Notas iniciais
Voltei meninas vamos ler

18 — O último elemento
O alarme de invasão já tinha sido tocado há horas, Emmett, Jasper e Jake lutavam com cara um de cabelo loiro. Ele era muito forte, estava dando trabalho para eles três, mesmo Jake e Jasper já tendo matado o Apanhado de Alma dele, o cara ainda tinha força e habilidade para lutar com três, fora que ele é um elementar talentoso.
Já Demetri e Tanya lutavam contra uma loira invocada, ela é igual ao cara loiro, só que mais habilidosa, Tanya levou um surra dela mas ainda se mantinha de pé, talvez suas habilidades em combate estejam bem melhores.
Já a minha luta contra Irina estava de igual para igual, ela conhecia meus movimentos e eu conseguia copiar os dela, ela usava uma espada e uma adaga de médio porte como as minhas, porém, ela tinha vantagem porque eu estava sem minhas espadas, em meio à luta ela conseguiu arrancar uma das minhas adagas, e em meu contra-ataque lhe acertei um chute na barriga, mandando ela para longe. Assim que ela caiu eu desativei as minhas armas.
– Acho que vou acabar com você usando as minhas mãos.
Ela me olhou sorrindo como se eu estivesse dito alguma bobagem.
– Você realmente se acha, não é mesmo, menina? – Irina diz com sarcasmo e ódio. – Você não é nada!
– Sério? Eu devo fugir agora? – Pergunto com o mesmo sarcasmo que ela usou.
– Vou arrancar seu coração e comer.
– Tente. – Digo.
Então ela também desativa as armas dela e vem pra cima, ela tenta me socar na cara mas desvio rapidamente, ela me chuta mas eu bloqueio com o braço esquerdo e contra-ataco chutando de volta, seguimos nessa luta por alguns minutos, ela me bloqueando e eu bloqueando os ataques dela. Então ela me lança algo que até então era desconhecido para mim, uma rajada de vento que vai virando gelo e por pouco, muito pouco mesmo, não me acerta.
– O quê? – Eu digo surpresa e isso chama a atenção dos outros.
– Cuidado. – Rosie diz. — Ela domina o elemento gelo, esse gelo queima, foi assim que ela nos feriu.
– Isso é possível? – Eu grito para Demetri.
– Sim! – Ele responde, se defendendo do ataque da loira. – Existem alguns elementos paralelos aos 4 elementos principais. Alguns soldados conseguem dominar esses, menos os principais.
Eram sub elementos, devidos aos outros 4 primeiros, então não era assim tão forte, talvez o elemento fogo combatesse esse.
– Bella! – Rosie gritou, foi justo quando Irina acertou esse vento gelado em Jasper, que caiu pouco à frente.
A loira partiu para cima de Irina furiosa, atacando ela com uma forte ventania, mas a diaba era rápida em se desviar, quando ela lançou ventania de gelo em Rosie, foi minha vez de agir.
O muro de fogo cerco Rosie, Irina e o casal que estava com ela pararam ao ver o que eu acabava de fazer.
– Alec! – A loira chamou o cara. — Vamos, essa luta não dá para vencer.
– O quê? – O cara perguntou. – Jane, por quê? Estamos ganhado deles.
– Não, se essa garota entrar na luta nós vamos morrer. – A loira disse, aquela que ele chamava de Jane.
– É só uma garota. – Ele disse.
– Ela é uma elementar.
– Só porque controla o fogo? E daí? Irina domina o gelo, você causa dor, eu tenho a minha escuridão.
– Ela tem marca dos deuses! – Jane gritou. — Vamos agora, irmão.
Então entendo que eles são irmãos, daí tanta semelhança. Irina parecia irritada em ter que recuar, mas alguma coisa nas palavras da loira fizeram eles recuarem e sumirem.
Elena e Marcos já se encontravam no local, Esme prestava primeiros socorros a Jasper, que parecia estar gravemente ferido, Rosie olhava de longe tudo.
– E ela? – Tanya pergunta já com sua arma apontada para Rosie.
– Pare com isso, Tanya. – Eu digo, voltando minha atenção ainda para o local onde eles partiram. – Ela pode matar você facilmente, então não a provoque.
Alice chegou alarmada, correndo em direção a Jasper, ela usou magia para fazer alguma coisa, eu não saberia dizer o que ela fez, mas Jasper voltou a abrir os olhos.
– Bella. – A voz eu reconheci de imediato.
– Pai. – Digo, me virando e olhando ele que parece assustado. – Eu estou bem.
Ele correu e me abraçou, algo que ele fazia pouco comigo, mas por mim e não por ele, era minha antiga Bella que tinha essa reação estranha aos abraços. E esse foi o primeiro erro a se cometer.
– Aaaah! – O grito de Esme era estridente e todo mundo olha para mim, que tenho uma das minhas adagas enfiada no pescoço de Charlie. — Você... você o matou!
O corpo de Charlie escorreu pela minhas mãos, caindo assim no chão, minha adaga estava coberta de sangue e todos estavam me olhando.
– Me enganei uma vez e a culpa é sua, me enganei duas vezes e a culpa é minha. – Eu digo e sei que tem vários olhares me condenando. — Não é mesmo, Margarida?
– Oh, minha nossa! – Elena foi a primeira a ver quando a ilusão foi desfeita.
– Eu aprendi algo sobre você nesse últimos dias. – Eu digo e ela tem sangue escorrendo pela boca. — Que suas ilusões tem um ponto de falha, e o seu erro foi me abraçar. O meu pai nunca me abraçaria sem meu consentimento, mesmo que ele tivesse morto de preocupação.
– Prendam-na! – A voz estridente de Aro gritou. – Ela matou a rainha!
– O poder da rainha não se estende a esse acampamento. – Eu digo, virando para ele. — Mas se deseja que eu mate seus homens é só me avisar.
Ele me olhou intrigado. Carlisle chegou, sendo acompanhado por Félix e John, assim o silêncio ficou maior. Edward estava sentando ao lado de Rosie, ambos pareciam exaustos.
– Você a matou. – John disse. – Como conseguiu ver através da ilusão?
– Eu não gosto de abraços. – Digo e então caio de bunda no chão, o cansaço está me dominando.
– Esme, leve todos os feridos para a enfermaria, dê prioridade a Jasper Hale e Rosie que também está ferida. Edward, você também irá com eles, precisamos conversar assim que você sair dela. – Carlisle informa e segura John que dá um passo em direção ao filho. – Ainda não. – Ele diz. — Bella, acompanhe eles e por favor, mande notícias para seus pais, eles de fato estão preocupados com você. E Aro, precisamos conversar seriamente, Caius está vindo para o acampamento, é provável que amanhã já esteja aqui. Demetri e Félix, levem o corpo da rainha para o necrotério do acampamento, uma equipe médica se encarregará dos procedimentos necessários. Os outros, voltem aos seus postos e nada aconteceu aqui e ninguém viu nada. Elena e Marcos, depois de saberem como seus filhos estão, juntem-se a nós.
(...)
Estávamos todos sentados no grande banco da recepção da enfermaria, estávamos todos medicados e de alta, menos Jasper que ficaria em observação, Alice estava com ele, e parecia que não sairia do seu lado tão facilmente.
– Esperamos você em casa, mocinha! – Elena disse em tom bem sério para Rosie, Marcos estava ao seu lado. — Você tem muita coisa para explicar.
– Claro. – Rosie disse, se sentindo intimidada.
– Então você estava infiltrada no território inimigo. – Emmett diz, com certo sarcasmo.
– Você é idiota assim mesmo ou só finge ser? – Ela perguntou, o que fez todos rirem.
– Eu queria saber o que eles estão falando. – Jake comenta. – Carlisle parecia bem sério, e vocês viram aquele cara com Félix? Aro ficou bem pálido ao ver ele.
– Eu também ficaria. – Emmett comenta. – O cara dá medo, tem cara que Soldado de Elite.
– Bom, acho que precisamos ir, Edward. – Eu digo, ficando de pé.
– Eu estou bem cansado também – Ele diz, seus olhos ainda estão negros. – Me desculpem. – Ele diz, já de pé olhando para todos. — Eu perdi o controle e acabei descontando em vocês a minha raiva, eu realmente sinto muito.
– Sem problema, cara. – Emmett diz. – Nós nunca perdemos a fé em você.
– Bem vindo de volta. – Tanya diz timidamente e eu reviro os olhos. – Boa noite.
– Tá, já entendemos. – Eu digo, pegando a mão de Edward e o puxando comigo. – Vamos rápido. – Ainda escuto risinhos de Emmett e Jake comentando alguma bobagem em relação a nós dois.
(...)
Edward reconheceu o caminho que fazemos assim que levo ele na direção da sala do primeiro ministro. Ele tenta me impedir, mas eu puxo do mesmo jeito, abrindo a porta.
– Dei tempo suficiente. – Digo e vejo que meus pais estão aqui. – Mãe, pai. Por que estão aqui?
– Carlisle achou melhor. – Charlie diz, dando um sorriso calmo.
– Onde estão os outros? – Eu pergunto, não vendo mais Elena e Marcos e tampouco, Aro.
– Em seu devidos dormitórios. – Carlisle informa. – Edward, eu quero que você conheça alguém.
Ele me olha com aquele olhar de quem diz “Você sabe o que é tudo isso?”, eu apenas aceno com a cabeça um sim, e então ele se vira e encontra John lá, ele está sentando próximo à janela e então levanta e se volta para Edward.
– Você virou um grande homem. – Ele diz e Edward sabe que ele é seu pai.
– Pai. – Ele fala em um sussurro e caminha em sua direção.
E naquele momento ambos se abraçam, e pela primeira vez eu vejo tanto Edward quanto John, sorrir e chorar ao mesmo tempo. John repetia várias e várias vezes que ele era seu filho, “O meu filho.”, “Meu filho querido.”. Depois de alguns minutos que pareciam uma eternidade, eles se separaram e se olharam, limpando o rosto.
– Eu não quero estraga essa cena linda, mas o que vai acontecer comigo? – Eu pergunto e Carlisle se volta para mim.
– Você está de castigo! – Renée diz e reviro os olhos – Eu vou lhe bater, menina, se fizer isso de novo.
– Foi mau, foi automático! – Digo, o que faz todos rirem. — Mas de verdade, qual é minha situação?
– Devido ao ato de traição da rainha, a morte dela foi decretada pelo primeiro ministro. – Carlisle diz em seu tom formal. — Ela manteve preso em seu palácio em condições de escravidão um Soldado de Elite do primeiro acampamento e fora que ele não era um soldado qualquer, era um descendente direto da linhagem drácula, herdeiro de sangue de Hércules. Você apenas cumpriu uma ordem direta minha.
– Interessante. – Digo, mordendo lábios.
– O que você sabe, Isabella? – Minha mãe perguntou e todos olharam para mim.
– Como?
– Eu conheço você, menina, sei bem quando está escondendo algo. – Ela diz em seu tom acusador que me dava arrepios. — Vamos, diga logo de uma vez Isabella Marie Swan.
– Tá, tá, já entendi. – Digo suspirando. — Antes de voltar para o acampamento, eu estive em uma taberna próxima à extremidade do acampamento do terceiro ministro. – Digo e Carlisle me avalia com os olhos. – Eu conheci um velho lá que sabia muita coisa sobre a rainha do sul, e algo que ele me disse que é bem interessante, Margarida não é herdeira do trono do sul, tecnicamente ela nem pertence a linha do rei, ela não tem sangue real, ou seja, eu e Heidi não somos herdeiras do trono.
– Se vocês não são, quem é? – Meu pai perguntou.
– Elizabeth. – Eu digo e Carlisle me olha assustado. — Você sabia, não é?
Carlisle suspira e passa a mão pelos cabelos e então volta à sua cadeira, sentando.
– Eu não sei como, mas você sempre consegue descobrir os segredos dos outros. – Carlisle diz. – Essa era minha arma contra a rainha, por esse motivo o poder dela não se estendia aos acampamentos. Era uma maneira de manter ela sob controle. Elizabeth descobriu anos antes de sua morte.
– Culpada. – Digo interrompendo ele, levantando minha mão. — Essa é outra parte chata da história que eu não contei.
– O que você está escondendo, menina? – Charlie perguntou irritado, ele sabia bem que eu era um problema quando eu queria.
– Na cidadela, quando estive lá, eu vi Elizabeth. – Eu digo e todos me olham.
– Você entrou em estado de quase morte apenas para ver ela? – Minha mãe questiona irritada. — Isabella, você poderia ter morrido de verdade, garota.
– Eu sei, mas eu sempre ouvi histórias sobre os mortos e aquela cidade, achei que deveria verificar se era verdade.
– Garota! – Ela gritou e eu me afastei, o que fez Edward sorrir, eu sabia que poucas vezes ele me viu recuar, mas na boa, ela era minha mãe e estava furiosa.
– Renée, deixe ela falar. – Charlie pediu.
– O que você descobriu sobre Elizabeth? – John perguntou.
– Foi ela que falou que você estava vivo. – Edward diz. — Foi assim que ficamos sabemos. Bella me contou tudo quando voltou da cidade, ela mandou Rosie me falar sobre a casa do lago, eu estive lá.
– Você esteve lá? Encontrou as cartas?
– Sim, todas elas. – Edward diz e John olha com carinho para o filho.
– Tem mais coisa. – Eu digo e todo me olham. — Eu estava desconfiada de algo, quando voltei para o acampamento fui atrás de Alice, ela estava na cidadela, ela viu algo que eu também vi.
– O que você viu? – Carlisle pergunta.
– Tirando o fato de ter visto uns Apanhadores de Almas bem diferentes dos que estamos acostumados a ver. Eu lutei lado a lado com Elizabeth, a propósito, ela me falou sobre as espadas. – Todos eles se entreolharam, até mesmo John, algo que notei de imediato. — Só que ela não parecia morta, era como se ela ainda vivesse.
– O que você descobriu sobre minha mulher? – John perguntou, dando dois passo em minha direção, mas Edward o segurou.
– Tecnicamente ela não está morta como todos nós pensamos. – Digo. — Essa é a parte boa.
– E a outra parte? – Carlisle perguntou.
– Eu pressionei Alice, então ela disse que Elizabeth está viva, porém, enfeitiçada em algum lugar.
– Como? – Todos falaram juntos.
– É parecido com o estado de quase morte. – Eu digo. — Porém, o que Alice me disse é que o corpo dela dorme e o espírito fica preso na cidadela.
– Então podemos trazer ela de volta? – John perguntou, esperançoso
– Claro! – Eu digo. — Só temos que achar o corpo dela e o feitiço será desfeito. Só falta saber onde esta corpo.
– Tem que haver um jeito. – John diz.
– Sim, deve haver. – Carlisle diz. — Acho melhor todos nós nos recolhermos por ora, esse dia foi bem agitado para todos.
– Ótimo. – Digo, me espreguiçando. — Estou morta de fome.
– Ótimo. – Charlie diz. — Vamos para casa.
– Qual casa? – Eu pergunto.
– A nossa, é claro. – Charlie me informa.
– Achei que íamos para a casa dos Masen. – Comento, fazendo beicinho.
– Bella, você tem casa.
– Mas eu sou alimentadora dele. – Digo, apontando para Edward.
– Bella. – Renée diz em seu tom firme.
– Já entendi. – Digo, dando um sorriso forçado e entrego para Edward as ampolas de sangue. – Em caso de emergência tome, seus olhos ainda estão negro.
– Eu sei. – Ele diz. – Vamos para casa? – Ele pergunta para John.
– Vamos sim. – Ele diz. —Carlisle, junta-se a nós para o jantar?
– Claro. Será um prazer ter sua companhia novamente, cunhado. – Carlisle diz e eu vejo que eles terão um momento em família.
Talvez não fosse tão ruim voltar para a casa dos meus pais, ainda mais agora que as coisas pareciam começar a caminhar na direção certa.
Continua...

“Regra 32 — Aproveite as pequenas coisas.”
― Zombieland

Notas finais
O que acharam? Vamos comentar? Anne minha linda perfeito como sempre. Gente demorei posta hoje por que ainda to na correria.. Mas a parti do dia 18 terei mais tempo assim espero. como sempre postei Aqui:http://levadapimentas.blogspot.com.br/2017/12/descendentes-capitulo-18.html E aqui também:https://www.wattpad.com/story/120418436-descendentes bjos volto sabado novamente..