Descendentes
36 Capitulo 35
Notas iniciais
Capítulo 35 – Um pouco de loucura.
P.O.V. Bella
Era noite e durante dois longos dias eu consegui evitar Edward, claro que eu sabia através dos meus amigos e pais que ele andava atrás de mim, o que era bem animador. Mas francamente, deixa ele sofrer mais um pouco.
Estávamos na praça da cidade: Rosie, Emmett, Jasper – que havia voltado –, Alice, Jake e a jovem Nessie, que parecia ter se fascinado pelo moreno.
— Não acredito. – Eu digo, zombando. — A deusa se juntando à ralé!
— Você às vezes é desagradável. – Nessie diz.
— Não, querida, apenas realista. – Digo e giro de um lado para outro como se dançasse.
— Oi, vocês. – Thomas disse, se juntando a nós. — Olha o que eu consegui.
Ele tinha conseguido na adega dos pais duas garrafas de vinho tinto para nós, sorrimos e sentamos para beber, conversamos sobre bobagens e acabávamos rindo de Emmett com suas loucuras de sempre, ele deixa o ambiente mais leve.
— Boa noite. – A voz rouca que eu conhecia bem falou, eu estava de costas, sentada no chão. – Não sabia que estava tendo festa.
— Se quiser se junte a nós, Drácula. – Nessie diz, dando um sorriso gentil. – Acho que ainda não fomos apresentados, sou Nessie, filha de Afrodite.
— Uma babaca. – Digo e Emmett ri, assim como os outros.
— Pessoa irritante. – Nessie diz.
— Um prazer. – Edward disse. — Sou Edward Masen e essa é Lucy, uma amiga.
— Prazer. – Lucy diz.
— Uma bruxa negra. – Nessie diz. — Não é sempre que vemos uma.
— Correção. – Eu digo, levantando. — Eu vejo sempre uma, não é mesmo, Alice?
— Alice não é uma bruxa negra. – Jasper diz. — Mas é uma bruxa.
— Tá, tá, tanto faz. – Digo. – A verdade é que o lado oeste está cheio delas, se quiser posso levar você lá, com sorte elas matam você.
— Bella! – Jake exclama e todos riem.
— Relaxa, Jake, ela está zoando. – Thomas diz. — Ou já está sob o efeito do vinho.
Eu me viro então pela primeira vez e olho para ele depois de sua volta, Lucy estava segurando seu braços era como se fosse um casal de verdade. Ela usava um vestido branco de renda, aposto que foi presente de Ana, mas por algum motivo tenho vontade ri.
— Bella. – Edward diz meu nome com doçura.
— Edward! – Digo e abro um sorriso cheio de dentes.
— Bella. – Ele sussurra e vem em minha direção.
Então acontece, o primeiro soco vai no estômago e ele se curva para frente, depois acerto ele com meu joelho e quando ele cai no chão, eu chuto como se ele fosse uma bola.
— Bella, para. – Thomas diz, mas eu segui batendo.
Então eu seguro ele pela gola da jaqueta e jogo em outra direção, ninguém se mete, duvido que alguém fosse se meter, nem mesmo a chata da Lucy. Então sento por cima dele e soco sua cara várias e várias vezes, esperando que ele faça alguma coisa, mas ele simplesmente deixa. Então eu sinto algo molhar meu rosto, só então me dou conta que estou chorando.
— Eu te odeio. – Digo, esmurrando sem força o seu peito.
— Eu sinto muito. – Ele sussurrou, quase sem voz. — Mas eu tinha que fazer isso.
— Idiota. Você não tem que se matar para provar algo estúpido. – Eu digo e sinto os dedos dele tocarem meu rosto.
— Eu senti sua falta todos os dias. – Ele disse.
— Idiota. – Digo e me levanto, saindo de cima dele e andando em direção aos outros, vejo Lucy me olhar e mostro o dedo do meio para ela, que dá um sorriso de canto de lábios bem irônico. Então eu sumo, indo embora dali.
(...)
P.O.V. Edward
Estava tomando café, eu tinha o rosto cheio de roxos, Bella não pegou leve.
— Alguém vai me dizer o que aconteceu? – Elizabeth pergunta e eu e Thomas ficamos calados.
— Com certeza foi a menina Bella. – Sue diz, colocando torrada sobre a mesa. — Tem cara de que foi ela.
— Deixou uma garota lhe bater desse jeito? – John perguntou, sorrindo. — Bom, tenho que tirar o chapéu para Bella, deve ter sido uma grande esforço para ela não te matar. Nota-se que ela estava com raiva.
— Ok, já chega. – Eu digo. — Foi ela sim, e eu jamais iria machucar ela.
— Nem tinha como. – Thomas diz. — Ela pegou ele de guarda baixa e de jeito! – Por algum motivo, todos estão se divertindo com aquela situação.
— Ui. – John diz, fazendo careta como se sentisse a dor. — Pelo menos você já sabe o quanto ela está com raiva.
— Dá para pararem de curtir? – Eu pergunto, irritado.
— Se ver ela, chame ela para jantar. – Elizabeth diz.
— Mãe, ela tentou me matar! – Digo, sem nem mesmo notar que chamei ela de mãe. — E você quer chamar ela para jantar? Ou quer que ela termine o serviço?
— Thomas, chame ela para jantar caso a veja.
— Tenho aula de pintura com ela. – Thomas informa, sorrindo discretamente. — Eu farei o convite.
— Ótimo. – Elizabeth diz. — Agora sejam bons garotos e vão estudar.
Sim as aulas tinham voltado e estávamos de volta a nossas cruéis rotinas de estudantes.
(...)
— Por que ela não odeia você? – Eu pergunto a Thomas, estamos na aula de Carmen e Bella está em uma cadeira bem distante de mim.
— Por que? Eu não fiz nada para ela.
— Você é igual a mim. – Eu acuso ele, ela deveria ter raiva dele já que ele lembra a mim.
— É, mas eu não namoro ela. – Thomas diz.
— Algum pensamento que queiram compartilhar, senhores Masen? – Carmen pergunta.
— Não, obrigado. – Digo e ela volta a atenção para a aula.
(...)
No final da aula Bella saiu sem ninguém ver, assim como nas outras aulas. Eu e Thomas estávamos entrando no refeitório quando ouvimos a gritaria. Corremos para cima da multidão então vimos Lucy sentada sobre Bella batendo nela com força, Bella tinha o rosto coberto por sangue e ninguém fazia nada para separar, antes que eu e Thomas corrêssemos para separar, Rosie e Emmett fizeram.
— Lucy! – Eu gritei, chamando sua atenção.
— Ela começou. – Lucy disse e Bella sorriu, cuspindo um pouco de sangue.
— Apenas disse a verdade. – Bella diz e Rosie ajuda ela a levantar. – Acho que ela não gostou.
— Vem, vou levar você para a enfermaria. – Rosie disse e ambas saíram do refeitório.
Lucy por sua vez saiu furiosa, deixando o resto de nós para trás e sem entender nada. Olhei para Emmett que apenas deu de ombros.
— Você entendeu alguma coisa? – Eu pergunto para Thomas.
— Só que Bella levou uma surra da sua amiga bruxa.
Thomas pode ter dito isso, mas parecia que ele sabia bem mais do que estava dizendo.
(...)
P.O.V. Rosie
Bella estava debaixo de uma árvore comigo, eu tinha feito a maquiagem nela após sair da enfermaria, ninguém notou Bella estava ficando cada vez melhor com essa coisa de ilusões, fez a própria Lucy acreditar que realmente tinha batido nela, quando na verdade tudo que Lucy socou foi uma bela ilusão.
— Quanto tempo vai ficar usando essa maquiagem? – Eu pergunto.
— Relaxa, agora que se passaram dois dias desde o ocorrido, não posso ficar curada assim facilmente. – Ela me informa.
— Bella, você vai se meter em problemas quando descobrirem. – Eu aviso.
— Eu só tenho que descobrir o que essa garota quer afinal. – Ela diz. — E o único jeito é fazer ela acreditar que não posso ganhar dela e fazer ela perder o controle.
— Não sei se isso pode acabar bem. – Eu digo.
— Tecnicamente ela me bateu. – Ela diz, sorrindo e levantando. — Tenho que ir, fiquei de jantar com Elizabeth.
— Na casa dela?
— Claro. – Ela diz.
— Mas você não estava evitando Edward?
— Eu descobri uma coisa legal sobre Lucy, algo que vai fazer ela perder o controle. – Ela me informa. — Depois falamos mais. Vou em casa primeiro.
(...)
P.O.V. Edward
Minha mãe já tinha colocado a mesa, havia dois lugares a mais, a porta foi aberta pelo Thomas e minha tia Ana entrou, uma das convidadas era ela, minha mãe estava tentando perdoar ela a pedido do Thomas.
— Edward. – Ana diz ao me ver. — Você poderia pelo menos ir me ver.
— Desculpe, ando ocupado. – Digo. – E você e eu não temos um relação tão forte assim.
— Você tem razão. – Ela diz. — Não tivemos tempo para isso, você foi treinar e voltou incrivelmente forte.
— Você também era contra Bella. – Eu acuso.
— Você tem a Lucy, ela é perfeita para você. – Ana diz. — Eu a convidei, espero que ninguém se incomode.
Todos se entreolharam e não demora muita para Lucy entrar, ela usava um vestido amarelo bem clarinho e o cabelo estava solto e com ondas.
— Boa noite. – Ela disse de maneira gentil.
— Bem vinda. – Elizabeth disse educadamente. — Sue, traga mais um prato para a mesa, por favor. Temos um convidado a mais.
— Claro, senhora. – Sue disse e volta com mais talheres e um prato.
Estávamos todos sentados na sala, minha mãe ao lado do meu pai, tia Ana em uma poltrona próxima a eles, Thomas em uma cadeira sozinho e Lucy se sentou ao meu lado. Duas batidas na porta e então Thomas levantou para abrir, minha mãe fala algo sobre Ana ter feito algo há muito tempo atrás.
— Boa noite. – A voz que ecoou foi inconfundível, tanto que eu me levantei.
— Bella, que bom você veio! – Elizabeth disse, indo receber ela.
— Bem vinda, Bella. – John também disse.
— Eu fico feliz pelo convite. – Ela diz. — Ana, deixaram você sair, que sorte a sua. – Então ela olhou para Lucy, ainda sentada no sofá. – Lucy espero que esteja mais calma.
Lucy apenas dá sorriso de canto, e eu ando em direção a ela, mas paro, me contendo.
— Bom, já que todos chegaram, vamos jantar. – Elizabeth disse. — Sue, podemos servir.
O jantar correu tranquilamente, pelo menos uma parte dele. Até tia Ana começa a falar.
— Bella, um trem passou por cima de você? – Ana perguntou.
— Não. – Bella diz gentilmente. – Foi Lucy, ela meio que perdeu o controle quando eu falei dos seus pais.
Ana para o movimento do garfo em meio ao caminho, então eu noto que existe algo que ela sabe.
— Você deveria respeitar os mortos. – Lucy diz.
— Mas eu respeito. – Bella diz. – Tanto que fui caçar espíritos, talvez eu tenha pego algum conhecido seu.
Lucy apertou o gafo com força, e eu sabia que Bella quando queria ela conseguia tirar qualquer um do sério, até mesmo eu quando ela quer.
— Acho melhor mudar o assunto. – John diz.
O resto do jantar foi tenso, alguns comentários maldosos e muitas ironias de todos os lados.
— Preciso usar o banheiro. – Bella informa, estávamos sala.
— Querida, usa o do andar de cima, o daqui de baixo está com problema. – Elizabeth diz.
— Claro. – Bella sai, seguindo em direção a escada, ela conhece a casa muito bem.
Os segundos vão se passando e eu estou inquieto, então me levanto e todos me olham.
— Vou ver se ela precisa de algo.
— Acho que posso fazer isso para você. – Lucy diz.
— A casa é dele, querida, não seja tão intrometida. – Ana diz e subo sem esperar mais resposta de alguém.
Quando vou batendo a porta se abre e Bella sai, ela me olha por alguns segundos, acho que tentando identificar quem é, se eu ou Thomas. Então ela sorri.
— Edward, algum problema?
— O que está acontecendo aqui?
— Vim jantar. – Ela diz. – Sua mãe me convidou e eu aceitei.
— Não me refiro a isso e sim a Lucy e você, o que foi que aconteceu?
Bella sorri e chega mais perto de mim, ela está linda, o cabelo está preso em um rabo de cavalo, e usava um vestido vermelho, ela fica perto de mim, sinto o calor do seu corpo mesmo por cima da roupa, então ela sussurra.
— Apenas perguntei sobre seus pais. – Bella diz e meus olhos se arregalam e então ela sorri, ela tem os lábios vermelhos devido ao batom. – O quê? Vai brigar também? Acho que foi só uma pergunta inofensiva.
— Não, tenho certeza que não foi só isso. – Digo, eu a conheço bem até demais.
— Isso você nunca vai saber. – Ela diz e sorri de canto.
Eu não sei o que foi, se realmente foi alguma coisa, só sei que quando vi já estava beijando ela e imprensando seu corpo contra a parede, desejando ainda mais dela. Bella correspondeu ao meu beijo com a mesma urgência que eu. As mãos dela tomaram conta do meu cabelo, assim como as minhas do cabelo dela. O beijo ficou mais urgente, as minhas mãos ficaram mais inquietas, elas subiam e desciam sobre suas costa. Pararam em sua bunda onde eu apertava levemente, arrancando dela alguns gemidos e suspiros contra minha boca.
As mãos dela entraram por baixo da minha camisa, arranhando assim meu peito com suas unhas afiadas, e nesse momento eu realmente esqueci de onde estava e com quem estávamos, minhas mãos foram para a cintura dela a levantando, fazendo com que ela passasse as pernas em volta da minha cintura, minha boca foi para o pescoço dela, onde beijei e dei uma leve mordida contra sua pele, a alça do vestido foi baixada, e eu pude ter uma bela visão do seu colo nu.
— Edward. – A voz era da minha mãe. – Bella, está tudo bem?
— Sua mãe está vindo. – Ela disse sorrindo e me olhando, eu realmente não queria parar o que estava fazendo.
— Droga. – Digo, descendo ela e a colocando no chão. — Não vai embora, suba pela janela do meu quarto, precisamos conversar. – Falo e seguro seu rosto e a beijo novamente, então saio do banheiro.
Por muito pouco minha mãe não pegava nós dois em uma situação constrangedora para ela. Porque para mim e Bella era bem prazerosa.
(...)
Quando Bella voltou para a sala, estávamos todos sentados, eu estava perto de Thomas, e tia Ana estava ao lado de Lucy, Bella sentou em uma poltrona sozinha.
— Bella, Carlisle me disse que você pediu afastamento das missões, por quê? – John, meu pai, perguntou.
— Cansei de limpar a bagunça dos outros. – Ela informa.
— Uma pena. – John diz. — Você tem talentos incríveis.
— Sempre existe alguém melhor. – Ela diz e sinto o sarcasmo em sua voz. – E além do mais, eu realmente estou cansada.
— John, por favor. – Elizabeth diz. — Chega de falar disso, é uma noite para relaxar.
— Lucy, como anda seu treinamento? – Ana pergunta.
— Estou melhorando a cada dia. – Lucy diz e tem orgulho em sua voz. E ela disse algo que é verdade, ela está melhor.
— Tempo livre amanhã, Ana? – Bella pergunta.
— Vai me visitar?
— Por que não? Adoro conversar com você. – Bella diz e Lucy olha assustada de Bella para Ana. – Está na minha hora. – Bella diz, ficando de pé. – Elizabeth, estava perfeito o jantar. – Minha mãe sorri. — Da próxima vez marcamos em minha casa, minha mãe vai adorar.
— Imagino que sim. – Elizabeth diz. – Edward, acompanhe Bella até a porta.
— Não precisa. – Bella diz rapidamente. – Já conheço o caminho e muito bem.
E antes que eu pudesse fazer algo, Bella já estava lá na porta saindo. O clima de tensão ainda estava na sala, mas aos poucos foi melhorando. Ana e Lucy não demoraram muito para ir embora, dois Soldados de Elite acompanharam minha tia até sua prisão. E Lucy foi para casa, assim eu acredito.
(...)
Bella invadiu o meu quarto já bem tarde da noite, ela entrou pela janela, e antes que pudesse falar qualquer coisa ela estava me beijando. Meu corpo foi empurrado para a cama e Bella arrancou minha camisa, tomando minha boca com muito desejo.
Foi questão de segundos para nós estarmos conectados, minha boca beijando toda parte do corpo dela que conseguia alcançar: pescoço, colo, seios. As mãos dela estava em toda parte, suas unhas arranhava minha costa enquanto eu movimentava meu quadril em direção ao seu, entrando e saindo da sua parte mais quente e acolhedora.
Os gemidos de Bella eram abafados pela minha boca ou quando ela me mordia, suas unhas cravam em minhas costas a cada nova investida minha, sua cavidade ficava cada vez mais molhada, e a cada nova investida ela me apertava mais, dificultando ainda mais meus movimentos.
E com gemido alto e em uma única investida ela gozou, lá estava ela, corada e ofegante totalmente entregue ao prazer, era essa a imagem dela que me deixava ainda mais excitado, investi mais uma vez contra ela, gozando, e parecia um imã, algo incontrolável para mim, eu mordi seu pescoço bebendo assim seu sangue, e ficando em completo êxtase.
(...)
Bella estava deitada envolvida em meus braços, sua cabeça descansava sobre meu peito. Nossas respirações tentavam voltar ao normal. Meus dedos desenhavam linhas imaginárias nas suas costas. Ninguém disse nada, talvez para não estragar o momento, e aos pouco o sono me venceu e ela também, e acabamos dormindo.
O sol entrava pela janela, minha mãe havia me chamando, foi assim que acordei, com sua voz do lado de fora da porta e ela batendo contra a porta avisando que eu iria me atrasar para a aula. Ela não estava lá, eu estava sozinho. Bella não estava, e o fato de estar sozinho na cama depois de ter feito amor com ela, me fez pensar no começo de tudo, quando após uma noite louca de amor eu acordava sozinho na cama, e nem sinal dela.
Continua...
“Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde. Te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho.”
― Patch Adams — O Amor é Contagioso
Fale com o autor