Desejo Cigano.

4 Furacão espanhol.


Notas iniciais
deixem reviews faz bem pra autora!

Santuário de Athena.

Os cavaleiros e a Deusa estão todos ansiosos e já começam a se preparar para a festa que começará em breve, porém um certo cavaleiro está decidido a burlar a ordem da Deusa que quer todos os seus santos presentes no evento.

Mascára da morte – eu não vou a essa festa! — anda de um lado a outro na casa de cançer.

Kanon – o que você disse Mascára da morte? — diz enquanto adentra a casa do italiano.

Mascára da morte – mas oque você está fazendo aqui? — se espanta.

Kanon – Shion me pediu para ver se já estava se arrumando, e disse para avisar que todos devem usar as suas armaduras durante o evento.

Mascára da morte – está bem, já está avisado agora fora da minha casa! — diz apontando a saída e com o cenho franzido.

Kanon – não se preocupe, não estou tentado a ficar aqui cnversando com você, já estou de saída – diz se retirando sem se importar com as palavras dura dele.

Mascára da morte — " puittosto morire che andare a questa festa! " ( prefiro morrer do que ir a esta festa! ) — fez um gesto de desdenho enquanto observava Kanon sumir de sua vista.

Na casa de capricórnio Shura estava saindo do banho quando ao passar pela sala ve o envelope contendo a carta de Achila endereçada a ele, resolve então ler o conteudo da carta a pegando e a levando para seu quarto. Shura senta-se sobre a cama ainda de toalha e abre o envelope começando a ler ele descobre que Achila está preocupada com sua saúde e tem medo que Galena fique desamparada caso o pior a aconteça, já que a moça não tem mais nenhum parente vivo, e por fim Achila pede para que Shura despose a sua sobrinha, depois de lê-la Shura fica absorto em seus pensamentos e sentimentos em relação a Galena até que Kanon o chama e lhe dá o mesmo recado que deu a Mascára da morte seguindo em direção a casa de aquário para transmitir o mesmo recado.

Shura enquanto veste sua armadura reflete sobre tudo que viveu até hoje, e quando termina de se vestir se olha no espelho e dá um longo suspiro, neste momento ele toma a sua decisão.

Logo a noite chegou na Grécia, e era uma noite típica do verão grego, todos os cavaleiros, de ouro e de prata, também os de bronze e as amazonas, todos trajando suas armaduras esperavam por Athena na entrada do santuário.Os cavaleiros estavam animados conversando quando a Deusa chegou trajando um longo e esvoaçante vestido branco de seda, acompanhada pelo grande mestre Shion que deu instruções aos cavaleiros para não revelarem a identidade de Saori, afim de evitar o frisson da população, para todos os aldeões ela seria apenas a dona da fundação Graad, empresa encarregada de restaurar e conservar o Santuário e suas ruínas.

Tudo estava na mais perfeita ordem quando de repente Saory nota a ausência de Mascára da morte, então ela pede para que Aioria vá busca-lo, porém o cavaleiro não se encontrava mais na casa de cancer e em nenhuma lugar comum do santuário, depois desse imprevisto Saory decide deixa-lo de lado e seguir para a festa com os demais, embora tenha ficado um tanto chateada pela falta de consideração do cavaleiro de cancer.

Chegando na festa todos ficaram encantados com as luzes, a musica, a decoração e a alegria das pessoas da vila, oque deixou a Deusa bem emocionada. A população saudava os cavaleiros e a moças suspiravam por onde eles passavam, logo cada um foi para um lado acompanhado de um ou mais cavaleiros e ou amazonas.

Galena estava ansiosa junto a sua tia Achila e suas duas amigas aguardando seu amado Shura que a procurava porém não a encontrava, e devido ao numero de pessoas no local acabou se perdendo de todo o grugo com que veio.

No decorrer da noite algumas pessoas já estavam um pouco alteradas devido ao efeito da bebida e todos dançavam, as moças jogavam charme para os cavaleiros, principalmente os de ouro e muitos deles estavam flertando com as aldeãs, outros conversavam entre si, somente Shion, Mú e Shaka permaneciam sentados ao lado de Athena, observando, conversando sobre a festa e elogiando a banda que tocava no pequeno palco feito pelos moradores da vila, então eles notam uma melodia muito diferente e alegre aumentando gradativamente, e não só eles mas logo todos começam a notar e eis que vem surgindo um povo com roupas coloridas, traços diferentes, cantando e dançando alegremente com pandeiros, violões espanhois e pés descalços, adornados com muito ouro. A multidão começa a parar para observar.

Shaka – que musica diferente é essa? — expressava interesse e curiosidade.

Mú – vejam, vem daquelas pessoas ali – apontava ressabiado.

Athena – NOSSA! Eu nunca vi nada parecido! Mas que bonito e alegre esse povo! — dizia extasiada.

Shion – que bela melodia sai de seus instrumentos! — enfatizava seu agrado nas suas palavras.

E logo a banda parou de tocar para escutar a musica que sobrepos a sua apresentação, eram os ciganos que vieram de Espanha trabalhar na fábrica de charuto e que moravam em tendas espalhadas pelo bosque, e suas belas ciganas que trabalhavam como cigarreiras na fábrica logo roubaram toda a atenção dos homens para sí.

Shura – Galena, dónde estás?! ( Galena, onde você está?! ) — dizia em um sussurro enquanto buscava sua noiva pela festa.

Shura – cómo puedo pedirle en matrimonio si no te encu... ( como posso te pedir em casamento se não te enco... ) — parou quando viu a figura mais a frente de sí.

Era Galena vestida com um simples mas belo vestido salmão, com decote em v e bem acinturado, seus olhos brilhavam inocentes sem notar o amado a observa-la, seus cabelos loiros estavam presos adornados com lírios brancos que desciam em cascata pelos largos cachos dourados. O coração de Shura se encheu de alegria quando vi seu sorriso doce, apressou o passo para alcança-la mas sua atenção foi desviada pelo estalar de castanholas.

Shura – castañuelas! ( castanholas! ) — arqueou a sobrancelha em espanto.

Em meio a multidão escuta-se agora somente o barulho de castanholas que se chocam, e com passos firmes vem uma mulher se colocando no caminho a frente de Shura a certa distância, logo o cigano começou a dedilhar calmamente seu violão dando inicio a uma envolvente melodia espanhola.

Shura – estoy escuchando cosas! ( estou escutando coisas! ) — balançou a cabeça querendo afastar a suposta alucinação.

Cabelos castanhos e ondulados esvoaçavam e roçavam na cintura da mulher de vestido de longas mangas com grandes babados nas pontas, vestido de um intenso vermelho, justo no dorso imitando um corpete com fita cruzando toda a frente, com varias camadas de babados enormes que desciam até os pés esvoaçantes e leves como o vento, uma fenda deixava a perna direita a amostra. Quando a mulher ficou de perfil, Shura viu o sorriso sedutor de outrora logo ele soube de quem se tratava.

Shura – esta mujer! ( está mulher! ) — sentiu-se estremecer por um momento.

Não somente ele mas outro homem estava observando a mulher, e a cada estalar das castanholas dela se sentia mais seduzido e tentado.

Shion — quem é essa mulher! — se perguntava estupefato e com desejo nos olhos.

Milo – essa é Carmen a cigana que trabalha na fábrica – respondeu entre suspiros.

Shion – eerr... você me ouviu? — perguntou ruborizado, pois não se deu conta de que falou isso alto.

Carmen dança um solo de flamenco ao som de uma guitarra espanhola e dita o ritmo com suas castanholas sem notar que seu cavaleiro espanhol está a certa distância a fita-la.

Galena por sua vez avista Shura,porém percebe o olhar hipnotizado do noivo para a cigana e se entristesse, Shura agora não enxerga mais nada a sua volta, está perdendo lentamente os sentidos inebriado pela sensualidade e pela dança que o remetem a sua querida Espanha.

Shion também está completamente atônito devido aos encantos de Carmen, contudo ele demonstra indiferença, o grande mestre deve manter uma certa conduta logo não pode se exceder, entretanto no seu intimo correm os mais tórridos desvaneios de um homem que sente o desejo por uma mulher, por aquela mulher.

Shion — " preciso te-la! " — determina completamente dominado pela luxuria.

Carmen em um determinado momento gira e ve um borrão, como se fosse um rascunho de um homem e se surpreende, sua intuição a diz de quem se trata, então ela gira novamente e agora ve claramente a figura do seu amor, ela sorri para ele, agora Carmen dançará somente para ele, somente para o seu espanhol.

Carmen – mi caballero español, llegó! ( meu cavaleiro espanhol, chegou! ) — sorri lascivamente.

Galena nesse instante sente como se um buraco estivesse se abrindo em seu peito, e com seus olhos marejados corre para casa tentando conter o pranto, sua tia e amigas a seguem com o objetivo de ampara-la.

A musica acaba e Carmen caminha ao encontro de Shura que fica paralizado sem saber oque fazer, como uma presa esperando o predador dar o bote. Ela então retira a sua rosa vermelha dos cabelos e a toca com os lábios delicadamente fechando os olhos e em seguida ela estende a mão para Shura apanhar a rosa, ele segura a rosa proxima ao rosto para sentir seu perfume.

Do outro lado Shion sente seu sangue ferver de ciúmes, pois a mulher que lhe despertou sentimentos a tempos adormecidos oferece seu amor ao seu subordinado, controlando-se ao maximo Shion levanta-se e vai até um local mais reservado e em que possa ficar sozinho.

Shion – " não pode ser! Ela, ela tem de ser minha! Eu a farei minha, ele não pode rouba-la de mim, não de mim que sou o grande mestre! " — contrai o cenho em sinal de desabor.

A festa em homenagem a Deusa corre animada, Shion ainda encontra-se afastado, os cavaleiros se assanham agora com as cigarreiras, alguns conversam outros bebem, a cigana espanhola e o cavaleiro continuam a se olha, e parecem se entender atráves deles, sem dizer uma palavra sequer, tão envolvidos, porém Shura está relutante, sabe que algo não está certo, mas não consegue atinar o que é, as idéias se embaralham em sua cabeça.

Um grito ecoa pela festa fazendo Carmen despertar assim como Shura, ela corre pois reconheçe aquele grito, Shura fica parado olhando a dona da rosa se afastar.

Carmen corre para socorrer a amiga Mercedes que está a se envolver em uma briga com outras cigarreiras, no calor das emoções ela puxa uma navalha e fere uma das agressoras de Mercedes no rosto, um filete de sague corre no lado direito do rosto da cigarreira que enraivecida amaldiçoa Carmen por isso.

Cigarreira – DESGRACIADA! Se le sangrara por las manos de aquello que quieres más! ( DESGRAÇADA! sangrará pelas mãos daquele que mais deseja! ) — gritou a plenos pulmões e olhos cheios de ódio.