Desejos Pecaminosos
11 Capítulo - 11 - Perdido No Tempo
Notas iniciais

1934, em uma rodovia deserta, o jovem John Winchester dirige calmamente pela estrada depois de se despedir de sua namorada Mary, ele vem assoviando uma canção qualquer. De repente seus olhos avistam mais ao longe algo caído, parece o corpo de um homem embora ele duvide muito do que esteja vendo. Afinal, o que estaria fazendo um homem deitado bem no meio de uma estrada federal? A velha caminhonete para, John desce indo conferir se o que está no chão é mesmo um homem.
Ao se aproximar ele constata que seus olhos não o enganaram e, ali está um homem caído, seminu. Suas roupas parecem que foram rasgadas, há uma enorme mancha de sangue no chão. John percebe que o rapaz está seriamente ferido, ele não sabe o que fazer, fica desnorteado de inicio. Pondo a mente no lugar, ele vai à caminhonete abrindo à traseira, ajeita um pouco a bagunça colocando algumas bugigangas de lado e outra as joga fora no acostamento. Volta a Sam erguendo-o, o ferimento lateral abre fazendo Sam ter uma hemorragia, John apressa-se em coloca-lo na traseira, logo tira sua jaqueta esverdeada e sua camisa de baixo improvisando uma atadura na tentativa de estancar o sangue corrente.
A caminhonete parte em disparada para o hospital mais próximo, chegando lá Sam é rapidamente atendido pelo médico de plantão. As horas passam e John embora nem conheça o rapaz fica um pouco apreensivo pelo seu bem estar. Passado muitos angustiados minutos, o médico em fim sai da sala de onde Sam fora atendido, John vai ao seu encontro lhe perguntando sem delongas.
— Então doutor como está o rapaz?
— Você é parente dele? — Indaga o médico sério.
— Não. Eu apenas o encontrei.
— Conseguimos parar a hemorragia a tempo, antes que ele perdesse muito mais sangue. Agora ele precisa recuperar o sangue perdido para evitar complicações maiores. Ele vai permanecer dois dias em observação. Mas não se preocupe, ele está completamente fora de perigo.
— Nem sei quem ele é, mas fico aliviado de que não corra mais risco de morte. — Fala John passando a mão na cabeça e, suspirando profundo. Quando Sam é levado para o quarto ainda sedado, John da uma passada para vê-lo uma última vez antes de ir embora retomando a sua vida.
Vinte duas horas depois de ter dado entrada no hospital Sam acorda, ele abre os olhos devagar, sua cabeça dói um pouco assim como suas costas. Olhando para os lados ele percebe que está em um hospital, há duas enfermeiras atendendo outros pacientes que dividem o quarto com Sam. Com a voz pesada, sendo difícil falar, pois cada palavra emitida lhe causa dor, Sam chama pela enfermeira mais próxima dele.
— Por favor, você pode vir aqui. — Fala, tentando se erguer na cama. O que rende uma bela de uma bronca da bela enfermeira. — Não mesmo. Você não pode se levantar ainda. Fique quieto no seu lugar, posso lhe garantir que é bem melhor.
— Verdade. Acabei de descobrir isso. — Retruca o moreno voltando a se deitar na cama.
— Assim é bem melhor. — Fala a enfermeira num tom mais brando e dando um lindo sorriso para Sam.
— Posso perceber que estou num hospital. Mas como vim parar aqui?
— Você foi trazido por um rapaz há quase um dia atrás. Não havia documentos com você, suas roupas estavam um trapo. Você não se lembra do que lhe aconteceu?
— Não. Eu não me lembro de nada... Eu... Eu não me lembro de nem quem... Sou Eu?
O rosto da jovem empalidece com as palavras de Sam, ela tenta reconforta-lo por alguns minutos, depois se dirige ao médico que atende Sam relatando o ocorrido ao mesmo.
Uma semana depois no fim do dia Sam totalmente recuperado veste-se para deixar o hospital, ele ganhara algumas roupas de um grupo de mulheres que amparam pessoas necessitadas com trabalhos solidários. As costas ainda lhe doem um pouco, ao vestir a jaqueta não consegue deixar de emitir um baixo “ai”, que é ouvido por alguém que acaba de entrar no quarto.
— Vai devagar, você não deve estar 100% ainda. — Fala John escorado na parede do quarto.
— É. Pelo visto não mesmo. — Responde Sam virando de frente para o outro continuando. — Você quem é?
— Fui eu quem trouxe você para cá. — John aproxima-se estendendo a mão para o cumprimento.
Sam faz o mesmo, porém tarda um pouco a falar o nome: — Sam... Sam é o meu nome...
— É um belo nome.
— Não, você não entende. Até agora a pouco eu não me lembrava do meu nome. As enfermeiras estavam até me chamando de “desconhecido”. Eu estou com uma amnésia temporária disse o médico. E agora o meu nome veio assim como um passe de mágica. — Sam abre um extenso e feliz sorriso.
— Que bom. Fico contente por você... Sam.
— Obrigado, muito obrigado... John. — As duas mãos se apertam firmemente.
— Na verdade eu não esperava encontra-lo aqui. Pensei que já tivesse deixado o hospital. Você vai para onde agora?
— Não se dizer. Como disse não me lembro de nada a meu respeito a não ser o meu nome que acabei de lembrar. Como não tenho documentos e muito menos dinheiro vou procurar algum lugar para desabrigados. Umas mulheres me deram esse endereço, disseram se eu precisasse de qualquer coisa era só ir lá.
— Entendo. Mas se você quiser pode ficar na minha casa. Eu ainda moro com meus pais, mas eles vão ficar fora por um tempo, foram para o interior ficar com minha avó que está com sua saúde debilitada. É sempre bom ter alguém para conversar, assistir uns jogos. Então se quiser...
— Se eu não for incomodar, eu aceito.
— Pelo contrário. Você vai me ser de muita utilidade.
Os dois recém-amigos partem do hospital indo para a casa de John. É uma casa classe média, assim que entram John leva Sam ao quarto bastante apertado onde ele ficará. Há uma cama, um criado mudo e um estreito guarda-roupa de duas portas.
— Desculpe não ter algo melhor para oferecer. — Diz John abrindo a porta do pequeno recinto.
— Sem problemas. Com certeza é bem melhor que qualquer estabelecimento solidário. Não vá pensar que estou sendo ingrato com a ajuda me oferecida pelas...
John interrompe o raciocínio de Sam dizendo: — Tudo bem. Entendi o que quis dizer. Você pode tomar um banho no banheiro no final do corredor. Vou dar uma saída e comprar alguma coisa para o nosso jantar.
Após John sair Sam vai para o banho, enquanto deixa a água morna cair-lhe no corpo relaxando-o, o moreno, força a mente na tentativa de lembrar quem é e o que aconteceu consigo. Uma busca em vã que a única coisa que consegue é um latejar forte na cabeça. Não há imagens, não há lembranças de nada nem de ninguém, como se Sam tivesse nascido naquele dia em que acordou no hospital. Somente essas lembranças estão em suas memórias, somente essas pessoas habitam suas recordações.
Sam sai da casa, ele para em frente à porta com as mãos na cintura, olha ao redor curioso, tudo o que seus olhos veem parece ser tão “errado”. Há uma sensação que Sam não consegue explicar, contudo por algum motivo é como se ele soubesse que não deveria estar ali, que não pertence aquele lugar.
O jovem John Winchester volta para casa, além de comprar coisas para o jantar, ele também comprou roupas para Sam. Duas calças, dois par de meias, duas camisas de manga e duas sem, o que deixa o moreno alto bastante impressionado.
— Pega. — Fala John jogando os pacotes para Sam.
— Eu... Nossa! Obrigado, mas porque está fazendo tanto por mim?
— Eu não sei lhe responder essa pergunta Sam. A única coisa que posso lhe dizer é que eu sinto que tenho que fazer isso. Não sei o porquê, mas tenho.
Depois do jantar John e Sam sentam-se na sala para assistir a um jogo, eles bebericam cada um uma cerveja. Sam num sofá pequeno de maneira bem comportada, já John deitado sem camisa no sofá grande.
— Você já tentou lembrar-se de alguma coisa, a respeito do que aconteceu e como você foi parar no meio da estrada, esfaqueado daquele jeito Sam? — Indaga John depois de tomar um gole da cerva.
— Sim. Agora á pouco no banho. Porém o máximo que consegui foi uma “puta” dor de cabeça. É como se eu não existisse antes de você me encontrar, sabe? E o mais estranho é que... Não deveria estar aqui. Como se esse não fosse o meu lugar.
— E onde seria o seu lugar?
— Não sei John. Só sei que é assim que eu me sinto. — Assim que Sam termina de falar, na sua mente aparece à imagem de dois homens loiros, um mais velho que ele, outro mais moço. Ele fica em silêncio com o olhar perdido, John desperta-o.
— Ei! Ei Sam! Tudo bem com você rapaz? — Pergunta John sentando no sofá e pondo sua cerva em uma mesa ao lado. Sam passa a mão na cabeça respondendo: — Sim, sim. Só estava dando mais uma forçada que não. — Menti Sam.
Eles assistem ao jogo como bons torcedores depois vão dormir. Sam deita na cama vestindo apenas uma cueca preta sem se tampar, rola de um lado pro outro sem conseguir pregar os olhos, as imagens dos dois homens que lembrou a pouco na sala não lhe sai da mente, ele tenta inutilmente lembrar quem são os dois, mas tudo que consegue é um branco total. Por mais que se esforce para lembrar não lhe vem nada além dos rostos.
Mais de horas passam-se sem que Sam consiga dormir, então ele levanta indo à cozinha beber um copo de água, como na casa só há ele e John, o moreno não vê a necessidade de por uma calça ou um calção. Ele serve a água e começa a beber, é quando John chega à cozinha também no intuito de fazer o mesmo que Sam. Matar a sede implacável daquela noite quente. John veste também apenas uma cueca, a sua é de cor branca.
Os olhos de John percorrem cada musculo do corpo de Sam, ele o olha de cima a baixo, em toda a sua vida John Winchester não vira corpo tão bem escultural. Ele não entende o que acontece consigo, perece se sentir atraído por aquele belo corpo, o corpo de um homem, como isso?
— Algum... Problema John? — Pergunta um Sam muito desconcertado e acanhado ao perceber John correndo os olhos por seu corpo.
— N... Não... Não. É que eu só não estou acostumado com outro homem andando de cueca pela casa. Eu sempre fui o único a fazer isso por aqui. Desculpe-me, se eu o constrangi Sam. Não era minha intenção.
— Sou eu quem tem que me desculpar. A casa é sua e...
Com a situação resolvida, ambos matam a sede e voltam para seus quartos. John deita incomodado com o que aconteceu instante antes na cozinha. Ele é homem é um homem sempre fora, ama Mary, como poderia ter reagido daquela maneira ao ver o corpo seminu de outro homem.
Quando viu o corpo de Sam, John pode sentir um leve enrijecimento do seu membro, ele sentir desejo por outro homem? Isso não é possível! Agora mesmo enquanto sua mente vagueia com as lembranças da imagem de Sam seminu pode sentir seu membro enrijecendo novamente, o que está acontecendo? Indaga John a si mesmo em pensamento.
No quartinho que lhe foi dado Sam igualmente está com o pensamento voltado ao que lhe aconteceu momento atrás, ele pode perceber nitidamente o modo desejoso em que John Winchester o olhou. Sam começa a desconfiar de toda a boa vontade de seu bem feitor. Para ele agora não resta duvidas que o “bom rapaz” tem segundas intenções em seus atos de bondade. Com isso não há a menor duvida, ele tem que sair dali o mais rápido possível, mesmo sem memória, o que John deseja não é algo que Sam queira. Está decidido, assim que o sol despontar no horizonte, ele tem que deixar a casa deste homem, John Winchester se mostrou não ser um homem a se confiar.
Por fim os dois homens cada um com suas angústias e temores são tomados pelo sono, somente assim suas mentes descansam dos tormentos que as afligem.
Notas finais
Gente, o negócio é o seguinte. Antes eu era autônomo, trabalhava por conta, era o meu próprio patrão ( o que gosto muito), só que apareceu uma proposta MUITO BOA e, irrecusável que eu não tive como não aceitar. Afinal todos queremos evoluir, melhorar, prosperar e com isso voltei a ter patrão, cumprir horário, pegar ônibus ( não posso ter carro nem moto, nem nada, tenho 60% de visão no olho esquerdo), voltar para casa cansado, essas coisas. Então deletei algumas fics que talvez mais tarde de continuação e estou pausando outras que estavam sendo postadas junto com essa. Também vai diminuir as one-shots (triste), pois o cansaço me toma muito. Assim fixarei minha atenção em apenas em uma fic por vez, que no caso será essa Desejos Pecaminosos.
Pra quem está curtindo a história de um alô, um parecer pois isso estimula e mentem- me informado que há alguém acompanhando, antes eu não me importava de postar para alguém que acabasse lendo daqui a 10 anos que fosse, mas hoje com o cansaço e com menos tempo para assistir o que gosto, sair, me divertir realmente tem que valer apena me sentar para escrever e postar.
Agradeço a todos o reviews postados, as palavras de incentivo, de aprovação e desaprovação também, pois é graças a elas que eu continuo em um ritmo ou acabo mudando tudo. Ou seja, o que vocês dizem ajudam no curso da história se fugir muito do meu original. ^.^
Bom, espero que tenham curtido o capítulo e logo assim que possível vem outro por ai. Eu não gosto de ficar esperando cinquenta anos por um capítulo, por isso não gosto de fazer isso com os meus leitores, vou fazer o que tiver ao meu alcance para não tardar demais com os capítulos, se não houver falta de inspiração pretendo ficar em pelo menos um capítulo por semana.
Aguardo os reviews de vocês. Mais uma vez, Domo Arigato Gozaimashita Minna.
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