Desejos Pecaminosos
8 Capítulo - 08 - Vingança de Bruxa
Notas iniciais

As nuvens escuram vão tomando conta do céu, anunciando que uma grande tempestade está por vir. Os Irmãos Winchesters estão completamente cercados por nove horrendas criaturas sobrenaturais já enfrentadas e destruídas por eles. A sua frente está uma bela jovem morena que ansiava muito por esse encontro com Dean e Sam, aqueles que ela julga serem responsáveis pela morte de sua irmã.
— Não via a hora de me encontrar com os Lendários Irmãos Winchesters. — Fala a jovem dando alguns pequenos passos, arqueando a sobrancelha direita. — Vocês sabem quem eu sou? — Continua ela. Dean com um sorriso de canta debochado retruca-lhe: — Presidenta do nosso Fã Clube Nº1?
— Mais uma de suas gracinhas. E eu juro que quebro esse frasco dissipando a alma de Bobby no ar. E nem em que vocês tivessem toda eternidade conseguiriam resgata-la de volta. — Fala a jovem em tom ameaçador.
— Então foi você quem fez isso com Bobby? Por quê? — Indaga Sam.
— Na verdade, por nada. Disse para ele não se meter nos meus assuntos com vocês, só que ele não me deu ouvidos. Então?
Espalmando as mãos no ar Dean fala: — Olhe. Nós nem sabemos quem é você ou o que quer de nós. Que tal refrescar nossas memórias, porque acho que perdemos alguma coisa aqui.
— Elisabeth. Lembra-se?
— Elisabeth? — Exclama e indaga para si mesmo o loiro, tentando lembrar-se de alguém com esse nome. Sendo mais rápido que o irmão nas lembranças, Sam logo se recorda de Elisabeth.
— Mas o que tem Elisabeth? — Indaga o moreno para a morena.
— Você sabe quem é Sammy? — Pergunta baixinho Dean para o irmão. Esse lhe responde: — Lembra-se do caso daquelas bruxas quando Rubi salvou você de um feitiço?
— Ah! — Exclama o loiro lembrando-se do ocorrido.
— Ela era minha irmã. Eu me chamo Elisa.
— Até ai tudo bem. Só não estou entendo o porquê de tudo isso? — Indaga Sam.
— VOCÊS A MATARAM! — Grita Elisa completamente descontrolada agora.
— Opa, opa. Não foi bem assim. Não sei bem qual delas era sua irmã. Mas, nós não matamos ninguém. Uma delas foi possuída por um demônio e as outras duas foram mortas por esse demônio. Entende? — Fala Dean.
Com um forte pesar no semblante pela morte da irmã de Elisa, Sam lhe fala: — Foi isso mesmo o que aconteceu Elisa. Nós não tivemos culpa de nada.
Zombando e mostrando-se cada vez mais descontrolada a jovem retruca: — Vocês tem a culpa de não terem a salvo. Entenderam?
— Cuidado! Ela é pneu. — Diz o loiro em tom baixo para o irmão.
— Elisa, por favor, me escute. — Fala Sam calmamente.
— Eu não tenho nada para escutar de vocês. Os Irmãos Winchesters não conseguiram salvar três mulheres indefesas. Chega de conversa. Eu só vou ficar satisfeita com a morte de vocês. Isso e nada mais. Afinal foi por isso que vendi minha alma. MORRAM.
Ao proferir a sentença de morte dos irmãos. Elisa ordena o ataque com um comando de mãos. Dean e Sam que já haviam analisado tudo ao seu redor como número de inimigos, possibilidade de fuga e contra ataque, executam seu plano traçado e compartilhado só com o olhar.
Dean corre em direção ao impala, vido um Wendigo contra si, ele lhe da um encontrão como nos jogos de futebol americano derrubando a criatura no chão. Chegando ao impala, um metamorfo ataca Dean, ele se escora com ambas as mãos no capô da frente do impala chutando com os dois pés o monstrengo.
Sam que correra para a porta da casa é interceptado por um Djinn que tenta toca-lo para pô-lo em sono profundo. O moreno lhe chuta as partes baixas e em seguida fecha as mãos lhe aplicando uma forte marretada, que derruba a criatura no chão. Sam entra na casa, porém outro metamorfo salta pela janela bloqueando o caminho do moreno até as armas de Bobby.
— SAM! — Grita Adam chamando a atenção de Sam e do metamorfo, ele joga uma shotgun para o irmão. De posse do armamento, o maior dos Irmãos Winchester da um belo de um tiro na criatura que não a mata, todavia a lança a alguns metros de distância. Conseguindo tempo suficiente para procurar por munição de prata que ele não encontra para a shotgun. Mas encontra uma arma com balas prateadas. Quando o metamorfo se levanta do tiro anterior, é logo atingido bem na testa por outro tiro, desta vez com bala de prata, matando-o.
No lado de fora sem munição apropriada Dean vai conseguindo manter as criaturas longe de si, contudo não por muito tempo. Ele é rapidamente atacado por um feroz lobisomem que o derruba no chão, ele usa a shotgun para defender-se a mordida do cão. Sam sai da casa atirando no Djinn que estava ali, o segundo tiro é certeiro na cabeça do lobisomem que atacava Dean. O loiro vai ao porta-malas do impala trocando a munição e pegando uma adaga de prata.
— É. Vocês fazem jus ao nome. — Diz Elisa sorrindo maliciosa.
— Você ainda não viu nada. — Fala o loiro, fuzilando tudo quanto é criatura que aparece em seu caminho, Sam faz o mesmo ao lado do irmão.
Assim, dois metamorfos, dois Djinn e dois lobisomens são facilmente abatidos pelos Irmãos Winchesters, restando apenas dois Ghouls e uma Kitsune que estão ao lado de Elisa.
— E ai benzinho, suas aberrações estão caindo como mosca? O que pretende fazer agora? — Diz o loiro indo em direção a Elisa carregando a shotgun mais uma vez e tendo sua retaguarda coberta por Sam. A jovem Elisa sem demonstrar qualquer tipo de intimidação sorri perversa gesticulando e diz: — Isso.
As armas de Sam e Dean são arrancadas de suas mãos, com um segundo gesto eles são arremessados a uns seis metros de distâncias se entarraxando no chão e ficando presos nele. Os Ghouls e a Kitsune correm até eles cheirando-os prontos para começar a devora-los, esperam apenas o comando de sua mestra.
Elisa chega onde estão Sam e Dean, ela inclina-se pondo uma de suas mãos no joelho, na outra segura o frasco com a alma de Bobby lhes falando: — Vocês não pensaram que venceriam, pensaram? — Dean faz força para tentar se libertar da forte pressão que prendo seu corpo ao solo, todavia é totalmente inútil.
— Desiste, você não conseguirá se soltar Dean. — Fala Elisa, olhando fixa para o loiro lhe sorrindo, sarcástica. Após tentativas frustradas de se libertar também, Sam diz: — Tudo bem. Você tem problemas conosco, mas deixe Bobby fora disso, devolva a alma para o corpo dele.
— Eu faria isso, se fosse burra. Depois de acabar com os filhinhos queridinhos dele. É claro que ele não me deixaria em paz vindo atrás de mim pra acabar com a minha raça. Sendo assim, desculpe, mas não será possível realizar esse seu desejo de moribundo Sam.
A jovem afasta-se dando as costas para os rapazes e, ordenado as suas criaturas para que deliciem com os caçadores que tanto os perseguiram. Dean olha para Sam, Sam olha para Dean.
Antes que as três criaturas consigam fazer seu intento, um tiro certeiro na cabeça de uns dos Ghouls espalha seus miolos por toda parte inclusive em cima de Dean e Sam, todos olham para ver de onde vêm os tiros vendo Adam empunhando uma shotgun cano longo. Um segundo e terceiro tiro dão cabo da vida do último Ghoul e da Kitsune.
— O que significa isso? Traição? — Indaga Elisa a Adam. Dean e Sam se entre olham tentando entender o que está a acontecer ali.
— Não vou deixar você matar os meus irmãos. — Fala o loiro menor a Elisa apontando a shotgun para ela. A jovem gesticula desarmando Adam, ele sorri dizendo a ela: — Mas e agora? O que irá fazer? Sua magia pode funcionar contra os objetos que eu carrego, todavia ela não funciona diretamente em mim.
O mais jovem filho de John Winchester caminha indo ligeiro em direção a Elisa, estende sua mão dizendo para a jovem que está bastante assustada com o semblante maldoso de Adam.
— Me entregue o frasco e solte Dean e Sam.
— Ora seu fedelho arrogante. Eu trouxe você de volta. Se não fosse por mim você ainda estaria no inferno e assim que você me retribui?
— Já disse que não vou deixar você fazer mal a eles. Não importa o que você fez por mim, eles são minha família, meus irmãos. Não se esqueça disso.
— Não venha com essa palhaçada para cima de mim. Você nem gosta do Sam. Então não se meta no meu caminho. — Fala Elisa tentando dar um desajeitado soco em Adam que desvia sem maior complicação, dando uma bela direita na jovem, que cai desmaiada no chão. Adam pega o frasco com a alma de Bobby antes que se espatife no solo.
Com Elisa inconsciente a pressão que prendia Dean e Sam no chão desaparece, eles se levantam indo até Adam que acabara de salvar a pátria, pelo menos é o que parece aos olhos dos irmãos.
— Boa direita, garoto. Quase tão boa quanto a minha na sua idade. — Fala Dean cutucando o menor com o ombro.
— Adam da pra você nos explicar o que aconteceu aqui? Você conhece essa moça? — Pergunta Sam muito intrigado com todo o ocorrido e dito entre Adam e Elisa. Adam então começa a relatar aos irmãos tudo o que aconteceu com ele desde o início.
— Eu não acordei nu em casa, e sim numa velha casa. Quando abri meus olhos a primeira pessoa que vi foi essa mulher. Ele me disse que conseguiu me trazer de volta graças a um acordo que tinha feito com um demônio. Minha cabeça ainda estava muito confusa, eu me lembrava de vocês e os anjos embora não com muita exatidão. Eu não conseguia me lembrar do porque de ter ido parar no inferno e estar preso em uma jaula com uma criatura tão horrenda como aquela.
Então ela me disse que a culpa inicial era de vocês, de tudo aquilo ter acontecido comigo inclusive a morte minha e de minha mãe. Se eu não fosse filho de John Winchester nada disso teria acontecido. Eu estaria vivendo até hoje feliz com a minha e, só não é assim por culpa dos malditos Winchester.
E como ela disse que vocês eram apaixonados um pelo o outro. — Sam e Dean se entre olham mais uma vez, desta estão ambos um pouco encabulados. Adam prossegue.
Vi que a melhor maneira de me vingar por toda a desgraça que acabou acontecendo na minha vida por conta de ser filho de quem eu sou era separar vocês dois. Pelo menos antes, porque de repente começou tudo a ficar tão pequeno, senti um vazio aqui dentro, era como se todo o mal que eu estivesse fazendo ao Dean, estivesse me machucando. — Termina Adam com os olhos cheios de lágrimas.
Dean abraça o menor o reconfortando-o um pouco, Sam ainda não vê com bons olhos o menor, ele bem que gostaria de acreditar no irmão, mas tem alguma coisa que ainda o incomoda naquela situação toda.
— Essa á a alma do Bobby. Vamos leva-la até ele e resolver esse problema de uma vez. — Fala Sam.
— E como vamos fazer isso Sam? — Pergunta o loiro.
— É só dar para ele beber Dean.
Os três começam a se dirigir para dentro da casa, Adam percebe a adaga de prata que caíra no chão quando Dean foi arremessado longe, ele pega sem que os outros dois percebam. Eles entram na casa vão até Bobby para devolver sua alma ao seu corpo. Adam se aproxima sorrateiro próximo de Sam.
— Dean?
— Agora não Adam. Estamos um pouco ocupados aqui com o Bobby. — Retruca Dean apoiando a cabeça de Bobby para que Sam possa fazer com ele beba a alma de volta.
— Temos que ter cuidado Dean. Depois que ele beber, temos que fechar sua boca e narina para que não saia de dentro dele, entendeu?
— Entendi.
— Dean, eu só gostaria que você me perdoasse.
— Adam, por favor. Já falamos sobre isso. Está tudo bem.
— Não estou falando sobre o que eu fiz Dean e, sim sobre o que vou fazer. Eu quero que você me ensine a ser um grande caçador como você é, vamos andar pelas as estradas em todo tipo de aventura. E o Sam não faz parte disso, então me perdoe Dean.
Com essas palavras Adam apunha-la Sam pelas costas. O moreno tenta se esquivar por já estar com uma má impressão a respeito do menor, ainda assim o punhal lhe é cravada rasgando sua carne.
— NÃO!
Grita atônito o loiro vendo mais uma vez Sam sendo tirado de si bem diante de seus olhos. Sam cai para frente, Dean rapidamente pega Sam. Evitando ele cair em cima de Bobby. Ele abraça forte o irmão enquanto olha para Adam que sorri maquiavélico com o punhal ensanguentado em sua mão.
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