Desejos Pecaminosos

2 Capítulo - 02 - Perigosa Tentação


Notas iniciais
Boa Leitura

A frente dos Irmãos Winchester está Adam Milligan, aquele que a pouco eles descobriram ser seu irmão mais novo, um filho que John Winchester teve fora de seu casamento. Os dois ficam atônitos perante o irmão caçula que julgavam nunca mais vê-lo novamente em suas vidas, eles estavam errados.

Sam é o primeiro a se refazer do estado estático em que se encontrava, indo até Adam abraçando o irmão. Ele o abraça forte com muita emoção, é correspondido com a mesma intensidade.

— Adam... Como isso?! É incrível. — Fala Sam mantendo uma de suas mãos no braço do menor, se virando pra Dean.

— Dean?

O mais velho dos irmãos, ainda bastante perplexo, caminha devagar em direção ao menor. Eles se abraçam, Adam aperta forte o mais velho, o que pega Dean de surpresa, principalmente com as palavras que sai da boca de Adam.

— Oh Dean. Eu tive muito medo, muito medo mesmo. Ainda bem que você está aqui agora. Você vai me proteger não vai Dean. Por favor, Dean. Proteja-me.

Dean ainda com os braços abertos sendo abraçado de uma maneira que não esperava, vira o rosto olhando para Sam, com uma expressão de "o que eu faço?". Sam gesticula dizendo para Dean abraçar o jovem também e lhe confortar. O loiro assim o faz, apertando tão forte e caloroso quanto o menor dos Winchesters.

O maior põem as duas mãos nos ombros do menor. Olha firme em seu rosto lhe dizendo: — Vai ficar tudo bem Adam. Não deixaremos nada acontecer com você, entendeu? Nada.

O menor sorri alegre: — Eu sei Dean. Junto com você o melhor caçador de todos eu me sinto seguro.

Com as palavras de Adam, Dean põem um sorriso envaidecido no rosto, vira-se para Sam de novo como se dissesse, "viu só". Sam balança a cabeça e se chaga mais perto dos irmãos, eles entram no quarto, Dean fecha a porta. Sam senta com Adam em sua cama pedindo para ele que conte tudo o que aconteceu. Dean senta-se na sua cama. Adam relata aos irmãos tudo de que se lembra.

— Eu acordei em casa, estava no chão nu. Levantei-me, me vesti e então comecei a procurar por vocês. Por mais absurdo que possa parecer e não me perguntem como, mas eu sabia exatamente onde vocês estavam. E aqui estou eu.

— Você não se lembra de nada, não se lembra de Miguel, Lúcifer e tudo mais. — Pergunta Dean, arqueando uma das sobrancelhas.

— Sim, Dean eu me lembro de tudo isso. Até a hora em que eu e Sam caímos no buraco. Desse ponto depois só me lembro de estar no em casa.

Sam passa um braço no ombro de Adam: — É melhor assim Adam, pode apostar. E não precisa se preocupar você vai ficar conosco e nós vamos protegê-lo, nem anjo, nem demônio, ou seja, lá o que for fará mal a você outra vez.

— Eu sei Sam. Ao lado de Dean eu tenho certeza de estar bem seguro. — Diz o menor levantando-se e sentando do lado de Dean, abraçando o irmão pela cintura e encostando sua cabeça em seu peito. O loiro mais uma vez fica envaidecido, e talvez isso faça com que não perceba a forma carinhosa que lhe abraça e se aconchega em peito. Para Dean o irmão caçula está apenas com medo.

Antes que alguém diga mais alguma coisa, batidas são feitas na porta do quarto, Dean se desvencilha de Adam e vai atendê-la. Quando se afasta o suficiente Sam indaga Adam, se fora ele quem o estava seguindo hoje mais cedo. Adam lhe diz que não, que havia chegado nesse exato momento.

Na porta o Senhorio do hotel, um homem de meia idade, magro alerta Dean que eles têm que pagar mais uma diária ou deixar o estabelecimento de imediato. Dean lhe diz que eles já estão saindo.

O mais velho se achega aos irmãos, pede para Adam se levantar, eles ficam frente a frente e Dean lhe fala: — Presta atenção, eu o Sammy não temos uma vida fácil, corremos muito perigo o tempo todo. Eu não gosto da ideia de ter que me preocupar com mais um, mas você tem razão, é nosso irmão e somos tudo o que tem agora, vamos cuidar de você. Agora, você vai fazer tudo o que mandarmos. Eu não quero desobediência de maneira alguma Adam, estamos entendidos.

— Pode deixar Dean, farei tudo o que você quiser, do jeito que você quiser meu irmão. Afinal você é o mais velho, você sabe o que é melhor pra nós. Você manda nós obedecemos. Não é Sam? — Adam mais uma vez abraça Dean, e olha para Sam com um sorriso enigmático.

Eles começam a colocar suas coisas no impala, quando Sam e Dean ficam a sós no quarto Sam indaga o irmão: — Dean você não acha que tem alguma coisa errada com o Adam.

— Como assim errada? Sammy se eu fosse você seguia o modo do Adam. Viu quando ele falou que eu sei o que é melhor para vocês, e a parte que vocês têm que me obedecer, vai por mim Sammy. Ele sabe o que fala.

— Dean, por favor. Vai dizer que não percebeu?

— Percebeu o que Sammy? — Retruca Dean, abrindo os braços.

— A maneira como ele abraça você, não me parece o abraço de um irmão, parece mais um... — Sam não termina a frase.

— Parece o que Sam? Fale.

— Parece mais, uma namorada abraçando o namorado, o modo como ele põe a cabeça no seu peito, parece uma mulher abraçando um homem,

— Ora Sammy! O que é isso, o garoto só está assustado com tudo o que passou, deixa de bobagens.

— Ei vocês vão vir ou não? — Pergunta Adam da porta interrompendo os irmãos.

Os três se dirigem para o impala, Adam senta atrás Sam e Dean na frente, o mais velho dirige e eles partem para Chicago em Illinois, onde há uma suspeita de misteriosos desaparecimentos de pessoas.

Na casa de Bobby o veterano caçador conseguiu se desvencilhar das amarras que o prendiam, ele olha por algumas janelas e constata que sua casa está completamente cercada por vários tipos de criaturas já enfrentadas por ele e por qualquer outro bom caçador. Bobby consegue avistar um lobisomem, um homem comum que ao que tudo indica deve se tratar de um metamorfo, um Djinn e um Wendigo.

Como experiente caçador Bobby nota duas falhas na estratégia da garota, são várias criaturas, mas a maioria é vulnerável a prata, material que todo caçador tem a sua disposição, depois elas estão separadas cada uma cuidando de uma saída da casa, o que dará condições para que ele enfrente uma a uma.

Com seu plano traçado Bobby põem um punhal na cintura, carrega uma shotgun cano longo, toma um gole de querosene e termina pondo um isqueiro no bolso. Bobby abre a porta o lobisomem é o primeiro a vir para cima dele, um tiro certeiro do velho é o suficiente para tirar a primeira criatura de seu caminho, as outras criaturas são atraídas pelos estrondos, o homem negro de grande porte que parecem aqueles leões de chácara é o segundo, mais um tiro e chão, como Bobby suspeitava era um metamorfo. O Wendigo é o próximo, um tiro da shotgun derruba a criatura no chão e antes que ela se levante, Bobby cospe a querosene em cima dela e em seguida ascende o isqueiro incendiando a mesma.

Bobby espera pelo Djinn, mas esse não vem, ele da à volta na casa, procura por todo o terreno e nada, o velho caçador da uma forte bufada com as mãos na cintura e arruma o boné na cabeça. Vai até o seu carro e nota que dois pneus estão furados. — Vadia! — Exclama auto Bobby chutando o pneu. Ele então começa a caminhar indo em direção à rua, precisa dar um jeito de avisar Dean e Sam do perigo que correm.

Os três agora Irmãos Winchesters chegam a Chicago, eles se hospedam em um hotel de estrada como de costume, a questão é que precisam de dois quartos, depois de se registrem.

— Como faremos agora? — Indaga Sam ao mais velho.

— Adam, você se importa em ficar sozinho no quarto. — Diz Dean ao menor. Adam com um pesar nos olhos demonstrando um medo visível responde: — Eu não quero ficar sozinho, quero ficar com você Dean. Por favor, não me deixe mais sozinho, nunca mais.

Dean e Sam se olham, assim eles resolvem que Dean e Adam ficarão no mesmo quarto e Sam dorme no outro. Após se instalarem Dean e Sam se preparam para irem à casa de uma mulher que foi dada como desaparecida há dois dias.

— Lembre-se do código para abrir a porta. Certo Adam.

— Pode deixar. Eu não vou esquecer. — Fala o menor para Dean com o sorriso fechando a porta.

Dean e Sam caminham até o impala. — Isso pra mim está muito estranho Dean. — Diz Sam abrindo a porta do Impala.

— Sammy, não começa com essa sua bobagem. O garoto passou maus bocados e está assustado nada de mais. Desse jeito eu vou acabar pensando que você está com ciúmes por ele se sentir seguro por estar ao meu lado, o maior caçador de todos. E não fui eu quem disse. — Fala o loiro ligando o carro com o sorriso faceiro. — Sam coça a testa fazendo uma expressão indignação.

Dean e Sam usam o disfarce de agentes federais, eles aguardam em uma ampla e espaçosa sala de estar aguardando a dona da casa, ela desce as escadas com elegância, é uma senhora aparentando por volta dos 50/60 anos, eles se apresentam se cumprimentam. Ela senta em um sofá estendendo a mão indicando para que os rapazes sentem no que está a sua frente. Sam é o primeiro a falar: — Bom. Senhora Firggs poderia nos contar como tudo aconteceu.

Com uma voz um tanto provocante e olhando sedutoramente para Sam mulher fala: — Claro meu lindo rapaz. Que mulher não responderia para um lindo ninfeto como você. — Dean franze a testa olhando para Sam com um sorriso sarrento no rosto. Sam pisa no pé do mesmo em protesto. A mulher começa a relatar o que sabe.

— Como todos os dias, a arrumadeira estava aqui embaixo passando o aspirador com o seu, o seu... Aquela coisa que eles usam no ouvido para escutar música hoje em dia. Tantas vezes que eu pedi para ela não fazer isso, se você soubesse como é... — Sam interrompe a Senhora pedindo para se atentar apenas aos fatos relevantes para o esclarecimento do caso.

— Oh me desculpe. Bem, continuando ela estava aqui embaixo à última vez que a vi, depois de um tempo fui à área de serviço para que me ajudasse com um problema no meu quarto e ela não estava lá, apesar de que já era hora dela estar passando a roupa. Sendo assim voltei aqui e, só encontrei suas roupas no chão com o aspirador ligado.

— Mas não houve nada, um grito, uma luta, alguma coisa bagunçada fora do lugar? — Pergunta Dean.

— Não, nada. Á princípio, eu pensei que havia abandonado o emprego, mas seus pais vieram aqui atrás dela por não ter voltado pra casa naquele dia. E foi assim que percebemos que a jovem Anita tinha desaparecido, como se tivesse evaporado no ar.

A conversa prossegue mais um pouco, porém sem muito a acrescentar ao caso, na hora de irem embora. — Muito obrigado por sua atenção senhora Firggs.

— Foi um grande prazer meu rapaz. Poderei dar algo mais do que atenção, basta você querer. — Diz a mulher insinuando-se despudoradamente para Sam. O moreno da um sorriso forçado virando as costas e se retirando dali a passos largos. Quando entram no impala Dean não deixa de zoar o irmão.

— Sammy, eu sinto cheiro de sexo no ar. — O loiro gargalha alto dando a partida no impala seguido de um, tapa na coxa de Sam apertando forte. O moreno fecha os olhos e chega a suspirar com o toque de Dean que lhe faz percorrer o corpo todo, uma gostosa sensação com o contato. Enquanto Dean segue dirigindo o impala, Sam o admira por alguns instantes e outros não querendo deixar muito na vista para o mais velho.

Eles passam por um bar de estrada e Dean resolve dar uma parada, o moreno protesta, mas não consegue resultado lhe restando acompanhar o loiro. O bar está lotado, toca uma musica country, Dean se achega no balcão pedindo uma bebida, Sam se senta em uma mesa em canto mais reservado olhando o movimento, o loiro fita o irmão com olhar de desejo, ao chegar a sua bebida um golaço é dado como se ele quisesse se embebedar para esquecer algo.

Uma jovem morena muito bonita em trajes provocantes, jaqueta sem manga, por baixo um tomara que caia minissaia e botas cano curto tudo em couro vinil se aproxima do loiro de modo insinuante: — Olá bonitão, sozinho? — Diz ela pegando o copo de Dean bebendo dele. O loiro da uma balançadinha de abrindo um sorriso safado na face — Agora não estou mais gata. Sam olha da mesa, por mais que não queira uma ponta de ciúme lhe toma o ser, ele levanta indo em direção aos dois, pega no braço do irmão dizendo: — Dean nós temos coisas importantes para fazer.

— Nós também temos que nos divertir Sammy. — Retruca mais velho.

A jovem fita Sam dos pés a cabeça, passa a mão nos peitos do moreno, sua unhas são grandes pintadas de preto, ela sorri muito maliciosamente, logo em põem entre os dois irmãos com um braço no ombro de cada um e diz: — Que tal nós três fazermos uma festinha juntos.

Dean mais uma vez sorri malicioso, Sam nem tanto. O moreno pede licença à moça levando Dean para a fora do bar dizendo que precisa lhe falar a sós.

Bobby chega a um telefone público, está quebrado. Ele pragueja um palavrão quer e continuar a andar, faz sinal para um carro que passa por si em resultado, o carro segue reto, de novo o velho caçador pragueja.

No lado de fora do bar Dean e Sam seguem conversando sobre a proposta da provocante jovem.

— Dean o que pensa que está fazendo?! — Indaga surpreso o maior.

— Ah vamos Sammy, qual é?

Dean você quer mesmo fazer isso? Quer dizer... Nós dois... Com ela?

— E porque não Sammy? Você vai dizer que está com vergonha que eu veja o seu pintinho. — Fala o loiro fazendo graça com a mão.

— Não tem nada de pintinho aqui Dean, isso eu posso te garantir. — Retruca Sam sério.

— Olha, então vamos lá Sammy. Vamos dar um trato nessa gata. Ela quer Winchester em dobro, vamos fazê-la feliz.

Para o loiro essa é uma oportunidade perfeita para estar com o seu irmão em uma cama, mesmo que não seja exatamente da maneira como queria que fosse, para o moreno nem tanto, ele não quer dividir o seu irmão com ninguém, a ideia por si só já o anoja.

A jovem morena sai, caminha com passos sensuais, sorriso e olhar sedutor chega bem perto dos dois indagando: — E então rapazes, o que é que vocês tem a me dizer, já se decidiram?

Dean olha para o irmão fazendo sinal para que ele aceite a proposta da moça.

Notas finais
Atualizações entre 07 e 10 dias, se não houver contra tempo.