Descobrindo A Paixão

5 Capítulo 5 Consequencias


Notas iniciais
mais um capitulo este saiu pequeno mas também esta legal espero que gostem

Por Harry

Vi o quanto a Gina estava chateada, com os olhos brilhando de raiva e tristeza. Com certeza não seria a melhor hora para tentar conversar com ela. Quando ela entrou na sala, todos olharam para ela, mas ela não ousou levantar os olhos para mim nem por um segundo. Eu queria muito ir até lá, segurar sua mão e dizer que faria de tudo para vê-la feliz, mas sabia que não era o momento.

— Tudo bem, querida? — perguntou a senhora Weasley, se aproximando.

— Sim, mamãe... estou bem — respondeu ela, com a voz baixa.

— Acho que aquele idiota já foi embora. Ninguém chamou ele para vir aqui e fazer essa confusão toda — resmungou Rony, ainda bravo.

— Sim, Rony, ele já foi — disse ela, suspirando.

— Então é melhor eu ir atrás dele. Não podemos deixar um rapaz de 16 anos andando sozinho por aí, nesse mundo tão perigoso e cheio de confusões — disse o senhor Weasley, já pegando o casaco.

— Obrigada, papai. Mas quem devia ter trazido ele embora eram aqueles dois que trouxeram ele para cá, não é mesmo? — reclamou ela, se referindo aos gêmeos.

— Ele disse que queria muito ver vocês... nunca passou pela nossa cabeça que ele era seu namorado — comentou o pai.

— Ex-namorado, pai — corrigiu ela, firme.

— Quer conversar sobre o que aconteceu, Gina? — perguntou Hermione, com carinho.

— Não, Mione. Eu só quero subir para o meu quarto e ficar sozinha um pouco.

— Eu já estou indo atrás do Dino — disse o senhor Weasley, parando na porta. — Mas quero que você saiba de uma coisa: jamais vou deixar nenhum garoto, nem ninguém, machucar você, de jeito nenhum. E quero também que você lute por quem realmente gosta, entendeu? Você é a minha joia mais preciosa, Gina, e eu te amo demais para ver você sofrer à toa.

— Eu também te amo, pai. Mas por favor, me deixa subir agora... preciso ficar sozinha. E quando for atrás do Dino, por favor, entrega ele inteiro e bem em casa, sim?

— Claro, princesa. Vá descansar. Mais tarde, ou amanhã, eu quero saber direitinho o que realmente aconteceu em Hogwarts no ano passado, tudo o que eu perdi. Mas agora não tenho tempo, vou atrás daquele menino.

Vi quando ela subiu as escadas devagar, arrastando os pés. Ela tinha dito ex. Então, eles realmente terminaram. E eu não precisei fazer nada, só mostrar para o Dino que eu também estava na disputa, que eu acordei finalmente. Agora era só juntar os cacos, esperar a poeira baixar e mostrar para ela que eu estava vendo tudo, que eu finalmente a via como ela merecia ser vista.

Olhei para o lado e vi a senhora Weasley me olhando e sorrindo de um jeito especial. Ela sabia de alguma coisa, tinha certeza absoluta. Logo depois, ela olhou na direção onde Gina tinha subido, com um olhar cheio de carinho e compreensão. Será que Gina já tinha contado para a mãe sobre os sentimentos dela por mim?

Nesse momento, senti uma vontade enorme de ir atrás dela, bater na porta e falar tudo o que estava preso na minha garganta. Mas não podia... Hermione estava ao meu lado e não parava de me olhar, como se lesse os meus pensamentos.

— O que você fez lá fora com ele, Harry? — perguntou ela, baixinho.

— Contei tudo a ele. Disse que eu também gosto dela.

— Não acredito que você realmente fez isso!

— Bom, parece que deu certo, não é? E não me arrependo nem um pouco do que fiz ou do que falei.

Olhei para todos que ainda estavam na sala. Acho que todos já desconfiavam que ela gostava de mim, era algo que estava estampado no rosto dela há anos. Mas somente duas pessoas ali sabiam que, agora, eu também gostava dela: Rony e Hermione.

Saí para o jardim, e os dois vieram logo atrás de mim.

— Cara, você devia estar é muito feliz! — disse Rony, batendo no meu ombro.

— Você contou para ele assim, do nada? — perguntou Hermione, ainda surpresa.

— Você já estava sabendo, não é mesmo? — respondi, sorrindo de lado.

— Dá para parar com esse mistério? É claro que os dois já sabiam! — disse Rony, revirando os olhos. — Olha, Harry, vocês são as únicas pessoas que eu realmente tenho, e não vou dizer que não estou feliz com tudo isso... mas ao mesmo tempo me sinto culpado. Ela está sofrendo agora, e tudo por causa dessa confusão toda.

— Tenho certeza que esse incidente já vai passar, até amanhã ninguém mais vai lembrar — tentou acalmar Hermione.

— Eu gostaria muito de ir lá e falar com ela agora, mas acho que não seria uma boa hora, não é mesmo?

— Com certeza não. Deixa ela esfriar a cabeça primeiro — aconselhou Rony.

— E agora? O que você vai fazer? — perguntou Hermione.

— Vou fazer o que eu te disse, Mione.

— E o que foi que você disse para ela? — perguntou Rony, curioso.

— Rony... eu estou decidido a ficar com a sua irmã. E não adianta fazer essa cara de desespero, porque é a verdade. Eu realmente sinto algo muito forte pela Gina, algo que nunca senti por ninguém. Mas existe um problema enorme nisso tudo.

— E qual é o problema?

— Voldemort. Não posso deixar que ele faça nada contra ela. Eu não iria aguentar perder ela, de jeito nenhum. E nós estamos no meio de uma guerra, qualquer passo em falso pode ser perigoso. Preciso de ajuda, principalmente de bruxos mais velhos e experientes: Dumbledore, Remo, Tonks, Olho-Tonto, o Quim... todos eles, sem exceção. Preciso que todos saibam que ela é importante para mim, para poder protegê-la.

— Você tem medo que aquele cara da cobra faça com ela o que fez com... com o seu padrinho? — perguntou Rony, baixinho.

— Com Sirius? Sim, tenho muito medo. Ele usou quem eu amava para chegar até mim, e faria a mesma coisa com a Gina se descobrisse.

— Pode ficar tranquilo, estamos do seu lado nisso tudo, Harry — disse Hermione, séria. — Nós não vamos deixar nada acontecer com ela.

— O que vocês ainda estão fazendo aqui parados? — perguntou o senhor Weasley, voltando e nos encontrando ali.

— Acho que o meu pai também poderia ajudar, não acha? — disse Rony, olhando para mim.

— Com certeza ele poderia... mas não sei se tenho coragem de falar com ele sobre isso. Não sei qual seria a reação dele.

— Para de ser bobo, Harry! Papai te adora, é como se fosse um filho para ele há anos — disse Rony, rindo.

Sim, ele poderia me ajudar, e eu queria muito conversar com ele, mas o medo de estragar tudo me segurava. Respirei fundo e resolvi enfrentar.

— Senhor Weasley... posso falar com o senhor em particular? É um assunto muito importante.

— Claro que posso, Harry. Vamos até lá no galpão, é mais reservado. E vocês dois, podem ir descansar, já já a mãe de vocês vem aí — disse ele para Rony e Hermione.

— Ok, pai. Vamos, Mione — disse Rony, puxando ela.

— Aconteceu alguma coisa grave, meu rapaz? — perguntou o senhor Weasley, assim que estávamos só nós dois.

— Aconteceu... eu estou apaixonado, senhor.

— Nossa, esta promete ser uma noite bastante interessante! — ele sorriu, coçando a barba. — Primeiro descubro que minha filha namorou dois rapazes no ano passado, mas que não gosta de nenhum dos dois... e agora você vem aqui e me diz que está apaixonado. Como é que você chegou a esta conclusão, hein?

— Senhor... o senhor sabe de quem a Gina gosta, não sabe?

— Tenho minhas suspeitas, já faz muito tempo...

— Ele é um imbecil, não é? — eu falei, olhando para o chão, sem graça.

— Por que está me dizendo isso, Harry?

— Porque eu sei de quem ela gosta, e... e... é que... eu estou apaixonado por ela, senhor.

Ele sorriu para mim, e me olhou de um jeito tão especial, com tanto brilho nos olhos... o mesmo jeito que ele olha para a própria filha. Eu queria sumir dali de tanta vergonha, mas também de alívio.

— Pensei que eu nunca iria ouvir você me falar isso, Harry.

— Senhor Weasley, sei que somos muito novos para isso, e que estamos vivendo tempos de guerra, onde nada é fácil... mas esse sentimento é maior do que eu. Estou totalmente perdido, fora de mim desde que o Rony me contou o que ela sente. No ano passado, nós nos aproximamos muito, mas eu achava que o que sentia por ela era só como se fosse de uma irmã... mas ao ver ela com o Dino, percebi que não era só isso. Na verdade, eu queria que ele desaparecesse, que ficasse bem longe dela.

A cada palavra que eu falava, o senhor Weasley sorria mais e mais para mim. Eu estava muito nervoso, queria que ele falasse alguma coisa, mas ele me deixou falar tudo o que estava entalado. Depois, fez um sinal com a mão para que eu me acalmasse e pudesse ouvi-lo.

— Harry... eu sempre soube que a minha princesa era apaixonada por você. Sempre achei vocês dois perfeitos um para o outro. Não existiria ninguém melhor do que você para tirar a Gina de mim um dia, ninguém mais merecedor dela. Realmente, acho que é cedo para se entregarem totalmente a uma paixão, ainda tão novos... mas eu já passei por isso, e vou lhe dizer o que o meu pai me disse, quando eu contei para ele que ia ser pai do Rony e da Gina. Ele me disse: "Se você ama a Molly, vá em frente. Você vai encontrar dificuldades no caminho, as coisas não serão fáceis, terão dias ruins... mas se realmente existir amor entre vocês, tudo isso será superado." Então, me diga... do que você realmente tem medo? De viver esta paixão?

— De Voldemort — respondi, sem hesitar. — Ele já usou ela uma vez, quando escreveram na parede do castelo... o meu medo é que ele descubra o quanto ela é importante para mim agora, e faça alguma coisa com ela. Eu não iria aguentar, senhor. Já perdi tanta gente que amava... os meus pais, o Sirius, o Dumbledore... não pretendo perder mais ninguém. Principalmente ela.

— Não sei o que lhe dizer para acalmar este medo... porque, se algo acontecesse com ela, eu morreria junto, Harry. Você não está sozinho nisso.

— Por favor, me ajude. Eu quero ficar com ela, é claro... se o senhor permitir, é lógico.

— Como não posso permitir? Minha filha gosta de você há anos, e agora você está aqui, me falando que também gosta dela, e que fará de tudo para que nada de mal aconteça com ela. É claro que eu aceito este namoro, aliás, fico até emocionado em ver isso. Vem cá, meu rapaz...

Fui até ele, e ele me abraçou forte, como um pai abraça um filho. Senti um calor no peito, e uma lágrima escorreu dos meus olhos, de tanta emoção.

— Tudo isso vai ter um fim, Harry. A guerra vai acabar, e vocês serão felizes, tenho certeza. E quando chegar a hora certa de você tirar ela de mim, para formar a sua própria família, eu não vou pensar que estou perdendo uma filha... e sim que estou ganhando um filho. E aliás, agradeço muito à Lilian e ao Tiago, por terem me dado o prazer de poder cuidar de você desde que você conheceu o Rony. Você é um menino de ouro, Harry.

— Senhor Weasley... obrigada por tudo. E obrigada por confiar a sua joia mais preciosa a mim. Ela também significa tudo para mim, pode ter certeza.

— Eu sei disto, filho... eu sei.

Por Gina

Eu estava com muita raiva do Dino. Como ele podia fazer uma coisa desta? Me expor daquele jeito, na frente de toda a minha família, sem me perguntar nada? E também estava com raiva de ele... do Harry. Por que ele não conseguia enxergar o óbvio? Por que ele tinha que ser tão cego?

Entrei no banheiro e comecei a trocar de roupa, colocando a minha camisola de florzinha que mamãe tinha me dado de Natal. Quando eu estava terminando, escutei alguém batendo na porta.

— Pode entrar — falei, sem olhar.

— Claro, sou eu, a Mione. Mesmo que eu não batesse, poderia entrar, já que eu divido o quarto com você, e além do mais, sou sua melhor amiga — disse ela, entrando devagar.

— Você está com muita raiva, não é mesmo? — perguntou ela, sentando na beira da cama.

— Estou sim. Raiva do Dino, principalmente... e raiva também do seu amigo, que é um cego, burro e que não enxerga nada além do que ele quer enxergar.

— Gina... o que você vai fazer agora?

— Voltar para Hogwarts, e achar um rapaz legal, que realmente mereça a minha pessoa. Alguém que não viva preocupado só com Voldemort e com salvar o mundo.

— Para de bancar a criança, por favor. Você sabe que não é assim que funciona.

— Ah, é? Pois é... eu não cresci para muita gente, não é mesmo? Mas quer saber a verdade? De agora em diante, vou me dedicar apenas aos estudos, aos N.O.M.s, e vou esquecer todos os homens da face da terra.

— Até mesmo de um certo rapaz que tem os olhos verdes e o cabelo bagunçado? — perguntou ela, com um sorriso de canto.

— Principalmente dele — respondi, virando o rosto para a parede.

— Ele ficou muito preocupado com você, sabia?

— Ah, claro... o coitadinho da Gina, a indefesa, com o coração todo dilacerado... deve ser isso que ele pensa.

— Você mesma me disse que ele estava diferente ultimamente, e eu também notei isto. Ele não está mais o mesmo. Então por que não espera um pouco? Deixa a poeira baixar, vê no que dá.

— Eu queria muito tirar ele da minha vida, mas... vou descobrir por que ele está agindo desta forma comigo, por que essa mudança toda. E você poderia me ajudar, já que também notou que ele está estranho.

— Você acabou de me dizer que não quer mais pensar nele... — ela riu. — Mas tudo bem, vou fingir que acreditei em você e vou ver o que eu posso fazer para te ajudar, está bem?

— Hermione... não é por nada não, mas eu sinto que você sabe muito mais do que está me contando.

— Acredite: se eu estou sabendo de algo, jurei não contar a ninguém. Não posso trair a confiança de um amigo, assim como nunca trai a sua confiança.

— Só me diz uma coisa... o que está acontecendo... é bom ou ruim?

— Eu acho que é muito bom, Gina. Agora, com licença, eu preciso de um banho.

Ela saiu do quarto sem nem ao menos olhar para mim direito. Eu sabia que a Mione não sabia me esconder nada, ela fica muito transparente quando mente. Mas mesmo assim, eu sentia que algo grande estava acontecendo... e eu vou descobrir o que é, custe o que custar.









Notas finais
Deixem seus recados para mim bjs