Desejo e Atuação
35 Você acha que vou desistir de você?
Notas iniciais
David: — O que? Você tá ficando louca?
Gabriela: — Primeiro me chama de vagabunda e agora de louca?
David: — Vagabunda? Eu te chamei de vagabunda? Meu Deus Gabriela.
Gabriela: — David, você perguntou se eu tinha gostado daquela cena. Não profissionalmente, você perguntou se gostei de ficar nua com outro homem. O que você quis dizer com isso além de insinuar que eu sou uma vagabunda?
David: — Eu já te pedi desculpa, eu, meu Deus, eu sei que tenho esse ciúme idiota, mas é porque eu te amo porra. Eu nunca quis insinuar isso, eu nem sei o que falei.
Gabriela: — Então começa a pensar antes de abrir sua boca para falar esse tipo de merda. Eu te amo David, eu te amo, mas eu estou cansada dessas suas cenas ridículas. Pelo amor de Deus, se eu quisesse ficar com outro homem eu não estaria com você. ~Ela dizia isso enquanto segurava na barriga.
David: — Eu não sei o que dá em mim, eu tenho tanto medo de perder você e eu não conseguia imaginar que outro homem estava tocando em seu corpo completamente desnudo. Meu Deus, me desculpa. Você está bem?
Gabriela: — Você vai me perder unicamente por culpa sua, por pensar que sou esse tipo de mulher. Você mesmo sabe que não sou o tipo de fazer graça com homem nenhum, isso foi apenas um trabalho, foi profissional, você sabe que quando estou com alguém, eu sou inteiramente dessa pessoa. ~Ela ia despejando tudo que queria dizer sem pausa, sentindo uma dor invadindo seu peito~ Eu estou entregue a você, eu sou sua e você não dar valor nisso, melhor me deixar em paz. Estou sim, foi apenas uma pontada.
David: — Eu não sei o que mais te dizer além de pedir desculpas e dizer que é por amor e medo. O que? Na barriga? Vamos a um hospital.
Gabriela: — Não, eu vou pra minha casa, só me esquece. Não vou me estressar mais.
David: — QUER SABER? Então vai. Só lembre-se de uma coisa, você não vai se livrar de mim. Dentro de você tem um filho meu, eu vou assumi-lo e vou ser um pai presente pra ele.
Gabriela: — Não se preocupe você tem seus direitos garantidos por lei.
Ela entrou em seu carro, acelerou e foi embora deixando David ali a observando partir. Passava mil coisas por sua cabeça, mas inexplicavelmente ela não chorou. Chegou a sua casa e já foi recebida com um abraço apertado de seu amado filho e juntamente com ele passou direto para seu quarto e foi relaxar em um banho quente na banheira. Estava se sentindo estranhamente mais leve, porém sem fome e tentava não pensar no que acabara de acontecer. Vestiu uma camisola confortável e rapidamente pegou no sono ao lado de seu filho na cama.
Após a discussão e ver Gabriela partindo, David sentiu uma lágrima cair de seus olhos, mas ela veio sozinha e logo ele estava em seu carro pegando o caminho para casa. A água fria bateu em suas costas o fazendo sentir frio, mas era disso que ele precisava para cair na real. Sentou-se na borda de sua cama e os pensamentos tomou conta de sua cabeça. Ele tinha noção do quanto estava errado, mas porque ela sempre preferia se afastar dele ao invés de perdoá-lo? Será se era tão difícil entender que tudo aquilo era ciúme? Ele amava tanto aquela mulher e seu maior medo era não tê-la por perto mais e ela não compreendia isso, ele nunca quis insinuar que ela era vagabunda, mas o fato já havia ocorrido e se era assim que ela queria, assim que iria ser. Ele viveu até aquele ano sem ela, porque morreria com sua perda? Ele podia muito bem seguir sua vida sem precisar dela a seu lado, com certeza ele foi só um caso e aquele filho que ela esperava foi um descuido. Na cabeça de David, Gabriela mostrava a ele que não tinha necessidade de serem um casal para criar aquele bebê, como ela mesmo disse, ele tinha direito garantido por lei, então ele poderia ver seu filho sempre que quisesse, sem precisar estar ao lado da mãe dele.
O dia amanheceu e o despertador de Gabriela já tocava insistente ao lado da cama, lembrando-a que tinha que seguir sua rotina. Assim como sempre se levantou, tomou banho, fez a mamadeira do pequeno e o colocou para dormir de novo e enfim desceu pronta para tomar o café da manhã.
Dona Norma: — Bom dia. Está bem?
Gabriela: — Bom dia mamãe. Estou bem sim e a senhora?
Dona Norma: — Bem ~Ela fez uma pausa servindo café as duas~ Vai no seu carro hoje ou David vem busca-la? ~Ela notou outra expressão pairar no rosto da filha.
Gabriela: — Vou com meu carro e provavelmente você não verá David me buscando aqui mais. ~Disse encerrando o assunto.
Vendo que a filha não estava disposta a explicar o que acontecera e também pelo horário, a senhora não quis entrar em detalhes e foi servir-se também. Logo ela estava pronta, despediu-se da mãe e partiu. Gabriela passou pela Televisa e decidiu pegar a estrada em seu carro mesmo. Chegando a fazenda, cumprimentou alguns colegas e foi direto para seu camarim para se trocar. Já pronta foi juntar-se aos outros para receberem as coordenadas para as gravações daquele dia. Seu bom humor sumiu ao notar David sorrindo enquanto conversava com algumas mulheres figurinistas que estavam no local. Sentiu ciúmes, como ele pudera ser tão infantil ao fazer aquilo para provocá-la. Correu para a presença de Colunga, já que contracenaria diversas vezes com ele naquele dia. Muitos atores notaram o clima estranho que pairava entre o casal, mas nada comentaram e tentaram agir com naturalidade. Gabriela conversava com Fernando sobre como conduziriam as gravações e várias ideias foram trocadas.
Gabriela: — Você sentiria ciúmes de sua namorada se ela fosse atriz e tivesse que contracenar nua com outro homem? Mesmo que essa cena já estivesse marcada desde quando a conheceu? ~Ela despejou essa pergunta no pobre homem de uma hora pra outra.
Fernando: — É, eu, é. Não sei. Eu não sei, eu acho que não, mas na verdade só passando pela situação pra saber. Mas, essa pergunta é...
Gabriela: — Desculpe-me por essa pergunta, vou tomar uma água ~Ela disse sorrindo e interrompendo a pergunta do amigo.
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David notou quando Gabriela chegou ao set e aproveitando que tinha umas figurinistas que estava por perto o fazendo inúmeras perguntas, ele deu atenção a elas e foi simpático, sorria a toa imaginando que a mulher estaria o vendo ali tão bem e talvez sentiria algo. Mas ele observou quando ela começou a conversar distraída com Colunga e nem o olhava mais e logo depois ele notou que ela questionara algo ao amigo e ele ficou um pouco assustado e então ela saiu sorrindo e dando um tchauzinho para ele. David sentiu uma pontada na cabeça, será que ela havia dado em cima do Fernando para deixá-lo tão sem graça? Ou havia dito algo “safado” para ele? Sem dúvidas ela fez aquilo para revidar suas provocações. Como ele odiava o fato dela estar tão bem estando brigada com ele, talvez ela nunca o amou de verdade, não como ele amava ela.
As gravações foram intensas, teve uma pausa de duas horas para o almoço e muita troca de olhares nervosos entre o casal brigado e novamente todos percebiam o clima tenso que rondava os dois. Voltaram a gravar e dali só pararam às nove horas da noite, quando todos foram dispensados. David viu Gabriela entrar em seu carro e ir embora, ela não havia falado com ele em momento algum, talvez melhor assim. Estava distante em seus pensamentos quando foi surpreendido por Fernando falando algo com ele.
David: — Desculpa, não ouvi o que disse.
Fernando: — Acorda pra vida. O que tá pegando entre você e a Spanic?
David: — Por quê? Ela te disse algo?
Fernando: — E precisa dizer? Vocês chegaram separados, não trocaram uma palavra sequer e se olharam como se quisessem se matar. Fora a pergunta estranha que ela me fez.
David: — Tá tão na cara assim? O quê? O que ela te perguntou?
Fernando: — Todo mundo notou isso, mas pelo jeito estou sendo o único corajoso a te perguntar. Ah, ela veio com um papo de perguntar se eu sentiria ciúme da minha namorada se ela gravasse uma cena nua com outro homem.
David: — Sério que ela te perguntou isso ~Ele deu uma gargalhada e continuou sorrindo~ Era só isso então, isso que ela perguntou.
David deixou Colunga sem entender nada e saiu sorrindo feito um bobo idiota ao se dar conta de que ela estava pensando nos dois e inclusive considerava o fato de ser algo normal ele ter sentido ciúmes dela. Mas não daria o braço a torcer, seguiria com seu jogo para ver até onde levaria.
Fernando: — Louco.
Ele então foi para onde morava, contente. Assim que chegou ligou o som, pegou um copo com vinho, se sentou no sofá e estava pensativo, seu pensamento estava preso em Gabriela.
David: — Como pode ser tão orgulhosa e não me perdoar. Eu entendo... Tenho que mudar esse meu comportamento absurdo, ela é uma mulher madura, muito mais madura que eu...
Várias palavras eram ditas, pensamentos e ideias giravam em torno de si. O que ele mais desejava era voltar e pedir mais uma vez perdão, mas antes teria que mudar. Ele pegou o celular e ficou vendo as diversas fotos que tinha de Gabriela, dos momentos felizes, até que chegou em uma foto que o deixou emocionado, era exatamente uma foto dele beijando a barriga dela, então uma lagrima persistiu em cair sobre seu rosto e o deixou sem palavras.
David: — Ela carrega meu filho, o fruto do nosso amor. Não vou ficar aqui parado feito um bobo. ~Se levantando e discando o número de Gaby.
Gaby estava brincando com seu filho até que ouviu seu celular tocar e foi ver de quem se tratava, ao pegar viu o nome de David e não quis atender, no qual deixava David ainda mais nervoso. Na segunda chamada dele, ela resolveu atender e ver o que ele queria falar com ela.
Gabriela: — Fala logo porque estou muito ocupada.
David: — Já atende dessa forma?
Gabriela: — Falo do jeito que você merece.
David: — Gostaria de conversar com você.
Gabriela: — Não temos mais nada o que conversar, tudo entre nós foi totalmente esclarecido.
David: — Não foi, eu nem sei como está nossa relação. Você acha que vou desistir de você? Nunca!
Gabriela: — Mas será que realmente você já gostou de mim de verdade? Se eu soubesse que você seria assim eu nem teria te dado oportunidade.
Aquelas palavras de Gaby machucou definitivamente David, o fazendo ficar irritado.

David: — Você não tem necessidade de me machucar dessa forma, Gaby. Você sabe que eu te amo, mas sabe de uma coisa? Quem não quer mais nada sou eu! Cansei! Não sou um cachorro para você me tratar com tanta frieza!
Gabriela: — Exatamente isso que eu disse, desistir de você naquele dia e estou seguindo minha vida. Ainda bem que você acordou para realidade, agora segue sua vida e me esquece. Adeus! ~Desligando.
O copo de vinho que ele tinha nas mãos foi arremessado longe e se quebrando em vários pedaços, assim como seu coração. Ele estava completamente sem reação, não sabia o que fazer, resolveu se sentar no chão e desabar com si mesmo. Já na casa de Gabriela, ela tentava segurar as lagrimas diante seu filho, porém não conseguiu. Veio um choro intenso que ela não teve como conter, pegou Gabo em seu braço e chorava abraçada com ele.
Gabo: — Mamãe? Não chora mamãe.
Ela o olhava e dava um sorrisinho, mas o seu sofrimento estava estampado em seu rosto. Ela o colocou no chão e pediu para sua mãe o levar, não queria que seu filho a visse tão abatida.
Gabriela: — Mãe, depois eu te explico o que está acontecendo. Queria que levasse Gabo, não quero que ele me veja nessa situação, não é bom para ele.
Sua mãe apenas fez sinal de positivo e o levou, mesmo que ele não quisesse. Gaby se encostou na parede e passava as mãos em sua barriga, que já estava crescendo sem ela se dar conta.
Gabriela: — Não quero fazer você sofrer, mas sua mãe e seu pai estão em uma situação difícil e talvez não ficarão mais juntos. ~Falando com sua delicada barriga, ou melhor, com seu bebê.
Ela chorava cada vez mais, até soluçava. Amava David e não queria imaginar que eles não iriam ficar juntos, essa definitivamente foi a pior briga entre eles. Enquanto isso, David estava jogado do tapeta e ao seu lado estava o litro de vinho, pela metade. Ele chorava enquanto bebia, não queria que a história de amor deles terminasse dessa forma.
David: — Tudo culpa minha! Eu não mereço ela, nunca mereci! Nunca!
E continuava bebendo cada vez mais. A noite já havia passado, nenhum dos dois dormiram bem, Gaby já havia conversado com sua mãe que a ajudou com palavras de conforto e seu filho lhe dava energia e a alegria que ela tinha perdido naquele momento. David estava ainda deitado do tapete, havia passado a noite todinha ali e mal tinha apregado os olhos, o que estava passando o tinha abalado e o deixado frustrado com si mesmo. Gaby estava sentada sobre a cama, observando seu filho dormir como um anjinho.
Gabriela: — Não sei o que faria sem você. ~Alisando o cabelo dele.
Ela então se levantou e foi até o banheiro, ficou alguns minutos por lá e assim que saiu desmaiou, fazendo Gabo acordar pela pancada da queda dela. Ele ficou assustado ao ver a mãe desmaiada e correu para chamar sua avó. Ele chegou no quarto de Norma e a gritou, fazendo ela levantar abismada.
Norma: — O que aconteceu Gabo?
Gabo: — Mamãe caiu.
Ela e Gabo correram até o quarto de Gaby e ao chegar ela estava desmaiada, Norma entrou em pânico. Pensou em ligar em para David, mas isso não seria uma boa ideia. Ela correu novamente e pegou álcool e ver se Gaby acordava ao sentir o cheiro, mas sem sucesso, ela permanecia desacordada. Gabo alisava o cabelo de sua mãe e a chamava, seus olhinhos estava marejados e ele estava angustiado em ver sua mãe caída e sem sequer se mover. Norma voltou até sua filha e notou que sangue estava saindo dela, assim entrando cada vez mais em pânico. Ela correu e ligou para a Ambulância que não tardou em chegar, colocou Gaby na maca e a levou, Norma foi junta com seu neto, que não parava de chorar. Assim que chegou no hospital a levou diretamente para um quarto, a medicou e devagar ela foi despertando e se dando conta que estava em um hospital.
Gabriela: — O que aconteceu? Por que estou aqui? ~Tom de voz fraca e lenta.
Norma: — Você desmaiou e teve um pequeno sangramento.
Gabriela: — Meu bebê, tá bem? Nada aconteceu, num é?
Norma: — O médico irar te explicar... Mas não se apavore, o importante nesse momento é a sua saúde.
Gabriela: — E do meu bebê, quero saber se está bem com meu bebê! Cadê Gabo? Mãe, cadê ele?
Norma: — Está ali dormindo, ele ficou apavorado ao te ver caída.
Gabriela: — Tadinho do meu pequeno, eu não queria causa essa dor a ele. ~Se levantando para o observar.
Norma: — Mas não foi sua culpa, liguei para seu pai que já esta a caminho. Agora tente relaxar.
Ela se acomodou mais uma vez naquela “cama” e só conseguia pensar em seu bebê, queria saber se estava bem. O médico entrou no quarto e Gaby quase pulou da cama, começou a fazer várias perguntas sobre o bebê.
Médico: — Não se preocupa, seu bebê está bem. Você teve sangramento por baixa hormonal, que no qual é algo simples e que acontece com muitas mulheres durante a gestação.
Gabriela: — Baixa hormonal...
Médico: — Ás vezes o corpo não consegue produzir a quantidade ideal para manter aquele endométrio durante o período inicial da gravidez. Mas você já foi medicada e está bem, você vai ser liberada durante a tarde. Você deve ter cuidado, principalmente tentar controlar as emoções por conta da gravidez.
Ela balançou a cabeça para cima e para baixo e deu um pequeno sorriso, ela estava batida, com os olhos fundos e com a aparência triste. Já David havia acabado de sair do banho, estava tentando comer, porém não tinha fome. Resolveu tomar um copo de vitamina e assistir um pouco, ele estava sem disposição. Hoje era o dia de folga deles, afinal, era final de semana e Nicandro gostava de dar pelo menos um pouco de lazer aos atores. David criou coragem e resolveu ir na casa de Gabriela e tentar conversar calmamente com ela, ao chegar lá tocou diversas vezes na campainha e ninguém abria, ele permanecia insistindo e as vezes gritava por ela na porta, chamando atenção das pessoas que estavam ali. Até que um senhor foi até ele explicar o que havia acontecido algumas horas antes.
Senhor: — Não tem ninguém aí.
David: — Haaa... Então, melhor eu ir.
Senhor: — Não tem ninguém porque a Gabriela foi levada para um hospital de ambulância.
Ele ao ouvir as palavras do bondoso senhor entrou em choque, seu coração quase saiu pela boca. Algo muito urgente deve ter acontecido, ele então agradeceu ao senhor e correu para o hospital, foi em alguns até que encontrou o hospital que ela estava. Falou com a recepcionista e perguntou o estado dela para o Médico que passava por ali. Ele havia explicado o que havia acontecido e acalmou David.
Médico: — Bom, daqui a pouco vou libera-la. Você gostaria de ir ao quarto dela, já que é o namorado dela.
David: — Vou ficar por aqui mesmo, obrigado por ter cuidado dela, te agradeço com todo coração. Qual é o tempo de gestação dela, em meses.
Médico: — Em meses para ser mais fácil, num é? ~Sorrindo~ Ela está exatamente com 3 meses.
David: — 3 MESES! MAS, COMO ASSIM?
Médico: — Creio que pensava que era menos.
David: — Pensava que ainda ia chegar aos 2 meses e meio.
Médico: — Coisa de pai. Agora vou até ela e dizer como está os bebês, o tempo de vida deles e tudo que ela quiser saber. Qualquer coisa perguntar a ela, creio que vocês irão ter uma surpresa. ~Saindo.
David: — Deles? Bebês? Uma surpresa? Devo te ouvido mal. ~Pensava em voz alta.
O médico foi até Gaby que estava sentada na cama com Gabo nos braços e sorriu ao vê-la melhor.
Médico: — Vejo que está bem melhor, vim aqui falar sobre seu outro bebê.
Gabriela: — Pode dizer.
Médico: — Você está com 13 semanas, equivalente a 3 meses de gestação. Seus bebês estão crescendo bem, é bom você sempre fazer ultrassom para saber como eles estão.
Gabriela: — Eles? É, que? Você está se referindo a mais de um bebê? ~Com os olhos grelados.
Médico: — Exatamente. Você não sabia? Parabéns, você vai ser mãe de gêmeos!
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