Notas iniciais
Ooooiiieeeee pessoas, Demorei muito??? Preparados para um novo arco? Sempre que eu começo um novo arco sinto um friozinho na barriga porque eu nunca sei o que a minha cabeça vai criar. É um mundo novo em branco, então eu não sei exatamente o que vai acontecer pela frente. Muito obrigada por todos os comentários e todas as ideias que vocês me deram. Ao longo desse arco espero que consigam reconhecer as suas valiosas ideias. Boa leitura.

Estava chovendo desde a noite anterior mas isso não é difícil de acontecer na Inglaterra. O dia tinha amanhecido frio e molhado demais, as gotículas da chuva intermitente batiam contra as vidraças do meu quarto compondo uma trilha sonora hipnotizante.

Por volta da meia noite da noite anterior, quando começou a esfriar de verdade, Sebastian acendeu a lareira e agora o quarto estava numa temperatura agradável. Acordei quando o Sebastian saiu da cama mais cedo mas fiquei lá, curtindo a preguiça que tomava conta do meu corpo. Me enrolei mais no acolchoado super fofo e de um branco alvíssimo e abracei o travesseiro do meu namorado, afundei o nariz naquela maciez e aspirei o perfume dele. Senti meu ventre repuxando, seria desejo? Amor? Ou paixão? Acredito que um misto dos três.

Nunca imaginei que minha vida viraria isso. Naquela noite, a noite mais escura da minha vida, quando estava morto de medo e ódio e ele surgiu naquela névoa negra, jamais imaginaria que um dia compartilharia a cama com ele, entregaria meu corpo àquele demônio e que ele se tornaria profundamente meu. Do mesmo jeito que eu era completamente dele.

Só uma coisa me incomodava. E era não era uma coisa pequena, insignificante. Era algo grande e tinha um peso considerável, pelo menos para mim. O que seria quando eu finalmente tivesse encontrado os culpados pela morte dos meus pais? O que aconteceria quando minha vingança estivesse completa e o contrato cumprido?

Minha alma seria devorada pelo Sebastian.

Esse era o preço.

Foi o acordo desde o começo.

Então por que meu coração se apertava tanto em pensar nisso?

Porque eu queria viver ao lado do Sebastian — minha mente respondeu.

Queria viver todos os anos da minha vida ao lado dele.

Mas...e então? E depois?

Minha morte natural?

Eu doente e curvado pela velhice e o Sebastian no seu esplendor imutável de ser imortal que ele era?

Não. Isso seria terrível demais. Eu não queria isso.

Melhor eu me acostumar com a ideia de ter minha alma devorada.

Pelo menos, de algum modo, eu estaria sempre com ele. Seria parte dele.

Foi com esses pensamentos que Sebastian me encontrou no quarto. Ele entrou devagarinho, achando que eu estava dormindo.

_Bocchan… Acorde — falou baixinho, deitando-se nas minhas costas e me abraçando.

Já fazia um tempinho que ele me acordava assim. Suave e carinhoso — e eu nunca tinha vontade de levantar da cama com ele agindo assim.

Me virei para ele e percebi que meus olhos estavam úmidos, sequei-os disfarçadamente com as costas das mãos mas Sebastian percebeu. Acariciou lentamente o meu rosto, preocupado.

_Aconteceu alguma coisa? Está doente?

Neguei com a cabeça e me aconcheguei mais à ele.

_Não. Eu estou bem — menti.

Jamais eu iria revelar o motivo da minha tristeza. Afinal, o que iria mudar? Havia alguma outra saída?

De todo modo, havia outras coisas com o que me preocupar. Eu ainda não havia encontrado quem matou meus pais, nem quem me sequestrou; também já tinha um bom tempo que a rainha não me dava uma missão, já estava até começando a estranhar essa demora.

“Sempre havia crimes ocorrendo no submundo da Inglaterra, eles nunca paravam. Então por que ela se mantinha nesse silêncio?”

Eu e Sebastian estávamos abraçados e eu o puxei mais pois ele estava na ponta da cama.

_Jovem amo, desse jeito vou ficar todo amarrotado — reclamou.

_Desde quando você se preocupa com isso?

_Desde que eu terei que me trocar.

_Então tire a roupa — solucionei o problema.

_Bocchan, hoje nós temos muitas coisas à fazer.

_Qual a agenda para hoje?

_Reunião com um investidor da Funtom, aulas de política, história e de dança…

_Uggghhh — gemi lamentando esses compromissos — Isso é muito chato! Tire a roupa e deite-se comigo.

Meu tom foi taxativo mas serviu para Sebastian me obedecer. Ele se levantou e tirou o fraque, a gravata e os sapatos.

_Tire as calças também — mandei e ele sorriu pervertido para mim, devolvi o sorriso na mesma intensidade.

Sebastian tirou as calças e as meias, deixando-as sobre a poltrona. Olhou para mim e eu dei uma olhada significativa para a sua roupa íntima, ele acompanhou o meu olhar e voltou a me encarar numa pergunta muda.

_Também — respondi e arqueei uma sobrancelha.

Ele sorriu e a tirou também mas quando foi desabotoar a camisa eu o impedi.

_Fique com ela — afastei o acolchoado para que ele se enfiasse debaixo junto comigo e assim que ele o fez eu nos cobri.

Sebastian me abraçou e eu me segurei nele. Nossos lábios se encontraram num beijo calmo e intenso. Nossas línguas brincaram nas nossas bocas.

Puxei Sebastian para cima de mim. Ofeguei com a sensação gostosa de sentir o peso do corpo dele sobre o meu. Sebastian escorregou as mãos sob o meu camisão e subiu, apalpando e apertando minhas coxas, meu quadril, minha cintura… Arqueei minhas costas quando ele interrompeu o beijo e desceu lambendo até o meu pescoço. Fazia cócegas e me excitava ao mesmo tempo. Uma carícia que eu não queria que terminasse jamais.

Infiltrei minhas mãos entre os nossos corpos e comecei a desabotoar sua camisa. Eu gosto de fazer isso, é como abrir um presente: cada botão aberto revelando um pedaço do tórax e abdômen definidos. Tateei seus músculos subindo até os ombros e puxei a camisa pelos braços dele, Sebastian se afastou os centímetros necessários para eu a tirasse e voltou a me beijar.

Tudo caminhava lento, o que servia para que as sensações ficassem mais intensas. Eu já estava quente e sentia a pressão do pênis ereto do Sebastian nas minhas coxas. Abri as pernas para que ele se encaixasse no espaço entre elas.

Sebastian gemeu baixinho e apertou o meu traseiro, massageando-o; rebolei nas mãos dele e ele apertou mais.

_Unnhhh — gemi.

Ele puxou minha roupa íntima, fazendo-a deslizar pelas minhas pernas, aproveitou e beijou desde o peito do pé até a coxa direita me fazendo estremecer e arrepiar imediatamente. Depois me abraçou e me ergueu, tirando meu camisão pela cabeça, sem desabotoá-lo. Voltei a deitar e a ser coberto pelo corpo quente do meu namorado. Estávamos praticamente escondidos debaixo do amontoado do acolchoado gigante e fofo.

Voltamos a nos beijar e agora Sebastian pressionava o seu membro contra a minha entrada numa fricção deliciosa que me fazia arrepiar e gemer ante a iminência dele entrar em mim finalmente mas ele não parecia ter pressa para nada.

Não havia urgência ali, embora estivesse patente que ambos estávamos prontos. Aquele tesão desenfreado de quem estava desesperado por sexo não tinha espaço. Nesse momento, éramos dois namorados fazendo amor, apaixonadamente.

Abracei as costas do Sebastian, arrastando levemente as unhas pela sua extensão. Ele as arqueou o que fez com que seu membro se encaixasse na minha entrada, a contraí involuntariamente — a primeira penetrada sempre era dolorida. Mas Sebastian começou a me masturbar enquanto forçava minha musculatura. Não deixou de me beijar nem por um momento, nem mesmo quando eu quase mordi a sua língua quando me penetrou.

Gemi na sua boca e o apertei entre meus braços. Ele gemeu em resposta e se enterrou por completo, senti seu quadril pressionar minhas nádegas.

Escapei dos seus lábios, incapaz de conter o gemido mais longo.

_Ahhhhhaaaaa, Sebastian — movi meu quadril de encontro ao dele.

_Bocchan — sussurrou com o rosto escondido no meu pescoço.

Sebastian começou a se mover. Lento e intenso. Movimentos longos e arrastados que me faziam tremer de excitação e prazer.

Estávamos abraçados, nossos corpos tão colados que não havia espaço nenhum entre eles e isso era ótimo, porque meu pênis era massageado intensamente.

_Sebastian...tão...bom — choraminguei e Sebastian sorriu para mim, beijou seguidamente meu rosto trilhando minha mandíbula até chegar à minha boca.

Abri meus lábios, deixando que a língua dele brincasse com a minha e explorasse minha boca. Rebolei no pênis de Sebastian e ele me segurou com força pela cintura. Correspondi ao beijo do melhor jeito que consegui mas Sebastian me tirava o fôlego e eu não conseguia respirar direito.

O que fazer quando o prazer é tão grande você se sente sufocar? O ritmo tomado por Sebastian era torturante: lento e intenso o suficiente para me fazer pegar fogo mas não rápido o suficiente para me fazer chegar ao meu limite. E aquela sensação foi crescendo e mesmo quando eu choraminguei e solucei porque tudo tinha ficado intenso demais e eu precisava desesperadamente gozar ele não aumentou a velocidade. Apenas me acalmou com palavras doces sussurradas no meu ouvido e beijos quentes que sufocaram os meus gemidos.

Se eu morresse naquela hora não teria do que reclamar.

_Ssshhhh bocchan. Você é tão gostoso, tão quente… Deixe-me amá-lo, assim...lento para que pareça que esse momento dure para sempre — sussurrou, me apertando, puxando o quadril lentamente para fora e entrando com ímpeto, lento e forte.

Gemi e me contorci embaixo dele, queria dizer que tive controle mas estaria mentindo. Nesse momento eu não raciocinava nada que fizesse sentido — meu mundo era Sebastian novamente e as sensações que ele provocava em mim.

O tesão era tanto que chegava a doer no meu ventre, apertando, crescendo, querendo sair, eu estava quase lá, caminhando perigosamente perto da borda, Sebastian havia me levado até lá, faltava pouco para eu ultrapassar a linha e finalmente ter o meu alívio, mas ele sabia disso, e manipulava me levando até a borda e depois puxando de volta.

_Se-sebastiaaann, eu … preciso...por...favor — choraminguei me agarrando à ele, me contorcendo em busca da minha libertação.

_Calma, bocchan — beijou meu pescoço, sugando de leve a pele, meu estômago se contraiu e eu o arranhei.

_Nnnnhhhggg.. não p-posso… eu não...consigo… por favor.

Eu poderia ter ficado bravo com Sebastian por me fazer implorar mas naquele momento nada mais importava, ele ia tão fundo, tão delicioso que nada importava realmente. Sebastian me abraçou apertado, tomou meus lábios num beijo intenso que me deixou sem fôlego e continuou as investidas que agora eram curtas e fortes mas ainda lentas.

Arranhei suas costas e travei minhas pernas em torno do seu quadril e ele continuou me torturando, brincando com a minha língua e estocando em mim até que a onda cresceu e explodiu em mim, joguei minha cabeça para trás e minha mente transbordou, tomada pela explosão de prazer de um orgasmo intenso, que fez meu corpo estremecer e se contorcer; um gemido longo escapou dos meus lábios mas foi abafado pelos do Sebastian. Puxei o ar choramingando, minha mente estava enevoada.

Senti meu corpo amolecer nos braços fortes e acolhedores do meu namorado.

_Bocchan?

_Bocchan? — a voz estava longe.

_Hum??? — com esforço abri meus olhos, só um pouquinho.

“Por que Sebastian está me chamando? Segundos depois disso tudo?”

_Bocchan?

_O que foi? — perguntei sem entender o que estava acontecendo.

_Tudo bem??

Abri mais os olhos, Sebastian estava ao meu lado, olhando preocupado para mim, uma mão protetora no meu rosto. Havia saído de cima e de dentro de mim sem nem eu perceber.

_Tudo. Por quê?

Eu ainda estava trêmulo mas me virei para o lado.

_Você apagou.

_O quê???

_Apagou — agora Sebastian tinha uma expressão incrédula no rosto — Gozou gemendo e se contorcendo e apagou.

Fiz um movimento com a cabeça como se dissesse que não me lembrava de nada, quer dizer, me lembro do orgasmo mas não me lembro de ter apagado. Para mim foram segundos entre o orgasmo e Sebastian me chamando.

Olhei para Sebastian e o vi tentando segurar o riso.

_Do que está rindo? — perguntei bravo.

_Eu sabia que era bom mas tanto assim, ao ponto de fazê-lo desmaiar???

Ele começou a rir e eu fiquei mais bravo ainda. Bravo e envergonhado. Senti meu rosto ficar vermelho.

_Cala a boca, maldito. Eu não desmaiei. Só adormeci, é normal nos humanos. Se você fosse humano saberia.

Sebastian parou de rir um pouco e limpou lágrimas inexistentes nos seus olhos. Ameacei me levantar da cama: estava bravo, envergonhado e morto de fome; mas Sebastian me abraçou, me jogando de volta na cama.

_Desmaiou sim. Desmaiou de prazer. E fui eu que provoquei isso.

Ele beijou a minha boca.

_Chega! Me deixa levantar.

_Só depois que você me beijar direito — sorriu.

Eu sabia o perigo que era beijar Sebastian na cama, mesmo que nós tivéssemos acabado de fazer amor. Mas eu não me neguei, colamos nossos lábios e nos beijamos até perdermos o fôlego.

*****

Logo depois do almoço, estávamos no escritório em meio à uma aula de geopolítica quando Finny veio nos avisar sobre a chegada de visitantes.

Não havíamos ouvido nada, e eu estranhei bastante afinal, quem seria louco para enfrentar a estrada com aquela chuva? Ela não estava forte mas era contínua e com certeza a estrada estaria um lamaçal só. Ótima para atolar qualquer carroça ou carruagem que se atravesse a andar por ela.

_Vá ver quem é, Sebastian — mandei largando a pena sobre a mesa, de certo modo feliz pela pausa.

Ele assentiu com a cabeça e saiu.

Olhei para fora e vi uma carruagem fechada branca e dourada.

“Ah”

Sebastian voltou minutos depois, acompanhado pelos dois mordomos da rainha completamente ensopados.

_Jovem amo. A majestade enviou uma carta ao senhor — anunciou e estendeu a pequena bandeja de prata onde repousava o envelope creme lacrado com cera vermelha onde se via o selo real.

Estendi a mão e peguei o envelope.

_E vocês? O que fazem aqui? — falei me referindo aos dois Charles.

Grey ajeitou o casaco, tentando manter uma pose orgulhosa inutilmente — ambos pareciam duas galinhas brancas e molhadas.

_Estamos em missão da rainha — falou contrariado.

_Já cumpriram. Mensagem entregue, podem ir.

Phipps se adiantou.

_A roda da nossa carruagem quebrou na estrada. Mal conseguimos chegar aqui, nosso cavalo se esforçou demais.

Bufei, não queria visitas, ainda mais desses dois. Nem tanto pelo Phipps mas mais por Grey, ele era irritante, comia demais e era um xereta.

_Que seja. Fiquem por essa noite. Sebastian, leve-os aos quartos da ala leste e providencie roupas secas e algo quente para comerem antes que congelem.

_Sim milorde.

Os Charles assentiram e acompanharam Sebastian para fora do escritório.

Desviei meus olhos da porta para o envelope nas minhas mãos. Era fino e feito de papel de primeira qualidade, estava completamente seco — mais um sinal da importância dele, havia sido protegido cuidadosamente.

Peguei a espátula de casco de tartaruga e passei pela aba do envelope, estourando a cera que o lacrava. Tirei o papel dobrado ao meio e o abri:

Prezado Conde Phantomhive,

Folgo em saber que está melhor e plenamente recuperado.

Como sabe, os membros da família Phantomhive sempre foram muito queridos da família real.

Estamos com um problema, algo que está afetando os membros da corte aqui em Londres.

Venha me ver, meu menininho. Vamos conversar sobre esse problema pois eu não confio em revelar-lhe nada através desta.

Venha preparado para passar algum tempo aqui na capital.

Sua majestade,

Rainha Vitória.



Mordi o lábio.

A rainha queria me ver. Quase nunca isso acontecia, ela normalmente me enviava as missões por carta e depois que eu resolvia tudo ia até ela e relatava os resultados.

Com certeza deveria ser algo realmente sério. Olhei para fora e a chuva continuava a cair.

“Vai ser um pesadelo enfrentar essa estrada com a chuva!”



****

A noite chegou rapidamente. O dia chuvoso e mal iluminado pelas nuvens pesadas deu lugar a uma noite congelante e mais chuvosa ainda.

Os Charles estavam muito bem instalados nos quartos aquecidos. Mais cedo, havíamos tomado o chá das cinco juntos e o Grey comeu todo o bolo inglês e tomou todo o chá preparado pelo Sebastian.

Pensei que no jantar ele não teria tanto apetite assim mas estava enganado. Comeu muito bem e comeu de tudo, ao passo que seu colega, Phipps era bem mais comedido.

Perto das vinte horas, cansado da conversa vazia que estávamos tendo; me levantei do sofá na sala de visitas.

_Com licença, senhores. Já irei me recolher, está tarde.

_Claro, claro. Já está na hora de crianças irem para a cama — provocou Grey.

Olhei por cima do ombro para o prateado que sorria cínico para mim, estava comodamente sentado no sofá, com as pernas cruzadas e balançava a ponta do pé no ar, displicentemente.

_Criança ou não. Sou um Phantomhive e você sabe muito bem que não sou um qualquer. De qualquer modo, sabe que eu sou o Cão de guarda da rainha. Sabe o que isso significa, não é???

Consegui acabar com o sorriso no rosto do Grey, Phipps havia abaixado o olhar, surpreendemente concentrado na sua xícara de chá.

Dei um sorrisinho arrogante e me dirigi ao quarto sendo acompanhado pelo meu mordomo.

Tomei meu banho que se limitou a um banho mesmo. Sebastian me trocou e me pôs na cama.

_Alguma ordem sobre a carta da rainha? — me perguntou enquanto abotoava o meu camisão.

_Temos que ir à Londres. Ainda não sei qual a missão, ela quer falar pessoalmente.

Ele fez que sim com a cabeça.

_Teremos que ficar talvez vários dias. Prepare tudo.

Sebastian puxou o edredom sobre mim e se dirigiu para a porta.

_Sebastian…- chamei e ele virou a cabeça na minha direção.

_Depois que aqueles dois se recolherem, venha para mim.

Vi o sorriso se formar naquele rosto lindo.

_Tem certeza, bocchan? É arriscado, eles podem perceber. Posso ficar no meu quarto por hoje.

_Não. Quero você aqui.

Sebastian abriu mais o sorriso e piscou um olho para mim. Depois saiu do quarto.

Fiquei lá, sozinho na minha cama, sem conseguir dormir. Eu sabia que Sebastian ainda teria algumas coisas para arrumar na cozinha, e ainda tinha os preparativos para a viagem. Além do fato de se manter em prontidão caso aqueles dois precisassem de alguma coisa.

Uma hora e meia depois ele entrou no quarto. Eu já estava sonolento mas ainda lutava contra o sono e lia um livro, para matar o tempo.

Foi até o banheiro e tomou um banho rápido. Vestiu a roupa de dormir e deitou-se ao meu lado. Me aconcheguei nos seus braços e ele depositou alguns selinhos nos meus lábios. Conversamos ainda por algum tempo sobre a nossa ida à Londres, especulando o que seria dessa vez.

Até que finalmente Sebastian assoprou as velas do candelabro que iluminava o quarto e ele ficou iluminado somente pela luz laranja da lareira.

_Então, bocchan? — disse me abraçando, o rosto logo acima do meu — Quer dormir? Ou quer aproveitar a última noite nessa cama? Não sabemos quando iremos voltar a deitar nela, não é?

Eu estava com um pouco de sono. Mas diante dessas opções, é claro que a escolha era fácil.

_Acho que eu não estão com tanto sono assim — sorri enrolando meus braços no pescoço do Sebastian e puxando o seu rosto para mim, as pontas do seu cabelo fez cócegas no meu rosto.

Sebastian sorriu, aquele sorriso lindo que faz o meu coração disparar e me beijou impetuosamente.

Notas finais
O que acharam? Paradinho né? Começo de arco sempre é assim. Beijos