Desejos Pecaminosos

9 Capítulo - 09 - Real Inimigo


Notas iniciais
Desembruxei Hehehe!
Não tenho uma opinião minha formada sobre esse capítulo, então espero que gostem.

A chuva torrencial cai lá fora, de dentro da casa são capazes de se ouvir os estrondos dos trovões e relâmpagos. Há tempos atrás esse mesmo acontecimento foi vivido por Dean. A primeira coisa que lhe vem à cabeça é que não suportará vivenciar tudo aquilo outra vez, é doloroso por demais.

Perder Sam, o seu Sam, é algo hoje inimaginável para Dean, ele observe o belo par de olhos verdes, os lisos cabelos castanhos, os braços fortes, a boca bem desenhada. Observa cada parte daquele corpo que tantas e tantas vezes estiveram em seu imaginário, em seus sonhos, seus mais íntimos segredos.

— Sammy! Sammy! Por favor, fale comigo Sammy!

Dean deita o corpo do irmão para trás em seus fortes braços, afasta mexas de cabelos que insistem em encobrir a mais bela de todas as belezas para Dean Winchester, seus dedos acariciam suave à face do moreno e, então delicadamente Dean com as lágrimas lhe inundando a face como uma cachoeira revoltosa, vai aproximando seu rosto ao do seu irmão até que seus lábios estejam tocando um ao outro num beijo dócil, gentil, meigo e transbordando de um amor que o próprio Dean jamais pensou que poderia sentir por alguém.

— Huummm...

— Sammy! Sammy! Isso... Fica comigo... — O loiro abraça forte o moreno.

Dean... Você... Está me estrangulando...

— Como você está?

Dean coloca com cuidado Sam no sofá.

Eu... O ferimento foi profundo, mas não fatal... Ai... — Geme alto de dor Sam.

Nesse instante Dean fita Adam de uma forma intensa e muito violenta, com a mesma violência ele vai para cima do menor, lhe agarra pela gola do casaco batendo com suas costas na parede. Nos olhos do loiro Winchester queima uma chama de ódio capaz de assustar o mais convicto dos valentões. Porém Adam não se intimida, ao invés disso ele sorri debochando de Dean.

Qual o motivo da graça Adam?

— Olhe para porta Dean. — Retruca Adam, com o sorriso cínico ainda na cara.

Quando o loiro vira o rosto para a porta, Elisa está lá parada, molhada. Sua mão aponta para Dean o arremessando contra a parede o prendendo nela. — DEAN! — Grita Sam se levantando, tentando ir ao auxilio do mais velho, porém ele cai ao sentir uma forte dor onde Adam o esfaqueou. Ele leva a mão ao ferimento.

Caído no chão ajoelhado, escorando-se com uma só mão Sam olha para cima fitando Adam lhe dizendo com muito esforço: — Adam por quê? Nós... Ungh! Somos seus irmãos... Ai... — O menor se aproxima de Sam lhe encarando e diz: — Não Sammy. Vocês não são meus irmãos. Vocês são filhos de John Winchester e eu Sammy? Eu sou um rejeitado que acabou sendo deixado pra trás sem nem saber quem era seu pai na verdade. Por causa disso eu acabei morrendo junto com minha mãe sem a menor chance de sobrevivência, porque não fui avisado para poder me proteger dessas aberrações. Como não posso mais me vingar de John então me vingarei nos seus queridos filhos, aqueles que ele tanto amou em vida.

— Adam, você está cometendo um grande erro. — Um forte e violento chute atinge Sam na face. Ele é jogado para trás batendo forte no chão quase perdendo a consciência.

Vamos Adam pare com isso. Sam já é carta fora do baralho. É melhor concentrarmos nossa atenção no loiro ali. Afinal de contas eu não vejo graça alguma em chutar cachorro morto. — Diz Elisa enquanto caminha em direção a Dean, ao mesmo tempo em que mantem ele preso na parede da casa. Adam a acompanha deixando Sam meio inconsciente para trás.

Elisa agarra o queixo de Dean virando sua face de lado, com olhos semiabertos Dean fala: — Você está controlando Adam.

— Interessante. Vindo de você Dean, até que foi uma boa sacada. Confesso que não esperava essa traição do loirinho aqui. E embora minha magia não tenha efeito físico nele, há outros meios de se fazer isso.

Eles esquecem completamente de Sam que aos poucos vai recobrando a consciência, olhando em volta de si Sam volta a tomar sentido de tudo o que está a acontecer, com muito esforço tentando fazer o mínimo barulho ele levanta-se indo até onde está Bobby. O moreno, pega o frasco que havia ficado em cima do sofá ao lado do corpo inerte do velho caçador, Sam olha para trás de si, Elisa e Adam continuam torturando Dean psicologicamente fazendo se sentir o mais inútil dos inúteis zombando de suas inúmeras falhas decorrentes em todos esses anos.

Sam abre a boca de Bobby introduzindo sua alma de volta para dentro de seu corpo, ele tampa a boca do mesmo impedindo que esse faça qualquer tipo de ruído. Bobby recobra-se, abre os olhos arregalando-os sem entender muita coisa, Sam com um gesto de dedo pede para que ele não faça nenhum baralho e, outro sinal com a cabeça indica Bobby para olhar em outra direção. O caçador segue atento a todas as recomendações do moreno, ao olhar para onde Sam indicará vê Dean em uma situação não muito privilegiada.

Acho que eu quero ver você gritar para mim Dean. — Fala Elisa enquanto passa sua unha na face do loiro queimando-o como se fosse brasa. O que faz Dean soltar um grito ensurdecedor.

O velho caçador nota que Sam está gravemente ferido, ele levanta-se devagar, pega uma espingarda que se encontra embaixo do sofá onde estão. Sam solta um riso de canto balançando a cabeça. Bobby pede para Sam se afastar, o moreno caminha até o chão onde Adam deixou cair à adaga quando Dean o emparedou.

Mirando certeiro contra a cabeça de Elisa, Bobby chama sua atenção: — Ei vadia? — Elisa e Adam olham vendo Bobby apontando a espingarda em suas direções.

Eu disse para não se meter com os meus meninos. — Bobby atira. São necessários milésimos de segundo para o tiro chegar a seu objetivo, milésimos que são suficientes para que Elisa com um pensamento coloque Adam em sua frente, fazendo com que ele leve o tiro que era para ela.

De imediato após Adam ser atingido, Elisa gesticula duas vezes, na primeira a espingarda é arrancada das mãos de Bobby, na segunda o corpo dele é puxado sendo preso ao lado de Dean por uma forte pressão. — Veio fazer companhia? Legal Bobby, mas não podia deixar pra depois de ter dado um jeito nessa filha de uma puta.

— Cala boca Idiota. Isso não é hora para suas idiotices, esqueceu que Sam está ferido. Perdendo sangue daquela maneira, se continuar assim vai morrer. — As palavras de Bobby fazem Dean cair na real, eles não estão numa das melhores condições, tem que darem um jeito resolver isso logo de uma vez.

A forma física de Adam vai se tornando cada vez mais etérea, mais intangível tal qual um fantasma, em um ultimo instante olhando para Dean tenta dizer algo para o mais velho, contudo suas palavras são inaudíveis, ao mesmo tempo em que uma pequena lágrima lhe cai dos olhos.

O que aconteceu? Afinal, o que você fez com Adam. — Exclama Dean.

— Nada. Na verdade ele não passava de uma vaga lembrança do humano que um dia já foi. Mas confesso a você que eu fiquei muito surpresa com a ligação que mesmo sendo uma fragmentada memoria, ele conseguiu ter com os irmãos. A ponto de me trair. — Retruca Elisa para o loiro ainda mantendo uma expressão debochada. Em seguida ela prossegue. — Agora chega dessa brincadeira de gato e rato, vou acabar com todos de uma vez. E isso inclui você também Sammy.

A bruxa vira-se percorrendo os olhos por todos os cantos da sala tentando localizar Sam. — Vamos Sammy. Pra que dificultar as coisas, quanto mais você resistir pior será para todos. Se entregue e lhe garantirei uma morte indolor. — A gargalhada ecoa pelo recinto, seus passos lentos acompanham seu olhar observador.

Sam está atrás de uma parede a poucos metros de Elisa, o ferimento causado por Adam dói forte, só o esforço para respirar já é demasiado. O moreno procura acalmar-se, respirar devagar, ele sabe que na sua atual condição só terá uma chance para derrubar sua inimiga, se falhar, não só terá falhado consigo mesmo como também com seu irmão, com Bobby, com todos que sempre acreditaram e confiaram nele. Por mais leve que Elise pise no chão de madeira tentando encobrir sua posição, o pequeno atrito do salto com a madeira é suficiente para ouvidos muito bem treinados de anos como caçador. Sam sabe por qual caminho ela está vindo, sabe onde ela está com exatidão total.

Ungh! Não da, não adianta. Ela nem está prestando atenção em nós e, mesmo assim não consigo me libertar. — Reclama Dean, depois de uma tentativa frustrada de se libertar da pressão que o prende a parede.

Com certeza, ela é bem diferente de todas as bruxas que enfrentamos até agora. Não podemos esquecer que ela vendeu sua alma para obter o poder que possui agora. O que podemos fazer é torcer para que Sam consiga pega-la.

Movimentando-se sorrateiro pela parede que lhe oculta, Sam vai dirigindo-se ao lado oposto por aonde Elisa vem, ele pretende usar o elemento surpresa e, assim ele procede. Muito astuto Sam joga ao chão um objeto qualquer no chão do mesmo lado que está Elisa ouve: — Sam, querendo me pegar com um truque tão antigo quanto à própria terra. Você acha mesmo que eu sou tão idiota assim?

— Bom, o truque não é tão velho assim, é novo eu acho. — Fala Sam já em cima de Elisa. Ela tenta apontar sua mão para Sam, mas é impedida pelo mesmo. Sam agarra firmes seus pulsos abrindo seus braços para os lados. — Desta vez não. — Diz o moreno com voz firme, para em seguida aplicar três cabeçadas contra Elisa, ele sente seu ferimento lateral abrir mais. Elisa cambaleia para trás batendo em uma estante, Sam pega o punhal cravando no seu abdômen. A morena agarra o punhal arregalando os olhos e com a boca entre aberta.

À medida que a vida vai esvaindo-se do seu corpo, Elisa começa a secar pouco a pouco, seus cabelos caem, sua pela vai dissecando até que não reste mais nada além de um amontoado de ossos no chão. Sam suspira aliviado. Dean e Bobby caem no chão assim que Elisa morre.

Dean e Bobby correm até Sam rapidamente, o loiro abraça seu irmão caçula, de uma maneira muito mais que um simples abraço de irmão. Nesse momento Bobby entende o que Elisa havia lhe dito dias antes, agora Bobby sente que os seus “meninos” tem uma ligação muito maior que laços fraternais, que o amor que sentem um pelo o outro é muito mais que amor de irmãos. E isso para Bobby pouco importa o que ele quer, deseja do fundo do seu coração é que seus meninos sejam felizes, isso é o que importa nada mais.

Ei devagar com o abraço Dean. — Fala Sam sentindo muita dor com o forte abraço do mais velho.

Desculpe Sam.

— Vem, ponha ele aqui Dean. — Diz Bobby ajeitando o sofá para deitar Sam ali.

Porém nesse momento, uma forte e estrondosa explosão ocorre onde estavam os ossos de Elisa, chamando claro, a atenção dos nossos três heróis, Dean, Sam e Bobby.

O QUE É QUE FOI AGORA MERDA. — Exclama auto o loiro arregalando os olhos em direção de onde veio à explosão, tendo Sam apoiado em seus ombros. Sam e Bobby ficam tão boquiabertos quanto.

Os ossos de Elisa começam a dar forma a uma criatura demoníaca, sua pele assume uma cor vermelha, duas asas enorme, três chifres na cabeça, dois nas laterais e um no centro, pés de bode e uma longa e grossa calda com duas vezes o comprimento do seu tamanho que é maior que dois metros. O demônio olha para os três rosnando como um cão raivoso.

O Bobby? Fala para mim que você sabe o que é isso ai na nossa frente e, como destruí-la.

— Desculpa Dean. Mas eu não faço a menor ideia do que diabos é essa coisa.

O demônio começa a caminhar em direção aos três caçadores, eles começam a caminhar de costas para trás recuando num primeiro momento.

Notas finais
Comentar não dói né "gentem" o.O