Desejos Fatais
7 Momentos de medo constantes
Notas iniciais
A passos lentos e silenciosos eu cheguei em casa e parei diretamente em frente a porta de madeira.
Minha cabeça estava com um turbilhão de pensamentos,mas nenhum deles me agrava ou fazia sentido.Todos os meus pensamentos desorganizados estavam se focando unicamente em uma pessoa a qual eu não queria nem chegar perto,ou se quer ouvir o nome,pois eu tinha medo – e vontade – de que todo aquele sonho voltassem e o que eu poderia acabar fazendo por falta de sanidade.
Respirei fundo,passando a mão na maçaneta e a girei calmamente – tentando não fazer barulho -,para em seguida colocar somente a cabeça para dentro,observando tudo com rapidez.
De maneira alguma,meu pai poderia me ver aquela hora em casa.Ele rapidamente iria ligar os fatos e ver que eu tive um desentendimento na escola – e não foi qualquer desentendimento ,mas isso não vem ao caso — ,e com certeza iria me chamar de irresponsável e dar aquela bronca que eu achava desnecessária,afinal eu não estava errado.
Notei que a casa estava silenciosa e deduzi que não havia ninguém.Dei um sorriso de lado já comemorando por essa sorte e entrei rapidamente em casa e me preparei para subir e me trancar no quarto enquanto estudava alguma matéria ou lia algo,mas tudo isso foi por água abaixo quando eu coloquei os pés nas escadas – que estavam úmidas e escorregadias – e acabei caindo de cara no chão.Me coloquei de pé em poucos segundos e olhei para os lados em busca de respostas sobre que diabos estava acontecendo ali,mas nada encontrei,pois meus óculos estavam embaçados pelo mesmo liquido no chão.
– Quem esta ai?! – foi tão patética a minha pergunta que ate mesmo eu queria me bater por algo dito como esse.
Retirei os óculos e tentei os limpar,enquanto avaliava a minha situação fizica.Aparentemente eu não estava sangrando ou com algo quebrado – devido a minha queda — , meus dentes ainda estavam aonde sempre deveriam estar,somente um galo do lado da minha testa que era novo.Coloquei os óculos novamente e minha vista que estes estava completamente embaçada,agora estava clara e nítida,deixando com que eu me aproveita-se para olhar novamente pelo ambiente a procura de alguém – como o pivete do meu irmão – que estivesse fazendo isso,mas novamente so havia moveis espalhados pelos cantos de casa,contudo o pestinha era bom em se esconder e alguma coisa me dizia que ele ainda ia aprontar mais alguma coisa Andes de mostrar sua carinha de santo – não tão santo assim – para mim.
Respirei fundo e olhei para a escada toda encharcada com o liquido,quebrando a cabeça com a pergunta de – como fui tão idiota a ponto de não ver algo assim?! – mas eu sabia a resposta,pois uma certa garota de olhos castanhos estava assombrando minha mente de uma maneira deliciosamente irritante. Droga eu tinha que parar de pensar nela ou ficaria maluco e pervertido...
– Como será que eu ia subir? – eu me perguntei mentalmente olhando para a maldita escada.
Não dava para simplesmente tentar subir,pois eu iria acabar caindo de boca no chão outra vez,e era bem capaz de que eu não tivesse tanta sorte como na primeira vez.
Abaixei –me e passei os dedos pela escada,sentido o liquido nas pontas de meus dedos e depois os levei diretamente ao nariz para saber do que se tratava.Óleo.
Revirei os olhos e me coloquei de pé num salto tentando pensar em como iria ser patético e de irritante a minha tentativa fajuta de subir a escadaria.Suspirei derrotado e fui em direção a cozinha.
– Stef chega de brincadeirinhas infantis – eu disse calmamente – Sai logo antes de eu faça lanchinho de seus olhos.
Nada aconteceu e isso não era uma coisa muito boa ao meu ver,contudo não entrei em pânico.O pestinha me observava de algum lugar da casa e eu não queria dar esse gostinho a ele,afinal eu sou o mais velho e não poderia sair correndo e gritando feito uma menina – apesar de meu corpo estar quase fazendo isso por si só enquanto eu tentava o ignorar — ,e não iria dar esse gostinho.
A torneira da pia estava aberta e jorrando água sem parar,me aproximei e tentei deliga -la,mas estava duro e não queria rodar;coloquei mais força para tentar fechar,mas continuou jogando água e deixando com que ela se espalha-se por todo local.Suspirei já prestes a ter um ataque e coloquei ambas as mãos e tentei girar,mas o que consegui foi sair com a torneira na mão — e aonde ela deveria estar – espirando uma cascata de água com força diretamente em mim.Meu corpo se jogou para trás devido ao susto e eu cai em cima da mesa enquanto a água me encharcava e o desespero vinha na mesma quantidade,eu estava me afogando com aquela água batendo diretamente na minha cara,levantei minha cabeça para cima tentando fazer com que a água parasse,mas bati em algo e senti um liquido frio e denso sendo jogado diretamente no meu rosto.Passei as mãos desesperado por meu rosto e puxei os óculos – que naquele momento não tinham serventia alguma -, e tentei forçar a minha visão em tudo aquilo – somente vendo borrões vermelhos – estava tão consentrado no liquido que nem vi um certo pestinha saindo de baixo da pia – aonde estava o armário – e passando entre as minhas pernas e me desequilibrando,deixando com que eu caísse diretamente no chão.
– Ora seu.... – eu não tive tempo de terminar.
Uma figura pequena – que para mim estava um completo borrão – se aproximou rápido e gargalhando enquando jogava ovos em mim e dava varias risadas escandalosas.
Eu tentei me levantar,mas escorreguei pela tinta no chão e outra vez me encontrei cara a cara com o chão.Tentei outra vez – com mais calma — ,e logo consegui ficar finalmente em pé,tomando um estremo cuidado para não cair outra vez eu mirei a figura na minha frente e fui a seu encontro.
Stef quando me viu em pé se assustou e saiu correndo,comigo logo a trás tentando desesperadamente o alcançar e lhe dar umas boas palmadas.Ele desviava de mim com facilidade – já que eu quase sempre caiai – e volta e outra se virava e me jogava mais ovos enquanto sua gargalhadas eram ouvidas em quarteroes de distancia.
– Sua praga você me paga! – eu berrava e tentava não cair.
Acho que ele se cansou de correr e – sabe Deus como – aquele moleque simplesmente surgiu no corredor aonde as escadas davam.
Eu sorri e fui ate a escada – forçando a minha vista,já que não via quase nada – e tentei subir,mas não deu muito certo já que ela ainda estava cheia de óleo e a única coisa que consegui foi ir para o chão ... novamente.
–Damon pode me explicar o que esta fazendo aqui a esta hora? – a voz do meu pai surgiu entrando na casa.
–------ quem recomendar a fic eu conto um pouco sobre o que ira acontecer no proximo capitulo e coloco a pessoa tambem no proximo capitulo ---
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