Despertar [Revisão]
15 Amizade
Notas iniciais
Queria agradecer pelos comentários lindos que eu recebi e amanhã vou começar a minha maratona de leitura MUAHAHA sou foda, dig dindig dindig din ta parei.
Espero que gostem embora esse cap esteja meio nada a ver e dê um enfoque maior na Ino e nas loucuras dela. Não tenho ideia do que me deu, mas eu fiz ela completamente louca nesse capitulo. No próximo vai voltar ao normal, garanto.
OBS: esse capitulo pode ser novamente revisando xD
OBS²: A Ask foi aberta novamente porque agora sou phoda e posso responder as perguntas
OBS³: Vou respondendo os comentários pouco a pouco.
Agora eis o capitulo Tchán
Algumas pessoas possuem o dom de nos levar das lágrimas aos sorrisos em dez segundos.
Ino estava sentada conversando normalmente com Tenten quando Sakura chegou acompanhada de Temari. A Yamanaka tinha uma parte da cabeça mais elevada, talvez inchada, mas não parecia esta sentindo nem um pingo de dor enquanto ria de algo que Tenten tinha dito. Quando viu Sakura o sorriso se desfez e a rosada teve uma pequena idéia do que a loira queria dizer quando falava sobre serem amigas. Afinal ver a mesma a encarando assim, era estranho, quase ruim.
- Oi. – foi tudo o que poderia dizer e então Tenten a encarou de forma ferina.
- Não me avisaram que iam vir. – ouviu a voz doce de Hinata. A mesma se encontrava sentada um pouco distante e comia um prato enorme de brigadeiro. Então era verdade, Temari queria mesmo o brigadeiro da pobre e acidentada Ino.
- Não tive tempo sabe como sou com brigadeiro. – Temari sorriu e se juntou a morena para comer o mesmo.
- Ino eu queria...
- Vamos ao quarto. – a loira se levantou. Com certeza tinha sentido o desconforto que Sakura estava sentindo. Ao menos isso, conseguia ser sensitiva e evitar momentos contrangedores.
Antes da rosada conseguir responder a loira estava de pé andando pela casa. Uma sensação diferente havia tomado conta de Sakura, a casa poderia ser melhor do que muitas que ficavam em terra firme, mas ainda assim se movia como um barco ou navio e dava náuseas. Chegaram a um quarto que parecia ser de hospedes, decorado em branco e prata com algumas partes de madeira clara. Sakura não deixou de pensar no motivo de Hinata ter uma casa com quarto de hospedes e a dela não ter uma cozinha.
- Pronto. – a loira falou se jogando na cama de solteiro branca.
- Você esta morando aqui agora? – Sakura perguntou estranhando o fato da loira esta ali e já parecer completamente curada. Não deveria esta morando com o Sasuke novamente?
- Só por um tempo. – deu ombros. – Depois que a Tsunade fez os pontos na minha cabeça eu fiz manha e com a ajuda a Hinata eu consegui me manter por uma semana mais ou menos longe da masmorra denominada segunda ramo da casa Lux. – a loira explicou e Sakura se sentiu mais mal ainda. Seria ela a única que via algo na loira e no moreno? Porque Ino estava demonstrando que não fazia questão de ficar próxima dele.
- Ino. Desculpa, serio. Me perdoa. – falou do nada e a loira a encarou um pouco incrédula por alguns instantes. – Eu fiz por querer e eu sei que sabe, mas eu preciso explicar. Eu não sei por que eu fiz isso, mas eu estava com raiva e quando vi você estava no chão graças aquela maldita bola. Eu nem sabia que tinha tanta mira assim e nem tenho, não sei...
- Ta bom, ta bom Sakura. – a loira a interrompeu. – Eu entendi que você esta arrependida. Assim que você chegou eu sabia. Mas eu bati a cabeça ta doendo sabia? – completou se levantando um pouco irritada.
- Então me perdoa? Nós podemos voltar a ser amigas? – perguntou com um sorriso no rosto, talvez sorrindo a loira conseguisse entender a mudança que ela havia tido. Talvez Ino estivesse certa e elas se transformassem em amigas realmente, Sakura iria adorar isso.
- Te perdôo sim. – a loira a encarou. – Mas nunca fomos amigas. – as palavras fizeram foram como laminas em Sakura. Ela tinha que aprender muitas coisas quanto a assumir os erros, agüentar as conseqüências era uma dessas coisas. – Eu achei que era só esperar, mas não confio em você mais Sakura. Tem como confiar quando eu posso piscar e você me atingir com uma bola? – a encarou com os olhos frios e sérios. – Eu vi que iríamos ser amigas, mas não sei como vai acontecer. Queria saber o motivo porque estou começando a desconfiar e nunca desconfiei das minhas visões. – cruzou os braços.
- Ino eu sei que... Olha eu estou realmente arrependida. – a encarou normalmente.
- Agora! Não sei se isso vai continuar daqui a alguns dias. Você esta empolgada com isso. É verdade, mas eu não confio em você. A sensação que você é uma pessoa boa continua. – falou normalmente. – Mas estou com o pé atrás quanto a você. – a encarou como se Sakura fosse um monstro verde e estranho, talvez com antenas. Isso Sakura conseguia ver Ino a encarando dessa forma. Isso porque Ino tinha a forma risonha e engraçada de ver as coisas. Ainda assim a rosada a via com uma escuridão nos olhos. Estranho, porque Sakura sempre havia sido superficial. Ver algo a mais nas pessoas, isso ela estava experimentando nos últimos dias. Seriam mais poderes? Ignorou isso e se concentrou na loira.
- Você não acredita que eu mudei. – Sakura concluiu. – Normal nem eu acredito mesmo. – suspirou e encarou a loira. – Mas eu vou levar isso em frente. Melhorar. – completou com certeza e quase pode ver Ino sorrindo.
- Tomara que sim Sakura! Talvez levar uma bolada na cabeça para você melhorar como pessoa não seja um preço muito alto a se pagar. – murmurou e a rosada sorriu. – Talvez. – deu ênfase quando viu Sakura sorrir.
- O preço não foi material. – Sakura rebateu e diferente do que tinha imaginado, Ino não pareceu confusa. – Eu perdi sua confiança. – completou.
- E se importa? – a loira sorriu cínica olhando para a rosada, estava passando tempo demais com o Uchiha. – Ate ontem você se importava em meter uma bola na minha cabeça. – apontou para a parte mais inchada. – E em dar uns pegas no Sasuke depois de tentar me matar. – completou pensativa, talvez imaginando Sakura e Sasuke juntos.
- Não estamos falando dele, sim das conseqüências do que eu fiz não? – perguntou normalmente e Ino ergueu uma sobrancelha.
- Ah, estamos falando demais. E eu estou com raiva de você não deveríamos estar conversando. – parecia um pensamento alto que fez a rosada sorrir.
- Sabe o que eu estou pensando?
- Provavelmente sim. – de novo Ino a fez rir, porem a loira não sorria, não de verdade.
- Então concorda? Que se eu não tivesse mandado uma bola na sua cabeça não teria visto que quero ser sua amiga e nem mudado a ponto de você querer ser minha amiga? – cruzou os braços encarando a loira.
- Para você esta me confundindo. – mandou e riu quando a rosada sorriu também. – Ainda não estou conseguindo usar o cérebro sem minha cabeça estourar. – balançou a cabeça negativamente. – E não sou sua amiga, não me faça ter que repetir isso. – passou por ela indo ate a porta, dando a conversa por encerrada.
- Antes você vivia dizendo que éramos amigos sim. – Sakura foi atrás da loira tentando fazer a mesma mudar de idéia. Ou simplesmente incomodando, sentia que essa era a forma de se aproximar mais da loira. Mais uma vez os sextos sentidos.
- E quando criança eu dizia que seria a mulher maravilha, só que loira e levando a alma das pessoas. Eu sou a mulher maravilha? Não, ate porque a mulher maravilha nem faz isso. – a loira deu o assunto por encerrado com um argumento o qual Sakura não entendeu. Só conseguiu pensar em que tipo de criança iria querer ser a mulher maravilha e associaria isso a levar a alma das pessoas embora. Certamente Ino era estranha desde pequena.
- O que isso quer dizer? – perguntou e Ino a encarou, os olhos desconfiados. Sakura sabia que Ino tinha notado seu pensamento.
- Quer dizer que vai ter que me provar que mudou se quiser ser minha amiga, caso contrario, não gosto de você. E para de falar disso que enquanto discutimos meu brigadeiro esta sendo devorado por sua amiga loira. – deu as costas para Sakura não querendo discutir pelo pensamento que a mesma tinha tido. Mas a rosada tinha certeza, esse era o jeito orgulhoso de Ino a perdoar.
•••
- Todo mundo começou a entrar e sair da minha casa como se fosse a casa da mãe Joana. – Hinata reclamou e Ino não pode deixar de rir com o comentário. Sakura e Temari haviam ido no dia anterior e foram embora só a noite. Isso para avisar que voltariam no jantar de domingo. Talvez a reservada Hinata estivesse realmente tendo problemas em tê-la hospedada ali.
- Isso é uma indireta? – Tenten perguntou olhando para a TV e Hinata olhou de lado para a garota.
- Não, você nunca respeitou isso. – abanou as mãos. – Mas Temari, Sakura, Shikamaru, Sasuke, Tsunade, Naruto... Meu deus. – ergueu as mãos no ar como pedindo clemência. – Vou dar um mergulho. – decretou se afastando.
- Ela é meio anti-social não é? – Ino perguntou a Tenten e a morena fez um sinal negativo.
- Não, o ramo Aqua como um todo tem uma coisa com território. Mas isso é porque o uzumaki passou aqui mais cedo e acordou ela. Digamos que a Hinata não vai muito com a cara dele. – sorriu e Ino franziu levemente o cenho.
- Serio? Ele é uma pessoa tão legal. – realmente não entendia, adorava o loiro.
- Coisa deles. Não entendo a Hinata direito, ela é da Aqua ramo um não? Boa parte do que ela sente é filtrado e destruído em nome da tradição, se ela não se entende, eu vou entender? – fez cara de quem não poderia fazer muita coisa e Ino sorriu tentando imaginar a Hinata não gostando de alguém, era meio impossível, ela passava uma imagem tão serena.
- Estranho. Muito estranho. – murmurou pensativa, queria que alguma sensação explicasse isso, mas nada veio. Ela estava cansando, era como se apenas o que seu pai achava pertinente chegasse ate ela. Sempre foi assim, mas agora isso a incomodava. Talvez porque pela primeira vez ela estava convivendo com pessoas de sua idade, e mesmo em meio a pessoas semi-humanas e com poderes, ela se sentia minimamente normal.
Tinha que se lembrar que não era. Se lembra de todas as vezes que havia acompanhado seu pai, todas as vezes que havia pensado que iria morrer de dor, da mãe morta-viva e do pai frio que juntos a moldaram para ser a pessoa perfeita para cumprir uma missão a qual ninguém conhecia. Era impossível que dezesseis anos de vida iriam ser apagados por algumas semanas.
- A Hinata esta certa. – Tenten murmurou ao seu lado e então Ino ergueu seus olhos vendo Sasuke parado no meio da sala a encarando. Tinha o semblante serio de sempre e ela teve certeza que estava desviando do rumo. Cara ate mesmo o Uchiha ela estava começando a gostar, ninguém gostava dele como amigo. Não, as garotas, se ela se interessasse por ele de uma forma sentimental ainda se perdoaria, mas como amiga? Qual seria o seu problema? Retardo mental? Sabia que isso iria a ferrar de verdade. Quase podia ver um relógio cronológico para seu pai aparecer e ela esta oficialmente em maus lençóis pelo que estava sentindo. Isso a importava? Não, afinal não conseguia mudar.
- Você não parece alguém que está, como a Tsunade disse? – ele começou a dizer de forma debochada, como um pai que pega a filha em uma brincadeira engraçada. – Ah! Com a cabeça aberta, morta de dor e incapaz de fazer uma viagem nas sombras ou se levantar sozinha. – em sua voz havia uma mistura de seriedade, deboche, sarcasmo e uma péssima imitação da Tsunade.
- Eu vou ir ver a Hinata. – Tenten se levantou e saiu da sala rápido, quase correndo. Sabia que o moreno iria falar alguma coisa já que a sua “pupila” havia fingido para todos apenas para se afastar dele.
- Covarde. – Ino murmurou encarando as costas da morena e então olhou para Sasuke. – Vem sempre aqui? – perguntou qualquer coisa e ele rodou os olhos enquanto jogava algumas roupas e remédios para dor praticamente na cara dela. – Ai, eu estou machucada. – reclamou pegando uma blusa que estava presa no seu rabo de cavalo.
- Machucada? Eu tive que ir a Tsunade pegar remédio com você, sair da minha casa com roupa e vir ate aqui pra te encontrar vendo TV. – falou serio e Ino abaixou a cabeça. Não porque estava diante de um Sasuke serio, mas ela já estava convivendo com ele tempo o suficiente para conseguir o ler e ver que ele se sentia um idiota por ter se preocupado com ela quando na verdade tinha sido enganado. Porque pessoas que não sentiam nada se importavam e faziam tanto drama quando sentiam um pouco? Ela jamais entendia os humanos ou quase humanos.
- Obrigada. – murmurou sem jeito.
- Obrigada. – repetiu com desdém. – Se arruma logo que a gente vai voltar para a casa. – credo, ele parecia um irmão mais velho que ela sempre quis ter, mas agora se via satisfeita pela vida não ter a concedido um.
- Ah não. – olhou diretamente para ele. – Ok eu menti, mas... – mordeu o lábio inferior tentando encontrar a forma certa de dizer as coisas. – Eu estou sobre a sua responsabilidade eu sei, mas isso não quer dizer que eu seja da tua casa. Para você viver nas rochas, na escuridão e tudo mais pode ser divertido, tipo “uau, pedras e trevas urrul!”, só que eu não aguento mais ficar lá. Me dê um tempinho de férias. – pediu o encarando.
- Por que você não vai direto para a sua casa e acaba com o sofrimento de todo mundo? É só me deixar voltar a cuidar apenas de mim e da casa. Casa essa que vai estar vazia. – a encarou e Ino sentiu um nó na garganta. Ela não tinha uma casa para ficar, usava a desculpa de ainda não ter dezessete e por não conhecer o pai não saber qual era a sua casa, claro que era um caso raro por ter “despertado” antes dos anos certos, mas antes um caso raro do que alguém saber a verdade.
- Não acho que seja um sofrimento. – desconversou para mudar de assunto e pode ver que Sasuke notou isso. A cada dia que passava conseguia o ler melhor e ele a entender. – Você ate se preocupou comigo. – mostrou os remédios sorrindo como uma criança de três anos fazendo pose para foto e ele bufou.
- Obrigação. – disse simplesmente e se sentou no sofá para assistir a TV.
- Eu tenho outra teoria. – olhou para ele que parecia ter se desligado de qualquer coisa para assistir ao filme de ação que passava. – Eu acho que você esta gostando de mim. – falou e ele a encarou como se estivesse rindo dela. – Admite Sasuke, você me considera sua amiga. – sorriu debochada.
- Não, eu não tenho amigas. – falou sincero. – Muito menos as estridentes como você. – debochou.
- claro, afinal o Naruto é quieto, caladão e ate tímido. – quase gargalhou com isso.
- Mas o Naruto é meu amigo. Homem. – ele falou prestando atenção na TV.
- E qual o problema deu ser mulher? – franziu o cenho enquanto o encarava, ele continuou a prestar atenção na TV e por isso ela a desligou.
- Mulheres são complicadas, confundem todo mundo, imprevisíveis. – explicou a encarando.
- Eu acho que você precisa de uma mulher, nem que seja uma amiga. – foi sincera e ele a encarou seriamente. – Acho que esta tão necessitado de um toque de feminilidade em sua vida que saiu da sua linda masmorra e veio aqui pra ficar perto de mim. – ele cerrou os olhos e se levantou. – Não precisa ir embora. – se levantou também. – Eu te considero quase como um irmão mais velho, e não ache que é como um irmão mais velho que eu goste. Eu sempre quis ter um irmão. Alguém que me fizesse achar que eu não estava sozinha no mundo, nunca quis que fosse alguém como você, entende? É como se tivessem realizado meu desejo de irmão, mas que ao invés do irmão legal me mandaram um Sasuke que é aquele tipo que todo mundo reza sempre para deixar de existir. – explicou e Sasuke a encarou seriamente.
- É, eu gostaria realmente que você deixasse de existir. – ele concordou com ela que sorriu enquanto se sentava. – Agora liga essa merda de TV. – mandou se sentando também.
- Só se você me responder uma coisa. – sorriu de forma diabólica, não que isso tenha impressionado Sasuke. – Você sempre finge não gostar das pessoas que se aproximam de você? – olhou atentamente para ele.
- Eu não finjo, eu realmente não gosto. – ele respondeu simplesmente e Ino ligou a TV com um sorriso nos lábios. Havia mentido para Sakura quando disse que não iriam ter nada. Em menos de um mês havia se tornado amigos, verdadeiros amigos.
•••
Estava chovendo na segunda de manhã quando ele chegou para o café. A chuva era tão forte que ele se sentia dentro da água. O que era quase bom, Neji Hyuuga vivia para a água do mar. Isso do mar apenas, ele não suportava água doce e por isso estava de mau humor naquela manhã. Ele não suportava o fato do que a pessoa mais forte da Aqua fosse do primeiro ramo e nem saber que tinha que conviver com pessoas mais fracas.
Ele era Neji Hyuuga, um homem completo, neto do mais poderoso controlador de Aqua do segundo ramo e considerado durante toda a sua infância o próximo a superar o avô. Então quando ele estava próximo de conseguir isso, surgiu garota Hyuuga. A frustração foi grande em todo o ramo, mas ele se sentia realmente frustrado com ele mesmo.
- Seu péssimo humor matinal sempre me dá animo para vir estudar. – Kiba comentou ao seu lado. A segunda parecia o tipo de dia que ninguém queria sair de casa e passar por malditos treinamentos. Ele preferia o mar, onde nunca existia a seca ou pessoas que reclamassem do fato de estarem molhadas.
- E desde quando você estuda? – perguntou bebendo todo o seu café. Neji Hyuuga já tinha mais de vinte e um anos, estava a praticamente quatro anos no colégio e não fazia questão nenhuma de ter um amigo ali. Kiba era o mais próximo disso, mas o Hyuuga não se importava realmente com o mesmo. Só se importava em aprender técnicas e se tornar mais forte, treinar ate o dia que conseguiria lutar com Hinata e a humilhar.
- Retiro o que disse, seu mau humor constante é um saco. – a outro reclamou com um sorriso nos lábios. – Por sorte eu estou satisfeito demais para me importa com isso. Ontem estava conversando com minha prima e ela esta tão confiante no novo grupo, há. – Neji notou que o mesmo estava realmente feliz com isso. Não conseguiu deixar de bufar. Os humanos eram tão deprimentes, tão fracos. O que a garota morena fazia sempre tentando participar de um grupo, porque ela não aceitava o obvio? Ela era uma fraca, perdedora, uma humana que estava de intrusa ali. Não merecia nem consideração, imagine esperança de conseguir alguma coisa. Porque se fazer sofrer de forma tão humilhante e patética? Se não sentisse nojo sentiria pena de Tenten.
- Eu conversei com ela e o grupo parece ser bom, esta com a Sakura. – Temari comentou com o moreno que desmanchou o sorriso.
- Nem tudo é perfeito. – Kiba rangeu os dentes.
- Qual o seu problema com a Rosinha? – ouviu a voz do loiro excêntrico e extrovertido demais. Como uma pessoa assim poderia ser tão forte? O poder vinha com disciplina e responsabilidade, o loiro era o inverso disso.
- Não tenho problema com ela, só me reservo ao direito de torcer para que ela vá embora ou morra. – Kiba, que nunca foi de esconder nada de ninguém, respondeu normalmente. Talvez por isso Neji acabasse sempre ao lado dele. O garoto jamais engolia qualquer coisa, mesmo que isso o desse problema.
- Só espero que não esteja tentando influenciar a escolha dela. Sabe que isso é contra as regras. – Sasuke falou de forma indiferente e Neji teve que concordar com ele. Se estavam ali, tinham que seguir as regras, mas todos sabiam que Kiba era a revolta em pessoa, talvez por ser o mais fraco. É ser fraco realmente era um motivo de revolta, pra não dizer de vergonha. Neji se sentia assim todas as vezes que pensava em Hinata e então sentia cólera.
- Você tem trabalho o suficiente já cuidando da sua loirinha não? Trabalho que não consegue manter já que ela não consegue se manter ilesa por uma única semana, há. – Kiba provocou onça com vara curta. – Fiquei sabendo que ela esta na casa da Hyuuga. – completou.
- Calem a merda das suas bocas. – se levantou antes que Naruto tomasse a frente contra Kiba. Era de conhecimento que Sasuke e Naruto eram quase como uma única pessoa, dois lados de uma moeda, embora fossem completamente opostos e inversos, tudo que atingia um, acabava chegando ao outro. Infelizmente eram os dois lados da moeda mais fortes que poderiam existir. – Nada disso é importante. Se a sua prima patética que acha que tem alguma chance aqui porque tem um novo grupo que logo vai a abandonar não é importante para a mesa, se você não gosta da garota de cabelo rosa, não é importante para mesa e onde esta a loira não é importante para nada aqui. – olhou para Hinata que se mantinha quieta observando tudo, como se todo o estresse dali fosse indiferente a ela e sua bolha de poder. – A gente existe para manter essa merda de lugar organizado e não ficar se provocando de forma estúpida como estão fazendo. Deixem de ser patéticos perdedores. – completou olhando todos e então deu as costas para o grupo.
Realmente, Neji Hyuuga não precisava de ninguém ali como amigo. O que era bom, porque se precisasse ele não teria.
Notas finais
Se gostaram comentem e deixem a sua opinião, se não gostaram comentem também o importante é comentar. Se não leu, leia e volte ao inicio desse paragrafo *-*
Ah, não se esqueçam das perguntas maravilhosas que eu não vou responder hoje porque vai parecer que os personagens estão usando heroina. É só ir na ask:
http://ask.fm/Inosence
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