Notas iniciais
Olá. Tudo bem a todos? Não apareço aqui há mais de um ano e meus planos iniciais era de não aparecer por um tempo ainda maior, mas acabei sendo convencida a voltar e então irei fazer isso mesmo. Agradeçam a Pocahontas e ao ator Dylan O'Brien porque foi ela e a foto dele que me convenceram (cara é um dos meus atores favoritos, sem mais U_U). Bom, antes de começarem a ler falarei coisas que são importantes. 1° - Minha escrita mudou e não é pouco, agora estou mais ligada em pontuação, coesão e um monte de coisas que aos quinze eu nem mesmo conseguia notar, isso pode não estar tão evidente porque escrevi isso aqui há tempos (mas até minha co-autora me falou que estava diferente mesmo). Então este capítulo foi corrigido por mim, então pela ThaisFru e então por mim novamente, porque nesta ultima revisão eu notei coisas que simplesmente não pude me controlar e deixar de simplesmente excluir da história, assim como colocar novas. Tentei não mudar muito, mas mesmo assim, se acharem BEM diferente, bom, foram os anos neh? 2° - Despertar é uma saga e esse equivale ao primeiro livro, não postarei a continuação por enquanto, isso porque reli tudo aqui e sinceramente, não me satisfez em nada. Sou extremamente crítica e quase arranquei os cabelos só com a sinopse (viram o nível) então vou terminar Despertar? Sim, mas apenas esse que seria o primeiro livro e então vou reescrever tudo novamente. Talvez até tirar da categoria de Fanfic e tal. Isso leva a vários mistérios que não serão mostrados, mas ao menos grande parte dos casais vão estar juntos. Espero que isso não seja muito ruim para vocês. 3º - Despertar está no seu final. Sim, sim. No máximo cinco ou seis capítulos a mais e eu vou posta-los o mais rápido possível. Isso porque na minha opinião vocês merecem algo rápido e eu mereço também para poder melhorar a história ( não consigo fazer isso com vocês esperando um capítulo). Sei que talvez seja pedir muito, mas espero continuar com a opinião de vocês. 4° - Bom, espero que gostem do capítulo. Eu o achei bonito em partes e tudo mais, contudo a opinião de vocês é que vale neh? Me perdoem qualquer coisa.

E a gente vai se apegando, mesmo sem querer.

Carol Alves

Não gostava de pensar sobre o que estava fazendo. Mas pensava sempre que queria sorrir. Então em alguns instantes quando o coração não sabia se explodia ou se comprimia, saia sorrateira da sua cama e ia ate a sala onde ele dormia, e ficava lá, parada observando o loiro.

Eram idiotas. Sempre se martirizava com esse pensamento. Naruto e Hinata, o rei e a rainha da idiotice. Mas ela gostava de pensar isso de vez em quando. Porque a colocava junto com ele e o colocava junto com ela. Então estava bom, de alguma forma estranha estava tudo bem.

A verdade era que desde o beijo que deram na noite anterior ao enterro de Kiba, nunca mais haviam feito algo semelhante ou tocado no assunto. Tratavam-se com cortesia, educação e coleguismo. Nada fora do padrão de antes. Mas Naruto havia tomado o seu sofá como estadia fixa e esse era outro assunto que não seria debatido.

No dia do beijo ele havia dormido em sua casa e na outra noite, quando apareceu, ela só conseguiu pensar que ele estava atrasado. Assistiram um pouco de TV, um programa sem graça de comédia que ficava engraçado com os comentários dele, comeram alguns biscoitos de chocolate e ela lhe entregou as roupas de cama.

Era isso. Era tedioso. Mas de certa forma ela não conseguia deixar de gostar.

Naquele dia, após observar o loiro dormindo por quase uma hora, Hinata se ergueu e arrumou o café da manhã. Antes comia apenas torradas e café, mas estava animada, como no dia anterior também estava, e fez uma mesa com algumas opções extras. Até algumas iguarias que conseguia com algas e seres aquáticos.

– Esse cheiro é comida? — já estava passando geleia na sua torrada quando a voz dele preencheu a casa, e ela.

– Café. — respondeu simplesmente para logo em seguida ouvir os passos dele até chegar à cozinha. — Pode se servir. — mostrou a mesa arrumada tentando ignorar a calça jeans amarrotada e o tronco desnudo do loiro.

– Isso sim que é mesa. — sorriu animado pegando um pão pequeno. Naruto comia muito, ela havia notado antes. – Você cozinha muito bem, sabia que os humanos dizem que se conquista um homem pelo estomago? – questionou de boca cheia e embora ela tenha sentido o rosto queimar, resolveu levar como uma curiosidade.

– E não falam nada a respeito de comer rápido demais? — questionou avaliando a forma que ele engolia sem mastigar praticamente.

– Tenho que ser rápido, ainda vou que passar lá em casa e tomar banho. — explicou pegando agora um pedaço de bolo e colocando quase inteiro na boca.

– Aqui tem banheiro. — estava incomodada, afinal era uma filha Aqua, como ele se atrevia a ir a outro lugar para usar água? Qual o problema com a água dela?

– Mas não tenho roupas aqui. — explicou melhor a situação. Hinata sentiu o rosto queimar como fogo quando pensou que ele deveria trazer algumas roupas para a sua casa. Diria, se isso não fosse fugir da normalidade e cordialidade que estavam vivendo, isso porque se saísse disso ela iria pirar. Desmaiar de vergonha. Gaguejar de medo. Voltar a ser uma idiota por causa dele. Então preferiu observar seu chá e misturar, mas seus olhos foram para ele. — É, acho que tenho que trazer algumas coisas pra cá. — concluiu pensativo.

– Seria mais... Mais fácil. — quase, por um segundo ela não havia gaguejado e então serviu de alerta para os dois. Era um assunto complicado.

–Hoje vou chegar mais cedo. Quero ver aquele programa de música. – bebeu um copo cheio de laranjada.

– Vou ver se faço pipoca pra gente assistir. — deduziu pensando em como fazer uma pipoca especial.

– Beleza. — sorriu largamente. — Agora eu tenho que ir. — se ergueu rapidamente pegando um pedaço de bolo antes de sair.

Hinata não respondeu, apenas aguardou que ele saísse para então ir até a sala e ver o local onde ele havia dormido completamente bagunçado. O que estava fazendo? Deixando o Uzumaki bagunçar a sua vida e sua residência? Poderia ser diagnosticada como louca, se não por quem estava junto ou pelo relacionamento que estava levando.

Mais uma vez o pensamento de que não estava sozinha, se algo fosse ocorrer seria com Naruto e com ela. Isso de certa forma a enchia de coragem. Então pensou que a noite poderia colocar o colchão na sala. Então ela dormiria na sala e pouco a pouco iria retirando cordialidade entre eles. Só não queria saber o que sobraria. Só queria o que sobraria.

***

Seus pensamentos estavam assustadores no intervalo. Hanabi não havia dado as caras nem mesmo nas aulas. Tenten ainda estava na área hospitalar. Shikamaru resolvia alguns problemas da sua Casa, sua nova e odiada responsabilidade e Sakura havia sido chamada na aula de Kakashi para nunca mais dar noticias.

Então a solidão a deixava realmente apavorada. Principalmente quando se lembrava de seu pai e da conversa que tiveram. Aprender da pior maneira que não poderia sentir nada pelos amigos e as pessoas que a rodeavam. Ele só poderia estar louco. Nunca esteve tão feliz em sua vida. Ele não poderia simplesmente surgir e mandar com que ela parasse de sentir.

Não.

Ela não iria o seguir nessa ordem. Porque nunca teve ninguém e agora que tinha amava isso. Agora que tinha, não iria parar de sentir. Pelo contrário. Sentiria mais ainda. De corpo e alma. A flor da pele. Queimando e causando sensações. Como uma chama. Como Gaara.

Deixou seu almoço intocado praticamente. Não precisava de comida no momento. Precisava sentir na pele. Sentir ao máximo. Como só havia sentido duas vezes na vida e uma foi com Gaara. Desrespeitaria seu pai, mas mostraria seu ponto de vista. Sentiria até em um estágio que não sabia exatamente até onde poderia sentir.

Após jogar a comida fora olhou na direção do ruivo. Ele comia sem nenhum interesse, a mesa estava parcialmente vazia. Apenas Hinata, Gaara e Neji. Parecia um clima tenso. Ele até gostaria de sair dali, pensou animada enquanto andava na direção dele.

Ela não estava nem mesmo no meio do caminho, quando ele a notou.

– Olá todos! — estava falando mais com Hinata que mal notou, estava presa em pensamentos e um sorriso estranho nos lábios. — Gaara, eu quero muito falar com você! — o encarou firme e embora ele tenha franzido a testa por alguns instantes, certamente pelo pedido ter saído mais como uma ordem, se ergueu apontando para uma direção. Atrás da construção em que a cozinha e banheiros se localizavam.

– Precisa falar comigo. — ele tinha os olhos fixos nela, mas nenhuma expressão. — Seria a respeito de ter saído correndo da última vez? — ele estava mais curioso pelo motivo do que bravo pelo ocorrido. Afinal muitas coisas tinham acontecido.

– O motivo que eu sai não é importante. — bufou mordendo os lábios, Gaara deveria estar certo, apenas a presença dele a fazia queimar. Principalmente os olhos verdes que a encaravam como se fosse comida. Ele tentava ser serio, mas só conseguia a deixar mais quente.

– Geralmente dão alguma desculpa para sair correndo. — deu ombros sorrindo. — Medo do que pode vir depois, problemas pessoais, mas se quer ser diferente. — deu um passo adiante. — Eu aceito essa diferença. — a forma que falava fazia parecer um desafio.

– O que quer de mim? — o encarou firme, parecia presa dentro daqueles olhos. Como um simples olhar poderia fazer com que ela imaginasse tantas coisas? Coisas que nunca havia pensado. Coisas que mal sabia que existia, mas queria e com ele.

– O que pode me dar, Yamanaka? — a pergunta era sugestiva e maliciosa e ela parecia queimar na presença dele. Queimar mais ainda. O que poderia o dar? Ela não sabia exatamente, mas tudo o que tinha daria para saber como que continuava essa sensação. Para sentir mais, o mais profundamente possível.

– Eu... — ergueu a mão tocando o rosto do filho Ignis, era quente no sentido que normalmente acharia que a pessoa esta com uma febre extremamente alta. Mas o mais importante não era a temperatura, mas a sensação em seu corpo inteiro que sentiu apenas de encostar a pele na dele. Quase deixou com que uma exclamação saísse de seus lábios. Então desceu a mão até o pescoço e então ate o peitoral duro. Automaticamente seu corpo disse o que fazer, retirar o moletom negro que ele usava.

A roupa inteira.

– Me diz. — ela sentiu as costas se chocarem contra uma superfície dura, não soube qual era. Não se importou. Gaara estava na sua frente, a sensação e a chance de sentir também. — O que tem para me dar? — questionou com as mãos em sua cintura, apertavam forte quase demais. Dura. Fixas. Quentes. O corpo quase colado deixava a pele arrepiada por completo.

– Eu não... Não sei. — estava ofegante, talvez não respirasse antes e nem agora. Não pensava em respirar, não pensava. Só sentia as sensações que o corpo trazia.

– Não? — o sorriso era tão malicioso que chegava a ser cruel, Ino só conseguia pensar nessa palavra quando ele desceu a alça da sua camiseta depositou os lábios em seu ombro. — Não sabe mesmo? – mordeu a pele não muito levemente, a voz tinha um tom divertido, talvez pelo gemido involuntário que ela soltou.

Qual o problema dele para fazer perguntas quando ela não conseguia nem mesmo pensar?

– Gaara! — sussurrou. Era uma repreensão, uma suplica e um ronronar ao mesmo tempo. A respiração dele em seu pescoço era tão... Quente.

– Ino. — ele afastou um pouco o rosto para poder lhe olhar nos olhos. A mão que havia abaixado à alça da camiseta foi para a nuca puxando firme o cabelo. O sorriso dele era sádico. — Não me chame como se fosse um cachorrinho seu, principalmente quando não tem nada para me oferecer. — e com essas palavras duras e frias, ele se afastou quebrando todo o contato e quase a fazendo cair no chão. — Volte e almoce que depois conversamos. — mandou enquanto se afastava com as mãos nos bolsos da calça.

Ele simplesmente saiu com um sorriso no rosto e deixou uma Ino ofegante e se descabelando para trás. Sem nenhum pensamento lógico. Ele gostava de brincar com ela. Era a única explicação. E ela estava representando muito bem o papel de brinquedo. Odiou o pensamento, assim como odiou o Sabakuno.

– Esse filho da mãe. — murmurou irritada caminhando na mesma direção que ele. Ainda sentia a necessidade de algo, ainda precisava, agora mais do que antes.

Esse era o problema, sabia exatamente o que precisava, mas inocentemente não sabia o que diabos o ruivo estava querendo. Seria dinheiro? Não importava.

Passou perto da mesa dos líderes e não evitou de olhar na direção de Gaara. Ele não a encarava, mas comia normalmente com um sorriso no mínimo presunçoso e divertido. Só de encará-lo, o corpo, que ainda não estava recuperado da "emoção" anterior, parecia pedir desesperadamente o que ele por sinal já havia dito. Não iria dar.

Mas ela, como uma criança mimada, queria.

Ino havia crescido em um mundo fora dos padrões sociais. Não via nenhum sentido em ficar na vontade. Se queria algo, a solução era simples, ela teria! Se Gaara não queria oferecer, paciência. Enquanto tivesse outra pessoa que pudesse oferecer, e pela beleza dela sempre teria, não seria realmente abalada.

Não conhecia romance e sentimentos amorosos, trocar a pessoa não teria problema se não mudasse o resultado.

Isso. Uma luz preencheu sua mente e ela percorreu os olhos pelo refeitório. Gaara apenas havia mostrado o que era isso de sentir com o corpo. De sentir prazer. Mas não significava que ele era o único canal. Seus olhos encontraram Kono de pé falando com algumas pessoas de seu time.

Andou até ele a passos firmes. Sabia o que queria e Gaara não era a única fonte. Gaara, na verdade, estava muito equivocado por se valorizar tanto. Ino sentiria com o corpo e com a alma, faria exatamente o que queria e seu pai erraria a sua primeira previsão. Ela nunca iria se arrepender e nem querer deixar de sentir. Se entregaria ao que queria e teria. Ponto final.

– Ino? — Kono a encarou sorrindo deixando de falar o que quer que fosse com os seus amigos.

– Oi, eu estava pensando, agora que não estamos mais naquela coisa de times rivais. — olhou para ele e soube exatamente o que fazer. — Podemos dar uma trégua. — sorriu, uma imitação do sorriso malicioso que Gaara havia a mostrado, fazendo o garoto piscar os olhos sem entender.

– Trégua? — questionou não acreditando no que estava entendendo, não era como se Ino o tratasse como algo diferente de amigo. Mesmo ele tentado, e muito, ser algo diferente de amigo.

– Cara. — Lyon, o garoto da casa Lux e o mais próximo se ergueu. — É pra beijar a garota! — explicou o dando um empurrão.

– Então eu entendi certo. — concluiu por si mesmo abrindo um enorme sorriso e fazendo Ino rir, Kono era fofo. Talvez com ele conseguisse experimentar não só um sentir físico, mas também algo mais.

A possibilidade a fez sorrir e o beijo também. Era exatamente isso que estava querendo, algo físico que pudesse a mostrar um pouco do emocional. Independente de quem fosse e agora tinha, então tudo bem. Ela realmente não se importava com mais nada. Nem mesmo certo ruivo de pé na mesa dos líderes e o seu talher derretendo.

***

Sakura estava decidida quando acordou naquele dia. Iria definitivamente resolver sua vida. Um dos dias típicos em que acordamos com vontade de que qualquer problema seja solucionado o mais rápido possível. Em sua vida antiga isso ocorria com uma grande frequência. Era normal ver a Haruno com uma lista de afazeres que jurava que iria cumprir. Mas nunca o fez.

Eram promessas feitas de forma momentânea para suprir os problemas que estava passando. Um rota de fuga da realidade.

Mas desta vez prometeu que não iria deixar de cumprir suas promessas. Assim que acordou traçou todo um plano na mente. Iria falar com Sasuke, esclarecer qualquer duvida. Ele não iria mentir, não era do seu feitio fazer isso. Então iria se focar no seu segundo problema, a mulher de rosa e o livro. Até o dia atual não havia aberto o livro e isso era vergonhoso. Afinal desde quando não tinha interesse em si mesma? Tentaria ajudar Shikamaru no seu novo cargo, porque ele com certeza precisaria. Então após todos os problemas serem resolvidos ela iria por fim ficar mais leve e ter facilidade em administrar a própria vida.

Era bem simples e por isso ela acreditava fielmente no sucesso e cumprimento da promessa.

Acreditava mesmo.

Até que Shizune apareceu na sala de aula, interrompeu Kakashi que explicava algo a respeito de fortalecimento muscular e pediu para que o professor a chamasse. Justo quando ela começava a acreditar que tudo estava começando a dar certo. Kono e Ino sentados juntos, Shikamaru dormindo, Kakashi odiando jovens. Tudo parcialmente certo. Shizune não poderia estragar a sua normalidade e chances de cumprir seus planos.

Shizune não estragou. Foi Tsunade. Foi Jaraya. Foi Orochimaru. Não. Quem estragou realmente a sua promessa de cumprir suas promessas e acabou com a normalidade do seu plano foi Sasuke, Uchiha Sasuke.

Então ela tinha o direito de estar com raiva. Ela achava que, deveria sim, estar revoltada com ele. Só não entendia o motivo de todos terem os olhos arregalados e pregados nela desde o momento que havia o dado um murro tão forte que a parede onde o moreno se chocou deixou boa parte do reboco cair.

Afinal, em sua opinião ele merecia muito mais do que o murro.

E ela estava no seu direito quando o socava, porque Sasuke Uchiha era um canalha. Da pior espécie. Um cafajeste. Pior do que isso. Sasuke Uchiha era um assassino! E não satisfeito com isso, tinha feito dela sua cúmplice.

Notas finais
E então? Muito diferente de antes? Tem alguém aí? Falem um oi e me digam o que acharam! Sabem que a opinião de vocês é muito importante para mim. Mais uma vez desculpem pela demora e até a próxima que não vai demorar muito, não se preocupem. Muito obrigada aos que continuam aqui XD