Descendentes
35 Capitulo 34
Notas iniciais
Capítulo 34
— De volta para casa
P.O.V. Bella Swan
O jantar para visitantes foi terrivelmente desagradável, francamente, meus pais realmente acharam que isso era boa ideia? Havia uma grande diferença entre renegados e semideuses. Eu, claro, fazia parte dos renegados. Antigamente, bem antes de Ares, meu pai, começar essa guerra contra Hércules, nós, filhos de deuses gerados sem amor, eram como guarda-costas dos filhos de deuses gerado com amor. É bem difícil explicar, eles podem virar um deus um dia, nós nunca, então éramos treinados para manter eles vivos, o que gerou um bando de fracassados que mal sabem segurar uma arma, não conheço todos, mas já conheci alguns, tecnicamente eu sou a última renegada, pelo menos nunca encontrei ninguém igual a eu. Já os semideuses, esses existem mais.
— Engraçado. – Thomas diz, olhando as estrelas, ele era uma pessoa legal, pelo menos nunca senti vontade de matar ele. — Esses semideuses deveriam ser mais fortes do que você, pelo menos.
— Deveriam. – Digo. — Mas eles se acostumaram a ter sempre alguém lutando as suas lutas.
— Eles me chamaram de irmão. – Thomas diz. – Eu não me senti irmão deles.
— Você é neto de Hércules. – Digo. — O que faz de você um semideus, assim como Edward. Vocês deram início a tudo.
— Você parece ter raiva. – Ele diz, me olhando.
— Um pouco. – Digo, mordendo os lábios. – Por causa de vocês tudo isso está acontecendo, talvez um dia eu poderia ter uma vida normal, sabia?
— Normal. – Ele diz se levantando, Elizabeth está o chamando. — Isso nunca seria o bastante para você.
Então ele parte com os pais, me deixando sozinha, talvez ele tenha razão. Normal nunca seria o bastante para mim.
(...)
Duas semanas longas havia passado, eu saí em missão junto com Rosie, quando voltamos parecia que algo tinha acontecido, apenas sussurros, ninguém falava nada por completo.
Eu e Rosie seguimos para a sala de Carlisle, Rosie fora a primeira entrar, depois foi tudo muito rápido, um grito de dor e Carlisle e Esme me olhando assustados, assim como Rosie.
— Merda. – Caius disse, havia uma flecha em seu ombro, prendendo ele contra a parede.
— Bella! – Esme disse assustada.
— Foi pelo o que ele fez com Edward. – Digo e ele arranca a flecha com o braço livre.
— Você precisa controlar seu temperamento. – Ele diz, ficando de pé sobre as pernas, eu olho para ele e acerto sua perna esquerda com uma pequena adaga, bem na coxa. – Isabella! – Ele grita, gemendo de dor.
— Essa foi por mim. – Digo e ele está caído no chão sobre os joelhos. – O quê? Poderia ser pior, eu podia ter cortado a cabeça dele. – Digo, quando Carlisle me olha daquele jeito como se quisesse me recriminar.
— Pelo visto as coisas não mudaram nada por aqui. – Caius diz, enquanto Esme ajuda ele a levantar e puxa a faca da sua coxa.
— Verdade. – Eu digo e então soco ele, jogando ele contra a parede com um soco.
— Isabella! – Carlisle e Rosie gritaram junto
— Essa foi pelo Thomas. – Digo, giro nos meus pés e saio, deixando eles para trás com Caius ferido.
Enquanto caminho pelo corredor eu me deparo com ela, seus cabelos estão mais longo e ela parece mais confiante, mal sabe ela que estou me controlando para não arrancar sua cabeça, então ela me olha e dá aquele sorriso largo, como se tivesse ganhado algo.
— Isabella. – Lucy diz assim que me aproximo dela.
— Lucy, eu poderia lhe dizer que estou feliz em lhe ver. – Digo, dando meu melhor sorriso. — Mas esperava que você tivesse morrido no seu terrível treinamento.
Passo por ela, mas ela segura o meu braço com força, me impedindo de continuar.
— As coisas mudaram, você não é a única invencível. – Lucy diz e viro meu rosto em sua direção.
— Você realmente não sabe quem eu sou. – Digo e puxo meu braço. – Aproveite seu momento de glória, querida, vai descobrir rápido demais que as coisa mudaram por aqui. Bye, bye.
Pela expressão na cara dela, dava para saber que ela não sabia de nada do que estava acontecendo. E isso era bom, pelo menos eu podia tripudiar dela um pouco.
(...)
P.O.V. Edward
Meus olhos viam, mas era difícil acreditar que era verdade, mas lá estava ele, uma cópia fiel minha, mas havia algo diferente nele, era como se ele fosse mais leve, mais legal ou algo assim, talvez mais gentil. Ele parecia se dar bem com meus pais, aí teve outra novidade, minha mãe não era minha mãe, era minha tia, e Bella tinha razão como sempre, Elizabeth estava encantada sob o feitiço de quase morte ou algo do tipo, ela encontrou minha mãe junto com Tia, uma bruxa negra, e Rosie. Ana, que era minha tia, estava trancada no castelo principal onde tio Carlisle morava.
— Eu passo algum tempo fora e o acampamento vira o lugar mais divertido do mundo.
— Tentamos achar você, querido. – Elizabeth diz. — Mas ninguém sabia a localização de vocês.
— Caius não queria deixar isso claro para ninguém. – Digo e Thomas levanta a sobrancelha.
A porta se abre e Lucy entra, primeiro ela olha chocada, então ao pouco ela suaviza seu rosto.
— Rainha. – Ela diz e Elizabeth olha a jovem de cima a baixo, só então me dou conta que existia uma mala no canto da sala.
— Você deve ser Lucy. – Elizabeth diz.
— Sim. – Lucy responde, mostrando respeito pela minha mãe. — Eu realmente não sabia que existiam duas de você.
— Não se preocupe, essa parte da história já foi solucionada graças a Isabella. – Elizabeth diz. – Sua mala está ali, acho que você entende, não vejo sentido de você ficar aqui sendo que as outras bruxas estão no alojamento centro-oeste. Já tem um lugar lá esperando por você. Ficará melhor junto dos seus.
— Claro. – Lucy pega sua mala. – Nos vemos depois, Edward, na sala treinamento.
— Eu ajudo você. – Eu falei.
— Não precisa. – Ela diz. — Você deve querer passar um tempo com seus pais, e além do mais, minha mala não está tão pesada assim.
— Tudo bem, nos vemos depois. – Eu digo. E então ela saiu, fechando a porta junto. — Por que isso? Essa casa é grande, ela poderia ficar aqui.
— Não quero. – Elizabeth diz. — Ela esteve esse tempo todo com Ana, duvido muito que ela não soubesse a verdade.
Olho em direção à porta, talvez seja verdade, ela sempre foi a preferida da tia Ana. Talvez, talvez, Elizabeth tenha razão.
— Bom se a reunião acabou eu vou sair. – Thomas diz sorrindo. — Mãe, pai e Edward, vejo vocês depois.
Ele saiu, deixando só nós três para trás, meu pai olha para o relógio e levanta da mesa.
— Preciso ir. – John diz. — Bella voltou hoje da missão junto com Rosie, vou ver o que elas descobriram.
— Bella saiu em missão? – Eu pergunto.
— Sim, ela saiu em missão. – Ele me diz. — Filho, dê um tempo para Bella, ela ainda está bem furiosa em relação à sua escolha.
Eu não digo nada, apenas olho ele se aproximar de Elizabeth e beijar o rosto dela e então sair, não antes de tocar em meu ombro em gesto de carinho.
— Vou para o meu quarto. – Digo e Elizabeth apenas acena com a cabeça.
Parece que muita coisa mudou aqui, não foi só eu que fiquei mais forte, eu ganhei um irmão e uma tia de uma única vez.
(...)
P.O.V. Bella
Já era noite quando voltei para casa, mamãe e papai estavam na sala, minha mãe estava falando animada do seu novo projeto e meu pai fingindo demostrar interesse, conhecia bem ele, a relação da minha mamãe com bruxas negras estava deixando ele preocupado.
— Olá. – Digo, me jogando no sofá e ele sorri ao me ver.
— O jovem Edward esteve atrás de você. – Charlie me informa.
— Oh. – Digo, fazendo minha melhor cara de surpresa. – O que ele achava? Que ia ficar aqui esperando ele voltar?
— Ainda com raiva, querida? – Renée pergunta. – Não se esqueça que você é alimentadora deles. Até porque ainda não achamos ninguém compatível com Thomas a não ser você.
— Então, onde passou o dia? – Charlie pergunta.
— Com Thomas, ele estava me ensinado algumas coisas.
— Não está passando tempo demais com esse rapaz? – Charlie pergunta, me olhando feio e sei bem o que ele está pensando.
— Somos só amigos, querido papai. – Eu digo. — E fora que ele é igual a Edward, sempre que o vejo tenho vontade de socá-lo com força, então acho que isso não é amor.
— Bella, querida, por que você mudou de quarto? – Renée perguntou.
— Vou pintar meu quarto. – Digo, dando meu melhor sorriso. — Não dava para deixa as coisas lá enquanto faço isso.
— Quando vai começar a pintar? Renée perguntou.
— Acho que amanhã.
— Boa noite, querida. – Ela diz, assim que eu levanto. — Se quiser comer tem comida na geladeira.
— Ok, boa noite, amo vocês. – Digo indo em direção ao meu quarto novo.
Eu mudei de quarto por dois motivos: Um, eu realmente ia pintar o quarto, Thomas ia me ajudar, e outro é porque eu sabia que Edward me procuraria lá se não me achasse. E nesse momento a última pessoa que quero ver é ele.
(...)
P.O.V. Rosie
Estava na praça, já era noite. Bella tinha voltado para casa, Thomas sorria ao lembrar da cara que Bella fez ao cair de cara na lama enquanto ele ensinava ela a cavalgar, Thomas era a cópia fiel de Edward, mas tem algo nele que deixa Bella em paz, era como se ele tirasse dela todo o seu ódio. Mas claro que isso não era sempre. Emmett também acha isso, sempre que conversávamos em relação a isso ele comentava o mesmo, Jasper saiu em missão junto com Alice hoje pela manhã, os semideuses quase nunca eram vistos, Jake parecia estar encantando com a nova deusa Nessie, mal sabe ele que Bella já tentou arrancar duas vezes a cabeça dela por causa da sua arrogância.
— Oi, vocês. – Ele pareceu do nada, falando com a gente, ninguém notou sua presença.
— Edward! – Emmett disse, levantando e abraçando ele. — Cara, é tão bom ter você de volta.
Só que ele não estava sozinho, Lucy estava com ele, essa garota parecia ser sua sombra, mas ela estava meio séria, algo havia acontecido.
— Quando chegou? – Jake perguntou olhando ele de cima a baixo. — Caramba, você está mais forte, pelo visto o treinamento lhe fez bem.
— Acho que sim. – Ele diz. — Eu estou procurando a Bella, vocês a viram?
Todos se olham e depois olhamos para Thomas, ele estava com Bella antes de se juntar a nós. Mas eu não pude deixar de dar meu melhor sorriso, essa eu queria responder.
— Ela estava com Thomas. – Eu digo e Edward estreita os olhos. — Sabe para onde ela foi, Thomas?
— Não. – Ele diz e Edward ainda olha para irmão. — Ela não diz muita coisa, você sabe.
— Não sabia que vocês estavam assim tão próximos. – Edward diz e posso ver que ele está controlando sua raiva.
— Ela é alimentadora dele. – Digo e ele bufa sem disfarçar.
— Você está bebendo sangue dela? – Ele diz entre os dentes.
— Calma. – Thomas diz, sem mostrar nervosismo. — Ela me dá ampolas de sangue, e Esme está procurando uma alimentadora para mim, não se preocupe, é temporário. Você saberia disso se estivesse aqui quando eu apareci.
— Eu estava treinando para ficar mais forte. – Ele diz, justificando seu comportamento.
— Não estou dizendo nada. – Thomas diz e se levanta. — Vou indo, fiquei de ajudar mamãe a trocar as cortinas da sala. – Thomas informa e passa por Edward, parando do lado dele. — Você deveria passar um tempo com a família, ia lhe fazer bem.
Edward nada disse, apenas respirou fundo e fechou os olhos controlando sua respiração, Lucy tocou seu ombro como se estivesse dando força para ele. Eu não sei Bella, mas até eu já começava a odiar essa bruxa maldita.
— Tem certeza que ninguém sabe onde ela está? – Edward pergunta. – Estive na casa dela, mas os Swan disseram que ela ainda não tinha voltado, fui no quarto dela e estava vazio.
— E você ainda não entendeu. – Digo e ele me olha, querendo resposta. — Ela está evitando você, porque ela está puta de raiva. Ela atirou uma flecha contra Caius hoje na sala de Carlisle, e também enfiou uma faca na sua perna e socou a cara dele, a verdade é que eu não quero estar na sua pele quando ela te encontrar.
— A gente precisa conversar. – Ele me diz. — Me evitar não vai mudar a situação.
— Talvez salve sua vida. – Digo.
— Talvez eu não seja mais aquele Edward que precisava dela para salvar minha vida.
— Ótimo, porque agora ela vai estar com gosto de gás. – Eu digo e sinto braços de Emmett me contendo, eu estava olhando para Lucy. — Eu não sei qual é a sua, e o que você quer, mas se você cruzar o caminho da minha amiga, você vai morrer.
— Talvez dessa vez seja diferente. – Lucy diz. — Você não tem ideia de como as coisas mudaram.
Eu dou uma gargalhada, e então acabo rindo mais alto ainda, e antes que Emmett me segurasse eu soquei a cara da garota.
— Realmente as coisas mudaram. – Eu digo e Edward me olha assustado e surpreso ao mesmo tempo, Lucy está caída no chão, espumando de raiva, e Emmett me segura pelo ombro. — Eu poderia socar você também, Edward, por estar sendo um idiota completo, mas sei que Bella vai fazer pior do que só um soco na sua cara. Vamos, Emmett, não quero mais ficar aqui.
Ele dá de ombros para Edward, como se pedisse desculpas, e então me acompanha. Vejo Edward ajudar a levantar Lucy, Jake fala alguma coisa para Edward como se explicasse toda a situação e então depois ele também vai embora. Assim como eu e Emmett.
(...)
P.O.V. Edward
Eu volto para casa e assim que entro, Thomas de fato está ajudando Elizabeth a trocar as cortinas, eles estão sorrindo e por algum motivo me sinto um intruso nessa família.
— Ei, menino. – John me diz, ele esta no sofá lendo algum livro. – Já voltou.
— Não encontrei Bella. – Digo.
— Ela atacou Caius hoje mais cedo na sala do seu tio. – John diz relaxado, não vejo a raiva que ele tinha antes por ela presente. — Essa garota tem um temperamento e tanto.
— Você parece não se incomodar mais com isso. – Digo e ele me olha.
— Bella ganhou meu respeito. – Ele me diz. — E fora que eu devo muita mais a ela do que ela a mim.
— Eu também a evitaria, querido. – Elizabeth diz. – Você a deixou sozinha, qualquer garota no lugar dela faria o mesmo.
— Rosie diz que ela está com raiva.
— É verdade. – Thomas diz. – Ela esculpiu sua cabeça em uma melancia na aula de culinária, depois ela cortou em vários pedaços. Se isso não é raiva eu não sei o que é.
Eu olho chocado para meu suposto irmão, papai tem um sorriso no canto do lábios, então volta sua atenção para o livro. Já mamãe muda o rumo da conversa.
— O que acha dessas cortinas? – Ela pergunta.
— Estão ótimas. – Digo. — Vou pro meu quarto.
— Boa noite, querido. – Ela diz. — Se estiver com fome posso fazer algo para você.
— Não, obrigado.
— Durma bem. – John diz, então eles voltam sua atenção para o que estavam fazendo.
Já era quase meia-noite quando Thomas bateu na porta do meu quarto, entrando e se encostando contra o batente da porta.
— Olha. – Ela diz, quando olho para ele. — Eu sei que é difícil para você, também não foi fácil para mim, mas minha vontade de ter uma família era bem maior do que o medo de ser tudo um erro.
— Isso inclui a Bella também? – Eu pergunto. — Porque todos dizem que você são ótimos amigos, estão para cima e para baixo juntos. O que você está tentando? Ter uma família ou roubar meu lugar nessa família?
— Se eu estou roubando o seu lugar nessa família? – Ele pergunta, sério. — A culpa não é minha, é sua por ter deixado brechas, Edward Masen. Aprenda uma coisa, não adianta ter poder se você não tiver amigos, amor e família para compartilhar com você. Boa noite, irmão.
Esse cara é uma figura, ele entra no meu quarto e diz na minha cara que a culpa é minha dele estar roubando tudo o que é meu. Quem ele pensa que é?
(...)
Naquela manhã quando acordei, tomei café da manhã com todos na mesa. Elizabeth era gentil e bem divertida, bem mais do que tia Ana, pessoa essa que eu ainda não tinha ido visitar. Meu pai estava mais leve e suave, e Thomas ainda me irritava com sua adorável gentileza.
— O que vão fazer agora pela manhã? – Elizabeth perguntou.
— Vou treinar. – Disse. — Marquei com Lucy.
— Tenho reunião. – John informa.
— Vou caçar com Bella. – Thomas diz e meus olhos se voltam para ele. — Ela disse que vamos caçar espíritos. Às vezes acho que ela fala isso só para me assustar.
— Se for verdade ela vai levar você para a floresta negra. – Elizabeth diz. — Tome cuidado.
— Você devia dizer que isso é perigoso, querida. – John fala. — Às vezes eu não sei quem é pior, Isabella ou você, Elizabeth.
— O quê? Deixa o menino se divertir, eu fiz isso bem antes de te conhecer, é um passatempo de bruxas negras.
— Bella não é uma bruxa negra. – Eu digo, contendo a raiva de meu irmão saber mais sobre a agenda da minha namorada do que eu.
— Errado. – Thomas diz. — Ela tem sangue de bruxa negra, ela não tem os poderes de uma, assim eu acho. Em todo caso, não tenho intenção de ir nessa caça. Vou tentar ver se ela quer mudar os planos. Vejo vocês depois.
— Tudo bem. – Elizabeth diz. — Vê se traz ela para almoçar com a gente.
— Vou tentar. – Ele grita da porta e some.
— Desde quando eles são amigos? – Eu pergunto e John me olha.
— Não sei. – Elizabeth diz. — Às vezes ela vem aqui em casa e fica horas conversando com Thomas, eles se dão bem, isso que é importante.
— Ela é minha namorada. – Digo entre dentes.
— E ele seu irmão. – Elizabeth diz. — E você nem sabe se ela ainda é sua namorada, você provocou a ira dela, tente arrumar.
— Parece que você não se importa! – Eu grito.
— Edward. – John diz me repreendendo. – Diminua o tom.
— Bella tem os motivos dela para estar evitando você. – Elizabeth diz. — Ou vai dizer que não suspeita o porquê de tanta raiva. Eu no seu lugar evitaria ela. Volte para casa para almoçar, quero um almoço em família se possível.
Eu me levantei da mesa e seguir para onde devia ir.
(...)
P.O.V. Emmett
Rosie não foi para a sala de treinamento, disse algo sobre caçar espíritos com Bella. Francamente, só Bella para arrumar uma programação macabra dessas. Edward chegou depois que a aula já tinha começado.
— Seja bem vindo de volta, Edward. – Demetri diz. – Vai treinar hoje?
— Vou. – Ele responde. — Só estou esperando minha parceira chegar.
— Bella não vem hoje. – Demetri diz. — Na verdade já tem um bom tempo que ela não pisa nessa sala, acho que depois que você partiu para treinar ela nunca mais voltou aqui.
— Eu adoraria treinar com ela. – Ele diz. – Mas na verdade eu estou esperando Lucy.
— Não está mais. – A bruxa diz, aparecendo toda animada. – Vamos começar.
Por um lado eu entendia Rosie e sua raiva, Bella era sua melhor amiga e essa tal aí estava praticamente grudada em Edward. E agora ele a chamava de parceira, se Rosie tivesse aqui já teria partido para a briga.
Eu, assim como os outros, fiquei olhando o treino deles dois e era algo incrível, ambos lutavam de igual para igual, e parecia que eu estava vendo Bella lutar, e essa garota é tão forte quanto Bella, poderia dizer que até mais. Eles lutavam de igual para igual e ninguém parecia que ia se render até que Edward consegue derrubar ela e coloca sua lança de ponta contra o pescoço dela. Pelo visto Caius criou mais dois soldados perfeitos.
— Acho que já deu por hoje. – Lucy disse, se rendendo.
— Acho que sim. – Edward diz. – Ei, Emmett, que tal parar para comer algo?
— Eu topo. – Digo e ele vem em minha direção, deixando Lucy para trás, mas ela vem correndo pouco depois.
Estamos no refeitório comendo hambúrguer e fritas. Lucy está sentada do lado de Edward, como se ela fosse a namorada dele, o que me lembrou muito Tanya quando estava dando em cima dele descaradamente.
— Como foi que Bella ficou amiga do meu irmão? – Ele perguntou.
— É difícil dizer. – Eu digo, não gostando nada dessa conversa. — Devia conversa com ela.
— Como posso conversar com ela sendo que ela está me evitando? – Ele pergunta.
— Bom, eu também não sei lhe dizer como. – Eu falo. — Ela ficou mal com sua partida, bem mal mesmo.
Então vejo que ele fica com aquele olhar triste, parece não ter gostado de saber disso.
— Mas você sabe como ela é, sempre dá um jeito de dar a volta por cima. – Digo. — Mas parou de lutar e de fazer coisa que ela fazia antes. Na verdade ela está mais como a antiga Bella do que com a que você deixou.
— Se ela ficar sem treinar ela vai ficar fraca. – Ele diz preocupado.
— Bella fraca? – Pergunto sorrindo. — Acho que não tem um osso naquele corpo que seja fraco. Mas não sei, Rosie saiu em missão com ela, disse que ela não fez nada, nem um ataque, os velhos hábitos de sempre. Manteve distância e só apareceu quando a briga acabou.
— Acha que é minha culpa?
— Acho que é apenas Bella sendo Bella. – Digo.
— Ou talvez ela tentando chamar atenção. – Lucy diz. — Não é o que faz de melhor?
— Não é o tipo da Bella. – Edward diz e fico olhando para a bruxa que falou sem nem ao menos saber. – Eu vou indo, fiquei de almoçar com minha família. Acho que Bella pode estar lá, minha mãe mandou um convite para ela ir.
— Eu posso ir junto? – Lucy perguntou, essa garota é metida mesmo.
— Acho melhor não. – Edward diz. – Minha mãe quer almoço em família.
— Bella não é da família. – Lucy diz. — Por que ela pode e eu não?
— Porque ela é namorada dele, oh, garota. – Eu digo e Edward me olha intrigado.
— Desculpa. – Lucy diz. — É que eu passei tanto tempo com vocês que já penso que sou da família. – Ela dá um sorriso amarelo
— Até mais. – Edward diz e nos deixa.
— Eu não sei qual é o seu jogo. – Eu digo e Lucy me olha. — Mas tome cuidado, já vi a Bella perder a cabeça uma vez, e você não vai querer ver uma segunda.
— Sua amiga é uma merda. – Lucy diz, mostrando as garras. — Graças a sua mania de se meter no que não deve, ela acabou dificultando as coisa para mim, mas não se preocupe, vai ter troco.
Então Lucy se levantou e saiu da mesa me deixando sozinho. Eu olho para essa garota e desejo que Rosie estivesse aqui, porque ela sim poderia bater nessa vaca.
Continua...
“Acho que finalmente me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso.”
― Recém Formada
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