Descendentes
33 Capitulo 32
Notas iniciais
Capítulo 32 – Verdade ou mentira?
P.O.V. Bella Swan
Rosie não acreditava no que estava vendo, era Elizabeth, a própria, então eu fico grata por não estar louca. Eu tinha visto Elizabeth na cidadela e de fato era ela.
Dei o sangue para Tia e ela fez o encanto, quebrando assim o feitiço, ou pelo menos era o que esperávamos. Levou algum tempo até que ela acordou.
— AH! – Ela sentou de uma vez, puxando o ar como se estivesse sufocando.
— Oh! – Digo, segurando ela. — Vai com calma, porque você não está em condições de sair andando.
— Swan. – Ela diz, me olhando. — Você me achou.
— Bom, demorou um pouco. – Informo.
— Nunca achei que alguém me encontraria aqui. – Ela diz e Rosie lhe dá água. – Como me achou?
— Usei ela. – Digo, apontando para Tia, que ainda estava em choque.
— Uma bruxa negra! – Ela sorri. — Você é esperta, garota. Quanto tempo fiquei assim?
— Tempo suficiente para sua irmã tomar seu lugar. – Digo sem rodeios.
— Ana. – Elizabeth diz. – Onde ela está?
— Estamos no acampamento, todos, até John. – Digo e ela suspira.
— Edward?
— Sim, ele também está lá. – Digo, de certo modo não é tão mentira assim. – Você precisa comer e andar, vamos ter que andar para voltar para o acampamento.
— Thomas? Thomas está lá?
— Quem seria Thomas? – Eu pergunto e Rosie me olha confusa.
— Meu filho. – Ela diz. — O irmão de Edward.
— Puta merda! – Rosie diz e então uma velha sensação vem em mim.
— Por acaso ele é irmão gêmeo do Edward?
— Sim. – Elizabeth diz. — Você o viu?
— É pode-se dizer que sim.
Eu não estava louca, quem voltou para o acampamento foi Thomas, não Edward, a mordida era real, isso sempre me intrigou, em reação a mordida, o que senti quando ele me mordeu foi o mesmo que sinto quando Edward me morde, de certo modo um prazer e êxtase grande. Algo que um metamorfo jamais conseguiria reproduzir.
— Onde ele está?
— Bom, vamos achá-lo. – Digo. — Mas tenho certeza que Ana sabe.
— Ótimo. – Ela diz. — Precisamos voltar.
— Com certeza precisamos. – Digo, ajudando ela a levantar. — Posso saber quem colocou você sob esse feitiço?
— Eu não sei. – Ela diz, pensando. — Mas vou matar a pessoa quando descobrir.
— Bom, isso explica porque ela gosta da Bella. – Tia diz. – Elas tem uma personalidade parecida.
— Bella encontrou com Elizabeth na cidadela, na época ela estava sob o feitiço de morte falso. – Rosie explica para ela. — E fora que elas são tia e sobrinha. – Rosie sussurra, mas consigo ouvir.
Pelo visto muita coisa está acontecendo e preciso descobrir antes, bem antes.
(...)
Levamos dois dias para chegar ao acampamento, Elizabeth estava coberta dos pés à cabeça para ninguém reconhecê-la. Mas assim que entramos fomos recebidas por Soldados de Elite.
— Terá que nos acompanhar, Srta. Swan. – Um soldado disse. — Se lutar, lutaremos também.
— Tá, tá, já entendi. – Digo. – Mas elas irão comigo. E não é um pedido.
Eles não são contra a ida de Rosie, Tia e a convidada estranha. Isso será bem divertido, ia me vingar de Ana, e tirar aquela arrogância da cara de John. Quero ver como ele vai reagir ao saber que a cunhada enganou ele todo esse tempo.
Assim que entro na sala estão todos lá, John, Ana furiosa, Carlisle, Esme e meus pais.
— Você vai me pagar pelo que fez. – Ana diz e Carlisle segura ela, a contendo.
— Bella, eu realmente espero que você tenha bom motivo para ter feito o que fez com Elizabeth. – Carlisle diz sério e frio. – Para que você queria sangue dela?
Dou um sorriso e me lembro o que fiz, usei o poder de Tanya, prendi Ana em cipós, envolvendo ela e tapando sua boca, enquanto roubava sangue dela, depois fui embora deixando ela presa, eu peguei ela de surpresa, é claro, ela não esperava que eu também soubesse usar o elemento madeira, o mesmo que Tanya usou comigo. Eu só precisei ver Tanya usando ele uma única vez e então descobri como controlá-lo. Claro que tive um pouco de treino para dominá-lo por completo.
— Eu precisei do sangue dela. – Digo.
— Eu vou matar você! – Ana grita e Charlie entra na frente.
— Não ouse tocar em minha filha.
— A sua filha está tentando destruir a minha família. – John diz.
— Pelo contrário. – Elizabeth, a verdadeira, fala. – Ela me salvou.
Por um momento todos na sala ficaram calados, os olhos de Ana se arregalaram e ódio apareceu visível neles. Então ela tentou correr, mas eu fui mais rápida, congelei os pés dela, fazendo ela ficar parada. Esse poder era de Irina, esse deu mais trabalho para eu aprender, meu pai teve que me ensinar passo a passo para eu poder controlar o elemento gelo.
— Foi mal. – Digo. — Mas você não pode sair ainda, agora que tudo começou, minha querida Ana.
— Maldita! – Ela gritou. — Eu devia ter matado você quando tive chance!
— Devia mesmo. – Digo. — Porque não terá outra chance tão fácil.
— Elizabeth! – John diz. — O colar. – Ele está chocado.
— Sim, sim, o colar. – Eu digo.
— Você. Quando me perguntou... – Então ele entendeu.
— Eu já sabia. – Digo. — Só não tinha certeza sobre Elizabeth, mas desconfiava.
— Ana, esse tempo todo você...
— Não é verdade. – Ela tenta dizer, mas a situação toda era contra ela.
— Na verdade, é verdade sim. – Digo.
— Bella, isso não é assunto seu. – Renée fala.
— Na verdade, é sim. – Digo. — Tecnicamente, você me ajudou a descobrir isso, mamãe.
Renée me olha assustada, ela nunca se meteria na vida das outras pessoas.
— Bruxas negras anulam o feitiço de atração, acho que é isso. – Digo, então ela arregala os olhos. — Elizabeth e Ana são bruxas negras, porém, Elizabeth tem coração puro, Ana não, ela jamais poderia ser alimentadora de John devido esse pequeno detalhe, ou você tem coração puro, ou tem sangue de deus. Um Drácula só ama uma mulher, mas se ambas são bruxas negras, ambas podem anular o feitiço de atração, fazendo assim com que John se apaixone de verdade por apenas uma, um amor verdadeiro, e nesse caso foi Elizabeth, então ele recusou qualquer investida da sua irmã, Ana, porém, elas são gêmeas idênticas, como diferenciar uma da outra? Ana sentiu ciúme e inveja, ela sempre quis John, porém, ele amava Elizabeth e se casou com ela. Ela tentou ficar longe mas não conseguiu. Agora vem a melhor parte.
Eu realmente estava me divertindo com toda a situação. Todos estão chocados com o que estou falando, mas não era preciso ser esperto para saber que era isso o que aconteceu.
— Você aproveitou o fato de que Elizabeth estava sumida e tomou o lugar dela perante as bruxas negras, você conhecia as localizações delas, pois sua mãe disse a você antes de morrer. Só que você também acha que John estava morto, quando você descobriu que ele estava vivo, você viu a chance de ficar com ele, já que Elizabeth estava desaparecida e possivelmente morta. Ninguém nunca descobriria a verdade se ela nunca aparecesse, era o plano perfeito, mas tinha alguns detalhes, Thomas, seu sobrinho, e claro, eu, que tinha estado com a verdadeira Elizabeth na cidadela, você tinha que me tirar da jogada de algum jeito, mas fica impossível, já que eu era alimentadora de Edward e namorada, isso bagunçava seus planos.
— Cala a boca! – Ana grita.
— Calma, tem a melhor parte, essa eu descobri depois. – Digo a ela, mas ela não deixa eu termina e me interrompe.
— NÃO! – Ela gritou.
Houve uma leve explosão na sala, as janelas foram quebradas, então lá estava ele.
— Bingo. – Digo e todos olham chocados, menos eu. — Você achou Thomas primeiro, fez ele pensar que você era mãe dele, Ana, como você é cruel. Você tentou de todas as formas possíveis roubar o lugar da sua irmã, que coisa feia...
— Thomas! – Elizabeth diz e John fica surpreso, assim como Carlisle.
— Gêmeos idênticos. – Digo. – Você enganou Lucy, mandando ela salvar Edward, enquanto isso mandou Thomas seguir Lucy, foi quando ele esbarrou com Rosie, que o confundiu com Edward, sendo perseguidos até chegarem aqui no acampamento. Ele trocou de lugar sem nem ao menos saber, Thomas descobriu assim que chegou aqui, e todos passaram a lhe chamar de Edward, ele ficou alguns dias até partir sem ninguém notar, foi quando os metamorfos assumiram o lugar dele com a ajuda de Tanya. Ele disse para você que Edward estava vivo, mas você já sabia, Lucy já havia lhe passado a mensagem, e ele também falou sobre mim. O que deixou seus planos mais difíceis, você mandou ele para o acampamento centro-oeste mantendo ele longe de toda a confusão, mantendo ele como trunfo que iria usar agora. Não é mesmo? Disse tudo certinho ou errei em algum detalhe?
— Solta ela. – Thomas diz. — Ela não fez nada de mau.
— Não. – Digo, estalando os dedos e quebrando o gelo. — Ela só se apaixonou pelo seu pai
— Você não sabe nada sobre a nossa história. – Ana diz.
— Não mesmo. – Digo, virando de costa. — E nem quero saber, Ana, vou arrancar a cabeça da sua bruxa assim que ela voltar, então seja rápida e dê uma boa desculpa para eu não matá-la. Até lá, se entendam vocês. Acho que isso é assunto de família. Mamãe, papai, vamos.
— Espera. – Thomas fala. – Como sabia que eu não era Edward?
— Mesmo rosto, mas eu conheço Edward, você não.
— Mas me deixou morder você.
— Naquele momento eu realmente achei que fosse Edward. – Digo. — Mas depois notei que não era, longa história, depois tiro um tempo para lhe contar. Isso se você ficar no acampamento. Eles são todos seus, Elizabeth. – Digo, saindo junto com os outros.
(...)
P.O.V. Elizabeth
Ana me olha de maneira que nem eu mesma reconhecia, conseguia ver ódio em seu olhar, mas ela era da família, essa era a parte que me incomodava.
— Eu não quero ouvir suas desculpas. – Digo e ela sorri com sarcasmo.
— Como se eu fosse dar alguma.
— Eu sei que não vai. – Olho para ela e me viro para o outro lado. – Você e eu conversaremos depois, nesse momento tudo que quero é um bom banho e passar um tempo com meus filhos. Eu preciso disso.
— O que vai acontecer com a Ana? – Thomas pergunta, preocupado.
— No momento ela ficará sob meus cuidados. – Carlisle diz. – Ela é da família, não podemos simplesmente condená-la sem antes lhe dar o direito de defesa.
— Como sempre sendo sensato. – Ana diz.
— Thomas, acompanhe seus pais, acredito que você tenha muitas perguntas para fazer a eles, assim como eles tem perguntas para fazer a você. – Carlisle diz.
— Venha, querido. – Eu digo, dando meu mais singelo sorriso e ele retribui.
Eu queria poder ter alguma reação perante toda essa confusão, mas tudo o que eu queria era meu filho perto de mim.
(...)
Thomas contou tudo o que aconteceu com ele depois que ele foi tirado de nós na floresta negra enquanto fugíamos, expliquei para ele que voltamos várias e várias vezes procurando por ele, mas nunca o achamos, e quando as coisas ficaram piores acabamos mandando Edward para o mundo dos humanos.
Thomas não sentia raiva de nós, ele tinha uma espécie de carinho, mas ele tinha admiração por Ana, ela cuidou dele quando eu não pude cuidar e isso estava me matando por dentro.
— Onde está Edward? – Eu pergunto para John.
— Treinando. – Ele me diz e o olho intrigada. — Foi escolha dele, eu apenas respeitei, Edward não me vê ainda como seu pai, me chama pelo nome e pouco demostra carinho.
— Talvez seja porque você não gosta da sua namorada. – Eu acuso, ouvi os comentários de Tia em relação a isso, mais fingi não dar importância.
— Você a conheceu, é uma garota difícil. – Ele diz.
— Mas parece que ele gosta dela, deveria levar isso em conta. – Digo, me levantando. — Preciso de um banho.
— Sra. Masen. – A boa senhora que cuida da casa disse ao aparecer. — Sou Sue, a governanta da casa, eu cuidei do menino Edward. E o quarto do menino Thomas está pronto, ele já pode ir para o quarto se desejar.
— Obrigada. – Digo sorrindo. — Thomas, eu desejo que fique conosco, não se preocupe com Ana, Carlisle jamais fará mal a ela, mas quero que você fique e me conheça melhor.
— Acho que posso fazer isso. – Ele diz e sorri, seguindo em direção à boa senhora que lhe acompanha até seu quarto.
Olho para John, que ainda está parado me olhando como se eu fosse um fantasma.
— Me dê algum tempo, tive um dia muito cheio para resolver tudo em apenas alguns segundos.
Ele nada diz, eu apenas sigo em direção ao que seria nosso quarto, eu conhecia aquela casa e se nada tivesse mudado as coisa ainda estavam do mesmo jeito.
(...)
P.O.V. Bella
Ana estava saindo do banheiro quando me viu no quarto dela, sentada na cama esperando por ela.
— O que faz aqui, garota? – Ela grunhiu.
— Sua cela é diferente. – Digo, me levantando. – Se fosse eu, estaria na masmorra do castelo, não em um quarto de luxo desse.
— Você não é da família. – Ela cospe as palavras.
— Na verdade eu sou mais da família do que você imagina. – Digo sorrindo. – Só queria ter certeza de que você não tinha escapado. Como disse, espero que já tenha uma desculpa perfeita para eu não matar sua queridinha.
— Se você matar a Lucy, só deixará Edward com mais ódio de você. – Ela diz e sorri como se tivesse ganhado.
— Ele me perdoará. – Digo e olho pela janela. – Sabe qual é o problema? É que você esqueceu de quem eu sou. – Digo e olho para ela com os olhos brilhando em tom de dourado.
— Ai, minha nossa! – Ela diz e vejo medo nela.
— Com medo de mim agora? – Eu pergunto.
— Se você me machucar, ninguém vai lhe perdoar.
— Não preciso do perdão de ninguém. – Digo. — Só me diga por quê esse interesse de Lucy no Edward.
— Ela se apaixonou por ele. O mesmo que aconteceu com você. – Ela diz. — Parece que meu sobrinho faz sucesso com as garotas.
— Não, eu sei que não é só isso. – Digo, caminhando em sua direção e ela se afastou.
— Não se aproxime, não me toque!
— Medo de eu roubar sua alma? – Pergunto sorrindo. – Você tinha razão sobre eu ser fria, eu não tenho coração.
— Para! – Ana diz. — Eu não sei quais são os planos de Lucy, ela apenas concordou em seduzir Edward, mas o que ela quer com isso não faço ideia, só sei que você tinha razão sobre a combinação de bruxa negra com Drácula.
— Drácula negro. – Eu digo e olho para ela, que está com medo.
— O que você é, garota?
— Uma combinação bem pior do que um Drácula negro. – Digo e sumo pela janela. Deixando ela sozinha.
De fato, Ana conhecia algumas histórias, só que ela não é a única, a única coisa que eles nunca lembram de mim é que eu também sou uma bruxa negra, posso não ter os grandes talentos da minha mãe, mas algumas coisas eu sei fazer, como criar ilusões, e gosto desse talento recém descoberto.
Continua...
“'Talvez' é contigo. Comigo, é prender e descobrir.”
― Salt
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