Notas iniciais
Vamos ler E Descobri quem é o Thomas...

Capítulo 33 – Um amigo estranho

P.O.V. Bella

As coisa andavam bem animadas pelo acampamento, a volta da família do primeiro ministro estava sendo a notícia do século; a irmã que roubou o lugar da outra, o filho perdido, tudo estava correndo em meio às fofocas.

Enquanto todos tentavam se acostumar com as mudanças que vinham ocorrendo no acampamento, eu estava descansando debaixo da minha árvore preferida no jardim leste, cercada por flores e árvores.

— Para quem causou toda essa confusão você parece bem calma. – A voz que veio do alto de árvore era um pouco familiar.

— Não consigo me estressar fácil. – Digo, olhando Thomas sentado em cima da árvore, comendo uma maçã.

— Tia Ana ficará no castelo sendo vigiada o tempo todo. – Ele me informa. — Ela está sendo tratada como uma inimiga.

— Sério? Não me diga.

— Parece não se importar. – Ele fala.

— De verdade? Eu não me importo. – Digo. – Ana pediu por isso. Só está colhendo o que plantou. Avisa ela que toda rosa vem com espinho.

— Por que odeia minha tia?

— Ela começou tudo isso. – Digo, me sentando. — Só terminei o que ela começou.

— Meu pai diz que você é um problema aceitável. – Ele me informa. — Parece que ele já está começando a aceitar você.

— Gentil da parte dele. – Digo, levantando. – Mas acho que esse agrado está vindo tarde, já acumulei ódio por ele.

Estalo os dedos e sumo do jardim, indo para a biblioteca do castelo.

(...)

Era noite na verdade, bem tarde da noite, estávamos na praça, não exatamente nessa ordem. Rosie, estava na praça com Emmett, depois Jasper chegou com Alice, e depois Jake e Eric, e por fim eu cheguei. Primeiro conversamos, depois Emmett conseguiu umas garrafas de vodca e acabamos bebendo. E naquele momento posso dizer que ninguém ali estava sóbrio o bastante.

— Então a Ana estava se passando por Elizabeth. – Emmett comenta.

— E eu pensava que minha família era complicada. – Jasper diz, dando um meio sorriso e virando garrafa.

Eu andava sobre os bancos da praça, sorrimos bastante, ficamos tristes ao lembrar de Tanya e Irina, quer dizer, eles ficaram, porque eu mesma não. Enquanto bebíamos, alguém se aproximou e eu reconheci ao longe.

— Algum problema se me juntar a vocês? – Thomas perguntou.

— Caramba, vocês são iguaizinhos! – Emmett exclamou, rindo. — Tanya ia fica feliz de saber que Edward tinha um irmão gêmeo.

— Ela está morta. – Eu digo.

— E foi você que matou. – Jasper diz.

— Antes ela do que eu. – Digo e todos me olham feio e dou de ombros.

Thomas pega a garrafa da mão de Jasper e começa a beber, ele me olha enquanto pulo de um banco para outro e giro na pontas do pés quase caindo.

— Por que meu irmão não está aqui? – Thomas pergunta.

— Edward está treinando. – Jasper diz.

— Se não já tiver morrido. – Digo e todos me olham feio novamente. — Ele está com Cauis, o que vocês esperam?

— Pelo visto você não acredita muito em meu irmão. – Thomas diz

— Por que está sendo tão gentil? – Eu pergunto. — Por que quer saber sobre ele? Acho que você aceitou tudo muito fácil.

— Eu sempre quis ter uma família.

— Talvez seja por isso que Ana lhe enganou.

— Bella! – Rosie diz, me repreendendo.

— Eu só disse a verdade.

E antes que alguém pudesse dizer algo, uma grande explosão aconteceu, e nós corremos em sua direção. Jasper e Emmett com as armas ativadas, assim como Jake. Em meio à poeira e tudo, três pessoas correram em nossa direção.

— Bella! – A voz feminina eu reconheci rapidamente. – Socorro!

— Abaixem! – Eu grito e disparo cinco bolas de fogo na direção deles, no mesmo momento que eles se jogam no chão. Só então consigo ver os Apanhadores de Alma.

E antes que eu possa fazer algo, Thomas ativa sua espada e decapita os dois Apanhadores de Alma de uma só vez. Então presto atenção em sua arma, é uma única espada e ela tem chamas na lâmina toda.

(...)

Carlisle conversa com nossos visitantes repentinos. Ele, Esme, Elizabeth e John também.

— De onde você conhece eles? – Jake me pergunta, ele está olhando para nossos convidados.

— A garota é Nessie, ela é filha de Afrodite, deusa da fertilidade e do amor. O cara de cabelos dourados como o sol é Dom, filho de Apolo, deus do sol. E o outro é Luke, filho de Atena, deusa da sabedoria, eles são semideuses.

— Como você? – Emmett pergunta.

— Não, eu não sou semideusa, apenas tenho sangue de um deus, a marca da maldição não deixa.

— Bella. – Nessie diz, caminhando em nossa direção. – Eles estão nos caçando agora.

— Antes tarde do que nunca. – Digo e viro as costas. — Agora vocês sabem como é ser caçados por criaturas mais fortes que você.

— Você devia nos proteger! – Ela exclamou indignada e eu congelo no lugar, fechando minhas mãos em punho. – Vocês renegados são treinados para isso.

— Bella, não! – Carlisle gritou, mas foi Thomas que entrou na frente, sendo atingido pela minha rajada de vento. Eu bufava de raiva.

— Escute aqui, princesinha de merda, estamos em guerra, e pelo visto agora são vocês os alvos vivos, peguem suas armas, porque eu não vou sujar minhas mãos com sangue para defender vocês, vermes inúteis.

Ao dizer isso, sigo andando em direção à minha casa, não rápido o bastante para não ouvir o comentário de John.

— Acho que já estou começando a gostar dessa menina. – Ele sussurra para alguém, só que não sei quem.

(...)

No dia seguinte todos falavam sobre os visitantes, e falando em visitantes eu fui visitar uma velha amiga.

— Merda. – Ana disse, ao me ver sentada em sua janela novamente. — Você não sabe usar a porta, menina?

— Carlisle não deixaria eu entrar. – Digo. – Soube da novidade?

— Os filhos de deuses aqui. – Ela diz, já sabendo. — Apenas achei que fosse demorar.

— Eu não. – Digo. — Já estava na hora de colocar aquele bando de preguiçosos para fazer algo.

— Muitos foram mortos no mundo dos humanos.

— Que sorte, eles pelo menos foram em um show de rock?

— Não sente pena dos outros? – Ana me pergunta.

— Pena? É o pior sentimento para se sentir por alguém. – Digo. — O que você sabe sobre a caçada aos filhos dos deuses?

— O mesmo que você. – Ana me diz e sorri. — Todos tentando descobrir algo, sendo que você já sabe tudo.

— Algumas coisas sim, outras não.

— Alguém quer os filhos dos deuses mortos.

— Eles também me querem morta. – Digo, levantando e me preparando para saltar. – O problema é que sou mais difícil de matar do que a Rainha Louca.

— Você sabe que a Rainha Louca não pode morrer.

— Você conhece a história. – Eu digo, olhando para ela.

— Eu tentei matá-la. – Ana diz e vejo que ela fala a verdade. — E em troca disso ela roubou minhas armas. Me amaldiçoando.

— Isso explica porque você não tem muitas habilidades. – Digo e olho para ela. — Você tem que acertá-la no coração, só assim ela poderá morrer.

— Ninguém sabe onde ela colocou seu coração.

— Essa até eu sei a resposta. – Digo e pulo, aterrissando perfeitamente sobre meus pés.

— Então é assim que você fala com ela? – Thomas me pega de surpresa, e poucas pessoas conseguem isso.

— Você. – Digo, sorrindo. – Eu ia mesmo falar com você.

— A que devo a honra dessa visita então? – Ele debocha das minhas palavras.

— Que tal um passeio pelo acampamento e conversamos um pouco?

— Vou aceitar o convite. – Ele diz. — Mas faço isso porque estou curioso para saber o que você deseja.

— Não demorará muito para descobrir.

Caminho por alguns jardim do acampamento até chegar no leste, o mais distante de todos depois do jardim sul. Então paramos.

— Meu pai disse que você falou que Caius poderia matar meu irmão, por quê?

— Eu fui treinada por Caius. – Digo. – Ele tentou me matar sete vezes até conseguir fazer de mim o que ele chama de soldado perfeito.

— Sinto muito. – Ele diz.

— Já não dói tanto assim. – Digo e olho para ele. – Estou curiosa sobre sua...

— O que vai fazer quando Edward voltar para o acampamento? – Ele me pergunta, me interrompendo.

— Talvez o mate, se ele não estiver morto. – Digo.

— Achei que gostasse dele.

— Talvez eu posso só quebrar suas pernas.

— Talvez ele esteja mais forte. – Thomas diz.

— Talvez ele me mate. – Digo e ele me olha.

— Ele ama você. – Thomas diz. — Por que mataria? O papai disse que ele te ama, e tia Ana também disse a mesma coisa.

— Ele me deixou para trás e foi com aquela vaca da Lucy. – Digo irritada.

— Então está com ciúme.

— Lucy gosta dele. – Digo e Thomas me olha atento. — Só não sei se esse gosta dela e se é o tipo que vale apena.

— Vai matá-la? – Ele perguntou.

— Ana mandou você me perguntar isso? – Eu questiono.

— Sim. – Ele diz a verdade.

— Por que você tem uma espada de fogo? – Eu pergunto e ele estreita o olhar.

— Eu uso o elemento fogo. – Ele diz e eu estalo o dedo na minha frente, acendendo fogo na ponta dos dedos.

— Eu uso o elemento fogo. – Digo e ele estreita ainda mais os olhos para mim. — Sei bem o que vi, você tem uma espada de fogo, e segundo a lenda, alguém só ganha essa espada quando engana a morte. Quando foi que você viu a morte e voltou?

— Até onde sei, você também morreu.

— Errado, era apenas um encantamento. – Digo – Eu não morri de verdade, mas você sim. Só que voltou à vida, a espada é prova disso.

— Não é da sua conta. – Ele diz.

— Tudo bem, eu descubro de qualquer jeito, eu sempre descubro. – Digo. – Bye, bye!

— Você não foi a única que treinou com Caius. – Ele diz e então eu congelo. – Eu quase morri dez vezes, e na décima primeira meu coração parou, então eu vi os portões e a morte, eu não faço ideia de como voltei, mas havia sangue nas minhas mãos, então fugi e nunca mais voltei para Caius.

— Quando você voltou a ativar sua arma, a espada já era de fogo?

— Sim. Eu lutei com alguns Apanhadores de Alma no caminho. – Ele me diz.

— Ele usou sangue do cão de duas cabeças. – Eu digo e ele me olha. – Sim, o grande cão que guarda a porta do submundo, ele usou em você. O fogo na espada deixa claro isso. Parabéns, você é quase um deus.

— Eu nunca pedi isso. – Thomas diz.

— Você não tem que pedir. – Digo. — Caius acha que pode controlar a vida de todos, por isso ele fez. Em algum momento ele planejava usar você.

— Eu nunca cederei a ele.

— Eu sei. Mas isso não importa.

— Até onde sei, todos os esforço dele estão em fazer você subir no trono do sul. – Thomas diz e eu sorri para ele.

— Já taquei fogo no reino do sul, posso fazer isso novamente.

— Você não, eu fiz. – Thomas diz. – O fogo que jogou no palácio não causaria tanto estrago, mas o meu fogo sim.

— Por isso ainda queimava. – Eu digo, só agora entendendo. — O fogo do submundo não pode ser apagado se quem colocou mantém ele vivo.

— Você é bem mais esperta do que todos. – Thomas diz.

— Você também não é burro. – Digo. – Nós conversamos depois, tenho que ver meus pais, eles estão organizando um jantar para os convidados.

— Tente não matá-los. – Thomas diz.

— Você também estará lá. – Digo. – Seus pais são convidados também.

— Então lhe vejo à noite. – Ele diz e eu reviro os olhos e sumo novamente, deixando ele para trás e tentando entender o que acabo de descobrir.

Continua...

“A chuva molha os justos tanto como os injustos.”

― Watchmen

Notas finais
O que acharam? Vamos comentar? Essa Bella e pior do que encomenda! Postado aqui meninas:http://levadapimentas.blogspot.com.br/2018/03/descendentes-capitulo-33.html E aqui tambem:https://www.wattpad.com/548317937-descendentes-cap%C3%ADtulo-33 Anne ficou perfeito como sempre... Meninas ate semana que vem novamente.