Desespero, Pânico...

2 Capítulo 2 - Respostas


Notas iniciais
Boa leitura!

Dia 26 de Setembro, 2013

Depois daquele incidente no quarto, eu fiquei em transe por um dia. Minha irmã, Margaret, disse que fiquei murmurando um monte de coisas. Meu avô ficou furioso comigo.Ele está paranoico, dizendo que o tempo acabou, que tudo começa agora. Ele fica parado olhando para o além por horas, ele me deixou sozinho...

No meu estado de transe, eu parecia estar no corpo de outra pessoa. Eu tinha um campo de visão mais alto, e eu perseguia pessoas, depois as matava. Na parte final, eu vi meus pais. Os dois eram jovens, e andavam em direção a mim. Eles estavam de mãos dadas, minha mãe parecia ter chorado muito. Meu pai tomou a palavra e disse:

- Não leve nossa filha, nós damos nossas vidas, por favor Slender. Deixe Eve viver, e deixe minha esposa dar a luz à nossa outra filha, Margaret. Você pode fazer o que quiser com a gente.

A imagem fica embaçada, e logo depois os dois aparecem na minha frente de novo. Minha mãe não estava mais com a barriga tão grande, então presumi que minha irmã já tinha nascido.

- Chegou a hora...- eu disse. Não era minha voz, era a voz do homem, o chamado Slender. Ele riu, e tudo chiou e se embaçou de novo. Então meus pais apareceram mortos e mutilados, e uma voz veio a minha cabeça:

- Gostou do que viu? Foi tão bom dilacerar seus pais, foi a melhor coisa que já fiz. Nós somos conectados Eve. Agora que você sabe quem eu sou, o joguinho começou. Vou te perseguir, cuidado com tudo que você faça. Eu posso te achar e te matar, a qualquer hora, a qualquer segundo... — Então ouvi sua risada, e acordei do transe. E isso foi tudo que aconteceu durante o período que estava desacordada.

Meu avô começou a gritar que íamos morrer. Ele corria as mãos pelo seu cabelo, quase arrancando-os, desesperado. Minha irmã viu isso, e ficou muito assustada. Então ela começou a gritar e chorar, falava que o vovô estava louco e que ela ia fugir, então ela abriu a porta e saiu correndo. Eu tentei segurá-la, mas já estava escuro, e ela desapareceu na penumbra da noite. Pensei em quais eram minhas melhores alternativas para o momento, então fui até o quarto de meu avô. Peguei uma lanterna, uma espingarda, e coloquei um facão no cinto. Estava muito assustada, era a primeira vez que saia de casa sem o meu avô. Voltei ao meu quarto e peguei minha câmera, queria gravar o que ia acontecer em seguida. Então respirei fundo, abri a porta, e mergulhei na busca pela minha irmã.

A floresta não parecia mais a mesma, não era o lugar pelo qual era apaixonada. Enquanto caminhava, identificava o lugar que eu vi os corpos quando estava em transe. A câmera começou a chiar, como uma televisão fora do ar, comecei a me perguntar o que era aquilo. Comecei a ouvir passos, um farfalhar de folhas, um quebrar de galhos. Fiquei paralisada, parada no mesmo lugar, só conseguia olhar o que vinha pela frente. Depois de alguns segundos, minha irmã apareceu, mas ela não estava sozinha. Estava de mãos dadas com Slender, e vinha saltitando em minha direção. Então ela disse:

- Olhe Eve, encontrei um novo amigo! Nós estávamos brincando, ele é muito legal!