Notas iniciais
Sam e Castiel sozinhos em um hotel de beira de estrada, isso não pode dar boa coisa, ou pode. ^_^
O sol já está alto lá fora, mas seus raios são impedidos de entrar no quarto pela espessa cortina estendida de um canto ao outro da janela. Seu sono é sereno, porém profundo. Seu corpo estirado de bruços na cama reflete o cansaço da noite anterior, a coberta lhe cobre das coxas para baixo deixando seu belo traseiro assim como toda a parte superior do corpo desnudo. Ao lado ouve-se o som da água de um chuveiro que é cessada e minutos depois John Winchester sai do banheiro vestindo um calção preto e uma regata de mesma cor enxugando seus cabelos com uma toalha. Seus verdes olhos como por instintos vão direto para a definida bunda de Sam. Um sorriso safado se faz presente em sua face denunciando os pensamentos pervertidos que devem estar passando em sua cabeça nesse momento.
Sam acorda naturalmente se espreguiçando e dando um alto e extenso bocejo: — Uaaahhh!
— Bom dia dorminhoco. — Fala John caminhando até a cama sentando-se ao lado de Sam que se ajeita, ficando sentado também escorando suas costas na cabeceira.
— Você não foi trabalhar? — Pergunta Sam um pouco sonolento.
— Como poderia, se um certo alguém ficou fodendo-me a noite toda. Caso não tenha percebido seu grande tarado, nós fomos dormir menos de uma hora antes do sol nascer. — As costas das mãos de John acarinham o rosto de Sam sentindo sua barba por fazer arranhá-la.
— Todavia Sr. John Winchester eu não me lembro de em nenhum momento você reclamar. Ao contrário, quanto mais eu metia, mais você gostava, gritava pedindo por mais.
— Eu sei. E não tinha como ser diferente. Estava tão bom ter você fazendo aquilo em mim. Nunca pensei que isso pudesse ser tão bom, tão gostoso. — Uma pausa e o olhar de John fica fixo no de Sam. — Eu adorei ser fodido por você.
O maior envolve o menor em seus braços puxando um tanto de seu corpo para cima da cama deitando-o de costas em seu colo. Olhando tão intenso quanto foi olhado, Sam diz: — E eu adorei foder você John. — Seus lábios se encontram para mais um ardente beijo entre tantos que já desfrutaram.
John desfaz o beijo e sorri. Logo fala se levantando: — É melhor você ir tomar seu banho enquanto eu preparo algo para o nosso café, ou melhor, para o nosso almoço.
— Almoço?! — Indaga exclamativo Sam.
— Sim Sam. Já passa do meio dia. Nós dois dormimos à manhã inteira.
— Nossa! — Diz Sam pulando da cama.
Antes que John saia pela porta indo para o andar debaixo da casa Sam lhe diz: — John. — O menor olha para trás. — Desculpe por fazer você perder um dia de trabalho.
O outro sorri malicioso dizendo: — Esquenta com isso não. O motivo que me fez perder o dia foi muito gostoso, em todos os sentidos. Os dois sorriem um para o outro.
O chuveiro é ligado permitindo que a água lhe caia sobre o corpo, Sam ergue a cabeça deixando-a bater em seu rosto, seus pensamentos voam para a noite passada em que teve John em seus braços, possuindo-o e o dominando. Aquilo foi tão bom, pensa ele.
De repente surge em seus devaneios a imagem daquele lindo homem loiro de olhos esmeraldas e lábios carnudos. Só que antes que Sam passa ter qualquer reação a isso, ele ouve vindo do andar de baixo um aterrador grito de John. Sem pensar em seu atual estado, Sam corre decendo as escadas desesperado, seu coração bate aceleradamente, em seu íntimo ele jamis pensara que ficaria tão angustiado em supor que alguma coisa ruim acontecesse a John. Seu destino é a cozinha da casa, já que John disse que iria preparar algo para eles comerem, porém seu trajeto é interrompido no meio do caminho quando chega a sala e seus olhos se deparam com uma visão que em momento algum passou por sua cabeça.
Há dois homens no lugar, um é John o outro é um moreno com cara de paisagem. Sam fica espantado com o que vê e diz: — John o que foi, pensei que estivesse pegando fogo na casa, que fosse um assalto ou qualquer coisa do tipo. Eu corro igual a um louco e me deparo com isso? Por que diabos você gritou daquele jeito? E quem é esse homem?
— Vo... Você não vai acreditar se eu contar. — Fala John muito atônito.
— Porque não experimeta deixando que eu tire minhas próprias conclusões.
Se recompondo ficando o mais calmo que pode John contiua: — Eu... Eu não sei quem é. Não conheço ele, nunca o vi em toda a minha vida. E... E esse cara... Esse cara apereceu no meio da sala do nada.
— Como assim " apareceu no meio da sala do nada?"
— Isso mesmo que você ouviu. Ele apareceu do nada.
— Você tinha razão. Eu não acredito. Ele deve ter entrado pela porta e você não viu. Foi só isso.
— Não Sam. Eu estava sozinho aqui. Estava subindo para chamar você e ele apareceu na minha frente, ai nesse lugar como lhe disse, do nada.
— Sam. — Fala Castiel interrompendo os dois.
— Você me conhece? — Pergunta Sam arqueando uma das sobrancelhas.
O anjo vai caminhando calmo em sua direção, Sam não sabe o porquê, mas ele não sente ameaça alguma vindo daquele estranho homem. Contudo John não compartilha da mesma sensação de Sam e pensando que Castiel possa fazer algum mal para o seu amigo/amante ele parte com tudo para cima do mesmo.
— JOHN NÃO! — Grita Sam.
De nada adianta, John tenta acertar Castiel com um soco, mas calmamente detido por ele que lhe põe dois dedos na testa fazendo com que John desabe desacordado no chão. Vendo John ali, agora é Sam quem vai para cima de Casteil, o mesmo procedimento é executado mas diferente de John, quando os dedos de Castiel tocam a testa de Sam um turbilhão de imagens, sensações tomam posse de sua mente, de seu corpo.
Sam leva ambas as mãos a cabeça que lhe dói, fecha forte os olhos, ele grita: — Argh!
Depois de um curto espaço de tempo sua cabeça volta ao normal, rapidamente ele faz uma analise de tudo o que aconteceu desde que soltou a mão de Dean impedindo que ele também fosse tragado para a morte certa. Logo as lembranças desde que fora encontrado por John, seu pai. Ao invés de morrer foi jogado para o passado. Sam abaixa as mãos abrindo seus olhos a primeira palavra que diz é: — Dean? Casteil como está Dean, me fale.
— Está tudo bem com Dean, Sam. Não se preocupe. Agora nós dois temos que ir. Precisamos ir de volta para o futuro.
Os olhos de Sam volta seus olhos para o corpo de John caído desacordado no chão. — Espere um momento Castiel, tem algo que eu preciso fazer antes de irmos.
Dean para com o Impala na frente a casa do último caso de desaparecimento, ele abre a porta e desce, o disfarce de agente é usado mais uma vez, mas antes que Dean entre na casa ele olha para o lado, algo lhe chama a atenção.
— Não pode ser... Se for verdade eu juro que me dou um tiro na cara.
O loiro volta para dentro do impala da casa do último caso ele vai para a do primeiro e assim por diante, após esse trajeto Dean volta para o hotel que está hospedado, vai ao frigo bar pegando uma cerva, estende na mesa um mapa da cidade visualizando-o. Ele marca em vermelho os pontos de todos os desaparecidos, cada lugar faz uma ligaçã com o outro, no mapa há quase formado o desenho de algo que Dean não consegue decifrar o que seja.
— DROGA! — Exclama alto Dean dando um soco na mesa. Ele vai para a cama de Sam se deitando com meio corpo nela, seus pés tocam o chão, Dean da mais um gole e na sua mente ele pensa: — Se Sam entivesse aqui ele já teria matado essa. Vamos Cass, porque tanta demora? Traga logo o Sam, traga logo o meu Sammy.
Na casa de John Winchester, Sam no andar de cima termina de colocar em um cabide, uma das jaquetas de John, em seguida desce de volta para baixo pegando John do chão, colocando-o no sofá maior. Sam olha com ternura e carinho para John, em seu olhar ou semblantes não há arrependimentos por nada, então ele apenas sorri para o homem que não pode ver tão lindo sorriso.
O moreno mairo olha para trás por cima do ombro falando firme: — Vamos Castiel. Hora de irmos embora pra casa.
Castiel abre seus braços e seus olhos clareiam intensamente, criando um ofuscante clarão em todo o recinto obringando Sam à fechar seus olhos tamanha luminosidade. O tempo e o espaço se distorcem dinate deles. Quando Sam volta a abrir os olhos se depara com vários tempos passados, mesclados como se fossem um só. Pode ver a decaptção de Joana D'arc como também, Moisés abrindo o mar vermelho. Tudo parece nada e nada parece tudo diante de sues olhos.
A viagem espaço temporal prossegue normalmente porém algo acontece no meio do trajeto, fazendo com que uma vórtice torrencial atinja o núcleo do espaço/tempo, Castiel faz um último esforço jogando ele e Sam para fora da vórtice. Ambos caem em uma rodovia deserta no mei o do nada.
A queda é violenta, eles caem um tanto afastados um do outro. Sam machuca de leve a cabeça no lado direito, ele tonteia um pouco mas consegue se levantar, quando vê Castiel o anjo está a olhar para o horizonte, Sam vai até ele.
— Onde estamos Castiel. — pergunta Sam passando a mão no ferimento.
— No tempo certo Sam. Mas não sei onde.
— O que aconteceu?
— Uma força externa interferiu na viagem. Não queria que nós voltassemos.
— Poderia ser Asmodeus?
— Talvez.
— Sabe onde estamos Sam. Como vamos voltar até Dean.
— Como assim. Eu esperava que você... Um piscar... Sabe! — Exclama Sam.
— Eu fiz duas viagens espaço/tempo Sam. Estou enfraquecido, não quero que Asmodeus acabe nós seguindo, sabendo onde estamos. Se eu levar você até Dean através de meus poderes é isso que vai acabar acontecendo. Depois que entregar você a Dean terei que me ausentar por um tempo.
— Certo Cass, entendi. — Diz Sam pondo as mãos na cintura, olhando para todos os lados tentando reconhecer onde ele foram parar. Não há nada ao redor apenas mato e na frente uma extensa rodovia que parece não ter fim.
Quilômetros e mais quilômetros andando, o sol forte lhe batendo, a garganta seca, sua visão começa a embaçar quando avista uma pequena fazenda mais a frente, no inicio pensa ser uma miragem, mas logo percebe que se trata de algo real indo apressado para o local com Castiel que está alheio a sua condição.
Junto com o anjo Sam pede ajuda e informação para um velho casal dono da fazenda, eles são muito bem recebidos e prontamente auxilidos pelos idosos. Sam pede para que Castiel fale o menos possível. Banho, um bom jantar e uma conversa informativa aocntecem antes de Sam apagar dormindo profundamente. Castiel fica a noite toda acordado. Sam não quis ligar para Dean, isso não será suficiente para aplacar a falta que sente do mais velho e também não quer deixar o irmão procupado com eles. É melhor por enquanto que Dean não saiba que eles estão de volta.
Durante a madrugada Sam rouba o carro da casa e parte com Castiel.
— Sam, acha certo fazer isso com esses velhos humanos que nos ajudaram?
— Claro que não Castiel. Mas quando você estiver sozinho, vocâ trará o carro de volta.
Horas de viagem, quase um dia inteiro. No final da tarde pouco antes de anoitecer começa uma chuva torrencial que tende a ser passageira, contudo não deixa de ser forte, gelada e escura, o que obriga Sam a fazer uma parada em um hotel de beira de estrada daqueles que está acostumado a se hospedar com Dean. Só que desta vez ele está com o anjo do seu irmão, está com Castiel, isso é estranho para ele, mas como Castiel está impossibilitado de usar seus poderes e não sabe dirigir, Sam prefere parar para não acabar provocando algum acidente. Eles se instalam, Sam toma um banho, come qualquer coisa que conseguiu comprar e deita dormindo profundo depois de horas no volante. Castiel vela seu sono, ele olha para o extenso másculo corpo estendido naquela cama, o seu olhar perdido corriqueiro muda bruscamente para um olhar desejoso. Aquele corpo moreno com uma leve camada de pelos nos peitos, nos braços e coxas. a cova saliente ainda que com a face relaxada, os bíceps torneados. Castiel vai perto da cama destampando Sam, o anjo se impresiona com o volume que faz na pequena peça, certo amontoado de pelos fogem da cueca, e o que tem ali é o alvo do seu desejo.Por mais que Castiel não entenda o que sente, ele sente, ele quer e ele fará.
Notas finais
Bom gente, estamos chegando nos capítulos derradeiros de Desejos Pecaminsos, faltam só mais quatro para finalisar.
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