Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 13

Eu senti um suave deslizar de dedos contornando o meu rosto e logo em seguida um beijo doce contra a pele nua de meu ombro.

Eu apenas mantive meus olhos fechados apreciando a sensação de plenitude que me tomava sempre que sentia Edward tão próximo de mim.

Os dedos deixaram o meu rosto para logo depois começarem a passear pela lateral do meu corpo. Ele colou seu próprio corpo ao meu, me inebriando com o seu calor.

– Eu sei que você está acordada. – Ele sussurrou contra o meu ouvido e não teve um só centímetro de minha pele que não tenha se arrepiado.

Eu inalei profundamente permitindo que seu cheiro me embriagasse.

Deus, ele cheira divinamente!

– Isabella... – Aí estava o famoso tom de voz que me fazia esquecer tudo. O tom de voz que era capaz de me fazer cair de joelhos no exato momento em que ele ordenasse.

Ainda éramos Mestre e submissa. E como tal, eu deveria me obrigar a despertar, mesmo que meu desejo fosse continuar a apreciar a maravilhosa sensação que os toques dele me proporcionavam.

Eu pisquei meus olhos abertos e com um movimento preguiçoso, me virei em sua direção.

A troca de posição nos aproximou ainda mais e eu acabei me deparando com seu rosto bonito, quase colado ao meu. Sem conseguir evitar, arfei diante do brilho esmeraldino de seus olhos.

Essa é, definitivamente, uma bela maneira de acordar!

Um tímido sorriso foi estampado em meu rosto, enquanto ele usava os dedos para afastar o cabelo que caia sobre meus olhos.

Eu quis envolvê-lo com meus braços e me aconchegar a ele. Mas eu não podia. Eu nem mesmo sabia se tinha permissão para falar livremente. Então, eu permaneci imóvel, exceto pelo movimento do meu peito subindo e descendo ao acompanhar minha patética respiração entrecortada.

Era simplesmente impossível disfarçar todos os pequenos sinais do quando ele me afetava. Felizmente, Edward parecia ignorar completamente o efeito que tinha sobre mim. Ao menos, nesse sentido.

– Você se lembra dos planos para hoje à noite?

Vagamente, eu me recordava de tê-lo ouvido me dizer que nosso acordo, agora, incluiria idas ao club aos sábados à noite. Mas, preciso confessar que foi um pouco difícil me concentrar no que ele dizia enquanto testava mais alguns dos seus brinquedos em mim.

Timidamente, eu movimentei a minha cabeça em um sinal afirmativo.

– Sério? – Ele provocou com um sorriso que indicava que ele não acreditava em mim. – Então, me diga... Você pode falar livremente.

– Vamos ao club hoje, Mestre!

– Boa menina! – Seu sorriso se tornou ainda maior. – Eu poderia jurar que você não estava muito atenta ao que eu dizia.

Eu devo ter corado uns 10 tons diferentes. Não era difícil imaginar porque ele pensava assim, afinal ele tinha escolhido um momento bastante inoportuno para ter uma conversa... Foi bastante difícil me concentrar em sua voz quando eu estava completamente presa à cama, com meus olhos vendados e sentindo meu corpo ser atingido por um flogger, enquanto eu era levada ao êxtase pelo vibrador dentro de mim.

Mordi meu lábio inferior e desviei o meu olhar.

– Você fica linda corada! – Eu acho que corei ainda mais com o seu elogio.

Meu sono escolheu esse exato momento para se manifestar e antes que eu conseguisse reprimir já estava bocejando.

– Sinto muito que você não tenha tido mais do que alguns minutos de sono nessas últimas 24 horas... – Ele comentou, se afastando de mim e logo em seguida me fazendo levantar. – Talvez um banho a desperte.

...

Eu afundei meu corpo na água morna e fechando meus olhos tentei relaxar.

Eu podia sentir meus músculos tensos e uma leve dor de cabeça começando. Eu precisava, desesperadamente, de algumas horas de sono, mas isso teria que esperar até que a noite terminasse.

– Um pouco de cafeína também vai ajudar... – A voz de Edward me fez saltar e espirrar um pouco de água ao redor.

Ele tentou, mas não conseguiu conter a risada.

Ow isso não tem graça!

– Obrigada! – Respondi com um súbito mau humor ao apanhar a xícara de café.

– Eu sinto muito se eu te assustei. – Ele disse ainda com a voz divertida. – E eu não deveria ter lhe mantido acordada durante todo esse tempo.

Eu tomei o café quase de um gole só e devolvi a xícara.

– Eu estou bem, Mestre. Obrigada!

...

Eu deslizei o minúsculo vestido vermelho por meu corpo, o sentindo abraçar todas as minhas curvas.

Era bonito. E provocante.

O decote tomara que caia em forma de coração acentuava meus seios e os faziam parecer maiores, assim como minhas pernas pareciam mais longas, estando praticamente todas de fora.

Obviamente, eu não tinha uma lingerie. Completamente desnecessário, segundo meu Mestre.

Eu prendi meu cabelo em um rabo de cavalo porque Edward gostaria de ter meu pescoço à mostra hoje. Eu acredito que ele pretenda se divertir mostrando seu nome em mim.

Definitivamente ele apreciou o meu presente.

Com cuidado, apliquei o batom vermelho e marquei bem meus olhos.

Me olhando no espelho, eu praticamente não me reconhecia. E acho que Edward também não esperava que o resultado final fosse tão impactante. Essa era a única justificativa que eu tinha para a forma como ele ficou paralisado no momento em que eu entrei em seu campo de visão.

– Muito ruim? – Questionei cruzando meus braços sobre o peito.

– Ruim? – Ele pareceu recuperar os movimentos e se aproximou. – Eu jamais usaria essa palavra para descrevê-la... – Suas mãos descruzaram meus braços e seu olhar me percorreu inteira. – Especialmente, quando você está tão tentadora... Talvez, excitante se encaixe melhor aqui.

Eu nada respondi, apenas me ajoelhei a sua frente e abaixei minha cabeça esperando pelo momento em que ele fizesse o aço frio de minha coleira encontrar a pele do meu pescoço.

Quando eu estava devidamente encoleirada, ele me estendeu a sua mão e me ajudou a ficar de pé.

Eu oscilei um pouco sobre os saltos altos e finos, fazendo com que a guia de minha coleira balançasse de um lado ao outro, mas não me afastei. Apenas aguardei pela primeira ordem da noite.

– Pronta para ir?

– Sim, Mestre.

Sua mão se apossou da guia e ele me puxou para mais perto.

– Você tem certeza? – Eu o olhei em confusão. – Você não está esquecendo nada?

Bom, estava claro que eu tinha algo para fazer antes que pudéssemos sair, mas eu simplesmente não fazia ideia do que seria.

Meu coração acelerou e eu comecei a sentir minhas mãos suarem enquanto vasculhava minha memória tentando encontrar alguma pista.

– No fim, acho que você realmente não estava muito atenta... – Ele comentou, me virando em direção à cama. – E é uma pena que eu não possa culpá-la por isso... Eu adoraria castigá-la.

Eu abaixei meu olhar até o colchão e encontrei um plug prateado. Apenas a visão me fez estremecer.

Subitamente, me lembrei de suas palavras na noite anterior;

Eu também tenho um presente para você... Um presente que quero que use todos os dias... Até que eu te diga o contrário.

Engoli em seco, compreendendo o que eu estava esquecendo de fazer.

É um plug, Isabella. Ele vai deixá-la pronta para mim e eu quero vê-lo nesse seu traseiro bonito todas as noites...

Oh merda! Ele realmente quer que eu saia com isso dentro de mim?

Tanto quanto o pensamento me assustou, também me excitou.

Eu me inclinei e tentei o meu melhor para disfarçar o pequeno tremor de minhas mãos enquanto apanhava o plug. Eu o testei em minha mão, sentindo o peso e a temperatura.

Parecia ser de aço, como a minha coleira, e assim como ela, era frio e um pouco mais pesado do que eu imaginava. A ponta trazia um cristal vermelho e foi impossível não sorrir ao reconhecer que Edward jamais teria algo simples para me dar, mesmo que fosse um brinquedo sexual.

Eu nunca tinha usado nenhum brinquedo em mim mesma, então acho que era compreensível que eu estive um pouco perdida. Obviamente, eu sabia o que tinha que fazer, apenas não sabia a melhor forma de fazê-lo.

– Você me ajuda, Mestre? – Forcei minha voz a sair o mais confiante possível.

Sua mão se apossou de minhas costas e com uma leve pressão ele me indicou que me queria sobre a cama. O plug foi retirado de minha mão e ele me posicionou sobre meus joelhos e mãos.

Meu vestido curto foi levantado, até que estivesse embolado em minha cintura e eu me obriguei a respirar calmamente.

– Isso pode ser muito mais fácil se você estiver excitada... – Pela voz dele, percebi que ele havia se afastado. – Se toque, Isabella.

Eu encostei meu rosto contra o colchão, com cuidado para não desmanchar o penteado ou borrar a maquiagem e levei uma de minhas mãos até minha intimidade.

Irrelevante dizer que eu já estava mais do que pronta.

– Apenas o suficiente para apreciar o que eu vou te dar... Mas, não o bastante para fazê-la gozar, okay?

Eu poderia ter respondido que entendi perfeitamente, mas ele me fez perder a fala ao sentir algo gelado sendo espalhado e logo em seguida a pressão do plug abrindo passagem por meu canal apertado.

A mão com que eu me acariciava caiu sobre a cama e eu gemi.

– Oh céus!

– Toque-se, Isabella... – Ele voltou a ordenar e eu me obriguei a obedecer.

Realmente, ele tinha razão. Era muito mais fácil, ou melhor, prazeroso, quando eu estava sendo estimulada, então eu me esforcei em continuar até que pude sentir todo o plug dentro de mim.

– Você pode parar agora.

Eu soltei um muxoxo de descontentamento, mas afastei minha mão e me coloquei de pé o mais rápido que pude.

Era incomodo. Bastante desconfortável e eu tinha a impressão de que todas as pessoas que me vissem hoje à noite saberiam o que eu tinha por debaixo do meu vestido.

Edward pegou a minha mão e levou meus dedos molhados até a sua boca e os chupou até que não existia mais nenhuma evidencia da minha excitação.

– Agora, você está pronta para ir.

Com hesitação eu caminhei até a porta do quarto. Cada passo me fazendo querer gemer.

Edward apanhou o meu sobretudo e me ajudou a vesti-lo, fechando-o completamente até cobrir a minha coleira e me deu um sorriso travesso.

– Relaxe, Isabella. E ande normalmente...

Ele piscou para mim antes de passar pela porta.

Fácil dizer, Mestre! Difícil fazer.

Eu precisei correr para alcançá-lo.

...

Eu estava tentando me manter imóvel, mas meu corpo parecia se recusar e continuava a se contorcer, tentando encontrar uma posição confortável enquanto Edward dirigia fingindo estar alheio a mim, mas suas risadas baixas me deixavam saber que ele estava se divertindo... Bastante.

– Droga! – Disse baixinho ao me irritar e praticamente jogar o peso do meu corpo sobre o assento.

Eu pude sentir todos os meus músculos se contraírem em volta do plug.

Edward explodiu em uma risada alta.

Não diga nada. Não diga nada. Não diga nada...­ – Passei a repetir mentalmente e virei minha cabeça de forma que meu olhar estivesse na rua e não no rosto do meu Senhor.

– Se você não relaxar isso vai incomodá-la a noite toda e o que pode ser prazeroso vai ser torturante... – Ele disse, sua voz sem mais nenhum traço de diversão. – Pense em qualquer outra coisa. Distraia a sua mente. E pare de fazer birra como uma criança mimada.

Vasculhei minha mente em busca de qualquer coisa que fosse capaz de me distrair e não encontrei nada. Então, passei a me dizer o quanto estaria agradando e fazendo meu Mestre feliz se conseguisse agir normalmente durante essa noite.

Por pura força de vontade, eu consegui.

Cruzei minhas pernas e repousei minhas mãos sobre o meu colo e passei a ignorar a sensação de preenchimento.

– Isso mesmo... – A voz de Edward tinha um pouco de surpresa, como se ele esperasse que eu continuasse a me contorcer. – Boa menina!

Eu senti o carro sendo parado e olhei ao redor tentando reconhecer o lugar, mas não encontrei nada além do restaurante japonês ao qual fomos no dia em que ele me pediu para ser sua submissa.

Com meus olhos arregalados, me virei em sua direção.

– Eu negligenciei o seu sono. Não vou fazer o mesmo com a sua alimentação. – Ele respondeu simplesmente e desceu do carro.

Menos de um minuto depois ele estava abrindo a minha porta e estendendo a mão para me ajudar a sair do carro.

Mesmo que eu ainda não tivesse conseguido desviar meus pensamentos, eu certamente conseguiria agora. Afinal, estava muito mais preocupada com o fato de que todas as pessoas no restaurante iriam me ver vestida provocadoramente e usando uma coleira, do que com o fato de que existia um plug anal dentro de mim.

Enquanto seguia Edward em direção ao restaurante, me dei uma rápida olhada e respirei aliviada por meu sobretudo cobrir absolutamente tudo. Talvez eu pudesse mantê-lo.

Nós fomos gentilmente recebidos e encaminhados para uma das salas reservadas e eu suspirei audivelmente quando Edward disse à hostess que manteríamos nossos casacos.

Ele só voltou a falar quando nossos pratos foram entregues e estávamos sozinhos.

Ele me mandou se aproximar e me ajoelhar ao seu lado e ele mesmo se encarregou de levar a comida minha boca.

Era um pouco difícil comer com a coleira presa ao meu pescoço, mas Edward não a retirou. Na verdade, ele abriu o meu sobretudo e manteve uma de suas mãos sempre presa a guia que antes estava repousada contra o meu tronco.

Vez ou outra, com um leve puxão, ele me fazia me aproximar ainda mais e então seus lábios encontravam os meus.

Quando eu já estava saciada, foi a minha vez de alimentá-lo e para isso eu precisei me sentar sobre o seu colo.

Não posso negar que estava temerosa que alguém aparecesse e nos encontrasse em uma posição tão comprometedora, mas Edward parecia não se preocupar.

– Quando chegarmos ao club... – Ele começou a dizer assim que começamos a nos preparar para deixar o restaurante. – Eu quero que você mantenha a sua cabeça erguida... Mas mantenha seus olhos afastados de qualquer outro Dom.

Eu apenas assenti em concordância e me apressei em voltar a fechar o sobretudo para que pudéssemos deixar a sala reservada.

...

O som alto e as luzes piscantes me afetaram em cheio quando adentramos ao club. O salão estava cheio e eu, rapidamente, me colei a Edward.

Ele me livrou do sobretudo, relevando o vestido curto que eu usava e com a ponta do dedo levantou o meu queixo.

Ele começou a andar, lentamente, propositalmente passando pelos lugares mais cheios, sempre me conduzindo pela guia de minha coleira. Eu fiz exatamente como ele ordenou, mantive minha cabeça erguida e fixei meu olhar em sua nuca, assim não corria o risco de olhar para onde não deveria e tentei me poupava de reconhecer os olhares que eu certamente estava recebendo.

– Bela aquisição, Mestre Cullen! – Ouvi alguém dizer e aumentei o a velocidade do passo para que eu estivesse praticamente grudada a Edward.

As pessoas continuaram a sussurrar, mas eu as ignorei, assim como Edward estava fazendo. Passei a fingir que nada estava acontecendo, até que senti um tapa leve contra meu traseiro.

Eu gritei e agarrei o braço de Edward com força.

Ele se colocou protetoramente a minha frente e encaramos um homem baixinho que não conseguia disfarçar o olhar que tinha sobre mim.

– Não toque no que não te pertence. – Edward praticamente rosnou. – Principalmente, não toque o que me pertence.

O homem levantou as mãos, em sinal de rendição e sorriu.

– Estou apenas admirando a cadelinha...

Notas finais
Por favor, me digam o que acharam, ok?xoxo