Desespero, Pânico...
4 Capítulo 4 - Sanidade
Não... Não... Isso não pode estar acontecendo. Desabei no chão e comecei a chorar descontroladamente. Soluçava e passava minhas mãos pelo meu cabelo, quase arrancando-o. Naquela hora eu não sabia o que era ou não era real. Eu pisquei os olhos e uma roda de crianças apareceu na minha frente. Elas estavam de mãos dadas, em forma de um círculo, eu estava no meio. Elas cantavam:
-Faça um círculo, faça um círculo! Vamos não fuja, você pode se tornar uma de nós! . Então elas olharam para baixo, seus olhos eram negros como os de minha irmã. Começaram a murmurar " não fuja, não fuja", cada vez mais rápido e mais fervorosamente. Então abri os olhos de novo, um menino jazia em minha frente. Dessa vez, eu sabia que ele era real.
Ele estava chorando e pedindo por ajuda, dizendo que o homem com ''roupa de adulto'' ia pegá-lo e matá-lo. Ele ainda estava vivo, eu podia ouvir o som de seu coraçãozinho batendo. Cheguei mais perto e ofereci minha mão, dizendo que estava tudo bem, ele não precisava se assustar. Em um movimento repentino, ele tirou uma navalha do bolso e cortou minha mão, um corte profundo. Mas, eu não me assustei e saí correndo, não. Eu ri, e tirei minha faca do bolso, e esfaqueei seu corpo em torno de 40 vezes. O seu corpo inerte jazia em meus braços, e então sorri, e não conseguia parar de rir. Logo depois chutei seu corpo barranco abaixo.
- Era isso que você queria Slender? Matei uma de suas criancinhas! Sou louca como você agora! — Gritei e corri pela mata, ouvindo a resposta ecoar em meus ouvidos.
- Não sou louco, sua tola. Minha visão de mundo é apenas diferente da sua e de todos. O que é louco para você, pode ser extremamente normal para mim. O sangue derramado, para mim, é extasiante, excitante.- Disse Slender. Dessa vez não ouve risada alguma, mas o tom de persuasão em suas palavras era imenso, ele queria que Eve se tornasse como ele.
Por um momento, eu quis aceitar aquelas palavras. Queria que tudo aquilo acabasse, não sabia até onde minha sanidade poderia ir. Eu tinha que aguentar mais um pouco. Minhas roupas já estavam todas rasgadas, eu parecia um animal, toda suja e ensaguentada. Como ainda estava um pouco ciente das coisas que estava fazendo, comecei a voltar para casa. Meu avô podia guardar algum segredo de como derrotar Slender. Enquanto ia, eu ouvia as vozes de Slender e de minha irmã dizendo para eu não ir, mas eu não podia desistir, era minha única chance. Se eles diziam isso, era porque eu tinha alguma boa razão para ir para lá. As vezes eu podia achar mais informações sobre Slender, alguma coisa que pudesse derrota-lo... Ele estava manipulando minha mente o máximo que conseguia. Mas não ia ser tão fácil, eu sou forte, não vou deixar isso acontecer. Slender, eu vou achar uma forma de te matar.
Eu vou te caçar, vou te encontrar e vou te eliminar para todo sempre, para que nenhuma pessoa sofra em suas mãos novamente. E com esse pensamento de determinação, corri para casa. No caminho, Slender colocava todas suas vítimas na minha frente, para ver se me afetava, mas não, não iria conseguir. Eu vi várias crianças mutiladas, algumas imploravam para que eu as ajudasse, cuspindo sangue, com suas tripas caindo. Eu realmente sentia pena daquelas crianças, eu vou ajudá-las. Eu vou matar Slender. A última coisa que eu vi indo para casa, foram meus pais. Eles estavam mutilados, todos cobertos de sangue, e diziam:
- Nos salve, por favor, Eve. Não entre na casa, venha com nós, esse é o caminho –Minha mãe choramingava. – Por favor, Eve.
Então gritei para Slender, falei que aquilo era um truque infantil e medíocre, e ri alto. Cheguei a casa, e encontrei meu avô morto no chão. Não podia fazer nada, mas eu já não sentia mais nada. Não tinha nenhum sentimento, somente a vingança me estimulava a respirar no momento. Tranquei a porta e cobri as janelas com sal, porque uma vez vi em um seriado na televisão que isso impedia os espíritos de entrarem.
Entrei no quarto, estava exatamente como deixara. Vi umas fotos, e fui até lá. Elas diziam que o Slender podia ter muitas origens. Uma lenda alemã, ele tinha o nome de
Der Grossman. Já em outra lenda, ele tinha o nome de Der Ritter. Acompanhados com fotos que pareciam ser muito antigas.

Lembrei que em culturas antigas, o verdadeiro nome de um ser representa todo o seu poder. Talvez, se eu descobrir sua verdadeira origem, e murmurar seu verdadeiro nome, eu pudesse derrotá-lo. Então uma voz veio a minha cabeça:
- Não vou deixar isso acontecer.
Vários tentáculos pretos invadiram a casa, o quarto. Quebrando a parede, devastando-a. Eu ia dizer o seu nome, porque achava que era um das fotos. Mas ao olhar para os tentáculos, entrei em um estado hipnótico.
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