariciar suas coxas, deslizando o plug, até que ele o infiltrou entre as nádegas dela, com movimentos suaves.

– Oh Céus! – Lamuriei, me contorcendo no colo de Edward.

– Em algum momento você também terá um... – Ele disse calmamente. – Eu mal posso esperar para estar nesse traseiro bonito.

Minhas mãos apertaram com força o braço da poltrona.

– Apenas quando você estiver pronta. – Ele rapidamente me tranquilizou.

Permiti que um longo suspiro saísse. As mãos de Edward se apossaram de minha cintura e ele me reposicionou em seu colo, me fazendo sentir o quanto ele me desejava naquele momento.

– Tanto quanto pode ser divertido assistir, eu apreciaria um pouco de privacidade agora... Está na hora de ir embora.

...

Uma pequena parte do meu cérebro insistia em dizer que eu deveria estar em pânico, mas meu corpo se negava a sentir qualquer outra coisa que não fosse uma excitação inexplicável. Bom, não totalmente inexplicável.

Acredito que o fato de eu estar nua, deitada de bruços, com as mãos presas a cabeceira da cama por duas algemas fosse estimulante o suficiente.

Eu podia sentir o quanto o meu traseiro já estava quente pelas palmadas que Edward já tinha me dado e tudo o que eu podia fazer era secretamente pedir por mais.

Eu estava bastante consciente de que isso era um castigo. E como tal não deveria ser divertido ou prazeroso e eu deveria estar envergonhada por ter feito algo que, de alguma forma, desrespeitasse o meu Mestre. Mas, o fato é que eu não conseguia me arrepender de ter ido até o club e ter feito Edward perceber que o meu lugar era exatamente onde estou agora, com ele me dominando.

Meu traseiro foi atingindo com um pouco mais de força e eu gemi vergonhosamente alto.

– Isso é uma palmatória, Isabella. – Edward disse, deslizando o instrumento por minha pele recém atingida. – E esse foi a primeira das 10 que eu lhe darei. Ele deslizou a palmatória, infiltrando-a por minhas pernas, me obrigando a abri-las.

– Eu tenho uma bela vista daqui... – Ele gemeu em apreciação. – Conte para mim, Isabella.

Quando minha pele voltou a ser atingida, com um pouco mais de força do que antes, eu precisei me esforçar para fazer a palavra sair.

– Dois... – Gemi e, por reflexo, tentei fechar minhas pernas.

– Nem pense nisso... – Ele me repreendeu, forçando minhas pernas a permanecerem como ele as colocou. – Ou terei que as prender também.

Quando finalmente fui capaz de pronunciar “dez” minha excitação tinha, de fato, diminuído um pouco e meu traseiro precisava de um descanso.

Mas Edward tinha outros planos.

– Por que você está sendo castigada? – Eles questionou, enquanto deslizava sua mão por minha pele quente.

– Eu impus minha presença, Mestre. – Choraminguei. – O desobedeci ao ir ao club.

Eu quis acrescentar que foi graças a minha desobediência que estávamos de volta ao lugar que pertencemos, mas sabia que não era o melhor momento para isso e de uma forma ou de outra eu tinha mesmo o decepcionado. Merecia o castigo e o suportaria de bom grado.

– Oh Isabella... – Ele murmurou. – Você não está arrependida, não é?

Eu me mantive em silencio porque não desejava mentir para ele, mas reconhecer que não era capaz de me arrepender não me pareceu uma boa alternativa, no momento.

– Nós estamos terminando o seu castigo com 10 chicotadas... Eu tenho um flogger esperando para acertar essas bochechas.

Voltei a choramingar.

– Você está indo bem... – Ele disse após a primeira chicotada. Me obriguei a respirar fundo.

Só mais nove...

Quando o chicote me atingiu mais uma vez, senti as lágrimas começarem a se formar.

Oito...

– Por favor... – Implorei entre soluços.

Sete...

– Quase lá... — Edward respondeu.

Antes que eu fosse capaz de voltar a implorar, uma sucessão de chicotadas me atingiu, me fazendo gritar.

– Apenas mais uma... – Ele disse próximo ao meu ouvido.

Obriguei meus dedos a se prenderem na cabeceira da cama e cerrei meus olhos com força.

– 10 é o número, Isabella e eu quero ouvir você agradecer.

O chicote percorreu minha coluna.

– Pronta?

Engasguei quando a picada do flogger me atingiu, mas me esforcei para dizer:

–Dez! Obr...Obrigada Mestre!

Minha cabeça tombou de encontro ao colchão.

Ouvi quando o flogger atingiu ao chão e um segundo depois Edward estava ao meu lado.

– Você foi tão bem... – Ele começou a sussurrar em meu ouvido. – Eu estou tão orgulhoso! Seus lábios encontraram a pele das minhas costas e ele passou a beijá-la. — Eu odeio isso tanto quanto você... – Confessou, agora deslizando sua mão suavemente por minhas pernas. – Então, faça um favor a nós dois e não me obrigue a castigá-la novamente.

O calor de seus toques em mim foi gradativamente substituindo a dor e ardência e quando dei por mim, eu já estava tão excitada quanto antes.

– Por favor, Mestre... – Implorei quando seus dedos passaram pela parte interna de minhas coxas.

– Oh Isabella... Você não imagina o quão encantadoras estão essas bochechas... Vermelhas e quente... – Um beijo molhado foi dado exatamente onde seu chicote tinha acabado de estar e eu estremeci. Sua língua passou a percorrer cada centímetro de pele, me enlouquecendo.

– Oh, por favor! – Voltei a implorar. — O que você precisa, anjo?

– Você... Você, Mestre.

Seus dedos passaram a explorar toda a minha intimidade e ele gemeu em deleite.

–Tão molhada!

Quando alguns de seus dedos deslizaram para dentro de mim, eu fui incapaz de me manter quieta. Meus quadris passaram a se mover em busca de mais atrito... Eu precisava de mais... Muito mais.

Seus dedos trabalharam impiedosamente em mim, até que eu estivesse perigosamente perto de explodir.

– Mmm Mestre! – Lamuriei. – Por favor... Eu preciso...

– Ainda não... – Ele ordenou e eu choraminguei ciente de que não seria capaz de esperar por muito tempo. – Não serão os meus dedos dentro de você quando você gritar de prazer.

Eu me contorci um pouco mais, gemi e mordi meu lábio inferir com tanta força que fui capaz de sentir o gosto de sangue em minha língua, até que ele, finalmente, retirou os seus dedos e se colocou por cima de mim

– Me diga, Isabella... – Ele sussurrou se posicionando em minha entrada. – A quem você pertence?

– Eu sou sua... – Respondi me perdendo na sensação de tê-lo deslizando para dentro de mim. – Só sua.

– Diga meu nome... – Com uma estocada ele estava completamente acolhido.

– Mr. Cullen! – Fui capaz de dizer, antes que só gemidos fossem capazes de sair dos meus lábios.

Sua mão se prendeu em meu cabelo e sua boca se aproximou de meu pescoço, onde ele passou a sugar.

Mmmmm eu teria uma marca ali pela manhã...

– Você é minha, Isabella... – Ele grunhiu contra a minha pele. – Só minha.

Seus movimentos de vai e vem se tornaram mais rápidos e intensos.

– Venha para mim... Ele não precisou pedir novamente.

Me perdi nas sensações indescritíveis que ele me proporcionava, vagamente consciente que ele ainda se movimentava, até que ele caiu ofegante sobre o meu corpo.

Edward rapidamente aliviou seu peso sobre mim e soltou as algemas que me prendiam a cama, para logo em seguida me puxar para os seus braços.

– Agora eu me sinto na obrigação de dizer: — Ele sussurrou, ainda ofegante. – Obrigado por lutar por isso... Por nós... Por desejar tanto a minha coleira.

Um sorriso travesso se formou em meu rosto.

– Você deveria ser castigado por ter desistido de mim... – Respondi me aconchegando contra ele.

– Eu ainda tenho aquela palmatória, Isabella. – Ele respondeu sorrindo. – Cuidado com o que diz.

Notas finais
Por favor, me deixe saber o que acharam.