Desejo Cigano.
5 Longa espera.
Por causa dos gritos Shion voltou a festa e quando se deparou com a situação, viu em suas mãos a oportunidade que desejava para tomar Carmen para si, e em fração de segundos arquitetou um plano pérfido em sua mente.Ordenou que Shura a prendesse.
Shion – leve-a para a prisão do Cabo Sounion Shura! Ela e as amigas desordeiras!quanto aos demais sigam para as suas casas, a festa está encerrada! — determinou com altivez.
Shura – mas grande mestre! Leva-las para o Cabo Sounion, creio que é um pouco demais! — diz se espantando com a decisão do grande mestre.
Shion – você ousa questionar minhas decisões, lembre-se que você serve a um propósito e como seu superior e representante de Athena você deve se subordinar a mim! — vociferou.
Shura – mas grande mestre, como você mesmo disse eu sirvo a um propósito e não creio que seja esse – tenta ponderar.
Shion – está se voltando contra mim cavaleiro? Se for o caso posso madar prende-lo junto com elas!
Neste momento todos os cavaleiros do santuário estavam agora assistindo a discurssão.
Shura – está bem, mestre, como o senhor quiser! — acentiu com a cabeça de forma pesarosa.
Shion – assim está melhor! Vou levar a senhorita Saory de volta ao santuário e vocês organizem essa desordem na vila, quanto a você Shura de capricórnio aguarde meu retorno e as vigie, faço questão de leva-las pessoalmente a prisão – dizia com semblante transtornado.
Mú – o que deu no mestre? Nunca o vi alterado dessa maneira, parecia estar possuido – fala com espanto.
Shion segue para o santuário com Saory e a engana dizendo que tratará do assunto com imparcialidade e justiça, no caminho de volta a Rodório ele vem maquinando seu plano.
Shion – parece que os Deuses estão ao meu favor! Não poderia aparecer oportunidade melhor para jogar Shura contra ela, e assim conquista-la para mim, agora com ele fora do meu caminho mostrarei que posso ser misericordioso e ela cairá aos meus pés – dizia para si mesmo.
Os cavaleiros estão dispersando a multidão e ficam sozinhos na praça Shura e Carmen, que se encontra em desespero pois não quer ir para a prisão.
Carmen se vira para Shura com olhos que pareciam pedir socorro, o capricorniano evita encara-la pois tinha medo de sucumbir aos seus apelos e contrariar o grande mestre, entretanto, Carmen não desiste e tenta persuadir o nobre cavaleiro a liberta-la.
Carmen – caballero libérame por favor, sabes que sólo estaba defendiendo mi amiga ( cavaleiro me liberte por favor, sabe que eu só estava defendendo minha amiga ) – diz com voz manhosa.
Shura – escúchame aunque quisiera no podía hacer eso, herirte a una persona ( escute-me mesmo que eu quisesse não poderia fazer isso, você feriu uma pessoa ) – tentava manter os olhos longe dos dela.
Carmen – mira en mis ojos por favor ( olhe nos meus olhos por favor ) – segurava o rosto do cavaleiro em suas mão afim de faze-lo encara-la.
Shura – yo no quiero te arresto, estoy desconsolado por tener que hacer esto con una coterránea ( eu não quero te prender,estou desconsolado por ter que fazer isso com uma conterrânea ).
Carmen – pero entonces caballero, me dejes ir, tú sabes que yo soy gitana, y los gitanos no les gusta estar atrapados ( mas então cavaleiro, me deixe ir, você sabe que eu sou cigana, e os ciganos não gostam de ficar presos ) – sua voz já saia tremida da garganta.
Shura – no me pidas esto, por favor ( não me peça isso, por favor ) – passava as mãos pelo rosto já aflito com as suplicas da mulher.
Carmen – haría cualquier cosa para que me dejes ir ( faria qualquer coisa para você me deixar ir ).
Shura – no hay nada que hacer ( não nada oque fazer ).
Carmen – nunca pensé que el hombre que más deseo fue tan cruel ( nunca pensei que o homem que eu mais desejo fosse tão cruel ) – demonstra desapontamento.
Shura – c- cómo? ( c-como? ) — arqueou a sobrancelha.
Carmen – desde la primera vez que te vi en esta misma plaza, me enamoré de ti ( desde a primeira vez que te vi nessa mesma praça, me apaixonei por você ) – confessava languida nos braços do cavaleiro.
Shura – enamorarse? Pero yo estoy comprometido me voy a casar señorita! ( se apaixonou? mas eu estou comprometido e vou me casar senhorita! ) — estava claramente nervoso com a situação.
Carmen – pero aún no se casó, te quiero caballero y quiero vivir a junto a tí, así que puedo tocar usted y besar usted, sentir tu cuerpo junto al mío ( mas ainda não se casou, eu te quero cavaleiro e quero viver com você, para poder te tocar e beijar você, sentir seu corpo junto do meu ) – fala com voz sedutora envolvendo o corpo do cavaleiro em suas mãos.
Shura – mira señorita, usted es muy atractiva, estoy seguro de que muchos hombres te quieren,pero... ( olha senhorita, você é muito atraente, tenho certeza de que muitos homens te querem, mas... ) — foi interrompido por um rompante da cigana.
Carmen – o cala com um beijo sensual – no digas nada más, hazme tuya una sola noche, esta noche y no pido nada más ( não diga mais nada, me faça sua somente uma noite, esta noite e não peço mais nada ) – ela diz lambendo seus próprios lábios e lançando um olhar profundo a ele.
Shura – señorita yo soy un hombre honrado, pero ante todo soy un hombre y si usted continúa bromas mí de esa manera yo no soy responsable por mis acciones ( senhorita eu sou um homem honrado, mas antes de tudo sou um homem e se você continuar me provocando desse jeito eu não me responsabilizo por meus atos ) – disse com a voz cheia de desejo.
Carmen – entonces deja que me vaya, voy a sea esperando por tí en la taberna, me comprometo a sea sólo una noche, pero si quieres tener mi corazón para toda la vida ( então me deixe partir, vou estar esperando por você na taberna, e prometo ser somente uma noite, mas se quiser terá meu coração para sempre ) – ela sela essa promessa com mais um beijo.
Carmen com esse ultimo beijo acaba com qualquer resquicio de dúvida no coração de Shura, agora ele só deseja ter Carmen em sua cama, o desejo agora o consome até as entranhas, porém ele não diz nada a cigana.
Os dois se afastam e logo depois Shion aparece novamente afim de levar Carmen até a prisão e concluir seus planos de conquistá-la. No momento que ele ordena que Shura entregue a cigana a ele, o mesmo finge distração e facilita a fuga de Carmen, que rapidamente percebe que seu pedido foi atendido e finge, perante Shion e os soldados do santuário, que empurra Shura e corre desesperadamente até conseguir entrar na mata onde pode ganhar alguma vantagem.
Shion logo percebe que Shura facilitou a fuga da cigana e enfurecido manda prender Shura, por insubordinação e por ajudar uma criminosa.
Taberna de Lilás Pastia.
Já se passou um mês desde a fuga de Carmen e Shura ainda não foi ao seu encontro, mas mesmo assim todas as noites a cigana vai até a taberna esperar por seu amado, ela tem certeza que um dia ele irá aparecer. Muitos homens cortejam a bela espanhola, contudo, ela não dá atenção a mais ninguem, nem brinca mais de seduzi-los por diversão como fazia outrora, todas as noites Carmen vai a taberna com as amigas e fica olhando na direção da porta, esperando o dia em que Shura entrará por ela e a tomará em seus braços como o combinado no dia da praça.
Santuário de Athena.
Shion vem sofrendo muita pressão e por parte dos cavaleiros, e após a decisão de Athena de que o cavaleiro de Capricórnio já pagou seu débito, ele se vê obrigado a soltar o cavaleiro.
Todos aguardam o cavaleiro no décimo terceiro templo com ansiedade, e logo o cavaleiro entra no salão do Grande Mestre escoltado por dois soldados. Shura está visivelmente abatido e deveras envergonhado por estar nesta situação.
Athena – Ah sim, enfim você chegou Shura! — esboçava um sorriso singelo.
Shion – espero que essa sua temporada no Cabo Sounion tenha feito você refletir sobre suas obrigações como cavaleiro de Athena – seu semblante demonstrava descontentamento.
Shura – sim Shion, quero me desculpar formalmente com todos os cavaleiro aqui presentes, com você Grande Mestre e com você Athena, por ter falhado no meu dever – dizia de forma resignada.
Athena – não pense nisso Shura, tenho certeza que não foi a sua intenção desobedecer uma ordem de Shion ou mesmo facilitar a fuga da criminosa, agora vá e descanse, por hoje está dispensado dos treinos – continuava a lhe sorrir o mesmo sorriso.
Todos os cavaleiros ali presentes permaneceram em silêncio, e se retiraram do salão assim como Shura, que tentou apertar o passo afim de evitar questionamentos por parte dos companheiros, entretanto, ele não conseguiu despistar Aioros que era seu melhor amigo. Já na porta da casa de Capricórnio, Shura estanca o passo ao ouvir Aioros chama-lo, Shura sabia que o amigo não desistiria de falar com ele oque o deixava muito desconfortável, pois o cavaleiro tinha como seu maior orgulho o fato de ser considerado o cavaleiro mais fiél a Athena, e após sua insubordinação sentia-se com o orgulho ferido, então ele respirou fundo e ainda de costas respondeu ao chamado do amigo.
Shura – o que é Aioros? — perguntou desanimado.
Aioros – o que houve homem? Ouvi muitos boatos sobre oque aconteceu, mas queria saber de você.
Shura – entre, vamos conversar lá dentro – fez um gesto com a mão indicando a entrada para o amigo.
Shura – não é engraçado isso – esboça um sorriso desanimado.
Aioros – engraçado o que? — expressa confusão.
Shura – eu ter matado você no passado mesmo eu sendo seu melhor amigo, e mesmo depois de tudo você continuar me considerando seu amigo – abaixa os olhos envergonhado.
Aioros – olha para o amigo com carinho nos olhos e um sorriso terno – você não sabia, já conversamos sobre isso Shura, mas me diga oque aconteceu de fato.
Shura – Shion queria que eu a prendesse por ferir uma outra cigarreira com uma navalha durante a festa, eu estava decidido a prosseguir com a ordem que me foi dada, mas ... — passou as mão pelo rosto de maneira aflita.
Aioros – mas o que Shura? — arqueou a sobrancelha.
Shura – ela começou a falar um monte de coisas, disse que estava apaixonada por mim e pediu que eu a soltasse – falava de forma aparvalhada.
Aioros – e você acreditou nisso, nem parece o Shura que eu conheço! — repreendeu o amigo com olhar de reprovação.
Shura – no principio não acreditei e estava decidido a não ceder aos seus apelos, só que de repente ela me beijou e eu acabei perdendo a cabeça.
Aioros – ela beijou você assim sem mais nem menos?! — estava surpreso.
Shura – pois é, disse que me queria só por uma noite mas que se eu quisesse o seu coração seria meu para sempre.
Aioros – e você ?
Shura – eu o que?
Aioros – você a quer?
Shura – essa mulher tem algo que não sei explicar, não sei se a quero mas também não quero perde-la.
Aioros – e aquele papo de que só havia lugar para uma mulher em sua vida, e sua noiva?
Shura – já não sei mas se posso sustentar essas palavras como antes, eu amo Galena, mas essa cigana espanhola me desperta sentimentos que nunca tive.
Aioros – agora você está em uma situação difícil meu amigo.
Shura – muito difícil mesmo, pois naquele dia da festa eu estava determinado a pedir Galena em casamento, pois sua tia havia me enviado uma carta pedindo que eu fizesse isso, mas quando escutei o som das castanholas de Carmen senti um arrepio pelo corpo, dai quando olhei ela estava lá dançando para mim, e de repente eu já não via mais ninguem ali, somente ela.
Aioros – Shura meu amigo você está apaixonado por essa espanhola! — sorri para o amigo dando-lhe tapinhas nas costas.
Shura – será? De fato ela conseguiu com que eu fizesse uma coisa que eu jamais faria, que é ir contra o meu dever de cavaleiro, e tudo por um desejo fulgaz – diz se reprovando.
Aioros – você tem que resolver isso, tem que desfazer esse noivado se quiser a espanhola, não é justo com Galena.
Shura – esse é o ponto, a tia de Galena tem saúde precária e me enviou uma carta pedindo para que eu me casasse com Galena, agora me sinto na obrigação de me casar com ela, e sinto que devo isso a ela depois de tanto tempo de noivado, ela é uma garota tão doce e meiga, certamente será uma esposa maravilhosa e... — foi cortado pelo amigo.
Aioros – você está se dando conta do que está dizendo Shura!? Você não gosta da sua noiva, vai se casar por obrigação e compaixão, acha mesmo que seu casamento pode ser feliz dessa maneira?
Shura – claro que sim, não posso fazer isso com ela, não posso abandona-la depois de tanto tempo de noivado, ela e a tia esperam que eu me case, e além do mais acredito que com o tempo eu posso vir a sentir por ela algo parecido com o que eu sinto por essa cigana.
Aioros – espanhol, acredite, pedi-la em casamento nessas condições será mais injusto do que desfazer esse noivado, vou deixar você pensando nisso, tenho que ir treinar agora – diz já se levantando para partir.
Shura – eu farei o que tenho de fazer, já está decidido, por mais que isso me doa.
Aioros – já a porta se vira e diz mais algumas palavras – aah Shura, se você durante esse tempo todo não sentiu isso por sua noiva, não será depois do casamento que vai sentir, seja decente e termine com ela antes que o estrago seja irreparável – vira as costas e deixa a casa de Capricórnio.
Shura fica sentado vendo Aioros sair, perdido divagando sobre essas palavras e sobre o que deve fazer.
Vila Rodório.
Galena recebe a notícia que seu noivo deixou a prisão e se alegra, porém logo se do lembra do motivo pelo qual ele esteve preso e seu rosto ganha uma expressão triste.
Galena – de que adianta ele estar solto se todos dizem que ele foi seduzido por aquela espanhola – os olhos ficam marejados.
Achila – oras menina não seja boba, ele ama você.
Eudora – sim amiga, ele ama você – diz sem muita convicção do que fala.
Actéia – hum, mas o comentário da vila é que ele deixou que ela fugisse.
Achila – lança um olhar ferino para Actéia e se vira para Galena – minha sobrinha, não ligue para oque ela fala, os homens tem suas fraquezas, mas no final acabam se arrependendo das burradas e pedem perdão a suas verdadeiras amadas.
Galena – e se eu não for a amada de Shura tia? — seu rosto se entristesse a cada palavra.
Achila – bobagem! Tenho certeza de que ele já está arrependido e virá te pedir perdão, além do mais um caveleiro de ouro precisa de uma boa moça ao seu lado, e essas ciganas não tem boa reputação.
Eudora – sua tia tem razão Galena, você acha que ele vai ficar com uma mulher como aquelazinha lá, eu duvido.
Actéia – eu acho é que você não deve subestimar essa espanhola, ela é cheia de artimanhas, no mínimo ela ainda vai te dar muita dor de cabeça, fique esperta!
Achila – Actéia eu acho que sua mãe já deve estar preocupada com você na rua a tanto tempo, você devia ir pra casa não acha – seus olhos parecem fuzilar a garota que se encole de medo.
Actéia – er... é eu acho que sim, eu já vou indo tá amiga, qualquer coisa me procure e... — foi cortada pela tia da menina.
Achila – ela não vai, pode deixar que de Galena eu cuido, você também Eudora, sua avó deve estar precisando de você em casa.
Actéia – até mais então er...tchau Galena – saiu mais rápido que uma bala.
Eudora – e-eu também já vou indo então né, tchau amiga – segui o rastro da outra.
Galena – ela tem razão tia, essa cigana é-é-é experiente se é que a senhora entende – ficou ruborizada.
Achila – arqueou as sobrancelhas em surpresa – por isso mesmo ele não ficará com ela, ele é um homem honrado e orgulhoso, não quer ao seu lado uma perdida como ela.
Galena – e se a senhora estiver errada tia?
Achila – não estou! Olha minha sobrinha existem coisas que você não entende ainda por que é muito pura, mas o que posso te dizer agora é que ele pode até se sentir atraido por ela, mas se casará é com você.
Galena – Que Afrodite me ajude então – levantava as mãos aos céus.
Santuário de Athena.
Shion descobre o paradeiro de Carmen depois de ouvir uma conversa dos soldados, e agora que Shura foi liberto ele sente que deve se apressar se quiser evitar que o rival a encontre e o vença na disputa pelo coração da cigana.
Shion – "então quer dizer que Carmen todas as noites está nesta taberna!tenho que descobrir onde fica, devo conquistar essa espanhola antes que Shura a encontre, mas como?"
Ao ver a movimentação dos soldados ele se esconde atrás de uma pilastra e logo em seguida lhe vem um estalo.
Shion — " aaah já sei! Essa noite encontrarei você minha bela cigana" – um sorriso malicioso dançava nos seus lábios.
Taberna de Lilás Pastia.
Carmen está sentada em uma das mesas com suas amigas Mercedes e Esmeralda e seus respectivos namorados Joaquim e Pablo, a taberna está animada com todos a cantar e a beber alegremente, e Carmen apesar de um pouco mais alegre que ultimamente parece um pouco alheia a tudo a sua volta, e sua amiga Mercedes repara no comportamento da cigana.
Mercedes – siempre pensando en el caballero! ( sempre pensando no cavaleiro! ) — olhava de forma zombeteira.
Carmen – da nos ombros – no estoy pensando en nadie ( não estou pensando em nada ).
Mercedes – entonces por qué eres así? ( então por que está assim ? ) — sorri para ela.
Carmen – déjame en paz! ( me deixe em paz! ) — se levanta da mesa.
Todos continuam animadamente a noite quando entra Shion como os olhos afoitos procurando a cigana que lhe roubou o coração, contudo, ele nota que todos estão a lhe observar apreensivos, já que aquela taberna é um ponto de encontro de foras da lei e trapaceiros em sua grande maioria, e percebendo isso Shion usa de sua autoridade para perguntar por Carmen.
hion – onde está Carmen? — interroga autivo e arrogante.
Todos continuam calados, pois pensam que ele veio prende-la pelo incidente na festa do mês passado, e isso deixa o Grande Mestre muito irritado.
Shion – vou perguntar só mais uma vez, onde está Carmen? — franziu o cenho.
E sem demora ela responde enquanto se escora em uma coluna de madeira no meio do salão da taberna.
Carmen – estoy aquí!
Shion – esboçou um sorriso de satisfação – então ai está você – fala se aproximando dela.
Carmen – o que quieres? Veio me prender? — desafia desdenhosa.
Shion – de maneira nenhuma minha cara, estou aqui para conversar.
Carmen – conversar sobre oque? e como encontrou esse lugar? — o fita de cima a baixo desconfiada.
Shion – vim me desculpar pelo mau entendido da festa, e eu segui um dos soldados até qui e finalmente pude encontra-la – já estava bem próximo da espanhola.
Carmen – hum,está desculpado, agora se me der licença – sorri e vira as costas mas é surpreendida.
Shion – jante comigo! — mais comunica do que convida.
Carmen – muy bien, se assim quer, assim será Óh Grande Mestre – desdenha nessa ultima parte sorrindo sinicamente.
Shion engole seco e pede que o garçon prepare a melhor mesa da casa para os dois. Sentados Shion começa a acariciar a mão de Carmen, porém a moça o repele por várias vezes deixando-o nervoso, e como ultimo recurso ele começa a culpar Shura pela prisão da cigana, afim de tentar deixa-la com raiva do cavaleiro para que ele possa ter assim uma chance de conquista-la, contudo, Carmen sabe bem de quem partiu a ordem de sua prisão e não se abala com as acusações, apenas deixa que Shion prossiga com seu teatro sem dar muita importancia ao que lhe é dito.
Shion nota o desinteresse de Carmen e seu rosto começa a ganhar uma expressão tensa, sem saber o que fazer para agradar a cigana ele tenta um ultimo recurso, decidindo se declarar para ela e quem sabe assim amolecer o coração de Carmen, e no momento em que Shion se prepara para falar chega a taberna um certo cavaleiro roubando toda a atenção para sí. Os homens começam a comentar e as mulheres suspiram. Com todo o alvoroço que o cavaleiro causou Carmen se vira para fitar o tal homem deixando Shion a jogar palavras ao vento, e no instante em que Carmen se vira seus olhos e os do cavaleiro se cruzam e congelam entre si.
Continua ...
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