Desespero, Pânico...

1 Capítulo 1 - O homem alto e sem rosto


Notas iniciais
Este é o primeiro capítulo da minha história, e também é uma das minhas primeiras fics! Espero que tenha desenvolvido bem os personagens como gostaria que fosse... Boa leitura!

Dia 25 de Setembro, 2013

Olá, meu nome é Eve. Comecei a escrever esse diário porque estou me sentindo um pouco sufocada. Eu tenho treze anos, moro em uma casa no meio da floresta, longe da cidade. Vivo aqui com meu avô e com minha irmãzinha, que tem 6 anos. Eu faço as mesmas perguntas ao meu avô há anos. Porque ele tem uma espingarda e vários outros tipos de arma? Porque ele não sai de casa sem alguma delas? Porque ele não me deixa sair da casa? Eu preciso fazer amigos, me sinto sozinha aqui. Mas, ele é um homem muito esperto, pois me ensina tudo que eu preciso aqui. Se ele age assim, deve ter algum motivo, e eu confio nele com a minha vida.

Minha irmã está crescendo também, e as perguntas só aumentam. Ontem ela perguntou se o "bicho papão" estava fora da casa, e se era por isso que vovô não nos deixava sair. Foi aí que comecei a pensar em uma hipótese, será que existe algo sombrio espreitando nossa casa? Porque meu avô tinha um quarto que nunca me deixava entrar? Eu TENHO que entrar lá, preciso ver o que acontece lá dentro, pode ser a resposta para todas as minhas perguntas.

Não me orgulho disso, mas coloquei um remédio para dormir no seu copo de leite. Minha irmãzinha cantarolava e saltitava, não há motivo para se preocupar com ela vendo o conteúdo escondido do quarto. Tirei a chave do bolso do meu vô adormecido e parei em frente ao quarto. Não tinha certeza se queria fazer aquilo, então parei em frente a porta por um pouco, minha vida inteira podia estar ali...

Embora estivesse com esses pensamentos, abri. O que eu vi lá dentro, era um show de horrores, meu avô era louco? O quarto era coberto inteiramente por fotos e escritos, literalmente. Não havia a possibilidade de se enxergar qualquer parte da parede. Todas as fotos eram meio borradas, mas uma coisa dava para se ver claramente. Um homem alto, esguio, com um terno preto, e o mais estranho de tudo, sem rosto. Não tinha olhos, boca, ou nariz. Era só um borrão branco. Pelo o que consegui ler nos escritos, a maioria diziam casos policiais que nunca foram resolvidos. E o mais assustador de tudo isso, era que todos esses casos tinham como local a minha floresta, a maravilhosa floresta... O que podia ter de tão ruim nela? O quarto já me abafava e foi quando vi a coisa mais assustadora do lugar.

Uma foto minha, quando criança. Devia ter uns 6 anos e era minha foto preferida. Mas, a que eu conhecia até agora estava pela metade. No momento já reconheci que essa era a outra metade, e nela havia algo macabro.... O homem estava escondido atrás das árvores, e, mesmo sem olhos, eu sabia que estava me observando. Naquele momento muitas imagens vieram a minha mente, pessoas correndo, gritando, e o mais assustador, corpos mutilados.... Foi nessa hora que ouvi uma risada na minha cabeça, fez meu corpo inteiro tremer e caí no chão. Uma voz, chiada e tenebrosa disse: " Está pronta para o joguinho?" Eu parecia ter entrado em um transe, não conseguia fazer nada a não ser ficar parada naquele lugar. Então gritei. Gritei, o barulho mais horrível que já escutei na minha vida. Aquilo não parecia ser minha própria voz, então, adormeci.