Descendentes
31 Capitulo 30
Notas iniciais
Capítulo 30 – Uma rainha morta
P.O.V. Bella Swan
Estamos todos nós na sala de Carlisle, parecia que a confusão só aumentava cada vez mais.
— Acho que todos nós merecemos uma explicação. – Carlisle diz.
— Eu posso explicar, ou tentar. – Caius diz. —Vamos começar com a Bella.
— Sim. – John diz, me olhando intrigado. — Por que você disse que ela era a rainha?
— Bella é filha legítima de Margarida, assim como Heidi. – Caius diz.
— Margarida não é filha do Rei do Sul. – Carlisle informa. – Todos nós sabemos disso, Elizabeth é filha legítima do rei, herdeira do trono.
— Isso é verdade. – Caius diz. – Porém, o Rei Adam só assumiu o trono do Sul após a morte do seu irmão Anthony, só que Anthony teve uma filha, e essa filha é Margarida, a rainha mentiu durante anos para o Rei Adam até que ele descobriu, quando ele tentou expulsá-la do reino, a rainha matou ele primeiro, usando um dos seus amante.
— Você está dizendo... – Esme diz surpresa.
— Margarida sempre foi a rainha por direito, o seu pai, Anthony, era o rei antes de Adam assumir o trono. – Caius diz. – Porém, Margarida não conhece essa parte da história, ou pelo menos era para não conhecer, já que apenas poucos sabem a real história por trás da família real do Sul.
— Quando ela souber, Bella estará morta. – Helena diz, me olhando com pena.
— Existe um por quê para tudo. – Caius diz.
— E qual seria? – Carlisle quis saber.
— Bom, no momento é melhor deixar Margarida pensar que Elizabeth é a herdeira do trono.
— E deixar a minha mulher na mira dessa louca? – John diz, irritado. – Acredito que não é algo muito justo, se levarmos em conta as adoráveis habilidades da sua protegida, Caius.
— Sarcasmo não combina também com você, John. – Caius diz.
— Pelo contrário, é algo que lhe cai bem. – Digo e dessa vez chamo atenção para mim. – Eu recuso o trono e todo o resto que vem junto com ele, tecnicamente acho que passo a ser sobrinha da sua esposa, se você levar em conta o fato da Rainha Louca sempre ter odiado a sua esposa, ela morrerá do mesmo jeito se a rainha colocar as mãos nela.
— Você poderia ser menos direta. – Esme diz, meio sem graça.
— É para mim mentir? – Eu pergunto. — Estou pouco me importando com o Reino do Sul, ele nunca fez nada por mim, não será agora que fará, rainha ou não rainha, eu taquei fogo naquele lugar, e tacaria de novo.
— Isabella! – Charlie diz, me repreendendo.
— O quê? Só disse a verdade.
— Bom, há muita coisa que precisamos pensar com calma. – Carlisle diz e nesse momento Elizabeth entra na sala.
— Oh, céus, fiquei tão preocupada com vocês. – Ela diz e então me olha e eu mostro língua para ela, que arregala os olhos com a surpresa. – Acho que precisamos de uma reunião com todos os membro de elite e conselheiros.
— Também acho. – Digo e ela me olha intrigada.
— Você não participará da reunião. – Elizabeth diz e eu abro um sorriso de canto. – Você não faz parte de nenhum desses cargos.
— Errada. – Digo, sorrindo abertamente. – Sou Soldado de Elite Máxima.
O rosto de Elizabeth ficou pálido, claro que todos sabiam o que isso queria dizer.
— Quem nomeou você? – Ela pergunta.
— Bella atingiu esse nível aos dez anos. – Caius diz. — Eu dei o título a ela após ela fazer o exame final.
— Você fez muita coisa por Isabella, Caius, e pouca coisa nos informou a seu respeito. – Carlisle diz.
— Vai mandar me matar? Porque, sério, é o que está parecendo. – Digo e toco a ponta do meu nariz. — Me recuso a participar dessa reunião boba, se matem sozinhos.
— Isabella! – Charlie diz novamente. — Acho que é melhor você ir para casa.
— Com prazer. – Digo, dando meu melhor sorriso.
— Edward, por favor, acompanhe minha filha até em casa. – Meu pai diz.
— Claro, senhor Swan. – Edward diz e me olha como se me avaliasse. – Vamos.
— Ok.
Digo isso e saímos da sala, deixando todos para trás: Helena, Marcos, John, Elizabeth, Esme, Carlisle, Félix e Demetri. Os outros também são retirados da sala: Lucy, Alice, Rosie, todas são mandadas embora, assim como eu e Edward, que nos retiramos por vontade própria.
(...)
P.O.V. Edward Masen
Eu estava em silêncio, apenas andando lado a lado com Bella, ela também parecia que não queria falar, mas estava muito intrigado.
— O que você faz? – Eu pergunto. – Como é esse talento?
— É o mesmo que o da minha mãe. – Ela diz e torce a boca, pelo visto ela não gosta de ter nem um tipo de ligação com a Rainha Louca.
— Bella, é complicado saber sobre você. – Digo e ela para, me olhando. – Não entenda mal, mas quando penso que te conheço você vem com algo novo. Você é bem mais poderosa do que eu, e pelo que todos dizem os Dráculas são invencíveis, mas no entanto você parece ser invencível.
— Você nunca entenderia. – Ela me diz e então volta a andar. — Acho que posso ir para casa sozinha, não matarei ninguém no caminho.
E ao dizer isso ela some rapidamente, algo que apenas uma elementar de vento pode fazer. Algo que apenas Bella conseguia fazer.
— Acho que você está perdido. – Lucy diz, aparecendo do nada.
— Talvez esteja mesmo. – Digo e dou um sorriso para Lucy. — Está indo para casa?
— Sim. E você?
— Na verdade estava acompanhado Bella, mas ela recusou minha companhia. – Digo.
— Parece que sua namorada não é a pessoa mais confiável do mundo.
— Você também não seria se sempre tivesse que brigar para sobreviver.
— Todos nós fazemos isso desde o primeiro dia de vida. Isso não é motivo para ela ser assim. – Lucy diz.
— Bella foi condenada à morte quando nasceu, Lucy, acho que é um bom motivo.
— Sério? – Lucy diz, irritada. — Edward, ela trata todos como lixo, como se ninguém fosse melhor que ela, ela se acha superior a todos à sua volta, ela não passa de uma bastarda, filha de um deus que renegou ela como filha.
— Lucy! – Digo, olhando para ela surpreso com sua explosão.
— É verdade, e você fica se rebaixando a isso. – Lucy diz. — Você é bem melhor do que ela, Edward, você é um Drácula, filho legítimo herdeiro de Hércules, você tem mais direito de ser semideus do que aquela garota. Tome posse do que é seu.
— O meu pai é filho de Hércules, não eu!
— E daí? Hércules é seu avô, você tem o sangue dele, é tão deus quanto ele. – Lucy informa. – Você nem sabe o tamanho da sua força, deveria ter noção disso pelo menos. Não deixe que essa garota faça você se sentir inferior a ela, pois você não é, você é melhor do que ela.
Talvez Lucy tenha razão, talvez eu realmente tenha mais força do que eu mesmo saiba.
(...)
P.O.V. Caius
A reunião não foi nada agradável, por algum motivo todos tinham medo de Bella, eu também teria, ainda mais ela sendo quem ela é, tendo as habilidades que tem, só que ela não é a pessoa mais forte do mundo, Bella é apenas metade deus, e nem se pode dizer que ela seja uma deusa, já que ela carrega a maldição dos deuses. Mas ela soube se fazer forte.
Elizabeth não gostou nada de saber que ela não subiria ao trono, claro, sendo Margarida filha do primeiro rei do sul, Elizabeth deixa de ser herdeira, e passa a ser uma das sucessora ao trono, no caso de Bella se recusar a assumir o trono ela pode assumir.
O problema é que Bella de fato não quer ser rainha, pelo menos não ainda. Mas isso dá uma vantagem a Elizabeth, e com a morte de Margarida, é mais certo ainda que ela assuma o trono no lugar de Bella.
— Conseguiram falar com a Bella? – Perguntei, assim que Félix entrou em minha sala.
— Ainda não. – Demetri me diz. — Mas tem alguém querendo falar com você.
— Quem seria? – Questiono, não entendendo bem o que estava acontecendo.
— Sou eu.
Olhei atentamente para ele e sorri de canto, essa era a primeira vez que Edward Masen se apresentava à minha frente.
(...)
P.O.V. Bella
Eu sabia que existia várias maneiras de demostrar amor, mas a perfeita dela era estar ao lado que quem você gosta. Às vezes eu sentia raiva do Edward por causar em mim esse tipo de sentimento, mas o problema é que eu sentia mais raiva quando ele não estava perto de mim. Eu me sentia forte ao seu lado, eu me sentia confiante e sabia que ele precisava de mim.
Já era noite quando ele entrou no meu quarto, já tarde, possivelmente de madruga. Eu acordei com seus carinhos em meu rosto e seus olhos atentos em mim.
— Aconteceu alguma coisa? – Eu pergunto, ultimamente andávamos brigando muito.
— Não. Apenas quis ficar com você. – Ele me diz, sorrindo.
Abro meu melhor sorriso, aquele que só ele conhece, só ele sabe que existe. E em um movimento rápido ele me beijou, era um beijo calmo e doce, cheio de carinho e amor. Minhas mãos foram para seu cabelo, e em poucos minutos o beijo ganhou força e velocidade, se tornando em uma grande necessidade, eu precisava dele, precisava muito dele.
Os beijo ganharam rumo e os carinhos ficaram mais ousados, não era a primeira vez que começávamos com beijos e terminávamos transando. Mas dessa vez era diferente, era mais intenso, o desejo estava mais forte.
A boca dele estava em meu pescoço, deixando um caminho de fogo por onde passava, assim como suas mãos habilidosas estavam se livrando da minha roupa, peça por peça, e no final estávamos nós dois nus. Edward não parou, ele cobriu meu corpo de beijos, dando atenção para cada parte dele, redobrando a atenção quando chegou em meus seios, onde ele chupou e mordiscou, me fazendo gemer um pouco alto.
Ele chupou cada um dos meus seios, mordendo levemente os bicos rosados, fazendo meu corpo arquear com sua tortura. Minhas mãos e unhas arranharam sua costa cada vez que ele me fazia gemer. Os dedos habilidosos dele ganharam vida na minha parte mais sensível, fazendo eu ofegar e gemer seu nome quando estava perdendo o controle.
Edward seguiu beijando meu corpo, passando pela minha barriga até enfiar seu rosto no meio das minhas pernas onde a tortura foi ainda maior. Minhas mãos foram para seu cabelo, puxando e prendendo sua cabeça ali. Sua língua me invadia, me torturando de uma maneira que estava me fazendo ver estrelas. E quando explodi em gozo ele lambeu cada gotinha possível do meu prazer. Quando ele levantou o rosto, tinha aquele maldito sorriso de canto que me deixava completamente boba.
— Você fica linda desse jeito. – Ele diz.
— De que jeito? – Pergunto ofegante.
— Corada, com cara de safada. – Ele solta uma risadinha. – É bom ver você vulnerável às vezes.
E antes que eu entenda, ele me puxa, me fazendo sentar sobre seu colo e cobre minha boca com a sua, voltando a me beijar. As mãos dele escorregaram pela minha costa até chegar à minha bunda, onde ele apertou, e minhas mãos vão para seu cabelo, onde se perdem em meio a eles.
Em um movimento rápido e lento ao mesmo tempo, Edward me penetra naquela posição mesmo, lentamente ele vai entrando em mim, me preenchendo até estar completamente dentro de mim.
— Vamos devagar. – Ele sussurra em meu ouvindo, e com as mãos em volta da minha cintura ele me ajuda a me movimentar. Subindo e descendo lentamente sobre seu membro. Que se afundava cada vez mais e mais em mim, causando a melhor sensação possível.
Os movimentos eram lentos, nossas mãos não paravam, passavam por todo o nosso corpo, eu arranhava levemente sua costa assim como ele apertava minha bunda. E beijava meu pescoço de maneira que saberia que deixaria marca pela manhã.
O ritmo foi mudando quando nosso corpo começou a entrar em chamas. Em um movimento rápido, meu corpo foi imprensado contra a parede perto da janela do quarto, onde bateu um vento gelado contra meu corpo quente, que fez ele todo se arrepiar e o de Edward também, as investidas ficaram mais fortes. Meus gemidos mais altos e o fogo sem controle. Minhas unhas cravaram nas costas dele quando eu atingi o meu máximo, gozando e gemendo seu nome próximo ao seu ouvido. Edward ainda me penetrou alguma vezes antes de explodir em gozo, e fazendo o que ele sempre faz, mordendo meu pescoço e bebendo meu sangue até se sentir satisfeito.
Escorregamos para chão, eu ainda estava em seu colo, minha cabeça completamente deitada sobre seu ombro, seus dedos desenhavam linha imaginárias em minhas costas estava calmo, havia paz entre nós, pelo menos naquele momento havia apenas nós dois e mais ninguém.
— Senti saudade. – Digo e é verdade.
— Eu também sentirei. – Ele diz, mas não me foco no que ele diz, já que ele está beijando meu pescoço novamente.
— Por que você sempre me morde quando está gozando? – Eu pergunto, sentindo as suas lambidas em meus pescoço.
— Já disse, você fica linda quando está gozando, ou no pós-sexo. – Ele diz, sorrindo discretamente em meus pescoço. — E você normalmente não me deixa fazer isso, a não ser nesse momentos.
— Você tem um gosto bem peculiar.
— Você é o único gosto estranho que tenho. – Ele diz, segurando meu rosto e beija.
Sinto seu corpo ganhando vida embaixo de mim e caímos no chão, eu monto sobre ele e me movimento lentamente, dando a completa visão sobre meu corpo nu. Minhas mãos estão aberta sobre o seu peito, me ajudando com os meus movimento de sobe e desce sobre ele. Edward puxa uma das minhas mãos levando à boca, chupando os dedos dela e no final mordendo o dedo mindinho, o que me faz gemer novamente.
Então ele vira nossos corpos ficando por cima de mim, movimentando fortemente seu quadril, entrando e saindo com força, me fazendo gemer seu nome alto e me fazendo goza na sua quinta investida, gozando assim junto comigo desabando sobre mim.
Então ficamos assim, ofegantes e exaustos, caídos no chão do meu quarto que agora estava cheirando a ele e a sexo. Até que eu adormeço em seu braços.
(...)
O sol entrava pela janela, eu acordei sozinha na cama, sorri com a lembrança do passado onde eu deixava sempre o Edward dormindo sozinho logo pela manhã. Saio da cama, me espreguiçando e vou direto tomar banho, saio do quarto indo tomar café, mamãe e papai estão à mesa conversando.
— Bom dia, querida. – Minha mãe diz.
— Bom dia. – Digo sorrindo e meu pai me olha intrigado.
— Espero que esse sorriso não queira dizer que você aprontou algo. – Ele comenta.
— O que poderia fazer? Eu passei a noite em casa! – Digo, em minha defesa.
— Ouvi um barulho no seu quarto, estava acontecendo algo? – Minha mãe perguntou, aposto que ela surtaria se eu contasse a verdade.
— Sim, esqueci a janela aberta e levantei para fechar. – Digo sorrindo. — Caí pois estava escuro.
— Devia ligar a luz. – Ela diz.
— Vou lembrar disso. – Digo sorrindo. – Vou precisar sair.
— Tudo bem. – Charlie diz. — Só evite confusão, as pessoas no acampamento estão preocupadas com o modo que você anda agindo, Bella, tenha calma e seja gentil.
— Tá, tá. – Digo, já levantando da cadeira. — Vejo vocês dois depois.
Caminho em direção à porta e quando abro, Rosie está parada na porta com uma cara nada legal. Ela ia bater na porta, mas eu abri antes.
— O que foi? – Pergunto.
— Vem. – Ela diz. — Você viu o Edward? – Ela pergunta, me puxando para fora.
— Não, quer dizer, vi ontem à noite. – Digo. – O que está acontecendo, Rosie?
— Bella, acho melhor você ficar calma.
— Diz de uma vez!
— Hoje pela manhã ouvi uma conversa de um soldado, ele estava dizendo que Edward não está mais no acampamento.
— Como assim? Para onde ele foi? – Eu pergunto e sinto meu coração apertar.
— Ele disse, que John comentou que Edward partiu junto com Lucy para treinar.
— Como?
— Algo sobre ele ficar mais forte. – Rosie diz. — Eu não entendi toda a conversa.
Eu não espero ela terminar, corro em direção à casa dos Masen. Rosie vem atrás de mim, ela sabe, por algum motivo ela sabe o quanto Edward é importante para mim. Eu meio que invado a casa dos Masen, que levam um susto ao me ver.
— Cadê ele? – Eu pergunto, John levanta da mesa.
— Você deveria bater na porta. – Ele informa.
Vou até porta e bato com força, fazendo uma rachadura na porta.
— Bati, agora me diz onde ele está.
— Sua arrogância, menina...
— Eu só quero saber cadê o Edward. – Eu grito e Elizabeth levanta da mesa.
— Ele não está aqui. – Ela me informa.
— Para onde ele foi?
— Treinar. – Ela diz com arrogância. — Ele precisa ficar mais forte, minha querida, e você não estava fazendo bem para ele.
— Vai se foder! – Digo e John arregala os olhos e fica irritado. — Com quem ele está?
— Respeite a minha casa! – John fala irritado.
— Bella! – Rosie diz, tentando me conter.
— Eu estou a ponto de explodir sua casa com vocês dentro, então acho que não custa nada responder minhas perguntas.
— Ele está com Lucy e Caius. – Sue disse, aparecendo na sala. — Desculpe, menina.
— Com Caius? – Eu digo, sinto pânico na voz. — Ele vai matá-lo!
— Não. – Elizabeth diz. — Ele vai deixar Edward mais forte.
— Você não conhece o Caius. – Eu digo, dando dois passos em sua direção. — Eu conheço ele tão bem que posso dizer, ele vai matar o Edward.
— Não vai. – Elizabeth diz. — Ele vai deixar ele mais forte. Coisa que você nunca foi capaz de fazer, você é um problema para ele, garota, agora não atrapalhe o treinamento dele.
— Para onde ele o levou?
— Eu não sei. – Elizabeth diz. — E mesmo que soubesse, não diria a você.
— Se algo acontecer a Edward, eu arranco sua cabeça fora.
Sinto as mãos de Rosie sobre meu braço, ela me puxa para fora da casa, só então me dou conta que John está com sua arma ativada e pronto para proteger sua querida esposa. Quando estamos longe da casa eu caio sobre meus joelhos, as forças me faltam e a respiração está ficando difícil e então sinto as lágrimas escorrerem pelo meu rosto e mais uma vez estou chorando por ele.
— Caius vai matá-lo. – Digo.
— Vamos torcer para isso não acontecer.
— Preciso saber onde ele está. – Digo.
— Bella, você não pode se meter, foi escolher dele.
— A pior escolha dele! – Grito e me levanto, limpado meu rosto. – Fique longe de mim, Rosie, eu não quero companhia.
Rosie me deixou sozinha, saí andando pelo acampamento meio que sem rumo, até que acabei em casa mesmo, quando entrei nem minha mãe e nem meu pai estavam, subi as escada me arrastando até entrar em meu quanto, e então lá no canto, próximo ao criado mundo, caído no chão, havia papel. Me abaixei para pegar e reconheci a letra, era de Edward, abri rapidamente.
“Querida Bella,
Acredito que você esteja furiosa nesse momento, acho que pela primeira vez fiz algo que deve ter deixado você bem furiosa. Mas em minha defesa, digo que estou fazendo isso por nós dois, eu preciso ficar mais forte.
Sei que você vai odiar o modo que escolhi para isso, juro, fui ontem aí no seu quarto para falar com você sobre, mas você dormiu tão lindamente e tão inocente, sim, você fica inocente quando está dormindo, posso até arriscar dizer frágil, você fica linda.
Mas se eu não fizer isso agora, nesse momento, eu sei que chegará um dia que minha fraqueza possa vir a matar nós dois, quero cuidar de você, não quero que você cuide mim, quero te proteger, e nesses últimos meses não tem sido assim, por mais que eu melhore, você sempre acaba me superando, e eu quero poder lutar lado a lado com você, de igual para igual.
Eu sei que seu relacionamento com Caius não é o dos melhores, porém, você nunca matou ele, e ele fez de você a pessoa incrível que você é em força e habilidade de lutar. Ficarei um tempo com ele, ele passará a me treinar.
Eu realmente preciso fazer isso por nós, eu preciso ficar mais forte.
P.S: Eu te amo.
M.”
— Você não tem ideia do tanto que estou sofrendo agora. – Sussurro, segurando a carta dele.
De uma coisa eu sabia, se ele voltasse, ele não seria o mesmo Edward que conheci.
Fim
“Nós fazemos nossas escolhas, filho. E eu vou fazer a minha.”
― X-Men Origens: Wolverine
Fale com o autor