Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 14

O trajeto de volta a casa foi feito em total silêncio e eu estava em dúvida se ficava apreensiva ou aliviada por isso.

Ao mesmo tempo em que eu queria apenas esquecer o fato de ter reencontrado Jacob e a minha reação a isso, eu também desejava que fosse capaz de falar sobre isso tranquilamente e com isso, fazer com que Edward e eu ficássemos bem.

Eu ainda não entendia muito bem a forma como reagi diante da possibilidade de estar cara a cara com meu antigo Senhor. Da última vez que o vi – embora sempre o tenha temido, fui capaz de enfrentá-lo... Eu mesma fui a sua casa e então hoje... O único motivo plausível que encontro para explicar o medo irracional que senti é que meu pavor, na realidade, não estava totalmente relacionado a apenas a ameaça de ter que voltar a suportar todas as atrocidades que Jacob é capaz de fazer... Mas sim, a possibilidade de ser afastada de Edward.

– Você está pronta para ir? – A voz de Edward me trouxe de volta a realidade e só então me dei conta de que já estávamos em casa.

Eu assenti e observei a forma como ele saiu do carro, o contornou e então abriu a porta do carona, me ajudando a sair.

Eu apertei levemente a sua mão, em sinal de agradecimento, antes de soltá-la e então, siga-lo.

...

Edward sugeriu que um banho seria uma ótima ideia e eu apenas me enfiei sob a ducha, ansiosa para retornar para perto dele.

Eu não sabia exatamente o que eu esperava no momento em que me acomodei ao seu lado na espaçosa cama que costumávamos dividir durante os dias de semana. Talvez, eu imaginasse que ele tentaria me fazer falar mais um pouco, ou me repreender por não ter dito sobre meus medos... Em vez disso, ele apenas me puxou para mais perto e após depositar um beijo em minha testa, passou a brincar com meu cabelo, praticamente me embalando até que eu caísse no sono.

...

Acordei um pouco mais cedo que o de costume, talvez pela maior quantidade de horas de sono ou por toda a ansiedade que tomou meu corpo... Só ao acordar que consegui ver mais claramente que para Edward, aquele fim de semana foi encerrado, e não consegui evitar um gemido de frustração.

Como eu sempre conseguia estragar tudo?

Aquela sensação de extrema frustração só aumentou ao ver Edward dormindo tranquilamente ao meu lado na cama. Não é como se não gostasse daqueles momentos a dois, com toda a atenção e carinho que só ele conseguia dar, mas era fim de semana... Os dias que espero ansiosamente por toda a semana, e agora, cá estou eu, frustrada, sem minha coleira por conta de um surto de pânico.

Comecei a considerar possibilidades. Provavelmente conversar sobre o acontecido só iria piorar a situação, e com certeza, o Edward príncipe encantado iria aparecer para encerrar o fim de semana, alegando que queria cuidar de mim e me manter a salvo, mas nesse momento, tudo o que eu queria... Tudo o que meu corpo implorava era aquele Edward "lobo mau", que não hesitaria em me dar algumas palmadas por ser uma menina malvada...

Deus, só de pensar nisso, meu corpo se aquece!

Pensar, de fato, só piorava as coisas... Ficava cada vez mais complicado me manter quieta enquanto pensava em quão deliciosamente ele poderia me punir por tudo o que queria fazer... O quarto, apesar da temperatura agradável, para mim se tornava cada vez mais quente, e numa atitude impensada, afastei o cobertor que cobria Edward, observando seu corpo coberto apenas pela boxer, fazendo com que salivasse ao pensar no que estava ali escondido.

Deixei que minha língua umedecesse os lábios ressecados, criando coragem, e com cuidado, afastei aquele tecido que só me incomodava, expondo-o. Era a primeira vez que fazia aquilo sem sua mão pesando de leve em minha cabeça... Era a primeira vez que teria de "acordá-lo” com meus lábios, mas minha vontade era tão grande que toda a timidez desapareceu, fazendo com que eu abaixasse o rosto para a primeira lambida.

Voltei meus olhos ao seu rosto adormecido, para ter certeza que ele ainda não tinha acordado, e suspirei de alivio ao ver que ainda não fora o suficiente para despertá-lo. Sabia que se meu plano desse certo, aquilo seria mais do que suficiente para uma bela punição, portanto, já que seria punida, iria aproveitar o máximo daquilo, e com isso, o envolvi nos lábios, começando a sugar de leve, deslizando-o para dentro de minha boca.

Não demorou até sentir o seu membro tomando volume em minha boca... E aquilo me deixou ainda mais motivada... Fazendo minha vontade de despertá-lo daquela forma aumentar cada vez mais... E não tardou até que eu fui capaz de senti-lo se remexendo devagar na cama, acordando enquanto seu membro pulsava, cada vez mais forte, entre meus lábios... Sabia que ele estava extremamente perto de explodir e mal podia esperar para que isso acontecesse. Eu, definitivamente, não conseguia pensar em melhor forma de começar o dia do que degustando da essência de meu Mestre.

Quando seus olhos se abriram vendo os meus, creio que ele tenha sido capaz de enxergar a minha fome... Meu desejo... Minha vontade de ter de volta minha coleira... Eu o envolvi, o máximo que podia na boca, sugando... Mostrando o quanto queria aproveitar o que ele poderia me dar naquele fim de semana.

– Oh merda! – A intensidade contida na voz rouca de Edward, me fez gemer ao seu redor.

Sua mão se apossou de meu cabelo e o puxando, ele se enterrou ainda mais dentro do calor de minha boca, me fazendo senti-lo explodir em minha garganta.

–Mmmm – Continuei a gemer, apreciando o delicioso sabor de meu Mestre e Senhor.

Antes que eu fosse capaz de desfazer o meu sorriso de satisfação, Edward já havia se colocado sobre o meu corpo e prendido minhas mãos acima de minha cabeça, fazendo impossível com que eu escapasse... Não que eu tivesse essa intenção.

– Oh, Isabella... – Ele deslizou sua língua pela pele do meu pescoço e, sem nenhuma delicadeza, mordeu minha carne, me fazendo choramingar e me esfregar a ele. -... Você é uma menina tão impertinente. O que eu faço com você?

...

Segunda pela manhã, eu me sentia exausta. Minha punição tinha, de fato, tinha sido intensa... E eu apreciei, profundamente, cada segundo.

Eu tinha um sorriso idiota no rosto enquanto descia as escadas e caminhava em direção à cozinha. Tinha a intenção de apenas tomar um copo de suco antes de ir para a livraria, mas mudei de ideia ao ver Edward displicentemente sentado a mesa, enquanto Marie o servia.

– Bom dia, Mestre! – Sussurrei em seu ouvido, enquanto o envolvia em um abraço.

–Isabella... – Ele respondeu divertido.

O fim de semana havia acabado. Não éramos mais Mestre e submissa, mas sim, Bella e Edward, mas isso não me impedia de provocá-lo.

– Sim, Mestre... – Tentei a minha voz mais sedutora e, escondendo meu rosto com o cabelo solto, deslizei minha língua pelo lóbulo de sua orelha.

Em um movimento rápido ele me puxou para o seu colo.

– Bom dia, anjo! – Ele disse alto, e eu corei ao ouvir a risada de Marie as minhas costas. – Comporte-se ou eu vou levá-la de volta ao quarto e deixar o seu traseiro com um lindo tom de rosa. – Ele continuou, agora sua voz soando não mais alta do que um sussurro.

Eu mordi meu lábio inferior, sentindo o efeito de sua ameaça em cada centímetro do meu corpo.

– Inacreditável! – Edward explodiu em uma risada. – Você é inacreditável! – Eu me apressei em deixar o seu colo e me acomodei em uma cadeira ao seu lado. -... E insaciável.

Eu o olhei, apreciando a forma como ele parecia ainda mais bonito quando estava assim: despreocupado, divertido...

– Você está me deslumbrando. – Acusei e bati de leve em seu braço fazendo com que ele voltasse a se acomodar corretamente em sua cadeira.

Edward apenas revirou seus olhos e começou a bebericar de sua xícara de café.

– Você não deveria estar no escritório? – Perguntei após dar um grande sorriso de bom dia a Marie, que docemente havia me servido com algumas frutas picadas e iogurte.

– Uma pequena mudança de horário... – Ele comentou casualmente. – Meu novo horário começa às 09:30h e termina às 16:30h, o que quer dizer que estou a sua disposição para uma carona... Para ir e voltar.

A forma como ele fez soar, parecia apenas uma grande e feliz coincidência, mas eu já o conhecia bem o suficiente para saber que ele havia mudado o seu horário propositalmente... Apenas para garantir que eu não estaria andando por aí sozinha.

Eu apreciava a atenção, de verdade. Mas, ao mesmo tempo me irritava saber que estaria constantemente sobre seus olhos... Que, por minha culpa, ele estava mudando seus hábitos.

– Um Mestre e um guarda-costas... Tudo no mesmo pacote. Ótimo! – Murmurei, com desagrado, para mim mesma.

– E, infelizmente, terei que ir a Londres, na próxima semana, por alguns dias... – Ele continuou como se não tivesse sido capaz de me ouvir.

– Muitos dias? – Perguntei, deixando de lado o café da manhã.

– Talvez uma semana... Ou mais.

Soltei um muxoxo de desapontamento.

– Isso inclui um final de semana?

– Provavelmente... – Ele respondeu se inclinando em minha direção. – Mas, não se preocupe... Eu ainda vou ter a minha coleira em seu pescoço.

Uma rápida olhada em Marie me fez consciente de que ela estava alheia a nossa troca.

– Hummm isso soa bem para mim. O que você tem em mente?

– O que você acha de me acompanhar? Eu acho que você ia gostar de conhecer Londres.

Eu não poderia dizer que ele estava equivocado, mas eu não podia aceitar o convite.

– Eu não posso. – Respondi desviando o olhar. – Eu não posso me afastar assim da livraria.

Ele assentiu, provavelmente por já estar ciente de que essa seria a minha resposta.

– E eu posso aproveitar para retomar as minhas caminhadas... – Joguei, sabendo que isso o faria confirmar as minhas suspeitas.

– Seja uma boa menina e me prometa que vai chamar um taxi, todos os dias, enquanto eu estiver fora.

Bingo!

Eu poderia ter reclamado e até discutido, mas sabia que não adiantaria de nada e sendo bem sincera, eu apreciaria tê-lo por perto por mais tempo do que o de costume e, precisava reconhecer, poderia ser pior.

Pelo menos, ele não tinha me contratado um segurança.

...

Eu tinha aproveitado cada segundo da semana. Talvez tenha sido o fato de saber que estaríamos longe por alguns dias – o que nunca tinha acontecido desde que nos conhecemos, mas eu fiz questão de estar ao lado de Edward todo o tempo que fosse possível. E ele me mimou o máximo que pode.

Cafés da manhã na cama, jantares em restaurantes e até uma caminhada de volta para casa na sexta-feira. Obviamente, Edward ainda me acompanhou, mas tinha sido bom andar ao seu lado, despreocupadamente, apenas apreciando o vento batendo no meu rosto e a companhia. Só teria sido melhor se nossas mãos estivessem entrelaçadas, ao invés de protegidas contra o frio nos bolsos de nossos casacos.

E o fim de semana... Oh Deus! Tinha sido o melhor fim de semana de todos!

Não voltamos ao club, como eu já imaginava que aconteceria, mas Edward me manteve bastante ocupada. Apenas jogando... Tudo o que posso dizer é que no domingo à noite eu já não estava tão incomodada quando o ouvia me chamar de “seu animalzinho de estimação”. E embora, meus joelhos e punhos estivessem um pouco doloridos por ter permanecido de quatro por quase todo o fim de semana... Eu poderia pensar em outras partes de minha anatomia que estavam ainda mais doloridas e precisavam de um descanso.

E claro, tínhamos um novo ritual matinal. Aparentemente, meu Mestre apreciou a forma como eu o havia me atrevido a acordá-lo.

...

Eu precisei fingir que não estava com o coração apertado quando acompanhei Edward até o aeroporto na segunda, cedo, pela manhã. Mas, não consegui evitar abraça-lo, com força, quando ouvimos o ultimo chamado do seu voo.

– Não se esqueça... – Ele disse, segurando a minha mão. – Chame um taxi. Todos os dias.

Eu assenti, mais preocupada em conter as lágrimas, pela saudade que eu já sentia, do que discutir a sua super proteção.

Notas finais
Por favor, me digam o que acharam, okay?xoxo