Desejos Pecaminosos

1 Capítulo - 01 - Dívidas do Passado


Notas iniciais
Pra quem ler, desejo uma boa leitura e espero que curtam. ;)

Um novo dia se inicia na vida dos Irmãos Winchesters, Dean é o primeiro a despertar, ele senta na cama vestindo só como uma boxer preta. De frente para a cama de Sam que está bem ao lado da sua, o loiro passa ambas as mãos no rosto no sentido de cima para baixo, ele olha para o irmão caçula dormindo de bruços com o fino lençol lhe tampando apenas das coxas para baixo, o que deixa sua definida bunda a mostra coberta apenas pela justa cueca preta que veste. O olhar de Dean fica fixo nessa parte do corpo do Sam por um bom tempo. Pensamentos que talvez se pense nunca ter em vida assombra sua mente, porém o seu devaneio é interrompido quando o mais jovem começa a dar sinais de acordar de seu sono.

Ainda sonolento Sam vira para o lado do irmão que o admira de uma forma que chega a constrangê-lo, em meio a um bocejo Sam indaga o irmão.

Ah... Oh... Que foi Dean?

Tentando disfarçar por ter sido pego desprevenido o loiro retruca: — Nada Sammy, estava longe. Nem percebi que tinha acordado. — Sam levanta da cama pelo lado de Dean, ele está excitadíssimo, seu membro parece querer escapar para fora da pequena peça que lhe prende.

Oh Sammy! Cara você precisa transar mais. Tira isso da minha frente e, vê se você vai logo para o banheiro, eu vou depois que você der um jeito nisso. — Fala o loiro com cara de quem comeu e não gostou, pelo menos aparentemente. Sammy não responde nada, apenas faz o que o mais velho sugeriu e vai para o banheiro.

Depois que o irmão caçula entra no banheiro e ouve o som do chuveiro ligado Dean levanta lentamente se esforçando para fazer o menos barulho possível indo até a porta do banheiro. Em sua mente ele se pergunta do porque estar fazendo aquilo, mas isso não o impede de continuar, ele abre a porta devagar e fica ali vendo seu irmão se banhar.

O corpo de Sam lhe chama a atenção de tal forma que Dean não consegue resistir, pela pequena fresta ele vislumbra agora totalmente nua a linda bunda de seu irmão, suas coxas grossas, sua máscula costa e tudo o mais que seus olhos esmeraldas poderem alcançar. Dean fica hipnotizado com a visão que tem em seus pensamentos ele se reprende veemente do que faz, ele deseja seu irmão caçula, ele quer deitar-se com ele, sentir seu cheiro de perto, sentir seu gosto, sentir o corpo do irmão no seu, ele quer transar com seu irmão, "transar com seu irmão". E esse desejo por si só, faz com que Dean anoje-se de si mesmo. Dean não consegue entender o porquê desses desejos, a única coisa que ele entende é que isso é errado, e que está se tornando uma pessoa muito pior do que pensa que já é. O que diria Sam se soubesse dessas atrocidades que vagueiam por sua mente? O irmão com certeza o acharia um pervertido, um anormal e o abandonaria. Por isso nem por um segundo que seja ele deve deixar que Sam ao menos desconfiasse dessas barbaridades, desses seus desejos doentios.

Dean abandona seus pensamentos se retirando dali quando Sam está para terminar o banho, voltando para cama, sentando-se nela fazendo parecer que nunca havia saído dali. O moreno sai do banho enrolado em uma toalha branca.

Pronto, pode ir Dean. — Quando o mais velho se levanta passando por ele, Sam não deixa de perceber uma leve excitação no mais velho. —Parece que não sou o único aqui a precisar de uma transada. — Fala tirando certo sarro de Dean.

Enquanto Dean está no banho, Sam se arruma e vai buscar alguma coisa para eles fazerem o dejejum no quarto mesmo Durante o pequeno trajeto, sendo que tem uma loja de conveniências bem próxima do hotel em que estão Sam tem uma leve sensação de estar sendo seguido, observado, volta o olhar algumas vezes para trás, porém nada vê. Segue seu caminho sempre com a sensação de ter algo atrás de si que não lhe deixa em paz.

Ao voltar Dean já está pronto. Eles sentam-se à mesa para tomar o café da manhã, Sam abre o notebook e começa a pesquisar para ver se encontra algum caso para eles pela net.

Então Sammy, alguma coisa. — Pergunta Dean com a boca cheia.

Dean, por favor, primeiro come certo? E não, por enquanto nada, você poderia ligar para o Bobby também pra ver se ele tem alguma coisa pra gente.

Com aquele velho sorriso safado de canto Dean indaga o irmão caçula: — Depois Sammy, agora eu quero que você me diga com o que você estava sonhando essa noite pra ter acordado daquele jeito hein maninho. Devia ser uma gostosa e tanto.

Deixa de bobagens Dean. Vamos terminar o café e ver se achamos logo algo para por o pé na estrada.

Sammy! Como você gosta de ser estraga prazeres.

Samuel Winchester não houve as últimas palavras do mais velho, nesse momento agora é ele quem está perdido em devaneios, ele leva à xícara de café a boca e em sua mente ele se pergunta como dizer para Dean que era com ele que estava sonhando, que foi ele o responsável por ter ficado naquele estado de enorme excitação. Como dizer para Dean que quer toma-lo em seus braços e faze-lo seu, quer beijar sua boca de lábios carnudos, quer acarinhar seu rosto, que quer deita-lo em uma cama e ama-lo de uma maneira que ninguém nunca o amou. Não, Sam não pode dizer isso para o seu irmão e muito menos o deixar perceber que seus sentimentos pelo mais velho estão anos luz de um simples amor fraternal, que o seu amor agora após todo esse tempo juntos, é um amor carnal, um amor de desejo, um amor de homem.

Como poderia dizer a Dean que não só porque é seu irmão, não só porque é o melhor caçador que ele conhece o tem como espelho, mas sim porque o ama como um homem, como o mais lindo e forte de todos os homens que já conheceu até aqui em sua vida. Como poderia dizer que quer que seus lábios se toquem que seus corpos se encontrem e sejam um do outro se amando sem qualquer tipo de barreira ou pudor. Não mesmo, Sam não pode nem sequer imaginar Dean sabendo disso, ele não entenderia de maneira alguma, não o Dean Winchester que ele conhece bem, o maior pegador de mulheres que já viu. Dean com toda a certeza o socaria até não poder mais, o chamaria de todas as coisas absurdas e horrendas que lhe viesse à mente. O que Sam deve fazer é sufocar esse amor no peito por mais que lhe doa Dean nunca deve saber disso, jamais. Esse desejo, esse amor nunca irá se consolidar, isso é algo inconcebível, é assim que Sam tem que pensar e viver ao lado de seu irmão, ao lado do homem que ama.

O rompante de Dean se levantando tira Sam de seus pensamentos, ele vai até a sua cama sentando na beirada dela, pega o celular num cômodo ao lado e liga para o homem que tem como o mais perto de um pai, Bobby Singer.

E ai Bobby como vai?

Fala garoto, o que manda?

Estamos na estaca zero aqui. Então liguei pra ver se você tem alguma coisa pra nós.

Não Dean, eu não tenho nada pra vocês aqui. Por enquanto está tudo calmo.

Certo! Ei Bobby, está tudo bem com você?

Claro Dean, e porque não estaria? Vá procurar o que fazer e pare de me encher a paciência.

Ok desligando. — Fala o loiro olhando com cara de espantado no celular. Com a bronca de graça que levou de Bobby.

Nossa, devo ter pegado ele num péssimo dia. É Sammy nem o Bobby tem nada pra nós, ele falou que está tudo calmo por lá também. O que será isso? Será que todas as aberrações do mundo resolveram tirar férias, ou estão em algum tipo de convenção macabra?

Vai saber Dean.

Na casa de Bobby Singer as coisas não estão nada boas para o velho caçador, quem larga o telefone no gancho não é Bobby e sim uma linda mulher morena de longos cabelos negros que imitara a sua voz. Bobby está amarrado a uma cadeira totalmente a mercê da enigmática mulher.

Agora eles vão ficar paradinhos onde estão. Pelo menos o tempo necessário de que eu preciso.

Quem é você? O que quer com os garotos? — Pergunta Bobby um tanto aflito. A jovem mulher caminha até a cadeira onde Bobby está imobilizado ficando atrás de Bobby, se curva até o seu ouvido lhe falando baixo: — O que eu quero com os seus meninos? Simples, mata-los. Da mesma forma que mataram a minha irmã.

Sua irmã?! Meus garotos não saem por ai matando gente inocente, isso só pode ter acontecido se ela tivesse possuída por algum demônio. Caso contrário eu jamais acreditarei em algo assim.

A mulher puxa uma cadeira e senta-se na frente de Bobby: — Verdade. Afinal chegamos nesse ponto por que a água benta que você me deu só funciona em criaturas dessa natureza, não é mesmo? Porém não com uma Bruxa. Agora escute aqui seu velho, “os seus meninos" mataram minha irmã Elisabeth e eu vou mata-los de mesmo modo, só que antes vou me divertir um pouco.

Se divertir? Como? — Indaga Bobby, temendo o pior.

Ela levanta vai até Bobby mais uma vez lhe assegurando e apertando forte a bochecha: — Ora, não vai querer me dizer que uma raposa velha como você não percebeu que o que uni aqueles dois é algo muito mais forte que esse blábláblá todo de irmãos. Você sabe muito bem o que um sente pelo o outro apesar de nenhum dos dois admitir, não sabe? E é nesse ponto que eu vou ataca-los, sei que pode ser arriscado brincar com os famosos e lendários Irmãos Winchesters, mas prefiro correr o risco, afinal à vingança é um prato que se como frio como dizem.

Não sei do que você está falando. Mas insisto que você está equivocada, ainda há tempo pra fazer o que é certo, garota.

Não Bobby Singer. Eu não tenho mais tempo, eu já não tenho nem mais uma alma. Como sabe. Ganhar poderes de um demônio custa caro.

Em nome de Deus, o que foi que você fez?!

Deus não tem nada a ver com isso. Eu fiquei forte vendendo minha alma, fiquei muito forte para poder acabar, com esses dois miseráveis. Nada de patuás e essas baboseiras de alquimia, eu fui, além disso, estou falando de poder Bobby, poder de verdade, entendeu? Mas no seu caso não se preocupe, eu não tenho intenção alguma de mata-lo, não tenho nada contra você, ao menos por enquanto. Só que não vou deixa-lo interferir nos meus assuntos com “os seus meninos".

A mulher que quer a cabeça dos Winchesters levanta-se saindo da casa, antes de atravessar a porta ela vira a cabeça olhando Bobby e lhe fala com um sorriso na face: — Ainda que consiga se soltar dessas amarras, o que eu não duvido. Não serás páreo para os meus bonecos que estão do lado de fora vigiando cada buraco dessa espelunca. Você está sem energia, sem telefone, e vou levar o celular, como vê, estou lhe dando uma chance, velho, não a desperdice.

Com essas últimas palavras que mais serviram como um aviso para Bobby ela parte deixando um velho caçador muito irado para trás.

Se essa vadia dos infernos pensa que vou ficar aqui sentado sem fazer nada para ajudar meus garotos, ela está muito enganada. — Esbraveja alto Bobby.

No hotel em que os irmãos estão hospedados, eles se preparam para partir arrumando tudo em suas mochilas e vestidos como de costume para mais uma caçada.

Pode não ser nada Dean, mas foi o melhor que consegui, não custa nada nós darmos uma olhada.

Eu ainda preferia dar uma relaxada em uma boate com algumas gostosas Sammy. Do que sair por ai atrás de algo tão incerto como esse caso que você nos arrumou. — Retruca o loiro socando as coisas em sua mochila. Algo bem a ala Dean Winchester.

Prontos para sair os irmãos se dirigem a porta, quando a abrem dão de cara com alguém que com certeza jamais pensariam em vê-lo de novo deixando os dois irmãos completamente atordoados e paralisados, pelo grande espanto que sentem ao verem seu falecido irmão Adam Milligan, aquele que havia ficado trancado dentro da jaula com o Arcanjo Miguel e o Anjo caído Lúcifer.

Com as duas mãos nos bolsos da calça e cabeça meio cabisbaixa olhando para os irmãos Adam, diz: — Oi Dean, Oi Sam. Será que eu poderia ficar com vocês dois? Eu não tenho mais ninguém agora exceto vocês.

Notas finais
E então gostou? Sim, não.
Pode deixar um comentário se quiser seja qual for a sua opinião. Ou se tiver sugestões e criticas também são bem vindas. Desculpa qualquer erro que tenha passado, só pra lembrar, não sou escritor, mas gosto de escrever e estou curtindo de compartilhar o que escrevo. Até Mais. :0