Descobrindo O Verdadeiro Amor.

5 Capítulo 5 - Como Uma Lição.


Notas iniciais
Eu me esforcei para terminar esse capítulo hoje, e consegui!
^ ^
Aqui está um presente de aniversário de mim para vocês. Hoje é meu aniversário... Dezessete aninhos > <. Parabéns para mim!
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Agradeço aos reviews de:
> allison
> KaoriChan.
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Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Cinco – Como Uma Lição.

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Alexander Knight indicou uma das poltronas à frente da escrivaninha do escritório – após ter trancado a porta de seu atelier de pinturas – para Isabelle e se sentou naquela que ficava atrás da mesa de madeira nobre. Mesmo envergonhada e temerosa, Isabelle se sentou na cadeira em frente à dele, recusando-se a fitá-lo.

Estava constrangida por tudo o que havia acontecido e ficava nervosa só de estar em um mesmo ambiente que sua ilustre figura. Ele não era tão melhor do que ela, em conceitos morais, poderia ser rico e bonito, mas jamais chegaria a ser um quarto de pessoa que ela era e se orgulhava. Pelo menos era isso o que ela dizia para si mesma para se reconfortar.

Mas, por estar sentada de frente para ele e observando-o bem, ela viu algo no olhar dele que despertou sua pena ao invés de raiva ou alívio. Ela havia visto tristeza.

- Monsieur andou chorando? — se ouviu perguntando assustada.

O homem passou a mão pelo rosto – mais para chegar se havia deixado algum rastro da verdade – e soltou um som de incredulidade.

- Claro que não! Não seja ridícula! Homens não devem chorar – respondeu. — Foi o cheiro forte das tintas que irritou os meus olhos.

- Certo... — Isabelle cedeu, mas não havia acreditado. — Mas, por favor, diga-me uma coisa, monsieur: Se supormos que o senhor estava realmente chorando, seria esperado que eu sentisse alívio por ver que sofreste também?

Ele piscou por um momento e suspirou.

- Para ser sincero, eu não a culparia. Mesmo achando que esta seria uma atitude nenhum pouco altruísta ou delicada – respondeu.

- Você não está em condições de falar sobre altruísmo, monsieur.

- Concordo. Mas não foi para isso que eu lhe chamei aqui – ele disse e, apoiando o cotovelo sobre as mãos cruzadas, pediu: — Gostaria de saber como a filha de um suposto marquês francês foi parar em um bordel.

Isabelle cerrou os olhos e com ironia e raiva disse:

- Então agora você quer saber, não é? Pois bem... — Levantou-se da cadeira, pois já não conseguia mais ficar lá sentada. — Vou lhe contar tudo o que passei para ter aquele fim degradante.

Ela pensou bem como começar. Tentando fazer com que a raiva que brotava em seu peito não atrapalhasse a sua mente e lhe impedisse de ser coerente.

- Tudo começou quando a minha adorada França começou a entrar em crise – ela começou. — Papa, o Marquis de Bordeaux, é um homem muito importante para a política francesa, sem contar que seu primo, o rei Luís XVI, não dava um passo sem lhe consultar... Pelo menos isso era antes de ele se casar com a bela Marie Antoniette. Bela, engenhosa e perigosa, ela soube como moldá-lo direitinho. Logo, não importava o que meu pai aconselhava ao rei, ele só dava ouvidos à esposa e nem a repreendia por seus gastos exorbitantes.

“- A coisa está ficando insustentável! — ele havia dito para mim, minha mãe e meu irmão mais velho em uma reunião de família. — A mulher não deixa de gastar! Eu sinto, Mary, que as coisas daqui para o futuro só irão piorar.

- Então, talvez seja melhor irmos embora agora mesmo – ela sugeriu. — Não gosto da ideia de ter meus filhos e minha família correndo perigo por aqui. Deveríamos ir para a Inglaterra. Para a casa de meu irmão, Leopold, como ele bem sugeriu.

Meu pai suspirou cansado.

- Não posso... Abandonar a minha França deste modo, Mary – ele disse. Eu vi que estava sendo difícil para ele deixar sua terra assim como fora para mim. — Eu acho melhor que você vá com Isabelle.

- Eu não vou a lugar nenhum sem você, Jean – ela relutou. O amava muito.

Meu pai não sugeriu que Thimoty, meu irmão mais velho, fosse porque ele sempre dizia que logo, aquela seria a realidade dele e tudo o que ele herdaria. Por ser o herdeiro do meu pai, ele queria ter Thimoty sempre ao seu lado. Aprendendo sobre política e tudo o mais necessário.

Père, também me amava muito. Eu era a preciosa filhinha dele. Muito ciumento também, ele não deixava que homem algum se aproximasse de mim sem ter um bom dinheiro e uma boa família. Se um dos dois estivessem em falta, jamais que ele aceitaria que eu me casasse.

Por isso ele sugeriu que eu fosse para a Inglaterra.

E eu tive que ir sozinha. E eu me iludi com a ideia de que eu não estava realmente sozinha. Mentia para mim mesma dizendo que eu estava muito bem e que eu teria o apoio do meu tio e minha prima. Talvez no fundo eu soubesse que aquilo era uma grande mentira.

Minha mãe havia pedido em uma carta que meu tio me ajudasse a fazer sucesso na sociedade londrina. Que ele me levasse aos eventos mais elegantes, e que me auxiliasse a transitar pela sociedade. Educação e beleza eu tinha, só precisava de alguém que me levasse às festas. Mas ficou bem óbvio que esses não eram os planos que ele tinha para mim.”

Isabelle apertou o adorno dourado da poltrona e respirou fundo. Estava sendo difícil pôr tudo o que seu tio a havia feito passar somente em palavras. Era muita coisa. Uma história muito longa de dor e sofrimento... Sem contar as humilhações...

- Isabelle? — chamou-lhe Alexander, parecendo preocupado.

Ela tremia. Mas não sabia se era de tristeza, medo ou raiva. Talvez os três.

- Ele é louco – ela murmurou mais para si mesma do que para ele.

Ela olhou para um ponto fixo qualquer no teto como se quisesse que olhando para aquilo as lágrimas que queriam transbordar por seus olhos não fossem cair. E ela não queria chorar. Não na frente dele. Ele mesmo já lhe arrancara lágrimas!

- Aos poucos, ele inventava desculpas. Dizia que nenhuma festa estava a meu alcance, que todas eram chatas... Então, um dia alguém entrou no meu quarto e cortou todos os meus vestidos. Eu sabia que só poderia ser ele ou a minha prima. E ele passou a dizer que eu não tinha vestidos para ir à eventos e um monte de histórias.

“Eu estava começando a perceber que eles estavam se esforçando para que eu não fosse conhecida pela sociedade e nem por ninguém. Então, sem ter muita escolha, escrevi uma carta à minha mãe pedindo para que ela me desse autorização para voltar para França que eu já não queria mais ficar na Inglaterra e que meu tio era mau comigo. Mas ele interceptou a mensagem e ficou furioso.

Aquela foi a primeira vez que ele bateu. E eu tenho certeza de que eu nunca vou esquecê-la. Os socos e os chutes, as blasfêmias... Ele confessou de que nunca fora a sua intensão apresentar um ser tão insignificante quanto eu à Londres e que eu conheceria o inferno. Dito e feito. Ele me mostrou o inferno tão de perto que eu tive a certeza de ter me encontrado com o Diabo.

Ele me humilhava e o que mais me assustava era que ele realmente sentia prazer nisso.

Quanto mais ele me batia e mais ele me humilhava, mais ele gostava... Era como... Como se... Minha dor o excitasse. Ele me obrigou a fazer coisas que... Céus!”

Ela caiu na poltrona feito um animalzinho assustado.

Alexander levantou-se de sua poltrona e, de repente, sua dor e seu ódio não pareceram grandes coisas perto dos problemas dela. Perguntou-se o que de tão ruim ele a teria obrigado a fazer. Afinal, ela ainda era virgem quando passou pelas mãos do Duque, o que descartou uma das piores hipóteses.

Ele andou até ela e pensou no que poderia dizer para reconfortá-la, mas não era como se o Duque de Knigthley fosse bom em conselhos ou em dar o ombro amigo. Na verdade, nunca houvera coisa mais difícil para ele do que acalentar uma jovem sofredora. E foi com uma relutância que ele pousou a mão nos cabelos dela e a acariciou. Pode ter sido um gesto simples, mas ele ficou mais do que constrangido com tal. Parecia que suas articulações haviam se endurecido.

“Que constrangimento todo é esse? Logo você que roubou a coisa que ela mais prezava e lutava para manter intacta.” Brigou-lhe a consciência.

Ele se sentiu um canalha. Pois ela sofreu tanto para que ele ainda a fizesse sofrer mais?

Não era à toa que ela havia adquirido uma personalidade um pouco violenta.

- O que foi que ele te obrigou a fazer? – perguntou baixinho.

Ela chorou e, entre soluços, disse:

- Não me faça responder.

Ele franziu o cenho. Estava a ponto de dizer a ela que não precisava mais dizer nada, que ele a ajudaria e não descansaria até que seu tio estivesse a sete palmos do chão quando ela continuou.

- E minha prima não fazia nada para me ajudar. Acho até que ela gostava de ver seu pai me batendo, afinal, seria menos uma para ser a mais bonita em Londres – ela comentou com amargura. – Ela só gostava de ganhar cartas de admiradores dizendo o quanto era bonita e o quanto eles desejavam se casar com ela... Mas ninguém nunca estava à sua altura. Tanto para ela e para o meu tio. No entanto, havia um homem que lhe enviava cartas apaixonadas todos os dias.

Ela gostava de receber cartas dele, pois, de todos os seus pretendentes, ele era o único que parecia realmente como fazer para seduzir uma mulher. Suas mensagens eram versos cheios de poesias e romantismo, poderia parecer ridículo, e ela dizia que gostava justamente das mensagens dele por fazê-la rir. Ela as achava ridículas. De um bobo apaixonado. Mas eu nunca havia visto cartas mais lindas do que as dele.

E aquela era a única vez que eu realmente senti uma pontada de inveja de alguém.

Ele a amava profundamente. Eu sentia isso nas palavras dele, em sua forma de escrever... Mas ela não valorizava tudo aquilo. Ela gostava só de tê-lo idolatrando cada fio de seu cabelo e se dizia apaixonada por ele. Chegaram até a marcar um casamento... Mas no dia, ela não se casou com ele. No mesmo dia, seu pai a obrigara se casar com um duque muito mais velho do que ela e que já estava com um pé na cova. Um diplomata inglês...

Alexander ficou estático e ela percebeu isso.

As mãos dele que antes faziam um carinho que havia se tornado tão reconfortante à ponto de fazê-la recostar a cabeça em seu abdômen pararam. Ela ergueu o olhar límpido de lágrimas salgadas. Ele estava tenso, ela percebeu pelo seu maxilar trincado.

- O que houve? – perguntou preocupada.

- Nada continue – ele pediu se afastando dela e indo para a janela de seu escritório, de costas para ela.

Isabelle achou que era melhor não comentar sobre o comportamento estranho e tentou continuar com o seu relato.

- Bem... Ela partiu em lua de mel com ele e eu fiquei sozinha com o meu tio. Os piores dias da minha vida, sem dúvida. No entanto, ela voltou bem mais cedo do que o previsto e minha voltou a rotina de grosserias e pontapés. Desta vez, muito pior, pois ela estava furiosa por ter tido a lua de mel interrompida. Ela gostava da Grécia, mesmo eu achando que ela gostava ainda mais dos gregos.

Eu sabia que eu deveria ter ficado no meu quarto no dia em que eu fugi de casa.

Eu percebi pelo olhar do meu tio, que ele havia planejado algo para mim, mas não sabia o que era. Quando era de tarde e minha prima tomava chá, sozinha, pois seu marido havia partido em uma missão diplomática, eu sem querer derramei chá em sua roupa... Meu tio havia acabado de voltar depois de uma volta à cavalo e ainda estava com o chicote...

“Não! Ele não teria coragem...” Alexander pensou se voltando para ela, mas ela não precisou dizer mais nada. As lágrimas em seus olhos e os fortes soluços que rasgavam o peito dela era toda a confirmação de que ele precisava. E como um relâmpago, ele se lembrou de quando viu aquelas marcas nas costas dela.

Então a ira brotou nele como jamais pensara ser possível antes.

Mesmo assim, ela continuou.

- Naquela tarde, ele me bateu como um animal. Nunca havia me batido tanto em minha vida quanto naquele dia. Ele foi cruel e por um instante eu até achei que ele seria capaz de me matar... Ele ficara tão... Feliz. Tão excitado... Que por um instante pensei que ele seria capaz de fazer o pior...

Mas, como sempre, ele nunca foi muito longe.

E naquela noite eu soube que eu tinha que fugir de casa. Sabia que qualquer lugar seria melhor do que aquele. E ironicamente eu havia pensado que até mesmo um bordel seria melhor do que aquilo. – Ela riu com amargura. – Mas eu sei que foi ele quem planejou a minha ida para aquele lugar. Acho que ele apenas não fez nada por achar que seria um desrespeito à filha dele. Então, ele planejou minha ida para aquele lugar e havia me “reservado”. Eu ouvi os homens e a mulher conversando sobre isso... Mas ele provavelmente não havia contado que...

- Eu aparecesse por lá e te comprasse – ele completou.

Ela concordou com a cabeça, ficando vermelha de vergonha.

Ele se sentou na beira da escrivaninha e de lá a observou por um tempo.

- Quer saber de algo que é ainda mais absurdo do que tudo isso? – perguntou baixinho.

Isabelle olhou para ele e encontrou um olhar misterioso vindo do duque. Com um suspiro, ele se inclinou na direção dela e murmurou:

- Eu era o homem que ia se casar com a sua prima e que a amava.

Isabelle arregalou os olhos vermelhos e inchados e olhou para ele sem acreditar em suas palavras. Mas então ela se tocara que ele realmente poderia ser o homem que assinava como A. Charles Arthur K., Duque de Kinightley.

Ela levou a mão a mão aos lábios, horrorizada.

- Você... Você...

- Não precisa ter medo – ele murmurou. – Assim como você, eu a odeio.

Isabelle negou com a cabeça e levou as mãos à mesma que parecia latejar.

- Isso é coincidência demais para nós dois... Meu Deus, o que pretendes com isso? Que eu fique com peso na consciência pelo primeiro homem de minha vida ser o ex-noivo de minha prima? Pretendes me castigar mais do que mereço?! Deus o que eu fiz?!

Ela enterrou o rosto nas mãos.

- Sabe, Isabelle, estou começando a achar que nosso encontro não foi um castigo... Mas sim uma graça – ele respondeu.

Ela olhou para ele sem acreditar no que ele dizia.

- A quê te referes?

Ele sorriu.

- Bem, raciocine comigo, milady: Nós dois fomos humilhados por Otella. E, de acordo com o que me disse, ela me amava...

- Sim... – ela murmurou pensativa.

- Há chance melhor de provocá-la se não ficarmos juntos? – perguntou ele segurando as mãos da francesa nas suas. – Imagine como ela ficara em saber que o seu “amor” se casou com a prima que ela tanto rejeitou e humilhou...

- Estas me pedindo para que...

- Se case comigo e em troca nos vingaremos deles dois como merecemos ser vingados – ele completou por ela e tinha um brilho quase entusiasmado no olhar.

Isabelle puxou suas mãos e recuou.

- Eu não acredito em vingança, vossa graça – ela respondeu de costas a ele. – Não aceitarei me casar com homem nenhum que não seja por algo melhor do que um pedido de vingança.

Alexander pensou um pouco e logo deu um meio sorriso.

- Então vamos pôr as coisas deste modo, Isabelle – ele disse com uma voz calma, mas ao mesmo tempo... Terna? – Você sabe que tenho muitas coisas para te oferecer. Tenho dinheiro, posição social... Posso te proteger de seus tios e creio que seu pai ficará feliz por te ver casada com um homem tão poderoso de Londres. Sem contar que...

Ela se virou para olhá-lo, com receio.

- Quando... Dormimos juntos, eu não me cuidei. Já parou para pensar que podes estar grávida de mim? – perguntou hesitante.

Ela quase soltou um grito de susto com a pergunta direta.

- Isso é ridículo. Não é como se eu fosse ficar grávida em minha primeira vez. Isto é... – ela pensou em dizer que era uma bobagem, mas ela sabia que não era tanto absurdo assim. – E se eu estivesse grávida de monsieur, o que farias?

- Se você não passasse de uma prostituta eu te daria assistência. Mas como és filha de um marquês... Sinto-me mais do que obrigado em assumir esse filho e me casar com você... Sem contar que resolveria o meu problema em ter um herdeiro também.

- Espere... Então me ofereces proteção, apoio financeiro e vingança em troca de um herdeiro e vingança? – ela perguntou cruzando os braços.

- Acho que podemos juntar o útil ao agradável... – Ele concordou. – O que me diz agora?

Ela respirou fundo antes de dizer:

- Não acha que esse é um pedido um tanto petulante?

Ele gargalhou e ela não achou graça.

- Bem, então espero que tenhas sorte em encontrar um marido que a aceite mesmo não sendo mais virgem – sugeriu o homem.

Isabelle sabia que eram bem poucas as chances de se casar estando “desonrada” como estava. E ele sabia disso também. E também, até que o pedido dele não era tão absurdo assim. Sem contar que era exatamente aquilo o que ela procurava. Dinheiro e proteção eram essenciais.

- Mas eu sou menor de idade. Tenho 19 anos e precisarei da permissão do meu tio para me casar. E tenho quase certeza de que ele não vai permitir...

- Sou uma pessoa influente. Não vou demorar em conseguir uma licença especial.

Caramba! Ele parecia ter uma resposta para tudo.

- Pensando em outra desculpa para negar o meu pedido? – perguntou ele, cruzando os braços.

- Sim... Mas não encontro. Pois me ofereceste tudo aquilo que eu preciso – ela respondeu. – Meus pais não estão aqui para me proteger e se eu lhes enviar uma carta ainda hoje, demorarão meses até que chegue a suas mãos... E mais meses para que venha uma resposta.

- Então...

Com infelicidade ela suspirou.

- Não tenho outra escolha... Mesmo eu não gostando da ideia de vingança, aceitarei o seu pedido, vossa alteza.

Ele sorriu vitorioso e se desencostou da escrivaninha. Acariciando o seu rosto, disse:

- Tente não ver isso como uma “vingança”, mas sim como uma “lição”. Ensinaremos à sua prima que ela não pode manipular tudo e a todos.

Ela olhou para ele, desconsertada com o carinho e recuou.

- E que lição... — Então ela se calou, mas suspirou. — Eu estou a ponto de dizer que você precisa de uma lição também – ela disse. — Mas, escute... Eu não vou aceitar que, com amor ou sem amor, você me traía com qualquer prostituta por aí, entendeu-me? Você está se amarrando à mim e eu estou me amarrando à você. Ao mesmo tempo em que serei fiel, exigirei isso de você também.

- Que assim seja, futura Duquesa de Knightley.

Ela estremeceu com o título.

- Isso é loucura – ela resmungou.

- Mas é uma loucura que eu tenho certeza que você vai gostar – ele disse convencido.

Sim, ele também precisava de uma lição...

E ela teria todas as chances para transformar a vida dele num inferno... Ah, se ela fosse vingativa. Ai dele se ela fosse vingativa!