Desligado!

15 Palavras não garantem nada.


Notas iniciais
Oi gente, olha eu aqui de novo com mais um capítulo quentinho para vocês, o capítulo passado foi narrado pela nossa querida enfermeira maluca Alícia, mas agora quem narra é o Daniel, bom espero que gostem e boa leitura!!

POV'S Daniel...

Eu ainda estava parado, olhando fixamente para a minha mãe e o maluco, eu simplesmente não estava acreditando que os dois estavam ali me salvando, foi quando o maluco começou a tirar as minhas amarras, e também tirou um esparadrapo que eu tinha na boca.

–Droga! vocês quase me mataram do coração, aliás o que vocês dois, que são inimigos naturais, estão fazendo aqui?

O maluco mal terminou de me desamarrar e minha mãe veio até mim e me deu um abraço apertado, não era o abraço de urso do meu pai, mas era o abraço carinhoso da minha mãe, a última vez que ela me deu um abraço assim foi um dia antes de ela ir embora da cidade.

–Eu vou explicar tudo para você Dan, mas antes temos que sair daqui, porque a polícia já está se encaminhando para cá, e claro que os pais de Brad que estão dormindo na sala, graças ao remédios do maluco, vão contar tudo a polícia.

Brad pelo jeito tinha escapado, eu ainda estava com raiva e com curiosidade do porque ele ter me batido e me trancado naquele quarto, tenho muitas perguntas que tem que ser respondidas.

Saímos as pressas da casa do meu ex melhor amigo, tanto o maluco quanto a minha mãe não trocaram se quer uma palavra, entramos em um carro luxuoso, com certeza era da minha mãe, quando estávamos na frente de um bar, minha mãe pediu para o motorista parar.

Minha mãe pediu uma mesa bem afastada, tudo estava bem, mas tinha o pequeno fato que o maluco estava usando o uniforme de paciente da clínica, e que algumas pessoas começaram a notar isso, mas ninguém quis falar sobre isso, o gelo foi quebrado quando minha mãe resolveu falar.

–Logo depois que você partiu da minha cidade, um sentimento de culpa cresceu dentro de mim, eu me senti muito mal com todas as palavras que você me disse, e eu não estou te culpando, você só falou a verdade, eu sempre fui a errada na história, e não podia deixar você correr um perigo tão grande, sempre temos tempo para mudar, para fazer algo melhor para alguém, se não fizemos é porque não queremos.

Pela primeira vez desde que a reencontrei, eu vi a minha mãe, aquela que tinha virado uma mulher fria, derramar várias lágrimas sobre a mesa, e eu pude ver que ela estava verdadeiramente arrependida, bastava saber se ela ia se render a polícia e pagar pelo crime que tinha cometido, mas antes de eu falar, o maluco se intrometeu.

–Bom está tudo muito lindo e emocionante, mas Mara quando eu vou receber o meu dinheiro? eu esperei tanto tempo por ele, que eu não quero esperar mais, você tirou de mim algo muito precioso, e não é simplesmente o dinheiro, e sim o meu tempo.

Minha mãe começou a suar frio, a preocupação é algo iminente em seus olhos, e então eu consegui entender tudo.

–Eu não acredito que você prometeu dar dinheiro a ele, se ele parasse de ameaçar você e eu, mãe você tinha prometido se entregar, e pagar pelo crime que vocês cometeram.

O maluco viu que tinha se metido em uma enrascada, minha mãe não ia dar dinheiro nenhum a ele, era tudo uma armadilha para que os dois se entregassem a polícia, e eu com a minha boca grande, estraguei tudo.

Então eu vi uma fúria jamais vista nos olhos do maluco, ele se levantou e foi até o balcão aonde tinha uma garrafa de cerveja, ele quebrou a garrafa e juntou um caco de vidro, e seguiu em direção aonde eu estava, então ele me agarrou e colocou o caco de vidro no meu pescoço, ameaçando rasgar a minha garganta.

–PRESTE MUITO ATENÇÃO, MARA! eu quero o dinheiro que você prometeu, e que é meu de direito, eu não vou me entregar a polícia de jeito nenhum, quero o dinheiro até as 23:00 do dia de hoje, caso contrário você perderá mais um filhinho, depois que eu tiver saído desse bar em segurança eu dou o endereço de onde vamos nos encontrar, vá sozinha se quer que seu filho viva.

Eu não mexia nenhum músculo, tinha acabado de ser espancado e aprisionado pelo meu ex melhor amigo, e agora estava sendo sequestrado pelo maluco da clínica, passo a passo ele seguiu até um táxi que estava estacionado perto do bar e ameaçou o motorista a dirigir, ao longe pude ver a minha mãe chorando e as pessoas do bar tentando consola-lá.

O maluco pegou e expulsou o motorista do táxi e assumiu o controle da direção, ele tinha tirado o caco de vidro do meu pescoço, mas agora eu estava novamente amarrado, mas ainda podia falar:

–Você é um desgraçado mesmo, você pode até conseguir esse maldito dinheiro, você pode até me matar, mas meu pai e minha mãe vão caçar você aonde você for, eu já não me importo com suas ameaças, eu só sei que você não vai sair vencedor nessa.

Enquanto ele estava distraído, eu peguei o caco de vidro que ele tinha me ameaçado e comecei a cortar as amarras, quando o carro parou bem em frente a um galpão abandonado, ele desceu e na hora em que foi abrir a porta para eu sair, eu tirei forças da onde eu não tinha e mirei um soco bem no nariz do maluco, ele urrou de dor e então veio para cima de mim, mas eu fui rápido e chutei a sua perna derrubando-o no chão, deixei ele ali naquele galpão e peguei o táxi e arranquei daquele lugar, agora eu precisava achar minha mãe.

Notas finais
o que acharam?? comentem meus queridos ;*