Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 05

Eu ainda permanecia por alguns minutos na mesma posição, tentando, de alguma forma, ao menos, diminuir o calor que parecia dominar o meu corpo.

Eventualmente desisti e percebi que jamais conseguiria me acalmar sem a ajuda de Edward e como não teria isso essa noite, tudo o que me restava era tentar de alguma forma me distrair, apenas o suficiente para conseguir dormir. Talvez um banho frio fosse de alguma ajuda.

Lentamente levantei-me da cama e coloquei minhas roupas. Olhei ao redor tentando absorver todos os detalhes do lugar em que Edward poderia ter-me da forma que quisesse. Sorri para a cama desarrumada graças a forma com que meu corpo se contorceu incansáveis vezes enquanto ele me tocava. Por fim, decidi que talvez fosse uma boa ideia arrumar a cama e limpar qualquer sujeira que tivéssemos feitos... não era uma ordem de Edward, mas eu esperava, verdadeiramente, estar antecipando suas necessidades.

Eu não precisei de mais do que alguns minutos para ter tudo em ordem e enquanto eu descia as escadas em direção a cozinha, com a intenção de lavar o copo de whisky praticamente intocado que Edward havia deixado ao pé da cama, ainda podia sentir o desejo percorrendo o meu corpo.

Rapidamente corri ao meu quarto, e assim que a porta estava fechada, voltei a retirar minhas roupas e enfie-me debaixo da ducha gelada. Meu corpo estremeceu diante do contato da água fria e eu suspirei ao pensar que seria bem mais fácil se Edward tivesse me permitido chegar ao clímax. Não seria necessário muito esforço de sua parte, bastava que seus dedos tivessem aproveitado o óleo, proveniente da vela usada em meu castigo, para massagear meu centro de prazer, assim como ele tinha feito com meu seio, apenas por alguns poucos segundos.

O pensamento me deixou ainda mais necessitada e sem que eu percebesse minha mão já tinha vagado para entre minhas pernas e eu tocava-me delicadamente. Eu fechei os olhos e imaginei ser a mão de Edward, mas, mesmo após um gemido ter escapado dos meus lábios, eu não fui capaz de alcançar o êxtase... Não sem Edward, efetivamente participativo.

Frustrada, jogue-me na cama, ainda com o corpo molhado e inutilmente tentei adormecer.

Depois de muito rolar sobre os lençóis macios, cheguei à conclusão de que essa seria uma noite insone. É claro que todos os meus pensamentos estavam voltados para Edward, mas prendi-me ao que julguei ser o menos tentador, no momento: a forma como ele havia-me castigo. Nunca um castigo tinha sido tão prazeroso... Eu sabia, com 100% de certeza, que ele tinha abrandado minha punição propositalmente, e estava grata por isso. Afinal, não estou certa de como reagiria se ele me punisse da forma tradicional, por assim dizer, com chicotes e outros instrumentos de açoite.

Eventualmente eu fui levada a terra dos sonhos, apenas para acordar, o que me pareceu ser minutos depois, por ter sonhado com meu Senhor.

Em meu sonho, eu o sentir tocar delicadamente minhas pernas, fazendo com que meu corpo despertasse novamente, nós estávamos no meu quarto e a falta de iluminação servia para enviar arrepios a minha espinha. Eu mal podia ver seu rosto, mas eu sentia o fogo que se alastrava por minha pela após seu toque.

– Acorde, Isabella... Está na hora de servir ao seu Senhor! – Ele disse com a voz rouca, fazendo-me estremecer.

Eu nada respondi, mantive-me em silêncio, apenas aproveitando a forma como ele se colocou por cima de mim e com apenas um movimento preciso foi acolhido por meu canal apertado, fazendo-me ir de encontro a um estrondoso orgasmo.

Eu me remexi na cama, mais desconfortável do que tinha estado antes de adormecer. Uma rápida olhada ao relógio posicionado sobre a mesinha de cabeceira me permitiu saber que o dia logo estaria amanhecendo, então decidi que o melhor a fazer seria levantar-me, tomar mais uma banho gelado e providenciar, o que eu esperava ser, o melhor café da manhã que Edward já tinha experimentado.

Eu preparei panquecas porque eu nunca conheci alguém que não gostasse de panquecas e eu ainda não sabia o que Edward apreciava ou não comer. Fiz dois tipos de caldas diferentes: chocolate com mel e bananas com canela – pelo mesmo motivo. Mexi alguns ovos e fritei fatias generosas de bacon. Por fim, decidi que um pouco mais de açúcar seria bem-vindo, entrou providenciei muffins de chocolate com cobertura de baunilha. Eu não sabia se Edward preferiria o café típico ou suco de laranja, portanto fiz os dois e arrumei a mesa, me certificando de que tudo estava no seu devido lugar.

Eu estava parada de frente para a generosa mesa de café da manhã bebericando um pouco de suco de laranja quando Edward adentrou a cozinha e parou as minhas costas. Eu ainda não o tinha visto, mas pude sentir sua presença, assim como seu cheiro inebriante.

– Bom dia, Isabella! – Ele disse próximo ao meu ouvido, o que fez com que todo o meu corpo estremecesse. Obviamente isso não passou despercebido a Edward, que riu baixinho. – Vejo que você teve uma manhã bastante ocupada...

Eu não sabia se a ordem de ontem a noite ainda era válida, então apenas assenti com a cabeça.

– Você pode falar livremente. – Ele disse se sentando a mesa, com um sorriso brincando em seu rosto.

– Bom dia, meu Senhor! — Respondi alegremente. – Espero que tudo esteja do seu agrado.

– Não era sua incumbência preparar o café da manhã ou arrumar o playroom... – Ele disse casualmente e eu senti o meu sorriso esmorecer imediatamente. – Sente-se Isabella.

Ele esperou até que eu me sentasse para continuar.

– Mas fico feliz que seja capaz de antecipar minhas necessidades... Porém, da próxima vez, se eu não lhe disser para fazer, significa que eu mesmo cuidarei de tudo.

– Eu apenas imaginei que fazia parte das minhas obrigações, Senhor. – Respondi de cabeça baixa.

Edward se pôs de pé e com a maior naturalidade do mundo passou a me servir.

– Sua obrigação é única e exclusivamente agradar-me... da forma que eu solicitar. – Ele voltou a se sentar. – Agora, coma o seu café da manhã.

Eu arrisquei um olhar para ele, e o encontrei me fitando atentamente.

– Obrigada, Mestre! – Disse com um sorriso.

Eu quase acrescentei que ninguém, exceto minha mãe quando eu ainda era uma criança, havia me servido o café da manhã. Eu não estou certa de que Edward era capaz de saber que tão pequeno ato poderia me trazer tamanha alegria.

Ele apenas balançou a cabeça em concordância.

Eu mastiguei meus alimentos com o máximo de atenção, tudo o que menos desejava era acabar por engasgar na frente de Edward por conta da minha empolgação. Durante todo o tempo eu estive bastante atenta ao fato de que ele não se serviu.

Quando estava satisfeita, afastei meu prato e fitei o dele, e timidamente disse:

– O café da manhã não o agrada, Senhor?

Ele sorriu torto.

– Você já acabou?

– Eu estou satisfeita, Senhor!

– Muito bem... Então sirva-me.

Rapidamente me coloquei de pé. Retirei o meu prato e o coloquei sobre a mesa e me virei em direção a Edward. Ele levantou sua mão, me pedindo para esperar.

O barulho da cadeira sendo arrastada chegou aos meus ouvidos antes que eu percebesse que ele estava se colocando de pé.

– Tire suas roupas.

Meu coração claramente perdeu um compasso e com as mãos um pouco tremulas comecei a me despir.

Cuidadosamente retirei o vestido que usava e o dobrei meticulosamente antes de colocá-lo sobre o assento de uma das cadeiras.

Levei meus dedos ao fecho do meu sutiã, mas a voz de Edward me fez paralisar.

– Lingeries não serão necessários durante o final de semana...

– Me desculpe, Senhor! – Respondi e rapidamente me livrei das pequenas peças que ainda cobriam o meu corpo.

– Não há necessidade de se desculpar... Eu não havia informado.

Eu apenas assenti.

– Uma bela visão Isabella. – Edward voltou a se sentar. – Agora, sirva-me e quando tiver terminado, sente-se sobre a mesa, virada para mim.

Bom, se eu já estava quente desde a noite passada, agora, eu definitivamente estava queimando.

– Panquecas, Senhor? – Pedi com a voz trêmula.

– Por favor, Isabella. – Sua voz continha diversão e eu precisei respirar fundo antes de servi-lo.

Timidamente sente-me sobre a mesa, praticamente ao lado do prato de Edward, sentindo-me absurdamente consciente da minha nudez e extremamente envergonhada.

– Mantenha as pernas abertas. – Ele disse após tomar um gole de seu suco. – Eu quero uma bela visão e livre acesso enquanto provo do café da manhã que preparou para mim.

Eu podia sentir meu rosto corando enquanto afastava meus joelhos.

Edward fechou os olhos após provar um pedaço de panqueca com calda de chocolate e mel e soltou um suspiro, que eu esperava ser de contentamento.

– Definitivamente, o café da manhã será sua incumbência de agora em diante.

– Com prazer, Senhor!

Eu imaginei que ele fosse me tocar ou provocar, mas ele apenas percorria meu corpo com seus olhos, enquanto se deliciava com as minhas panquecas, o que só servia para deixar-me cada vez mais constrangida.

– Eu nunca conheci uma mulher capaz de corar tão lindamente... – Ele comentou ao acabar de comer. – Permaneça assim... – Advertiu-me ao se colocar de pé e retirar os pratos que estavam sobre a mesa. Serviu-se de uma xícara de café e voltou a se sentar.

– Venha para o meio, coloque seus pés sobre minhas pernas. – Obedeci prontamente. – apoie-se nos seus cotovelos. – Ele sussurrou deslizando uma de suas mãos por minha perna enquanto tomava seu café.

– Oh sim, Isabella! Essa é uma bela forma de começar o dia... – Ele sorriu maliciosamente. – Diga-me, você teve uma boa noite?

– Honestamente, não consegui dormir muito bem, meu Senhor.

–Isso é uma pena... Talvez eu devesse ter te cansado um pouco mais na noite passada, ou quem sabe algo a estivesse incomodando... Pode me dizer o que era Isabella?

Eu sabia que ele tinha conhecimento de como me senti durante toda a noite, ainda assim eu me encontrava terrivelmente embaraçada para lhe dizer com todas as letras.

– Responda-me Isabella! – Disse autoritariamente.

Eu suspirei.

– Eu estava terrivelmente excitada, Senhor!

Ele assentiu e livrou-se de sua xícara de café.

– Você sabe que a privação de seu orgasmo fazia parte de seu castigo, não é, Isabella? – Edward ergueu minhas pernas, fazendo com que meus pés fossem colocados sobre a mesa, deixando-me ainda mais exposta a seus olhos.

– Eu não fazia ideia, Senhor. – Respondi honestamente.

Ele se colocou de pé, ficando entre as minhas pernas e levou a ponta de seus dedos até o interior de uma de minhas coxas.

– O que eu estou me perguntando, nesse momento, é se depois de estar em seu quarto, você fez algo para aliviar-se?

Puta merda! Como ele sabia?

– E... eu... – Gaguejei e Edward apertou fortemente minha coxa. – Eu sinto muito, Senhor!

Ele balançou negativamente a cabeça.

– Essa é com certeza uma falha... Mas também é algo que eu deveria ter-lhe dito.

– Eu não cheguei a... – Comecei a dizer com a intenção de, quem sabe, ser capaz de diminuir meu erro.

– Fico feliz em saber! – Ele respondeu divertido e eu me permiti suspirar aliviada. – Não vou castigá-la por isso, já que não a informei, portanto não sabia que não deveria se tocar. Mas, que fique claro, Isabella, que o único a tocá-la aqui... – Seus dedos deslizaram por minha intimidade e pega de surpresa fui incapaz de conter um languido gemido. – Serei eu. Somente eu lhe darei prazer e se eu lhe negar isso, significa que não deverá procurar qualquer forma de aliviar-se até que eu decida. Você só se tocará quando eu ordenar, se ordenar. Fui claro?

– Sim, Mestre!

Sua mão deixou meu centro quente, cedo demais, e subiu em direção ao meu seio, apenas para deslizar suavemente sobre o mamilo carente de atenção.

– Você aprendeu a sua lição, Isabella? – Edward se inclinou sobre o meu corpo e seus olhos encontram os meus. – Se eu a proibisse de vocalizar agora, você seria capaz de obedecer-me?

– Eu faria o possível, Senhor? – Era para ser uma resposta, mas soou muito mais como uma pergunta.

– Então, talvez eu deva manter o seu castigo até que seja capaz de se tornar uma menina obediente.

Eu choraminguei.

– Por favor, Senhor... Aplique um castigo mais pesado, mas permita-me gozar em seus braços.

– Quem decide como puni-la sou eu, e vou usar o que for necessário em cada ocasião... – Sua mão apertou com um pouco mais de força o mamilo que tinha entre os dedos, o suficiente para causar um pouco de dor. – Mas, é claro, não espere algo tão brando da próxima vez...

– Perdão, Mestre! – Contorci-me sob ele.

Felizmente, Edward chegou à conclusão de que continuar com meu castigo não era o melhor naquele momento. E Deus! Como foi bom poder liberta-me com ele dentro de mim.

...

Eventualmente o domingo chegou ao fim e eu precisei retirar minha pulseira. Foi com certo pesar que a guardei em sua caixa, dentro da gaveta de minha mesinha de cabeceira.

Eu estava um pouco receosa com a possibilidade de Edward não desejar dormir ao meu lado, mais uma vez. Mas, foi com alegria que aceitei seu convite para dormir em seu quarto.

– Se você desejar, é claro... – ele começou. – Seria ótimo que você dividisse o quarto comigo, nos dias de semana.

Obviamente eu assenti com alegria e o abracei com força.

– E durante os fins de semana? –Perguntei timidamente.

– Durante os fins de semana você dormirá onde eu ordenar.

...

A segunda feira foi absurdamente entediante. Quando cheguei a acordar Edward já havia ido trabalhar e eu passei todo o dia organizando as minhas coisas... Eu não sabia onde guardar minhas roupas, então eu simplesmente as deixei onde estavam, no armário no quarto em que ocupei assim que passei a viver aqui, mas providenciei para que tivesse algumas lingeries e pijamas no quarto de Edward, assim como uma escova de dente em seu banheiro. Ele não pareceu se importar quando disse a ele, durante o jantar após ele ter retornado do trabalho.

Nós conversamos sobre o seu dia, e ele me perguntou sobre o meu, eu não tinha muito a contar, exceto que aproveitei para ajudar Marie nos afazeres domésticos. Edward disse-me que não era necessário, mas eu garanti que era uma forma de manter-me ocupada.

Durante a noite, enquanto repousava minha cabeça no peito de Edward, decidi que no dia seguinte começaria a procurar por um emprego. Eu não queria viver à custa de Edward, por mais que ele pudesse arcar com todos os meus gastos, e seria uma forma de sentir-me útil novamente.

Eu achei melhor não dizer nada a Edward até que eu fosse capaz de informá-lo que tinha encontrado algo, não desejava que ele conseguisse algo para mim. Eu queria conseguir um emprego por mim mesma.

Eu passava o dia a procura de alguma coisa, mas sempre voltava para casa a tempo de ajudar Marie a preparar o jantar e esperar por Edward, de banho tomada e sempre muito bem perfumada.

Nossas noites eram sempre bastante agradáveis, conversávamos amenidades ou sentávamos para assistir um filme, mas eu sentia falta de tê-lo ainda mais.

Notas finais
Comentários são bem vindos.xoxo