Desligado!
14 Droga!
Notas iniciais
POV'S Alícia.
Quando acordo de relance vejo que estou toda suada, tive um pesadelo horrível onde a mãe do Daniel e o maluco da clínica matam ele e eu não consigo fazer nada para impedir.
De primeiro noto que o silêncio paira no ar, isso quer dizer que o Daniel não está no quarto, levanto e fico cara a cara com um bilhete que foi deixado em cima da escrivaninha, aquilo não podia ser boa coisa, pego o bilhete com as mãos tremendo:
Alícia,
Estou partindo dessa cidade para sempre, não quero saber mais do meu pai, do maluco, ou de me inocentar, tenho algum dinheiro e vou tentar a vida fora daqui, espero que você fique bem, e obrigado por tudo.
*obs: não venha atrás de mim!
Daniel.
No momento eu só pensei em socar a cara dele até ele morrer, estávamos perto de conseguir descobrir o assassino do seu irmão, estávamos perto de inocentar ele, todos os riscos que corremos foi por nada? sentei na cama e comecei a chorar igual a uma desesperada, e então num ataque de loucura comecei a chutar tudo o que tinha na minha frente, Alex que deve ter ouvido o meu choro entrou correndo dentro do quarto e me segurou e depois me deu um longo abraço.
–Não sei o que ouve com você, mas estou aqui para ajudar, sou seu amigo Alícia, você sabe que pode desabafar sempre comigo, e aliás cadê o seu amigo?
Engoli o choro e comecei a falar.
–Aquele desgraçado fugiu, foi embora para sempre, logo agora que você está quase descobrindo de quem é aquele número, eu não me conformo, não mesmo.
Alex parou e pensou, depois começou a andar de um lado para outro, ele já estava me agonizando.
–Vai ver que foi melhor assim, ele devia estar muito pressionado com tudo isso que aconteceu, claro que ele devia ter falado melhor com você, mas ia ser mais difícil para ele, agora o que nós resta e descobrir quem é o dono do celular que manda mensagens para ele.
Eu ainda estava com muito raiva, então decide sair um pouco para esfriar a cabeça.
–Alex eu vou dar uma volta, antes que eu exploda de vez, não tenho hora para voltar, vou deixar você trabalhando melhor nesse caso do celular.
Ele apenas acenou, mas deu para ver que ele ficou bem preocupado comigo. Quando eu estava prestes a sair da casa me esqueci que estava usando pijama, então voltei e vesti algo comum que desse para sair na rua sem ninguém rir da minha cara.
A rua estava bem movimentada as pessoas saindo para trabalhar e levar os filhos na escola, parecia um bairro legal para se morar, todos os vizinhos se cumprimentando, e eu toda distraída olhando para a alegria de todas as pessoas quando me dou conta que estou no meio da rua e um carro está prestes a pechar em mim, e para meu alívio o motorista freia bruscamente e fica centímetros de onde estou.
–SUA MALUCA! NÃO OLHA POR ONDE ANDA!
O meu alívio passa rapidamente quando vejo que estou na frente de um policial de meia idade e com uma cara que parece que vai me matar.
–M-me des-cul-pe... e-eu nn-não que-ria.... tra-zer aborre-cimen-tos..
A voz quase não saia, não bastava ter que acordar e descobrir que o Daniel tinha ido embora, agora eu tinha problemas com um policial.
–Não se preocupe que não vou levar você para a polícia, foi só um descuido, mas agora entre na viatura que vou levar você para a sua casa, pela sua aparência posso ver que não está nada bem.
Recusar seria a primeira alternativa, mas eu não tinha escolha então entrei na viatura sem falar nada.
–Então garota, você mora aqui por perto?
Depois de um tempo o policial pareceu ser boa pinta, até consegui ver uma semelhança nele com alguém, mas não conseguia me lembrar quem.
–Não necessariamente, mas estou na casa de um amigo, você pode me deixar lá, ele mora a duas quadras daqui.
Não demorou muito e chegamos na casa de Alex, eu desci do carro e antes de entrar dentro de casa o policial falou comigo uma última vez.
–Qualquer coisa que precisar meu nome é Eduardo, policial Eduardo, fique bem menina.
Eu acenei para ele e agradeci pela carona, o carro saiu rumo ao centro da cidade, foi então que eu liguei tudo, claro o policial era o pai de Daniel, policial Eduardo, meu Deus como eu fui esquecer, ele me falou do pai dele o tempo todo, resolvi gritar mas era tarde demais o policial já tinha ido.
Entrei meio aborrecida para dentro da casa, Alex me esperava sentando no sofá:
–Tenho boas notícias, descobri de quem é o número!
Fale com o autor