Desistir? Nunca!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Ela me passo o numero dela, e eu o meu, ela entrou no banheiro, e eu fui sentar. O resto da viagem foi tranquila. Apesar do resto do caminho minha leitura ser atrapalhada várias vezes pelos roncos de Julyane.
Chegamos a Londres, a linda Londres, como é bom respirar novos ares. Descemos do avião, e dez de então não vi mais Mirela. Descemos, pegamos nossas bagagens e encontramos uma mulher com uma plaquinha com nossos nomes.
– Sejam bem vindas! – Fala a moça sorridente, eu não fazia a mínima ideia de quem era aquele ser.
– Claudia essa é Adryele, Adryele essa é Claudia, colega de trabalho do meu Pai. – Fala Julyane.
– Prazer. – Falo com um belo sorriso em meu rosto.
– O prazer é todo meu. – Ela retribui o sorriso – Bem meninas o carro que vai levar vocês está esperando lá na frente, infelizmente tenho que correr, pois meu voo já está saindo. Aproveite Londres, a casa não é nem uma mansão, mas da pro gasto. – Fala ela rindo e seguindo seu rumo.
– Caralho motorista particular, porra casa só nossa, puta que pariu vadiar dia e noite! – Fala ela toda animada, bem, acho que já percebei que ela quando fica muito animada começa a falar todo tipo de palavrão.
– Estamos aqui para estudar, e não pra vadiar. E para de falar palavrão caralho – Rimos e seguimos nosso rumo. – Pera, pera, pera, segura por favor – falei parando e entregando minha mala para ela.
– O que foi sua louca? – Ela pergunta sem entender nada e segurando as malas.
– Necessito ir ao banheiro.
Procurei o banheiro mais perto e segui até o mesmo, entrei, fiz o que tinha que fazer e quando fui lavar as mãos encontrei uma bela menina com uma cara meio vermelha, e lavado o rosto. Ela me era familiar.
– Você está bem?- Perguntei a mesma.
– Nem um pouco – ela não me olha para me responder pois correu ao sanitário para vomitar.
– Meu Deus, você está sozinha? – me ajoelhei do lado dela e segurei seus longos cabelos.
– Não com meu irmão.- ela olhou para mim e sorrimos, eu sabia que a conhecia de algum lugar- Mais uma vez me ajudando.
– Pois é – sorri – comeu algo em que não te fez bem?
– Não. Apenas não sou uma das melhores pessoas para viajar de avião – ela da os ombros nos levantamos e ela vai lavar a boca e o rosto novamente.
– Você é alérgica a alguma coisa? – Falei pegando minha bolsinha de remédio que sempre carrego comigo.
– Não.
– Pois bem, acho que isso não te fará mal – a entreguei o remédio.
– Obrigada – responde ela sorrindo e pegado suas coisas.
– Por nada.- Peguei as minhas e saímos conversando.
– Pois é acho que devo te chamar de anjinho da guarda – fala ela sorrindo.
Quando eu ia falar algo, algum ser inútil esbarra em mim, fazendo com que eu vá ao chão.
– Caralh@– foi à única coisa em que saiu no momento.
– Meu Deus, você está bem? – Escuto uma voz roca e sensual.
– Você é um inútil! Está vendo o que da você ficar com o olhar fixo nesta porcaria 24h? – Mirela resmunga.
– Calada! – Abro os olhos e vejo Mirela em pé reclamando com o menino, lindo por sinal, ajoelhado ao meu lado – Vem eu te ajudo a levantar.
– Era o mínimo que você podia fazer, afinal você que me derrubo – Falei assim que fiquei de pé- Mas mesmo assim, obrigada.
– Como é? Você que não olho por onde anda! – Mereço.
– Miguel! Não fala assim com ela, ela que me ajudou dez de que saímos do Brasil, e a única coisa que você tem feito é reclamar, comer, e ficar nessa porcaria do celular! – Fala Mirela irritada.
– Enfim, desculpa qualquer coisa Mirela, mas tenho que segui meu rumo, pessoas me aguardam – sorri e ela retribuiu o sorriso.
Não fiz questão de da xau pro bruto e lindo do irmão dela. Segui em frente sem nem olhar pra trás.
– Por que a demora? Teve caganeira das brabas foi? – Fala Julyane impaciente.
– Não engraçadinha, apenas trombei com pessoas conhecidas.
– Hum sei, isso é desculpa pra não admitir que aqueles bolinhos lhe fizeram mal.
Revirei os olhos, entramos no carro e seguimos para o nosso caminho.
P.o.v Miguel
Cara trombar com aquela garota foi bom, tirando o fato que, apenas com aquele mínimos papo percebe-se que ela é cabeça dura, e bem, eu acho que sou mais do que um mera cabeça dura, ou seja, eu e ela nunca iria rolar, então tratei de tirar ela da minha cabeça.
O motorista da nossa tia que foi para o Brasil, chego, pego nossas malas e fomos para casa. Bem era como se fosse um condomínio, as casas ali eram lindas, enormes. O motorista para em frente a uma casa, provavelmente a nossa. Descemos e entramos, bem, a casa não era muito grande porem também não era tão pequena. Tinha três quartos, acho que uns 4 banheiros, não sei pra que tanto mas ok né? Uma piscina, e era meio que de primeiro andar, mas em vez daquelas escada enormes, eram apenas uns 4 a 5 degraus.
– O QUARTO DA DIREITA É MEUUU – Grita Mirela assim que ve o quarto.
Pra mim tanto faz, era tudo a mesma coisa. Pegamos as melas, o motorista foi em bora, mas antes falou que nossa tia me deixou um carro, para facilitar nossa vida aqui em Londres, agradeci, e ele me entregou a chave e foi em bora. Fechei a porta e fui tentar organizar as coisas, tomei um banho e fui ver como Mirela estava.
– Mirela? – Falo antes de dar três batidas na porta.
– Entra.
– Tudo em ordem?
Ela estava organizando uma mezinha, ela já tinha desfeito todas as malas.
– Sim, sim – ela mal me olha.
– Então, como chegamos hoje, apenar da tia ter feito uma feira legal e tal. Que tal a gente jantar fora e aproveitar e conhecer Londres? – Falei me sentando na cadeira da mesinha que ela estava organizando.
– É bem legal – ela sorrio – bem só me espera tomar um banho.
– Não demora, vamos jantar fora e não ir a um casamento.
– Bla bla bla. – Ela revira os olhos pegado uma toalha e entrando no banheiro.
Me levanto para sair do quarto mas meu cel apita, uma mensagem do meu melhor amigo Caio.
Iaê parceiro? Já chegasse? Como é ae? Já pego ou azaro alguma gringa?
Ri comigo mesmo e me lembrei da moça do aeroporto.
Já cheguei sim... muito foda...Cara não faz nem meia hora que cheguei kkk.
Pensei novamente nela, mas logo tratei de afastar a mesma da minha mente. Sai do quarto e fui me trocar. Antes de sair do quarto vejo meu celular tocar.
– Alo?
–Queridoo, como foi a viagem? Ta tudo bem? Mirela passo mal? Como é a casa? - E um mal ‘oi’ ela me deu e já foi me bombardeando com perguntas.
– Mãe, calma. Estamos bem, chegamos VIVOS e bem. Passo, mas ela já está bem, é grandinha e estamos saindo para jantar. – Acho que n esqueci de responder nem uma pergunta.
– Graças a Deus meu filho. Vai lá meu amor, cuidado com sua irmã.
– Mãe ela sabe muito bem se cuidar sozinha, estou aqui apenas porque ela não pode morar só, porque a senha sabe muito bem, que ela se cuida melhor do que eu.
– Pois é, mas enfim meu querido. Escute, saia com seus amigos que foram pra i se divirta, mas meu bem não perca seu foco!
–Pode deixar sr. Blak- Ela soltou uma risadinha, afinal a tempos que não a chamava pelo sobrenome.
Desliguei o celular e bati na porta de Mirela.
– Estou descendo, e espero você lá em baixo em menos de cinco minutos.
– Estou indo.
P.o.v Milera
Acabei de arrumar o cabelo quando sinto meu celular vibrar no meu bolso.
Oie :D Tudo bem? Ainda está viva? Seu irmão te alimentou?
Ri com a mensagem de Adryele, pareceu que ela me chamo tipo de bicho “seu irmão te alimentou” mas entendi que ela chamo ele de descuidado, logo a respondi.
Oii :P Sim, sim, Miguel ainda não me matou, estamos indo jantar fora, afinal aquela coisa na cozinha é um desastre. :P E com você?
*-* Ooo glória. Estou bem sim :D só queria saber como a minha “ protegida “ está.
Waan meu anjinho da guarda me protegendo até de longe *-* haha.
*-* Sempre rsrsr. Vai lá linda, curta seu jantar e qualquer coisa já sabe, só ligar ou mandar mensagem.
Guardei meu celular no bolso e desci as escadas.
– O motorista já chego?- Perguntei pra Miguel que se encontrava bem vestido porem rodando em seu dedo indicador uma chave.
– Não, eu que vou dirigir.
– Então bateu um sono sabe? A tia fez feira como qualquer besteira e está bom.
– Está insinuando que eu dirijo mal?
– Mal não – olhei pra cara dele meio que rindo – péssimo! – Ele reviro os olhos e foi até a porta.
– Vamos logo que estou com fome por favor?
É seja o que Deus quiser.
P.o.v Julyane
Não sei bem explicar como era a casa em que estávamos morando, mas era perfeita. Chegamos arrumamos as coisas, e fizemos algumas besteiras para comer.
– Dry – Falo chamando a atenção de Adryele que se concentrava no filme.
– Hum-Fala a mesma sem desviar os olhos da tv.
– Sabe, batei uma vontade de fazer loucura, afinal, estamos morando sozinhas, em Londres, e depois de amanha começa nossa rotina chata. – Falo já começando a fazer carinha de cachorro que caiu do carrinho da mudança.
– O que você quer fazer? – bem Dry sempre teve um “ar” de super certinha, mas no fundo contem uma Adryele malvada que respira aventura e perigo, porem, ela não é muito de “soltar” esse seu lado.
– Aahh – falei olhando ao redor da casa, e meus olhos pararam na piscina – que tal uma nadada? – falei sorrindo.
– Você anda fumando maconha estragada garota? Em uma noite de sábado as 22:00 horas você quer nadar, na porra desse frio de Londres?
– Vai, deve esta boa – Falo me levantado e indo até a grande porta de vridro que “nos separava” da piscina. Cheguei perto da mesma, me sentei na borda e botei meus pés dentro da piscina, bem estava bem morninha – DRYYYY VEM TA UMA DELICIA.
– Cala bora sua doente temos vizinhos – fala a mesma rindo e vindo em minha direção – ta gelada? – eu sabia que ela também estava com vontade.
– Uma delicia.
Sem mas delongas ela pula na piscina com roupa e tudo, e claro que eu a acompanho. Como estávamos com roupas meio folgadas as mesma ficaram nos incomodando, tiramos e jogamos para beira da piscina, ficando apenas de calcinha e sutiã, bem como combinavam era a mesma coisa do que biquíni.
– Quem consegue ficar mais tempo de baixo d’água? – Falo apostando.
– Yes baby.
Rimos e passamos um tempo assim, brincando, mergulhado e nadando.
– PUTA MERDA – falo ao sentir algo bater em minha cabeça assim que “volto a superfície”
– Relaxa é apenas uma bola – Dry fala rindo pegando a mesma e pondo do lado da piscina – alguém deve ter deixado cair.
– Apenas uma bola porque o puta lombo não é na merda da sua cabeça – ela ri – bem vou lá em cima.
– Também vou sair, esta começando a ficar frio.
Saímos da piscina e pedi para que ela arrumasse a bagunça pois como a bola era de daquelas dura e puta pesada doeu pra burro e minha cabeça estava a mil, subi para tomar remédio e um banho. Olhei minha cabeça e bem, nada de mais, tomei o remédio e o banho, sai, me vesti e fui procurar meu cel no quarto, percebi que tinha deixado ele na sala, desci atrás do mesmo antes que meu pai ligasse e eu não atendesse, ae sim ele me matava de vez.
– Oi? – Falo ao encontrar uma Adryele com cara de boba e com as bochechar rosadas. Porem a mesma não se da ao trabalho de me responder e nem mesmo de me olhar – Dry? – fui carinhosa, porem a situação era a mesma – ADRYELE PORRA!
– AI CARAI!- fala essa assustada –Não grita que eu não sou surda.
– Pois parece que é sim! De hoje que te chamo! – Falo a repreendendo.
– É? – E realmente parece que ela não me escutou a chamar ates do grito.
– Vei... – Sou interrompida pelo toque do meu celular, vou até o sofá e vejo que é meu pai – Você não me escapa, ainda vamos conversar sobre.- Ela revira os olhos e eu subo atendendo o celular.
P.o.v Adryele
– Também vou sair está começando a ficar frio – Falei saído da piscina.
A folgada da Ju subiu logo, subi para pegar um roupão, desci e fui pra área da piscina, peguei nossas roupas e joguei na lavanderia. Organizei algumas coisas ao redor da piscina, peguei a bola e botei ela do lado do sofá, fechei a grande porta de vidro que dividia a área da piscina da sala e do resto da casa. Segui para subir e tomar um banho antes que ficasse doente em pleno começo das aulas, porem sou interrompida pelo barulho da campainha, quem deve ser?
– Pois não? – Falo assim que abro a porta, e nossa, um menino lindo, acho que gringo não tiha carinha de ser Brasileiro, alto, forte, cabelos loiros e olhos azuis.
– Desculpa incomodar a essa hora, mas é que meu irmão deixou a bola cair aqui, será que eu poderia pegar? – Eu estava sem reação, quer dizer que aquela benção era meu vizinho? Ou conhecia alguém ali, não enfim, resolvi perguntar.
– Sim ela está aqui – sorri que nem idiota, ave – você mora aqui do lado?
– Sim, pelo visto você é nova aqui – ele falou sorrindo. O Jesus, minhas pernas ficaram banbas no mesmo momento.
–Sim — sorri- Só um minto – Me virei e peguei a bola que não estava muito longe de mim – Aqui está- Falei lhe entregando a mesma.
– Obrigada e mais uma vez desculpa o incomodo.
– Que nada.
– A, antes de eu lhe deixar em paz – falou ele meio sem jeito, JESUS COMO SE RESPIRA MESMO? – Poderia saber o nome da minha nova vizinha, assim sabe caso vinher pedir uma xicara de açúcar ou alguma desculpa esfarrapada pra te ver de novo, eu te chamar pelo nome! – Puta perda fodeu tudo, minhas pernas ficaram bambas, eu não sabia como respirar, e provavelmente estava mais rosa que um tomate.
– Prazer Adryele – sorri tentando afastar meus pensamentos.
– Prazer Sam! – Ele sorrio de novo – Então vou indo, meu irmão está só, seja bem vinda Adryele, foi um prazer – fala o mesmo depositando um beijo em minha bochecha e se virando seguindo seu rumo.
PPPUTTAA MERDDDAAA *0* Fechei a porta e me encostei na mesa, meu Deus, que homem é esse? Lindo, gostoso, educado e aarr perfeito. Você veio aqui para estudar não para raparigar. Uma voz chata vinha em minha mente, pois é, mas paquerar seu vizinho sem perder o foco não significa raparigar, certo? Certo! O beijo em que ele depositou em minha bochecha, o Deus arrepiei até a alma.
– ADRYELE PORRA! – Sou tirada dos meus pensamentos com um grito da escandalosa.
– AI CARAI! – Foi a única coisa em que saiu – Não grita que eu não sou suda.
– Pois parece que é sim! De hoje que te chamo!
– É?- Eu realmente não escutei, estava perdidinha no meu pensamento aquele gostoso, opa >< Sam!
– Vei... – Obviamente ela ia começar com os sermões dela, porem o celular da mesma tocou, ela olhou e me falou — Você não me escapa, ainda vamos conversar sobre- atendeu o mesmo falando “ Oi pai” e subindo.
Sabia que ela a me abusar até sabe cada paço que eu dei, por isso me aprecei, tomei um banho e cai na cama, pensei tanto, na minha nova vida, no meu futuro, como seria morar com sua melhor amigas a qual você chama de imã, na Mirela a qual me chamava de anjinho da guarda, no irmão dela e n Sam! A Sam, fiquei passando a mão pelo local do beijo em que ele depositou em minha bochecha, e acabei dormindo.
O nosso lindo domingo ocorreu bem, normal, fomos da uma volta no shopping para conhecer, nos perdemos, almoçamos fora, ficamos na piscina, é nada de mais, a não ser pelo lindo fato, de que eu estava sem te o que fazer em quanto Julane via uma filme puta do inteiante. Fiquei na pequena varanda do meu quarto observando “ a paisagem” bem a minha janela era “ de cara” para o quarto, escritório, sala, não sei o que era aquilo da casa do Sam, bem o vi passar várias vezes ali, e depois de um tempo percebi que aquilo era um quarto, ele passou um bom tempo deitado na cama lendo. Sem camisa e parecia está intertido. Bem ele era lindo, porem já estava ficando tarde e eu teria que acordar cedo amanha, então, com muito custo sai da varanda, fechei a porta de vidro e a cortina. Deitei na cama e fiquei pensando como seria meu primeiro dia de aula em uma escola nova... em um lugar novo, acabei caindo no sono.
Acordei cedo, me levantei, fiz minhas higienes, tomei um banho, vesti uma calça preta, um tênis e uma blusa dos ramones com um dos lados meio q caídos. Peguei minha bolsa e desci Ju pela primeira vez na vida estava pronta e comendo.
– Já ia te acordar – fala a mesma de boca cheia.
– Mastiga, engole e vamos – ri pegado apenas uma maça e as chave do caro.
Bem ontem o motorista disse que seria melhor a gente ser independente e não depender 100 por cento dele. Nos “deu” um carro, mas qualquer coisa era só chamar que ele ia. Ae você pergunta, “Mas porque você dirigi em vez da Ju, já que é a mais velha?” Bem Ju pode ser a mais velha, porem não sabe dirigir nem um carrinho de supermercado.
–Vamos babyy – Fala Ju animada.
Saímos de casa, entramos no carro e fomos em direção da escola, não era longe, dava pra ir andando, mas depois das aulas, vou deixar Ju na aula de dança a qual sim é longe. Chegamos na escola, estacionei e descemos. Parrei assim que fechei o carro e eu um passo ao lado de Ju. Está de zueira com a minha cara né produção? Só pode!
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