Desligado!

13 Eu fiquei louco?


Notas iniciais
Olá gente, mais um capitulo novo para vocês então, não me xinguem pela demora, e que estou no último ano do ensino médio, então a pressão para o vestibular está elevada, mas como eu nunca deixo vocês na mão, esse capítulo está cheio de emoção, beijo ;* -Mãe do Desligado/Daniel: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/files/2013/11/03_02.jpg -Maluco da clínica: http://4.bp.blogspot.com/_lkqJI0LIvhY/TKa8Ah4NN9I/AAAAAAAAKI0/9ZbX1l_K0dg/s1600/bruce.jpg

Ando quase correndo pelas ruas desse bairro que não conheço, meu pai sempre me alertou sobre não andar sozinho a noite, mas estou fazendo o oposto do que ele me disse.

Aos poucos vou percebendo que estou perdido, e começo a entrar em desespero, tudo o que eu queria naquele momento é que Alícia tivesse comigo, ela saberia o que fazer, sento no paralelepípedo de uma calçada e começo a pensar em um plano.

Então uma luz se acende na minha cabeça, ao ver um prédio bem a minha frente, sim é um prédio amarelo que fica perto da clínica de recuperação onde fui internado, e é exatamente esse lugar que estou procurando.

A cada passo sinto-me mais próximo de revelar todo o que aconteceu para o maluco, eu sei que ele provavelmente vai me matar, mas o que eu tenho a perder? minha vida foi transformada num inferno, e mesmo que o amigo de Alícia consigo identificar quem matou o meu irmão, quem pode confirmar que a polícia vai acreditar nisso.

Estou a um passo de entrar para dentro da clínica quando alguém me puxa com força para o lado de fora.

–Você pensou que eu o seu amigo, deixaria você voltar para essa clínica de loucos novamente?

Eu reconheço aquela voz rapidamente, sim é Brad, ele está bem a minha frente com um sorriso de orelha a orelha, não nos vimos desde a vez que ele e Katherine tentaram me internar a força.

–Antes de você me julgar, eu queria pedir desculpas por tudo, eu e Katherine estávamos muito desesperados e então achamos que o melhor era você voltar para a clínica, mas agora tudo está esclarecido e nós vamos ajudar você a se inocentar.

As palavras de Brad parecem sinceras, eu não poderia recusar a ajuda de ninguém, ainda mais de um velho amigo, então eu o abraço.

–Eu aceito suas desculpas, mas preciso falar com alguém antes.

Ele parece não muito feliz com a minha resposta.

–Hoje não, porque se você entrar na clínica eles vão te reconhecer como um fugitivo, eu acho melhor você ir para a minha casa, lá você tem um abrigo e um lugar para descansar.

Penso bem e acabo aceitando o convite de Brad, atravessamos a rua e um carro preto nos espera, acabo pensando em Alícia que deve estar preocupada ou não comigo, e no maluco que deve estar ansioso por notícias, mas esqueço de tudo quando entro no carro dos pais de Brad rumo a um pouco de descanso.

Depois de um tempo já estou no quarto de hospedes da casa de Brad, tomei um bom banho e estou olhando TV, quando Brad entra no quarto.

–Cara o pai e mãe concordaram em não contar a polícia que você está aqui, eles também acham que é uma injustiça acusarem você de um crime que não cometeu, mas como você pretende desmascarar o culpado?

Conto toda a história para Brad, como o amigo de Alícia vai rastrear as mensagens anônimas, e não vejo problema, já que ele é e sempre foi o meu melhor amigo.

–Hum, então aquela enfermeira é que te ajuda, mas agora você não vai mais precisar dela, já que nós vamos te ajudar não é?

Não sei o que responder, mas Brad logo muda de assunto e conversamos sobre outras diversas coisas, mas lembro que tenho que ligar para Alícia, ao menos avisar aonde estou e que ela não precisa mais me ajudar.

–Não precisa avisar ela, você está com a gente agora, aquela enfermeira maluca não tem mais serventia.

Então um calor sobe por todo o corpo, ver Brad falando de Alícia daquele jeito ativa em mim uma raiva que não consigo controlar.

–CALA A SUA BOCA! ela foi quem me ajudou em tudo, enquanto vocês queriam me apunhalar pelas costas, quer saber eu vou embora daqui.

Para a minha surpresa Brad se levanta e me acerta um soco em cheio no rosto, sinto o mundo girar e caio como um saco de batata no chão, e para piorar ele me acerta um chute bem na minha perna esquerda.

–Você não vai a lugar nenhum meu amigo.

Antes de apagar por completo ouço ele gargalhar e falar ao telefone com alguém.

Acordo com os raios de sol passando por frestas de uma janela, a dor de cabeça que sinto é terrível, então percebo que estou todo amarrado quase parecendo uma múmia, e me recordo da vez que fui amarrado assim na minha casa um pouco antes de ser internado, o meu desespero aumenta assim como a minha raiva.

Eu começo a me debater e resmungar já que não consigo gritar, pareço estar em um tipo de cubículo, quem sabe é o quartinho da empregada da casa, meus pensamentos se vão quando ouço um estrondo, algo deve estar acontecendo e eu aqui.

Então a porta começa a se abrir lentamente, o meu medo aumenta, e para a minha surpresa as duas pessoas que estão na minha frente são:

–Mãe? Maluco da clínica?

Notas finais
o que acharam? curiosos? até o próximo