Notas iniciais
Back! :) Ora vejamos... Eu programei esta postagem, por isso, agradeço os comentários antes de os terem feito ahahahah. Se não fizeram, agradeço por lerem! Deixo mais um, e tenho intenções de não demorar muito para o próximo.

Rachel estava no seu atelier a desenhar uns esboços quando sentiu o iPhone vibrar em cima da mesa ao seu lado. A fotografia de Quinn apareceu no ecrã e ela sorriu.

— Olá! — atendeu no seu tom normal.

— Olá Rachel. Como estás?

— Bem, e tu?

— Tenho uma noticia à qual não vais achar muita piada.

— Vais-me dizer que não podes ir comigo?!

— Exacto. — disse Quinn com pena.

— Eu já imaginava. — responde ela com um sorriso.

— Não é que não queira, é que tenho a tal reunião em Los Angeles.

— Sim. — responde a morena natural.

— O meu pai também tinha falado em ir mais cedo com a minha mãe e teve de adiar.

— E ela vai mais cedo?

— Não sei, acho que espera por nós.

— Então eu ligo-lhe. — diz Rachel despachada. — Os meus pais dizem que vão na mesma altura que eu e pode ser que a tua mãe queira vir também. Quando vocês se despacharem vão lá ter. — Quinn sentiu-se incómoda sem perceber porquê, mas respondeu de maneira assertiva. Rachel sabia o que estava a fazer, não existia maneira mais eficaz para apressar Russell que deixá-lo fora da diversão.- Podes dizer-lhe se preferires.

— Por mim não tenho nenhum inconveniente, mas liga-lhe que ela assim combina directamente contigo.

— Vou fazer isso... — diz Rachel com segurança. — ...e nós? — e sorri ao saber que Quinn se ia atrapalhar com esta pergunta.

— Nós o quê? — de facto aconteceu.

— Jantamos antes de eu ir para Paris e tu para L.A? — Quinn revirou os olhos divertida.

— Podemos jantar, mas vais quando? Porque hoje não posso, e amanhã vou jantar com o George. — mas agora foi Rachel quem sentiu o murro no estômago.

— Eu vou depois de amanhã. Já não dá então. — disse com alguma pena, e uma sensação de incómodo no peito.

— Então jantamos quando eu lá chegar.

— Sim. "Sempre teremos Paris". — diz Rachel em tom malandro, mas contrariamente ao que estava à espera, Quinn gargalhou divertida.

—x-

Ao jantar Quinn falou com Judy sobre a possibilidade de ela ir com os Berry para Paris, e Judy respondeu com muito entusiasmo que já tinha falado com Rachel. A designer revirou os olhos e pensou que ela não perdeu tempo. Russell adorou a ideia e ficou com pena de não os poderem acompanhar, mas prometeu despachar-se o mais rápido possível da reunião em Los Angeles.

Nada naquela conversa surpreendeu a designer.

Já sozinha, depois de se despedir dos pais e subir, Quinn recebe uma mensagem de Rachel.

A tua mãe não é tão desmancha prazeres como tu. Já me confirmou que vamos, suponho que a ti também. — R

Decidiu responder a Rachel de modo divertido, ela ultimamente sentia-se feliz e confortável para o fazer.

A minha mãe não trabalha, e pelos vistos tu também não. :P — Q

Os benefícios de trabalhar é poder desfrutar destas pequenas coisas da vida. — R

Ahahah boa noite. Divirtam-se e boa viagem. — Q

Rachel responde-lhe com um emoji de um aperto de mão e um boneco a piscar o olho. Quinn sente borboletas na barriga, sorri e tapa a cara com a almofada.

—x-

Os Berry e Judy já estavam há 3 dias em Paris, e nem Quinn nem Russell tinham confirmado que o assunto que os mantinha pendentes estava tratado. Tinham ido a Los Angeles no mesmo dia em que Judy saiu de viagem e falaram com ela por duas vezes desde então sem dar nenhuma confirmação de quando voariam a Paris.

Rachel queria muito que eles se apressassem mas realmente aquela cidade estava a fazê-la desfrutar de um tempo para si que já precisava há muitos meses.

Eram cerca das 9h30 da manhã quando eles estavam a sair do hotel e se apercebem de um táxi parar à porta. De lá saem um Russell muito entusiasmado e feliz e uma Quinn mais moderada.

O homem faz uma grande festa ao vê-los sair do hotel e abraça-se a Judy.

— Nem de propósito tinha corrido tão bem. — disse ele com entusiasmo. Rachel ri-se e dá-lhe um beijo rápido para se dirigir a Quinn.

Todos acham muita graça, mas Quinn está a pagar o táxi e a receber as malas, quando sente uma mão na sua cintura. Rachel sorri e tira-lhe uma das bagagens da mão. A loira olha para ela com intensidade e desconforto.

— Não te preocupes, ainda que Paris seja considerada a cidade do amor, eu ouvi à primeira quando me disseste que não gostavas de mulheres. — e piscou-lhe o olho com um sorriso intimista.

E em Março está frio em Paris, mas o corpo de Quinn gelou como se fosse Janeiro na Russia.

Notas finais
Eu confesso que não penso muito em expressões como a da frase que acabam de ler final. Elas saem-me pelos dedos. E tenho que vos confessar que até ao momento em que escrevi esta última, faltava-me um empurrão para desenvolver esta história entre elas de uma maneira mais intima. Desenganem-se, não vai ser rápido, porque esta história não é assim tão rápida, mas vai ser mais consistente daqui para a frente. Este capitulo empurrou-me para desvestir os personagens. Veremos... Espero que não me abandonem. :)