Descendentes

32 Capitulo 31 -- Livro 4 -- Varias Narrativas


Notas iniciais
Voltei meninas! Vamos ler? Tem babado bem grandão....

Capítulo 31 — Hora de acordar os mortos

P.O.V. Rosie Hale

Havia se passado duas semanas desde que Edward se foi do acampamento para treinar. Todos sabiam que ele havia partido para ficar mais forte. John deixou isso claro para todos, ele estava feliz que o filho tinha decidido se tornar um Soldado de Elite de nível maior, afinal, sua linhagem sempre os colocou em uma posição melhor.

O problema era Bella, já havia duas semanas que o mundo havia parado para ela, ninguém nunca mais a viu, estava sempre em casa trancada em seu quarto, era como se o mundo tivesse parado no momento em que ele se foi. Por algum motivo eu entendo o medo dela, quer dizer, eu sempre ouvi rumores sobre o treinamento de Caius, e poucos sobreviveram a ele, Bella é prova viva, ela quase morreu sete vezes, sendo que em três ela ficou gravemente ferida.

Naquela manhã eu recebi a visita da Renée Swan, ela pediu para ir conversa com Bella, já que ela não saía mais do quarto, parecia que a soldado perfeita entrou em curto.

Quando entrei no quarto de Bella, parecia que um furacão tinha passado por ele, a menina estava embolada na cama, enrolada dos pés a cabeça e seu quarto estava terrivelmente bagunçando.

— Vai embora. – Ela disse.

— Eu não entendo. – Digo, me aproximando. — O que aconteceu aqui?

— Nada.

— Bella, olhe para você. – Eu disse. — Nunca imaginei ver você assim, o que aconteceu?

— Ele aconteceu! – Ela diz irritada e joga coberta para longe. – Ele está destruindo minha vida. Eu quero que isso pare.

Então me dou conta que ela está completamente apaixonada por ele.

— Bella... – Eu digo seu nome e me calo, não sei o que dizer.

— Eu não era assim, ele está acabando comigo, Rosie, eu era perfeita, não tinha sentimentos e emoções, mas ele destruiu tudo! – Ela gritou. — Faça isso parar, faça.

— Não posso. – Digo e ela grita. – Bella, eu não sei como é para você, mas você vai conseguir superar. Quer dizer, vocês não terminaram, ele apenas...

— Vai morrer! – Ela gritou. – Caius vai matá-lo, Rosie, eu conheço o treinamento dele, eu quase morri diversas vezes até virar o que ele diz ser um soldado perfeito. Ele vai matá-lo se isso não matar o coração dele.

— Então está com medo de Caius tornar ele frio ao ponto de não reconhecer o sentimento que sente por você?

Bella não me diz nada, então sei que o medo dela é que ele pare de amá-la, o medo dela é que ele esqueça o seu amor por ela.

— Não vai acontecer. – Eu digo e ela me olha. — Ele é completamente louco por você, e se ele está fazendo isso, Bella, é por vocês dois.

— Eu não quero. – Ela diz. — Ele será mais forte do que eu, ele terá mais poder do que eu. Acredite, Rosie, ele é um Drácula, filho legítimo de um semideus, eu só tenho sangue de um deus e a marca que me impede de ser uma deusa.

Então entendo o que ela quer dizer, conhecemos as histórias, John poderia virar um deus, basta ele fazer todos os trabalhos feitos por seu pai, Hércules, ele tem força de um deus e poder de cura que de uma maneira faz dele quase um deus. Agora entendo o que Bella quer dizer, se Edward sobreviver ao treinamento de Caius, ele volta para o acampamento quase com semideus.

— Você sabia dos riscos. – Digo. — Vai ficar aí chorando, ou vai mostrar para eles todos que estão errados? Porque essa Bella aí eu não conheço, e confesso que estou odiando.

— Cala a boca!

— Desculpa, mas você não me dá medo, você me dá pena. – Digo provocando. — Você é ridícula, vi você matar Apanhadores de Alma, encarar a morte só para descobrir o que estava acontecendo, você esteve entre os mortos. Por favor, crie vergonha nessa cara e faça algo, ficar trancada chorando não vai mudar o fato, só deixa você uma criatura digna de pena.

O estrondo foi alto, meu corpo foi arremessado contra a porta e eu caí no corredor, doeu para caramba, mas eu sabia que ela estaria de volta depois dessa explosão de vento.

(...)

P.O.V. Bella Swan

Rosie me trouxe de volta de uma maneira bem estranha, eu realmente não sabia como me deixe cair tanto, mas sei lá, talvez eu precisasse desse momento de dor para ficar mais forte. Naquela manhã eu estava em casa com dona Renée, ela estava lendo alguns dos seus livros e comenta algo.

— Não deveria sair? – Ela me pergunta.

— Sem vontade. – Digo. – O que está lendo?

— Um livro sobre bruxas negras.

— Por que?

— Estou ajudando elas. – Ela me informa. – As bruxas negras são criaturas incríveis.

— Ei, olha como fala, uma parte de mim tem sangue delas. – Digo e Renée sorri.

— Claro que tem. – Ela diz. — Essas bruxas são imunes à muita coisa. Até mesmo consegue quebrar o encanto de Drácula.

— O que é isso?

— Você sabe que um Drácula só se apaixona uma vez?

— Sim, mamãe, eu sei. – Eu digo, lembrando que Elizabeth me disse isso na cidadela e Margarida me confirmou quando taquei fogo no castelo dela.

— Pois é, é um tipo de encanto, uma magia onde apenas as bruxas negras são capazes de quebrar.

— Espera. – Eu digo, olhando para ela. — Se elas são capazes de quebrar, então quer dizer que um Drácula pode se apaixonar por uma bruxa negra?

— Acredito que sim. – Ela me diz. — Já que a magia é para os dois, tanto para Drácula quanto a pessoa amada dele, se não existe magia ele pode sim amar ou se envolver com uma bruxa negra. Digamos que seja algo como um espelho, onde reflete o encanto de amor de volta para a pessoa amada, deixando assim o Drácula livre para se apaixonar novamente. Acredito que seja uma espécie de livramento, ou maldição.

— O que você sabe sobre a família de Carlisle? – Eu pergunto, algumas coisas estavam me intrigando já tinha um tempo, algo que ninguém havia notado pois eram pequenos detalhes.

— Do primeiro ministro?

— Sim, mamãe, o que você sabe sobre eles?

— Bem, eles faziam parte do reino sul, quando a caçada aos Dráculas começou, eles acabaram vindo para o acampamento. Carlisle já era primeiro ministro, foi um grande Soldado de Elite e recebeu esse título logo após a morte do antigo ministro.

— E Elizabeth?

— Bem, ela veio bem depois. – Ela fala. — Ela, John, Edward já era um menino grande, acho que tinha uns dois anos, eles ficaram um tempo e depois partiram, quando voltamos a ter notícia deles foi da confusão onde eles supostamente tinham sido mortos.

— Mas sempre foi só Carlisle e Elizabeth? Eles não tiveram outros irmãos?

— Elizabeth. – Minha mãe diz. — Ela tinha uma irmã gêmea, mas parece que ela morreu. Ninguém nunca a viu.

— Espera. – Eu digo. — Elizabeth tinha uma irmã gêmea?

— Sim, ela tinha. – Ela confirma. — Mas ela morreu, elas eram idênticas, eu me recordo de que uma vez Carlisle disse que John tinha problemas em diferenciar elas, por isso deu um colar de rubi para Elizabeth, ela nunca tirava esse colar.

— Vermelho com uma rosa esculpida na pedra?

— Acho que sim, não sei bem, só sei que era um rubi. – Ela me olha. – Por que tantas pergunta? Bella, não me diga que está planejando fazer algo.

— Claro que não. – Digo, ficando de pé. — Você me convenceu, vou sair. – Digo e não espero pela resposta dela, saio correndo.

Ando pela sala vazia da sede principal do acampamento, até que encontro ele, John estava conversando com dois Soldados de Elite, ele ficou sério assim que me viu.

— Nos falamos depois. – Ele disse e os soldado foram embora. — O que faz aqui? Se deseja notícias, saiba que não vou lhe dar.

— Tenho uma pergunta para fazer. – Digo e ele me olha intrigado. – Você deu um colar em forma de uma rosa vermelha para Elizabeth?

John me olha surpreso, e então o seu rosto suaviza e ele parece se recordar.

— Já tem tanto tempo. – Ele diz, como se lembrasse. — Era para poder diferenciar ela da sua irmã, mas ela perdeu em meio à toda loucura que aconteceu. – Então ele dá um sorriso triste. — Mas não preciso mais do colar, Ana está morta, foi a primeira a morrer em meio à essa caçada.

— Lamento. – Digo, me virando para sair

— Por que a pergunta por algo tão sem sentindo do nada?

— Edward, ele comentou algo. – Digo, saindo sem dar mais respostas.

Ando pelo acampamento até que avisto ela, Rosie estava com Emmett, os pais dele já estavam na cidade, era oficial o relacionamento deles. Jasper não gostou muito da ideia, mas estava lidando de uma maneira madura.

— Você. – Digo e Rosie sabe que é com ela. — Vem comigo

— Oh, não é assim. – Ela disse, mas não dou tempo, puxo ela pelo braço e saio levando ela comigo.

Rosie até tenta me parar, mas depois de um tempo ela vê que eu não vou soltar ela facilmente, e depois que ela se dá conta do caminho que estou fazendo ela parece interessada em me acompanhar.

— Por que estamos indo para o alojamentos das bruxas negras?

— Preciso falar com uma bruxa.

— Bella, você não é a pessoa que elas mais amam. – Ela me informa.

— Eu sei. – Digo. — Mas essa é diferente.

Rosie não diz mais nada, quando chegamos, Carmelita estava para nos receber.

— Você não é bem vinda aqui. – Ela me diz.

— Relaxa, velha, não vim falar com você. – Digo e ela arregala os olhos. – Procuro Tia.

— O que quer com a Tia? – Ela pergunta.

— Como eu disse, procuro Tia. – Digo novamente e uma jovem bruxa aparece.

— Deixa, Carmelita, eu cuido disso. – Ela diz para a mulher.

— Sabe que essa garota é um problema. – Carmelita diz.

— Tudo bem, não vou longe. – Tia diz.

Tia nos segue para longe do alojamentos delas, estamos caminhando em direção à praça centro-oeste do acampamento, ela é pequena e calma.

— Por que foi lá? Você sabe que ninguém gosta de você.

— Sério? – Digo, zombando. — Preciso de sua ajuda para três coisas.

— Merda. – Rosie diz e me olha. — O que você está aprontando agora?

— Você, fica quieta. – Digo para Rosie. — Se você mentir para mim, Tia, a bruxa, eu volto ali e mato todos que estão lá, sem sobrar nenhum, e faço parecer um grande incidente causado por Apanhadores de Almas, e no final arranco seu coração.

Os olhos da bruxa se arregalaram e o medo era visível, assim como Rosie que também estava chocada.

— Onde vocês, bruxas, encontraram a rainha?

— Ela que nos achou. – Tia diz e vejo que diz a verdade.

— Sabia que a sua rainha tinha uma irmã gêmea?

— Claro que não, Elizabeth nunca falava sobre família.

— Certo. – Digo e mordo os lábios. — Preciso que você ache alguém para mim que está sob o encanto de quase morte.

— Como sabe que é encanto de quase morte? – Tia me pergunta.

— Levei tempo para descobrir o nome correto desse feitiço. – Digo. – Mas agora sei que é o encanto de quase morte.

— Bom, você chegou a ver o espírito da pessoa? – Tia me pergunta.

— Sim, ela parecia bem real.

— O feitiço de quase morte funciona assim, sempre que ele é lançado, o espírito nunca fica longe do corpo.

— O que você quer dizer?

— Quero dizer, Bella, que apenas uma bruxa negra pode lançar esse feitiço, e normalmente o corpo ficará sempre onde o espírito está. Se você viu o espírito da pessoa, o corpo estará no mesmo lugar.

— Então já sabemos onde o corpo está. – Digo e Tia me olha. — Quero que você quebre o feitiço.

— Essa é a parte mais fácil. – Tia me informa. — São apenas algumas palavras e a gota de sangue de alguém amado.

— O sangue eu não tenho. – Digo pensando. — Você e Rosie, me encontrem no portão do acampamento, levem suprimentos, estamos indo para a cidadela.

— Oh, oh, devagar aí. – Tia diz. — Eu nunca disse que iria te ajudar.

— Bom, eu digo, você vai. – Dou um sorriso. — Ou mato todo mundo. Mas de algum jeito, consigo o que quero. Você duas já sabem, daqui há meia hora.

E então eu saio correndo em outra direção, preciso ser rápida.

(...)

Meia hora depois estamos no portão prontas para sair. Tia estava com ódio nos olhos, Rosie está curiosa para saber o que estamos fazendo.

— Se segurem em mim. – Digo e as duas me olham. — Não temos muito tempo, e depois do que fiz para conseguir o sangue, acreditem, vão querer no mínimo me torturar, então seremos rápidas.

— Você vai usar vento. – Rosie disse, sorrindo. — Isso vai ser divertido.

— Oh, pode apostar que vai. – Digo e vejo a cara de susto e surpresa de Tia quando meus olhos mudam de cor e uma grande ventania começa a se formar em volta de nós. Desse jeito chegaremos mais rápido na cidade dos mortos.

(...)

Tia estava vomitando muito, acho que ela não gostou muito do jeito que viajamos, mas chegamos na cidadela antes do sol se pôr. Dessa vez eu estava viva e não morta.

— Sabe fazer um feitiço de localização? – Pergunto para Tia.

— Você tem que ter algo da pessoa que quer encontrar.

— Que tal um cabelo?

— Você é bruxa negra, por que não faz sua própria magia?

— Esse talento não foi herdado por mim, apenas o sangue da minha querida mamãe.

— Me dê isso. – Tia toma da minha mão o saco com cabelos, espero que realmente funcione.

Ela disse algo e suas mãos brilharam e então ela lançou essa luz sobre o cabelo que começou a flutuar e anda em meio aos túmulos dos mortos.

— Vamos. – Tia disse.

Seguimos o cabelo que meio que flutuava nos mostrando a direção, até que parou em uma catacumba antiga e rústica com símbolo de um dragão, cruzado no meio de duas espadas.

— A pessoa que você procura está aí. – Tia diz.

— Quanto tempo um feitiço de quase morte pode durar?

— Uma vida toda. – Tia diz. — Se quer saber se vai encontrar alguém morta, não, você não vai, a pessoa está apenas dormindo, pode-se dizer que foi o mesmo feitiço lançado sobre a Bela Adormecida.

— Um clássico. – Digo, zombando.

— Ela apenas dorme. – Tia diz. – Como vai abrir isso? Essa porta aí deve ser pesada.

— Quem disse que vou abrir? – Digo sorrido e jogo duas bolas de fogo na direção da entrada e a explodindo, mandando poeira para todo lado e pedaços de pedras. — Vou detonar.

— Deveria avisar. – Rosie disse, tossindo e batendo poeira.

— Vamos logo. – Digo, entrando.

— Que tal um pouco de luz?

— Ok. – Digo e acendo fogo na ponta dos dedos. Iluminando o caminho. — Melhorou?

— Agora sim. – Rosie diz.

Caminhamos mais um pouco até que paramos em frente a um caixão todo de vidro e dentro dele ela estava. Os olhos de Rosie se arregalaram e então Tia congelou.

— Apresento a vocês, Elizabeth Masen, a verdadeira.

Continua...

“Há muitas maneiras de morrer, mas é preciso decidir uma forma de viver. Isso, sim, é o mais difícil.”

― Valente

Notas finais
O que acharam? Vamos comentar? Esperando que sim! So tenhoa algo a dizer EEEEEEEEEEEEEEEEEITA. Agora a casa caiu de vez...rsrsrs Anne ficou incrivel.. tenho certeza que tu surto muito revisando esse capitulo...rsrs postado aqui:http://levadapimentas.blogspot.com.br/2018/03/descendentes-capitulo-31.html E aqui :https://www.wattpad.com/542507489-descendentes-cap%C3%ADtulo-31 Agora só semana que vem meninas. Bom final de semana!