Descobrindo O Que Realmente Sentia
11 Capítulo 11 -Um brinde as flores
Notas iniciais
Desculpem a demora. Essa semana foi toda em função das voltas aulas e eu tbm só estava podendo entra pelo mobile. Mas enfim, aqui esta.
Caroline saia do banho indo em direção a sua cama, ela não consegui parar de pensar em Klaus e no porque de ele estar tão quieto desde seu acidente com Silas na noite passada. Ela desejava o confrontar e questionar o motivo de seu silencio, mas todas as vezes em que tomava um pouco de coragem era logo derrubada pelo olhar frio de Klaus.
–Caroline sua vaca desgraçada! –Hayley gritava do lado de fora do quarto de Caroline.
Caroline revirava os olhos, ela sabia que este momento iria chegar, mas Hayley não poderia esperar mais uma noite?
–Não estou afim de conversar. –Caroline foi em direção a sua penteadeira e começou a escovar seu cabelo.
–Ah você não esta afim de conversar? Ótimo, sabe do que eu não estava afim hoje? De chegar em casa e encontrar o meu carro num caminhão de reboque todo destruído. –Hayley gritava e chutava a porta do quarto de Caroline.
Depois de alguns chutes e socos a porta finalmente cedeu deixando que Hayley entrasse no quarto.
–Eu vou te matar Caroline. –Hayley vomitava as palavras em Caroline com um ódio absurdo.
–Não acha que esta exagerando? –De repente Caroline se via como a garota que era antes de se tornar vampira. –Você roubou muitas coisas minhas, um carro não é nada se formos levar em conta tudo que você já fez não é?
Hayley pegou um abajur que estava no cômodo ao lado da cama de Caroline e arremessou em direção a loira, que rapidamente desviou.
–Você não vai querer começar uma briga gravida. –Caroline estava apavorada pelo falta de preocupação de Hayley com o seu próprio bebê.
Depois de alguns minutos em silencio Hayley olhou para Caroline.
–Por que você veio pra cá? Por que não foi pra Mystic Falls? Por que você sempre estraga tudo Caroline. –Hayley estava gritando e passava a mão em seu cabelo confusa.
–Olha que fala em estragar tudo, você veio toda querida pro meu lado em Mystic Falls dizendo que havia ajudado Tyler mas que isso não passava de uma amizade, quando na verdade vocês estavam se pegando esse tempo todo. E depois não contente você vai pra cama com Klaus e ainda fica gravida. – Caroline cuspia as palavras na morena, que agora mal conseguia se controlar de tanta raiva.
–É mas mesmo assim dei a Klaus o que ele procurou em séculos, uma família. –Hayley olhava para Caroline com ar de superioridade. –Uma coisa que você jamais dará.
Caroline estava a um passo de destruir todo seu auto controle.
–E no fim das coisas vou acabar com um lobo lindo de Mystic Falls e um elo eterno com o poderoso hibrido Klaus. –Hayley saia do quarto contando suas vantagens e rindo.
Caroline perdeu o pouco que restava de seu controle e saiu do quarto atrás de Hayley, quando deu de cara com Elijah, que lhe olhava com um ar de reprovação, lembrando em algumas feições seu pai.
–Podemos conversar? –Não importava a resposta que ela fosse dar, pois Elijah já estava decidido a ter essa conversa, a pergunta foi por educação.
–Tá, pode ser. –Elijah sorriu e fez um sinal para que ela o seguisse.
Depois de alguns minutos caminhando pela enorme mansão, os dois finalmente pararam em frente a uma porta grande e pintada de vermelho vinho. Dentro desta porta estava uma enorme biblioteca, com mesas e poltronas espalhadas pelo lugar, lembrando uma faculdade antiga.
–Sente-se Caroline. –Elijah estava sentado em uma roda de poltronas com uma pequena mesa de centro.
–Que lugar incrível, essa mansão me surpreende a cada segundo. –Caroline se sentava na poltrona ao lado de Elijah.
–Não irei tentar ficar dando voltas pra encontrar uma forma mais fácil de lhe dizer o que tenho que dizer, mas espero sua compreensão e seu total entendimento da minha opinião. –Elijah tinha um ar tão clássico e fino, deixando claro que não poderia ter nascido neste século.
–Tenho algumas duvidas do que possa se tratar, mas tudo bem, estou lhe ouvindo. –Caroline tentava igualar a seriedade e a compostura, falhando algumas vezes.
–Sei que a guerra travada entre você e a loba Hayley vem sendo carregada a tempos, mas no momento tenho que lhe pedir que pare. Eu tentei falar com Hayley logo que você chegou na mansão, mas ela é muito tola para entender, não de uma forma ofensiva é claro. –Caroline sabia que Elijah não estava ofendendo Hayley, mas só de ouvir aquelas palavras um sorriso maquiavélico surgiu em seu rosto.
–Eu entendo, mas eu jamais machucaria a Hayley no estado que ela esta agora. –Caroline poderia ter a maior das raivas existente em um ser, mas seu bom senso falaria mais alto.
–Não espero menos de você, acredite lhe dou mais créditos do que possa imaginar. –As palavras de Elijah fizeram com que Caroline se sentisse extremamente confiante, todas as expectavas postas a ela vez com que entendesse um pouco mais a vampira que havia se tornado.
–Fico feliz de ouvir isso. –Foi o pouco que Caroline conseguiu dizer de seu mar de palavras que se formavam em sua cabeça.
–Você desde o principio chamou a atenção de meu irmão, com seu jeito meio braba e rebelde fazia com que ele jamais esperasse o que iria fazer. Um exemplo claro é você ter vindo para cá depois de todos terem a certeza de que viveria a eternidade ao lado de Tyler. –Elijah levantava as sobrancelhas .
–Não da pra roteirizar a vida. –Caroline ainda estava abalada com tudo que havia acontecido com Tyler, mas diferente de como reagia sempre, chorando e se isolando do mundo, agora ela estava aproveitando.
–Onde eu quero chegar com esta conversa, é que você não precisa se preocupar com a Hayley a ponto de querer fazer algo para a machuca-la, você e melhor do que uma vingança por impulso. –Elijah sorria gentilmente e Caroline retribuía.
[...]
A noite estava extremamente agradável, o vento soprava levemente os cabelos loiros de Caroline. Ela estava sentada nas escadas da mansão de Klaus admirando as flores do jardim, ela queria levar todas para sua casa em Mystic Falls.
–Planejando mais uma fuga mal sucedida? –Klaus apareceu atrás de Caroline segurando dois copos enchidos ate o topo de sangue. Vendo a cara que Caroline fez para os copos, logo Klaus esclareceu. –É de bolsas de sangue.
Caroline pegou o copo e deu um lugar ao seu lado para Klaus se sentar.
–Linda noite, comparado com a chuva que fez nos últimos dias. –Klaus já havia se sentado e agora observava o lindo céu cheio de estrelas. Com o canto do olho ele via qual era a reação de Caroline, que apenas deu um sorriso e concordou com a cabeça.
–Esta tudo bem? –Caroline resolveu que hoje ela iria resolver todos os seus problemas com as pessoas dessa mansão.
–Caroline sei onde quer chegar e não, não estou brabo com você. Chateado com algumas atitudes suas? Talvez. Mas tudo que você fez eu já esperava. –As palavras ditas por Klaus fizeram com que Caroline recuasse um pouco. –Não fique braba.
–Não estou. Eu lhe entendo, só causei problemas desde o momento em que pus os pés nessa cidade. –Caroline sorria para Klaus, algo que ele havia visto poucas vezes.
–É verdade. –Ele ria novamente. –Viu isso é muito legal, nos dois rindo e sem aquela pressão e clima pesado por ficarmos lembrando o passado. Todos nos causamos problemas e ainda vamos causar, mas só por essa noite poderíamos nos divertir.
–Sabe que você tem razão, sinto falta disso. Parece que quando você é vampiro todo tipo de diversão é um enorme problema. –Klaus se levantava e esticava a mão para ajudar Caroline.
–Tenho um estoque de bebidas lá dentro, aceita? –Klaus fazia o convite com um sorriso torto e ate um pouco abusado. Caroline resolveu entrar no jogo.
–Não podemos dar uma festa, seus irmão vão nos matar. –Caroline ia atrás de Klaus, os dois riam como adolescente prestes a fazer algo muito errado.
–Ninguém falou em festa querida, vamos beber enquanto curtimos um pequeno passeio. –Caroline estava com os olhos brilhando.
–Quero andar pelo jardim, eu estou esperando isso desde que vim para cá. –Caroline amava o jardim, era a parte favorita do pouco da mansão que ela conhecia.
Klaus pegou algumas garrafas e os dois seguiram em direção ao jardim.
–Quando comprei essa mansão a primeira coisa que me convenceu de que eu havia escolhido a certa foi esse jardim, ele sempre me lembrou você. –Klaus dava mais um gole na sua garrafa de vinho.
Caroline sorriu e acompanhou Klaus dando mais um gole em sua garrafa.
–Esta preparado para ser pai? –Caroline sorria debochadamente para Klaus.
–Se Hayley tiver algum senso, não deixara que eu crie e nem ao menos chegue perto dessa criança. –Klaus arregalava os olhos e arrancava uma margarida do seu jardim.
–Obrigado. –Caroline agradecia pela margarida que Klaus lhe deu. –Acredito que você ira cuidar do bebê sim e ainda será aqueles pais corujas.
–A sua fé incondicional nisso me faz pensar que sou uma boa pessoa. –Erguia sua sobrancelhas novamente para Caroline.
[...]
Já havia se passado algumas horas, desde que Caroline e Klaus começaram a beber e conversar no jardim. Caroline já estava começando a se sentir tonta e um pouco boba.
–Eu amo a grama. –Caroline havia se deitado na grama depois de um surto de risadas.
–Deveria ter vivido na época em que eu nasci, só havia grama. –Klaus Estava sentado na grama ao lado de Caroline, ele também estava um pouco tonto, mas conseguia se controlar.
–Sempre pensei nisso. –Caroline se levantou e ficou sentada ao lado de Klaus. –Em como deveria ser viver numa época antes da que nasci.
–Foram bons tempos. –Klaus chuta umas das muitas garrafas que estavam nos chão.
–Se eu pudesse voltar no tempo, eu diria para mim mesmo nunca ficar como Tyler... – Caroline continuou resmungando algumas coisas que Klaus não conseguia entender.
Depois de mais alguns minutos resmungando sobre o quão canalha era o Tyler, Caroline parou e olhou para Klaus.
–Eu deveria ter escolhido você. –Klaus ergue os olho em surpresa, ele jamais esperou ouvir isso dela.
–Nunca é tarde para tentar. –Klaus sorriu para Caroline, que logo retribuiu.
Os dois começaram se aproximar, diminuindo cada vez mais a distancia um do outro.
–Eu esperei a muito tempo por isso. –Klaus diminuía o pouco de espaço que ainda existia entre os dois e fechava seus olhos. Foi quando Caroline caiu em seu colo dormindo.
–Eu já deveria esperar que algo do tipo acontecesse. –Ele olhou para o pequeno anjo de cabelos loiros deitada em seu colo dormindo.
Klaus pegou Caroline nos braços e a levou pelo jardim ate a mansão.
–Eu te amo Caroline. –Klaus colocou Caroline na cama e lhe deu um beijo na bochecha. –Bons sonhos querida.
Notas finais
Obrigado a todos, a cada comentário vocês me dão mais confiança para continuar.
Como sempre agradeço também a paciência de vocês :3
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