Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 29

Ele se acomodou no confortável sofá e usando o controle remoto ligou a TV e o blu-ray. Antes que ele iniciasse o filme que pretendia assistir, me puxou para o seu colo e eu me recostei em seu peito. Uma de suas mãos foi colocada propositalmente sobre um dos meus seios, roçando o mamilo ainda preso pelo elástico e a outra mão foi usada separar as minhas pernas.

Quando o filme foi iniciado, eu estava sobre Edward, vestindo apenas um plug que imitava um rabo de gato e elásticos em meus mamilos, minhas pernas estavam abertas o suficiente para que ele pudesse me tocar se quisesse e eu podia sentir a sua ereção sob as minhas nádegas. Não demorou muito para que eu percebesse que se tratava de um filme pornô e, embora, não fosse fã do gênero, a possibilidade de assistir um com Edward parecia... promissora.

– Vamos fazer um pequeno jogo... – Ele sussurrou em meu ouvido. – Preste atenção no filme, quando acabarmos eu vou fazer cinco perguntas sobre ele. Se você acertar todas, terá o que tanto quer... Mas se errar alguma, você terá dez palmadas por cada erro.

Ok! Eu podia jogar esse jogo. Minha memória sempre foi boa e sempre fui observadora. Antes que o dia terminasse eu alcançaria o céu...

Obviamente, Edward não pretendia facilitar as coisas para mim e deixou isso bastante claro quando começou a sussurrar obscenidades em meu ouvido e, em seguida, ao ameaçar me penetrar com os dedos.

– Hummm Mestre... – Gemi quando ele passou a distribuir tapas em meus seios.

– O filme, Isabella. – Ele lembrou com diversão. – Ou você está muito ansiosa por aquelas palmadas?

Eu mantive meus olhos preso na tela, mas não sabia realmente o que estava assistindo, não com Edward roubando toda a minha atenção.

– Você terá um traseiro marcado hoje à noite... – Ele disse contra o meu pescoço antes de cravar seus dentes em minha pele.

Eu gritei mais por prazer do que por dor.

– Mestre, por favor... Eu vou ser uma boa menina... – Sussurrei em meio a gemidos. – Por favor, Mestre.

Eu ouvi a risada baixa de Edward e vi quando ele levantou a sua mão, pronto para atingir a minha coxa com um tapa estalado, mas o movimento nunca foi completado, já que antes de sua mão me atingir, nós ouvimos o barulho da porta sendo aberta.

Eu me coloquei de pé com um pulo e, inutilmente tentei me cobrir com as mãos.

– Foda-se! – Edward sibilou e se colocou a minha frente, no momento em que duas pessoas adentravam a sala.

– Edward, eu... – Um senhor alto, de cabelos louros e olhar enigmático começou a dizer, mas foi interrompido pela mulher que o acompanhava.

– Oh meu Deus! – Ela exclamou ruborizada ao se dar conta do que tinham acabado de interromper.

– Droga, Pai! Você não pode entrar aqui assim...

Pai? Oh não!

Eu definitivamente queria me tornar invisível ou, talvez, que um buraco se abrisse sob os meus pés para que eu pudesse me esconder, mas como eu ainda não tinha aprendido a cavar no concreto e nem possuía habilidades mágicas, eu apenas me encolhi – como se isso pudesse mudar a forma como eles me viam — e me escondi atrás de Edward. Minhas mãos presas, firmemente, em sua camisa e o rosto encostado em suas costas. Eu acho que eu serei o primeiro caso de morte por vergonha na história.

Toda a situação constrangedora não durou mais do que um minuto, mas eu definitivamente queria morrer. Edward foi gentil o suficiente para me cobrir com a sua camisa e me lançou um olhar de desculpas e constrangimento antes de me mandar voltar ao quarto.

Foi muito difícil me obrigar a me mover, mas quando conseguir fazer meus membros funcionarem, eu corri o mais rápido que pude até alcançar a segurança do meu quarto.

...

Eu não sei quanto tempo tinha passado até que eu voltei a estar frente a frente com Edward.

Ele me encontrou sentada na beira da cama, estática e soluçando.

Eu estava tão envergonhada e... Deprimida.

O que os pais dele pensariam sobre mim depois de me conhecerem dessa forma? Eles sabiam do estilo de vida de Edward?

Ele se aproximou da cama e eu me obriguei a cair de joelhos aos seus pés, mas não fui capaz de conter o choro.

Felizmente, Edward me puxou de volta para a cama.

– Eu sinto muito. – Ele me disse gentilmente. – Eu não fazia ideia que... Eu sei que você está se sentindo envergonhada e exposta... Eu deveria ter tido mais cuidado... Eu, realmente, sinto muito.

– Não foi sua culpa. – Tentei enxugar as lágrimas. – Você não tinha como saber. Eu... Eu só... – Eu esfreguei meu rosto com força, sentindo raiva das lágrimas que não conseguia controlar. – Eu só fui surpreendida e... Eles me odeiam, não é?

– O que? — Edward segurou os meus braços. – Pare com isso ou vai acabar se machucando. E não. Eles não te odeiam. Eles não tem motivos para isso. Você é que deveria estar irritada por eles terem entrado assim... Meu pai usou a chave extra que eu dei a ele há algum tempo atrás e... Ele não fazia ideia que poderia nos encontrar em uma situação tão intima.

– Eles sabiam? Do seu estilo de vida?

– Agora sabem...

– Oh merda! Eu sinto muito...

– Pare de se desculpar pelo o que não é sua culpa. – Ele fez uma pausa. – Eu expliquei o máximo que pude e agora eles sabem o tipo de relacionamento que mantemos... Mas você não precisa se preocupar com isso, eles não a tratarão mal por isso ou a julgarão.

– Não farão mesmo ou só não o farão na minha frente? – Indaguei me sentindo despedaçada por saber que Edward, provavelmente, tinha dito aos seus pais que não era necessário se preocupar...

“Ela é só minha submissa...” – Eu quase podia ouvi-lo falando. – “Nada mais do que isso.”

Eu tinha visto o olhar chocado no rosto de sua mãe e ela a essa altura, deveria estar se sentindo aliviada por não correr o risco de me ter na família.

– Eu... Eu acho que... Acho que é melhor... – Comecei a dizer, mas Edward sabia, exatamente, o que se passava em minha mente e não me deixou continuar.

– Eles se ofereceram para ficarem em um hotel, mas eu disse que como sempre são bem vindos aqui... Você pode finalizar o nosso fim de semana, se quiser. Mas, eu agradeceria se não fizesse.

– Nós não podemos jogar com eles aqui. – Rebati logicamente.

– Nós podemos ir para outro lugar... Um hotel ou a sua casa talvez...

– Minha casa? – Eu estava, definitivamente, chocada com a proposta.

Minha casa era o único ligar nessa cidade livre de lembranças nossas e agora ele me propunha ir até lá e macular o meu refúgio.

– Eu não tenho um playroom... – Tentei me esquivar. – Nós não podemos jogar lá.

– Eu não preciso de um playroom para te enlouquecer... – Ele garantiu. – E você sabe disso.

Merda! Merda! Merda!

Ele estava certo. Como sempre. E eu não sabia como dizê-lo para não ir a minha casa.

– E então, sua casa ou o fim de semana chegou ao fim?

Eu tive dúvidas quando iniciamos esse final de semana, mas depois de provar, mais uma vez, de tudo o que meu Mestre era capaz de proporcionar, eu simplesmente não queria que acabasse. Ele era meu vicio, e eu estava sempre desejando uma dose a mais. Porém a intensidade da minha obsessão por ele não me impedia de sentir uma pontada de dor por ele não ter assumido uma postura diferente em relação a mim diante de seus pais... Mas, racionalmente falando, não havia um motivo para apresentações formais, afinal eu não sou a sua namorada, não é mesmo?

– Tudo bem... – Tentei deixar claro que gostaria que o final de semana continuasse. — Mas prefiro que continuemos em num hotel... — Eu o queria, acima de qualquer coisa, mas precisava manter, ao menos uma parte de mim, sem rastros dele e como justificativa acrescentei o que ele certamente esperava de mim. – Eu prefiro não misturar a minha vida baunilha com nossos finais de semana.

Notas finais
Espero que tenham gostado.Por favor, me permitam saber o que acharam.xoxo