Desejos Fatais
8 Sorriso falso
Notas iniciais
Retirei os óculos recém comprados e sem a etiqueta horrorosa. Não podia simplesmente aparecer na porta do feioso e gritar um simples e escandaloso "Você será o meu mais novo projeto" talvez, mas só talvez, sonoro "Você é horrível, mas tem concerto", mas não podia; me tacharia como maluca ou coisa pior, já conseguia recapitular absolutamente tudo caso desse um passo errado ou acabasse me exaltando. Esta angustiada, precisava de calma, mas a maldita escapou por meus dedos como areia molhada. Não queria perder, não podia perder; iria ganhar de alguma forma! Tinha uma meta é daria o máximo de mim para chegar até o fim.
observei a casa e soltei um suspiro meio frustrad. Não era comum estar tão desesperada por algo, a menos, é claro, que seja por uma bolsa nova; mas, fora isso, era bem raros estes momentos tão drásticos acontecerem.
–Damon?! — dei duas batido mas na porta e esperei.
Foram trêslongos minutos até um menino alto e magrelo abrir a porta. Era ele, sabia disso pois seus cabelos eram negros, a pele clara e abarrotada de espinhas, óculos grandes e horríveis, bochechas coradas em estampado sinal de timidez. Só podia ser ele, feio e provavelmente desastre ambulante.
O estranh, ou melhor, Damon arregalou os enormes olhos e me mediu de cima a baixo; avaliando, me testando e murmurou meio engasgado:
–Elena?! — estava assustado.
Resolvi lhe jogar sorriso amigável e sincero,sim, provavelmente foi o sorriso mais falso da minha vida, mas mesmo assim um sorriso. Teria dado certo, não havia outra explicação a não ser a que ele não era uma pessoa normal, pois segundo eu sorria abertamente para ele e no seguinte fazia careta para porta! Damon Salvatore definitivamente não era uma pessoa com os neurônios corretos, afinal quem seria tão idiota ao ponto de bater a porta na minha cara?! Na cara de uma mulher?! Claro, ele, Damon seria capaz.
– Ei, para com a palhaçada e abre logo!
E ela continuou la, rígida e imóvel.
– Damon, sei que esta atrás desta maldita porta e acredite eu indicaria para o bem de sua saúde que a melhor coisa a ser feita é abrir logo está porta! — saquei a madeira várias vezes — Vamos, ande! Abra logo. Não seja covarde.
Eu não ia desisti, não ia perder, não por causa de um moleque horoso! Eu sempre ganhava.
– Te dou exatos 3 minutos para escancarar está porta antes que eu à arrebent! — mal dei um minuto e voltei com toda a gritaria.
Dados exatos um minuto e dez segundos a porta seabriu, mas não foi o cabelo negro que surgiu, na verdade, era loiro e bagunçado, ele também não era alto, mas sim baixinho e sem óculos e que mostrava claramente seus enormes olhos verdes. Ele também estava com medo, mas qualquer outra pessoa também estaria, ainda mais sendo somente uma crianca!
– Ele se trancou no banheiro, mas talvez se você repetir o barraco de agora ele fique com medo e saia logo! — sorriu traveso e me deixou entrar.
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