Despertar de uma sub
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Capítulo 04
O caminho de volta à casa de Edward foi confortavelmente silencioso. Eu brincava distraidamente com os pingentes de minha pulseira enquanto sentia as borboletas de antecipação sobrevoarem agitadas em meu estomago. Com apenas uma simples e curta frase: Eu a terei assim que chegarmos em casa – Edward foi capaz de deixar-me mais pronta do que jamais estive em toda a minha vida.
Eu o desejava fervorosamente, isso não era segredo algum. Mas, após suas palavras e atos no restaurante enquanto me entregava sua coleira e explicava seu significado, ele conseguiu fazer-me ansiar loucamente pelo momento em que ele, de fato, me dominaria. O que, de certa forma, chegava a me assustar; afinal, após minha experiência como submissa de Jacob, imaginei que jamais seria capaz de confiar tão plenamente em um homem a ponto de entregar-me tão completamente, como estava prestes a fazer. Mas, com Edward, eu me sentia estranhamente segura, protegida. E eu desejava ardentemente que ele me possuísse de todas as formas possíveis e imagináveis.
Eu cobiçava todas as facetas do homem que dirigia calmamente sentado a meu lado. Eu queria estar em sua cama, permiti-lo fazer o que desejasse comigo, assim como ambicionava ter seus carinhos ternos e inebriantes, sentir suas mãos fortes e dominadoras tocarem-me, assim como sentir o calor de seu abraço, o doce de seus beijos... Eu estava perigosamente me apaixonado por Edward, não havia como negar.
– A porta ao lado do meu quarto, vai te levar ao nosso quarto de brincar... espere por mim lá, nua, ajoelhada aos pés da cama. – Sua voz perfeitamente calma, cheia de promessas, me trouxe de volta a realidade, quando o motor do carro foi desligado e ele galantemente abriu a porta do carona para mim, me ajudando a descer.
– Sim, Senhor! – Respondi prontamente, e de cabeça baixa segui em direção ao que eu esperava ser o início de duradoura relação.
...
O quarto anexo era tão amplo quanto o que Edward ocupava diariamente, com a diferença que pendurado ao teto, havia uma espécie de gancho onde provavelmente meu Senhor poderia pendurar algumas correntes.
Tirei minhas roupas cuidadosamente, dobrando-as e deixando-as num canto do quarto, tomando a posição que Edward havia dito. Esperei ansiosamente por alguns minutos até que pudesse ouvir seus passos quase silenciosos se aproximando de mim e pelo som, ele parecia estar descalço.
– Hoje quero te ensinar sobre obediência... Você consegue me obedecer Isabella? — Ele disse com a voz sensualmente tentadora atrás de meu corpo, se abaixando para ficar a minha altura. Senti algo gelado, provavelmente um copo, tocando minha nuca suavemente, apenas para me fazer sentir o choque de temperatura — Vai conseguir ficar quietinha quando tudo o que seu corpo deseja é gritar, apenas para agradar ao seu Senhor?
– Tudo o que meu Senhor desejar... – Disse baixinho. Minha respiração já estava notadamente pesada, e só piorava a medida que sentia sua mão um pouco fria deslizando por minhas coxas, sentindo um pouco da umidade que escorria.
– Shiiii Isabella... Hoje eu a quero bem quietinha. – Sua mão subiu por meu corpo até chegar a meu seio esquerdo, me puxando para trás e me fazendo sentir seu corpo coberto com uma calça e seu peito nu colado as minhas costas. – A ordem da noite é silêncio... Você vai sentir todos os meus toques... Mas não pode falar. – Sua risada levemente maliciosa ecoou em meu ouvido antes dele mordiscar minha orelha – E nem gozar sem minha autorização.
Senti um arrepio intenso percorrer meu corpo com suas palavras e com toda aquela proximidade. De repente, Edward forçou meu corpo um pouco para frente, fazendo meu tronco se apoiar na cama. Pude ouvir o barulho de seu cinto sendo desfeito e do zíper que se abria. – As únicas palavras que poderão sair de sua boca hoje são suas safewords. – Ele disse enquanto sentia sua glande passando por meus lábios vaginais, molhando-a com meus sucos. – Já tão molhada por seu Senhor... – Falou antes de deslizar lentamente para meu interior, fazendo-me morder meus lábios para não gemer e seguir sua orientação.
Seus movimentos eram tão absurdamente lentos que eu cheguei ao absurdo de pensar que ele nunca chegaria a estar completamente dentro mim. Precisei sufocar o desejo de lhe implorar que fosse mais rápido.
Edward parecia conhecer meu desespero, acredito até, que era essa a sua intenção.
Conseguia sentir perfeitamente o tecido de sua calça roçando em minhas coxas a cada impulso. Edward parecia me enviar as estrelas com suas estocadas lentas e profundas. Suas mãos mantinham meu corpo da forma que ele desejava... Uma delas espalmada em meu ventre e outra envolvia um de meus seios por baixo de meu corpo. Meu rosto se afundou no colchão macio, até que não consegui me conter, e um gemido foi abafado no tecido macio.
– Que menina malvada Isabella... Não consegue se conter... – Ele riu e segurou meus cabelos com uma mão, erguendo meu corpo do colchão – E ainda por cima, tentando enganar Seu senhor... Realmente decepcionante.
Eu queria retrucar e dizer-lhe que não era minha intenção tentar enganá-lo, mas sabia que o melhor era voltar a tentar cumprir o que ele havia me ordenado. Manter-me em silêncio, ao menos em quanto aguentasse.
Edward deslizou para fora de meu corpo e me puxou para cima, me jogando na cama e se afastou alguns passos, indo até um armário de madeira tabaco; abrindo e procurando por algo em seu interior. Depois de uns minutos, pude sentir um cheiro levemente adocicado invadindo o ambiente, e o vi voltando em minha direção com uma vela vermelha acesa, e imediatamente, senti meu corpo estremecer.
– Relaxe minha pequena... Lembre-se que pode usar suas safewords. – Ele sorriu e se ajoelhou na cama, me deixando deitada a sua frente, completamente a sua disposição.
Eu não queria estar assustada, muito menos desejava sentir qualquer coisa perto do medo com relação a Edward, por isso respirei fundo e fechei os olhos tentando me concentrar apenas nele.
Comecei a arfar quando senti uma gota da cera morna tocar um de meus mamilos, convertendo-se numa espécie de óleo que escorria por minha pele. Mordi novamente meus lábios e mantive meus olhos cerrados... Provavelmente não conseguiria me conter por muito tempo, já que com apenas aquele pingar morno em minha pele sensível Edward parecia me mandar às nuvens.
Não satisfeito com isso, sua mão começou a espalhar o óleo numa massagem deliciosamente excitante por meus seios, enquanto prendia entre os dedos os bicos enrijecidos. Juro que nesse momento pude sentir um pouco do gosto de sangue em minha boca, já que provavelmente havia cortado meus lábios com uma mordida mais forte. Suas mãos desceram por meu corpo, fazendo o mesmo caminho que os pingos de cera.
Afastando um pouco minhas pernas, ele continuou com meu tormento, até chegar em meu centro pulsante, permitindo que uma gota caísse sobre meu clitóris intumescido antes de apagar a vela. Meu corpo estremeceu e eu juro ter sido capaz de tocar algumas estrelas, ou talvez tenha sido apenas o que e meu cérebro anuviado pelo êxtase tenha projetado, ao mesmo tempo em que cobria meus lábios com força impedindo que um gemido escapasse.
– Você fica linda assim... tão entregue. – Ele sussurrou em meu ouvido. – Me agrada vê-la assim... E me orgulha que se esforce a cumprir o que ordeno.
Um pequeno e tímido sorriso preencheu meu rosto.
Edward se posicionou sobre meu corpo, e dessa vez, espalhando o óleo com a glande de seu membro rijo, numa verdadeira e deliciosa tortura. – Vai ficar quietinha agora, ou vou ter de te punir novamente? E prometo a você Isabella, não serei bonzinho assim novamente... Responda!
– Ficarei quieta, Senhor! – Disse baixinho enquanto meus olhos percorriam por todo seu corpo, ansiando o momento que ele me tomaria novamente.
Ainda senti sua ereção me invadindo lentamente, mas então recuando, até que ele se aproximasse de meu rosto, passando seu membro por meus lábios.
– Abra a boca...
Prontamente atendi seu comando, sentindo-o deslizar dentro e fora de minha boca enquanto sua mão massageava a base de seu membro; até que ele se retirou de meus lábios e começou a se masturbar, grunhindo enquanto enchia minha boca com seu gozo farto.
Com um sorriso, se afastou um pouco, me dando espaço – Você por ir para o seu quarto agora... Boa noite Isabella! – Disse antes de se levantar e deixar o quarto.
Eu não poderia negar que me sentia um tanto decepcionada. Eu esperava ter mais dessa noite. E a forma como meu corpo ainda estava quente e clamando por ele, era prova mais que suficiente disso. Assim, como a forma que meu coração apertou ao entender que não dormiria em seus braços essa noite era indicação do quanto eu já estava perdidamente envolvida por ele.
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