Desespero, Pânico...

3 Capítulo 3 - Desespero, me deixe em paz


Notas iniciais
Peço desculpas pela falta de capítulos, a partir de agora, os capítulos serão postados de 2 em 2 dias!

Dia 27 de Setembro, 2013

Aquilo foi definitivamente a coisa mais assustadora que já vi. A inocência de uma criança, seus olhos brilhando ao encontrar um novo amigo, estavam próximos de serem despedaçados. Com cuidado, tentei convencer a minha irmã a sair de perto de Slender.

- Margaret, venha aqui. Vamos, vem. — Estava nervosa, não sabia o que dizer. Não poderia dizer a ela que seu '' amiguinho '', matará nossos pais e agora pretendia nos matar. — Eu te dou aquele seu doce preferido, venha, vovô está te chamando, outra dia você volta para brincar com seu novo amigo, prometo.

Os olhos de minhã irmã ficaram negros e ela sorriu, dizendo :

- Sua bobinha, Slender é meu melhor amigo. Não tente me afastar dele, ouviu? Se isso acontecer novamente, as consequências serão extremamente ruins. — Então gargalhou de um modo sinistro.

Aquela não era minha irmã, o que havia acontecido com ela? Se você está lendo isso me ajude, por favor, estou com medo. Naquele momento percebi que ela estava sendo influenciada pelo Slender, de alguma forma. Como uma possessão. Então fiz uma coisa estúpida, corri em direção à Slender com minha adaga em punho , gritando de ódio. Eu poderia arrancar sua cabeça e torturá-lo das formar mais dolorosas possíveis naquele momento. Mas quando ia alcançar o seu corpo, caí na grama fria. Olhei em volta e ele e minhã irmãzinha haviam desaparecido. Comecei a chorar descontroladamente, eu precisava de ajuda. Comecei a gritar, perguntando porque ele não havia me matado e , subitamente, uma respiração quente e uma voz vieram à minha orelha.

- Acha mesmo que vai escapar dessa situação tão fácil, com uma morte rápida? Não garotinha, você vai sofrer com o real desespero. O belo som do grito e das expressões maníacas. Eve, você nunca deveria ter aberto a porta do quarto.

Então comecei a atirar para todos os lados e infelizmente a única coisa que veio em seguida, foi a risada de Slender. Eu não conseguiria resolver a situação sozinha, então comecei a correr em direção à casa, para falar com meu avô. Mesmo no escuro e sem conhecer aquela parte da floresta, eu sabia o caminho. Era como se voasse na direção de meu avô, como se algo quisesse que eu fosse para lá, mas não liguei pra esse sentimento e apenas continuei correndo.

Quando estava quase chegando minha casa, avistei minha irmã. Me escondi atrás de uma árvore e observei, Slender não estava a seu lado. Então gritei seu nome e a abracei, agachada, choraminguei em seu ombro. Quando ela virou, seus olhos ainda estavam totalmente negros. Seu meigo vestido branco estava todo coberto de sangue, igual ao seu rostinho angelical. Fiquei assustada e perguntei o que aconteceu e ela com uma risadinha e voz baixa respondeu:

- Vovô, estava sendo mau com Slender. Estava atirando nele, queria matá-lo. Mas ele é meu amiguinho, então fiz isso com ele. — Começou a andar em minha direção, porque eu já recuava. Ela dizia:

- Eve, venha ser minha amiguinha também, vamos brincar de pique-esconde com Slender juntas!

Ótimo, meu avô esta morto e minha irmã possuída. Isso significa que era só eu contra Slender. Corri, deixando os gritos de minha irmã ao vento, e me escondi. Me escondi em uma caverna, chovia muito. Eu me encolhi no chão e comecei a olhar as paredes. Estavam cheios de desenhos. Muitos deles tinham Slender, e outros tinham alguma crianças segurando sua mão. Outras folhas diziam, '' Não olhe para trás'', " Sempre observa", " Sem olhos", " Me ajude". Todas aquelas pareciam ser caligrafias de criança, com letras tremidas, como se tivessem sido escritas com muita pressa. Estava muito envolvida com aquilo, e toda o barulho ao meu redor tinha passado. Meus olhos estavam vermelhos, meu cabelo e roupas todas sujas. Senti uma presença e pesadamente olhei para a saída da caverna. Lá estavam a minha irmã de mãos dadas com Slender. Em uníssono, disseram:

- Um, dois, três, achei você Eve!