Descobrindo O Que Realmente Sentia
10 Capítulo 10- Lindo como o conto da Bela e a Fera
Notas iniciais
Caroline corria desviando das árvores, ela olhava algumas vezes para o lado para se certificar de que Klaus ainda estava ali, mas nada disso era preciso, pois ele não havia largado a mão dela desde que pularam pela aquela janela. Eles só pararam de correr quando chegaram a mansão de Klaus.
A mansão era extremamente grande e segura, havia alguns vampiros no portão que assim que viram Klaus abriram os portões. Caroline estava impressionada, tudo ali a lembrava um castelo que havia visto no filme a Bela e a Fera, ela pensou que seria impossível não se sentir uma rainha em tal lugar.
–Eu vou precisar que reforcem a segurança em todo o redor da casa. –Klaus conversava com os seguranças enquanto Caroline admirava o lindo jardim cheio de rosas e margaridas, ela estava deslumbrada pelo lugar.
Klaus passou por ela sem dizer uma palavra e seguiu ate a entrada da mansão, olhando apenas uma vez para ela. Caroline abriu a boca para lhe perguntar qual era o problema mas a fechou novamente assim que viu quem os esperava na porta da mansão.
Hayley observava Klaus como uma esposa preocupa com seu marido que demorou apenas alguns minutos a mais para chegar em casa de seu serviço. Caroline a odiava com toda a sua força, mas jamais machucaria alguém que estivesse gravida.
–Onde você estava? –Klaus apenas passou por ela sem dizer nenhuma palavra, mas logo o rosto de preocupação de Hayley foi substituído por um de total desprezo ao perceber quem Klaus havia trazido consigo.
Caroline não espero que Hayley falasse alguma coisa e seguiu atrás de Klaus, ignorando totalmente os olhares de ódio da morena.
A mansão por dentro era ainda mais incrível, depois de subirem um lance de escadas na entrada e passarem por uma porta enorme de madeira envelhecida, havia um corredor que acabava em uma sala enorme de entrada e outra escada larga que levava ate o segundo andar da mansão. Caroline queria continuar a explorar a mansão incrível onde Klaus morava, mas foi interrompida pelo próprio.
–Caroline porque não sobe e escolhe um quarto para descansar. –Eram as primeiras palavras que Klaus trocava com ela desde o ocorrido.
–Tudo bem. –Caroline realmente estava cansada e era tarde também, então deixou para discutirem sobre o assunto pela manha.
Depois de vagar por alguns minutos nos corredores do segundo andar, Caroline finalmente encontrou um quarto. Era extremamente grande, como tudo que havia naquele lugar, a cama dava para dormir quatro pessoas sem nenhuma ficar apertada. A decoração do quarto fez com que ela se sentisse dentro de algum livro de Jane Austin, exceto pelo banheiro, que era bem mais moderno.
Depois de um bom banho em uma banheira enorme que levou mais tempo para encher, do que ela para tomar banho, Caroline vestiu um pijama deixado por Rebekah em cima de sua cama enquanto ela tomava banho. Caroline percebeu que toda as suas roupas haviam ficado com Marcel, ela sentiu que dificilmente as recuperaria , mas no momento as suas roupas eram a ultima coisa que a preocupavam em relação a Marcel.
Caroline resolveu deixar seu problemas de lado, por pelo menos uma noite e dormir sossegada.
[...]
Klaus estava sentado no sofá em frente a lareira da sua biblioteca, ele já havia ido se certificar se Caroline estava dormindo e agora esperava por seu irmão, que insistiu que conversassem ainda hoje.
–A doce moça já adormeceu Klaus? –Elijah se sentava ao lado de seu irmão pondo mais uma lenha no fogo.
–Sim, como um anjo que nem desconfia que estragou todos meus planos contra Marcel. –Klaus estava extremamente mau humorado e tentava esconder com um pouco de sarcasmo e alguns olhares tortos.
–Marcel já esperava este tipo de reação vinda de sua parte irmão, na verdade ele desejava isso, só não contava com a rebeldia de Caroline em obedecer suas regras. –Elijah tentava ser o mais calmo possível com seu irmão, sabendo que qual quer coisa que falasse poderia desencadear um ataca de fúria.
–Eu sei, mas se eu apenas tivesse salvado Caroline ele jamais teria um motivo para querer a matar, e essa guerra continuaria apenas entre mim e ele. –Elijah ficou extremamente surpreso ao perceber que a fúria de Klaus não era pelo fato de ele ter perdido o seu elemento surpresa contra Marcel, que ate esta noite nem desconfiava que Klaus planejava tomar NO de volta, mas sim porque a vida de Caroline tinha sido posta em jogo. –Ele jamais ira desistir de se vingar pela tentativa dela de matar-lo.
–Talvez Caroline fosse o que estivéssemos esperando para começarmos esta guerra irmão. –Klaus descordou da opinião de Elijah.
–Eu desejo esta cidade com toda a minha força, mas se ela custar a vida da pessoa com quem eu mais desejo dividi-la, não terá valido a pena.
[...]
Caroline se sentia extremamente bem, havia descansado o suficiente e estava pronta para resolver os problemas da noite passada, ou pelo menos ela achava que sim.
Ao se levantar, Caroline notou inúmeras sacola no chão do quarto, todas com nomes de lojas caras e chiques, ao abri-las se deu de cara com varias roupas, roupas que ela jamais havia sonhado em ter ou que ao menos existissem. Dentro de uma sacola havia um bilhete com o nome de Klaus.
“Caroline notei que suas roupas foram deixada para trás, então me dei ao trabalho de comprar novas pra você. Espero que goste delas, pois ao contrario terá de ficar com elas igual.
Estaremos lhe esperando para o café. “
Caroline sabia que a próxima vez que visse Klaus ele não seria o mesmo que a deixou em alguns meses em Mystic Falls, mas algo dentro dela ainda desejava que fosse.
Depois de vestir uma blusa rosa clara, uma calça jeans e uma sapatilha, Caroline seguiu o barulho de talheres ate encontrar a sala onde todos tomavam café. Rebekah que havia voltado a poucos dias de sua viajem foi a única que olhou para Caroline dando-lhe um sorriso torto.
–Junte-se a nos Caroline. –Rebekah puxou uma cadeira ao seu lado. Talvez essa viajem com Matt a tenha feito bem ou só o fato de ela saber que seria tia a fazia ser mais educada, pensou Caroline.
Todo o café se resumiu em um enorme momento constrangedor, onde ninguém falava com ninguém e somente Rebekah contava de seus triunfos em sua viajem pelo mundo. Depois de alguns minutos que mais pareceram horas para Caroline, o café finalmente acabou e cada um se levantou indo em direção de seus a fazeres, ficando somente Caroline na mesa, pois como havia chegado depois de todo ela ainda não havia terminado seu café.
Caroline ficou irritada pelo fato de amar o lugar mas se sentir tão deslocada, ela queria ter odiado tudo desde o principio, odiado Klaus desde que o conheceu e jamais ter perdoado as coisas que ele fez, ela odiava o Tyler por ter sido um canalha com ela, odiava a Hayley por ter conseguido destruir seu romance com Tyler e ainda estar gravida de Klaus, mas o que ela mais odiava era os olhares que ela estava tendo que aturar, sem nem saber o que se passava pela cabeça de nenhum deles sobre ela.
Sem esperar, Caroline se levantou e foi em direção a porta, ela não queria ter que encontrar com nenhum deles no caminho ate a saída, sem se dar ao trabalho de pegar as roupas que Klaus havia lhe dado, apenas com o celular que ela havia ficado todo o tempo no bolso do vestido e agora ela carregava consigo no bolso da calça jeans, Caroline saiu indo em direção ao portão da mansão, mas parou ao perceber que os guarda não a deixariam sair.
Caroline voltou, mas dessa vez ela foi em direção a garagem da mansão. Ela já deveria estar acostumada a não se surpreender mais, mas ao abrir a garagem ela ficou de boca aberta admirando os quatro carros estacionado ali, uma mais bonito que o outro.
Depois de ficar algum tempo admirando os carros, Caroline foi em direção a uma caixa transparente onde havia três chaves e cada uma com o nome do proprietário em um chaveiro.
–Isso é por todo esse tempo que você andou fodendo a minha vida Hayley. –Caroline pegou a chave com o nome da Hayley no chaveiro e apertou no alarme. Logo as luzes de um Porsche Cayenne todo preto acenderam e Caroline se jogou para dentro do carro.
Sem nenhuma dificuldade para passar pelo seguranças por causa dos vidros extremamente pretos, Caroline saiu indo em direção a estrada para longe de NO.
[...]
Começou logo a chover. Caroline odiava a chuva, mas não passaria nem mais um dia naquele lugar, nem que para isso ela tivesse que enfrentar uma estrada toda molhada.
O celular de Caroline começo a tocar e nome de Klaus apareceu, ele havia descoberto sua fuga antes do que ela esperava, mas ele não iria conseguir parar ela. Caroline pisou mais fundo no acelerador, mas o carro de Hayley estava ficando sem gasolina e mesmo em relutância Caroline teve de para em um posto perto de NO.
Enquanto Caroline abastecia o carro, um rapaz alto se aproximou dela.
–Quer ajuda? –Ele tinha algumas cicatrizes no braço e a voz um pouco rouca.
–Não, já terminei, obrigado. – Caroline ia por a bomba de gasolina em seu lugar, quando o rapaz a pegou pelo braço e a empurrou no chão.
–Marcel não gosta de garotas abusadas e muito menos que elas fujam dele. –O rapaz ia em direção a Caroline, foi quando ela pegou a bomba e atirou gasolina na cara dele, distraindo ele por apenas alguns segundo ate ela entrar no banheiro do posto.
Ela segurava a porta enquanto ele batia inúmeras vezes tentando entrar. Mas depois de algumas tentativas ele simplesmente parou.
–Já que gosta de joguinhos, nos iremos jogar um bem legal que se chama “Ou você sai do banheiro ou morre queimada dentro dele”. –Caroline ouviu o barulho na gasolina sendo jogada sobre o telhado do banheiro.
Caroline soltou a porta e foi em direção ao pequeno armário de funcionários, procurando por algo que detivesse o vampiro que a tentava matar, por sorte ela encontrou uma vassoura e a quebrou no meio.
O vampiro já havia começado a por fogo no banheiro, quando Caroline decidiu sair do local. Nos primeiros momentos que ela esteve fora do banheiro não via o rapaz, então foi em direção ao carro, mas foi interrompida pelo vampiro que estava todo molhado da chuva.
–Eu vou me certificar de que você não esta saindo pelas janelas e você me surpreende saindo pela frente. –Ele zombava de dela, que não esperou ele terminar e enfiou a estaca em seu coração.
–Só para constar, você é muito ruim no seu próprio jogo. –Caroline sorria maquiavelicamente para o vampiro que dava seus últimos suspiros. –Imbecil.
Caroline entrou novamente no carro e seguiu a estrada, que foi tranquila ate ela notar que estava sendo seguida por um carro, ela reconheceria aquele carro mesmo com essa chuva, era Klaus. Caroline acelerou o máximo que pode mas Klaus sempre a alcançava e poderia passar dela, se ela desse alguma brecha.
Caroline estava decidida a seguir mesmo com Klaus na sua cola, ela observava o seu carro pelo espelho quando foi surpreendida por Marcel no meio da rua. Caroline desviou com a intensão de não parar, mas ela perdeu o controle do carro que agora deslizava pela pista molhada.
O carro desgovernado de Caroline arrebentou a cerca que separava a estrada de um precipício, caindo nele.
[...]
Klaus observou o carro preto desviando de algo que ele não via e indo em direção ao precipício, Klaus tentou alcançar Caroline, mas já era tarde demais o carro dela já havia caído no precipício. Ele saiu do carro correndo em direção ao ultimo lugar onde viu o carro, assim que chegou na ponta do precipício ele viu os últimos segundo antes do carro explodir ao chegar ao chão.
Em alguns segundo e Klaus já estava ao lado do carro que agora pegava fogo nos poucos pedaços que sobraram da explosão.
–Caroline sua idiota. –Klaus sabia que se ela estava dentro do carro, não teria sobrevivido a explosão.
Klaus agora estava de joelhos na chuva ao lado do carro, quando uma mão encostou em seu ombro.
–Não acredito que você achou que eu seria tão burra de ficar no carro ate ele alcançar o chão ne Klaus? –Caroline estava toda suja e tinha algumas feriadas que já haviam começado a se curar. –Eu pulei do carro assim que ele começo a cair do penhasco, mas a minha queda não foi tão bem sucedida. –Ela mostrava os arranhões para Klaus.
–Nunca mais faça isso Caroline. –Klaus se levantava.
–Não grita comigo seu idot... –Caroline não conseguiu terminar sua frase, pois Klaus a abafou com um abraço.
Notas finais
Obrigado pela paciência que vocês tem comigo, de verdade :3
Ate o próximo.
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