Desejos Pecaminosos
6 Capítulo - 06 - Conflito Winchester
Notas iniciais

O impala estaciona de um modo bem abrupto, Adam que dormira quase toda a exaustiva viagem acorda com o forte solavanco do carro, ele esfrega os olhos enquanto Dean sai rápido do impala. A porta está trancada Sam que acabou dormindo em meio aos livros em cima da mesa, desperta com as firmes batidas do irmão.
Quando Sam abre a porta Dean da um forte abraço no moreno, que não entende o que está a acontecer, ele sente seu corpo ser puxado pelo irmão, aquilo é tão bom, tão gostoso pensa Sam. Então mesmo sem entender o porquê do gesto do mais velho o abraça de mesma forma, com a mesma intensidade que o outro, seus corpos se encontram como matando uma imensa saudade, seus rostos se tocam como pedindo por aquele contato, um passeia as mãos nas costas do outro as massageando. Sam sente uma excitação com o toque do seu corpo com o do Dean, agradecendo por estar vestindo uma cueca justa e uma grossa calça jeans que prende forte seu membro despertando, mesmo assim prefere não arriscar que o irmão perceba desfazendo ao abraço entre eles. Ao desfazerem o abraço, Sam olha fundo nos olhos do loiro, sem notar sua atitude ele pega de leve o queixo do mais velho lhe indagando um pouco aflito: — Dean o que houve, aconteceu alguma coisa?
O loiro arqueia as sobrancelhas e pergunta ao moreno: — Sam, porque está segurando meu rosto como se eu fosse a sua namoradinha? — Muito sem jeito, com o rosto bastante corado, o moreno para com o gesto, sacudindo a cabeça pondo as mãos na cintura, depois passa a mão nos cabelos disfarçando prossegue.
— É que... Ah Dean, o que foi aquilo? Porque aquele abraço?
— Nada Sammy. Só estava preocupado com você e, fiquei feliz por você estar bem. Você ficou aqui sozinho com o Bobby podia ter acontecido alguma coisa com você, ou com vocês dois. — Diz Dean um pouco nervoso. Pois ele sabe que é muito mais do que contou. Sim Dean temeu acontecer qualquer coisa com Sam, mas o abraço era por um motivo que está guardado no fundo do seu coração, que infelizmente não pode ser dito, nem compartilhado com ninguém.
Adam olha de longe com um olhar de indignação, isso não está certo, não pode acontecer. Dean Winchester é seu e de mais ninguém, ninguém vai ficar em seu caminho, nem que para isso ele tenha que matar. Ele caminha aproximando-se dos irmãos, interrompendo aquilo que pensa ser uma ameaça para a sua relação com Dean, uma relação existe apenas para Adam.
— Dean, eu...
Nem tem tempo de terminar o que iria dizer e Dean muito severo interrompe o menor. — Agora não Adam. Não vê que eu e o Sam temos assuntos importantes a tratar. Da um tempo, por favor. — Adam se cala enfurecendo-se cada vez mais com o distanciamento do mais velho para consigo. Dean volta sua atenção para Sam.
— Alguma novidade a respeito do estado do Bobby?
— Duas. Uma boa é outra ruim, qual você quer primeiro? — Nisso eles começam a entrar na casa. Dean pede para que Adam traga as coisas que estão no impala. Na mesa onde Sam dormira.
— Manda à boa. — Diz o loiro escorando as mãos na mesa. Sam pega um dos livros abre em uma determinada página relatando ao mais velho o que descobriu.
— Trata-se de um feitiço de lamas Dean. Alguém roubou a alma do Bobby prendendo-a em algum lugar fora de seu corpo.
Dando uma ligeira balançada na cabeça o loiro fala: — Depois disso fico até com medo de perguntar qual é a ruim, mas vai lá prossiga Sam.
— A ruim. — Sam respira fundo. — É que se não encontrarmos e devolvermos a alma de Bobby de volta para o seu corpo em sete dias, ele morre.
— Boa, era só o que faltava. Nem sabemos quem fez isso com ele ou porque, como vamos saber onde diabo está a sua alma.
— Temos um problemão nas mãos e nem conseguimos resolver o caso das pessoas que desapareceram. Mas Dean, esquecendo um pouco tudo isso. Porque você e Adam só chegaram agora de manhã, porque demoraram tanto?
Pego de surpresa com a pergunta de Sam, o loiro por um milésimo de segundo pensa em dizer a verdade a respeito de Adam, porém teria que falar também do que ele e Adam fizeram com medo da reação do irmão Dean acaba por não contar nada e mente.
— Ah Sammy. Eu estava muito cansado de dirigir, encostei-me à cama para descansar e acabei dormindo, Adam não quis me acordar. Foi só isso, nada de mais. — Fala Dean meio sem jeito, corado. Sam percebe.
Os Irmãos Winchester decidem fazer uma busca mais detalhada na residência e arredores para ver se conseguem qualquer pista que seja que possa os levar a quem ou o que fez aquilo com o Bobby. Depois de horas de busca o resultando, todavia são insatisfatório, eles não encontram nada.
Dean senta num sofá próximo a Bobby, Sam numa cadeira, ambos pensativos e temerosos, quanto ao destino do amigo, na cozinha Adam prepara algo para eles comerem, o garoto tira um pequeno envelope de papel do bolso pondo o seu conteúdo num dos copos com suco. Ele leva uma bandeja que tem dois sucos um pedaço de torta e um sanduiche para a sala, o copo no qual colocou o misterioso pó Adam oferece a Dean junto com a torta, Sam ele manda se servir.
— Obrigado Adam. — Ironiza Sam.
Depois de se alimentarem e de horas e horas de mais buscas atrás de uma solução para poderem salvar seu amigo Bobby que foram desde pesquisas na net feitas por Sam como ligações de Dean para caçadores conhecidos e amigos como Rufus Turner e outros, os irmãos são vencidos pelo cansaço por hora. Sam acaba cochilando com o notebook aberto em seu colo sentado em uma poltrona, Dean dorme debruçado sobre a mesa. Isso da ao Adam a oportunidade perfeita que ele tanto queria para poder ter Dean mais uma vez para si, ele pega Dean na mesa acordando ao menos um pouco o mais velho que está bem sonolento.
— Vem Dean, vem dormir na cama. — Fala o menor passando o braço de Dean em seu ombro.
— Adam não... Espere... — Balbucia Dean sendo levado pelo menor para o quarto de Bobby. Chegando ao quarto Adam deita o irmão na cama, abre sua calça tirando seu membro que está descansado para fora e o abocanha. Nem meio minuto, o membro de Dean está duro, rijo, o loiro maior geme sentindo o interior da úmida boca em que está seu membro.
Na velha mansão abandonada, a jovem feiticeira desce ao porão onde estão as criaturas controladas por ela em estado de transe, uma a uma vão sendo acordadas e soltas de suas jaulas.
— Venham meus amores. Já cansei de me divertir com aqueles dois imbecis, é hora de dar um fim nos Irmãos Winchester de uma vez por todas. — Fala a jovem virando-se e saindo do casarão. No lado de fora ela continua.
— Vão, cerquem a casa, mas não ataquem até que eu ordene. — As criaturas partem seguindo as ordens de sua mestra. — Eu quero ver com os meus próprios olhos o fim desses dois malditos.
A jovem dirige-se ao carro estacionado perto do casarão, entra e arranca aceleradamente rumo à casa de Bobby onde estão Dean e Sam para dar cabo às vidas dos dois irmãos responsáveis pela morte de sua irmã, ao menos assim pensa a misteriosa jovem.
Sam desperta do sono, ele passa a mão no rosto e na boca limpando a baba que lhe caia, tira o notebook de seu colo pondo-o em cima de uma mesinha ao lado. Ele olha para Bobby que continua do mesmo jeito, o que faz seu olhar entristecer-se um pouco.
Não vendo Dean e nem Adam, Sam começa a procura-los pela casa chamando-os, vai à porta abrindo-a para ver se estão do lado se fora e nada, voltando para dentro vai para o quarto de Bobby à medida que se aproxima o moreno começa a ouvir gemidos vindos de dentro do quarto. Ele procura fazer menos barulho possível aproximando-se sorrateiro, gira vagarosamente a maçaneta, quando a porta abre a imagem que Sam vislumbra é algo para ele impensável, ele fica estático sem conseguir ter qualquer tipo de reação com o que os seus olhos lhe mostram.
Dean está de costa para a porta, a pele clara de seu corpo nu se derramando em suor, faz Sam engolir seca, o loiro maior está de em pé de joelhos na cama, Adam sentado em seu colo fazendo um sobe e desce em cima do irmão gemendo como uma verdadeira cadela no cio. Os brações fortes de Dean envolvendo o corpo do menor faz nascer em Sam uma ponta de ciúmes que ele não pode negar.
Adam abraça forte, os braços no pescoço do mais velho e, agora é Dean que faz o movimento de entra e sai com o seu membro para dentro de Adam que abre os olhos e vê Sam parado na porta a observa-los. O menor sorri diabólico para o moreno zombando do mesmo.
Sam enche os peitos e solta um sonora e muito alto: — DEAN!
A voz de Sam faz com que pare de mover seus quadris, lentamente ele vai virando o rosto para a porta e tudo o que o loiro maior menos queria que acontecesse, acontece. Sam está ali olhando para ele e Adam junto. No olhar de Sam há uma mistura de reprovação, de ódio, e até mesmo de tristeza. Dean pode ver chegando a sentir o quanto feriu o seu amado e doce Sam.
Repentino Sam bate a porta do quarto e sai furioso com passos largos e pesados, que são capazes de ser ouvido por Dean, esse por sua vez tira Adam de cima de si empurrando-o sobre a cama. — Saia! — Dean levanta da cama pegando sua calça jeans surrada no chão, ele a veste guardando o pau bastante ereto ainda dentro dela e, sai correndo atrás do irmão gritando-o pela casa. Sala, cozinha, Sam não está, o loiro abre a porta então vê o irmão com os braços apoiados em cima de um dos muitos carros velhos que ali tem.
O mais velho dos Irmãos Winchesters aproxima-se devagar do outro, Dean para ao lado de Sam num grande nervosismo, as palavras lhe trancam na garganta, ele não sabe ou não consegue falar, com um enorme esforça as primeiras começam a sair.
— Sam olha... Eu... Eu queria que você... Que você pudesse entender...
O moreno continua a fitar o longínquo com o olhar para frente, aos poucos ele vai virando seu rosto para o irmão lhe falando: — Dean! Você estava fodendo o Adam! Fodendo Dean! — Dean engole seco.
— Desde quando Dean? Desde quando Dean Winchester, o maior pegador de todos anda por ai se esfregando em machos? — Num rompante Sam pega o irmão pelos braços virando-o de costas para si, ele bate pressionando o corpo do mesmo contra um carro e continua: — Você gosta de homens Dean? Você gosta disso? — Sam passa a mão na firme bunda do mais velho. Dean se solta do mais novo virando-se de frente para ele, olha fundo e intensamente nos olhos de Sam lhe dizendo: — Sim Sammy, eu gosto. Não com qualquer um, mas gosto.
Ao ouvir as palavras de Dean, o moreno o olha compenetrado: — Desde quando Dean? Eu... Eu... — As palavras travam.
— Desde que eu fui iniciado pelo nosso Pai, Sam.
— Iniciado?! Pelo nosso Pai. Como assim Dean... Do que você está falando?!
O loiro da uns dois, três passos para frente ficando de costa para Sam, ele ergue a cabeça para cima olhando para o alto, respira fundo enchendo seus pulmões de ar, vira-se de volta para o irmão. Sam observa Dean atento, ele não fala nada, sente que o que o irmão tem a lhe falar é algo muito sério e parece estar buscando forças para isso, buscando forças para falar algo sobre seu pai que Sam não sabe algo que parece um segredo que Dean carregou consigo durante todo esse tempo sozinho.
Depois de alguns instantes de silêncio entre os dois Sam diz baixo: — Dean. — O irmão lhe olha com um belo sorriso em seus carnudos lábios que Sam tanto adora. Ele senta em ferro velho qualquer de um carro cruzando as suas mãos e diz: — Tudo bem Sammy. Eu vou lhe contar sobre o dia que eu me perdi em prazer nos braços de nosso pai. No dia em que eu fui iniciado por John Winchester.
Notas finais
Uma dúvida, a imagem para a capa do capítulo com o Dean jovem (17 anos), uso uma do Dean da série ou uma do Jensen jovem?
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