Descendentes
20 Capitulo 19
Notas iniciais
19 — O que os olhos não veem
Era para ser mais um dia normal no acampamento, porém, estava tudo fora do controle. John não era mais um morto e todos estavam felizes e ao mesmo tempo alvoraçados com a notícia de uma possível guerra se aproximando cada vez mais.
E pior ainda é o que estava por vir, Alice me atacou logo pela manhã, tudo porque eu falei sobre Elizabeth para Carlisle, agora ele estava pressionando ela para encontrar a sua irmã. Bom, ela também precisa de um pouco de pressão.
Outra coisa que me intrigava também era o fato de Edward estar distante, ok, ele estava passando um tempo com seu pai, isso é legal, tipo, ele estava me evitando ou pelo menos era o que parecia. Tá, talvez eu esteja ficando paranóica com tudo que aconteceu.
— Jovem Swan. – Caius disse ao me ver sentada no banco da praça sozinha. — Parece desolada.
— Você quer dizer pensativa?
— Na verdade desolada mesmo. – Ele diz, sentando ao meu lado. — O que te preocupa?
— Por que eu te falaria isso? – Eu questiono.
— A quem mais falaria? – Ele pergunta. – Bella, eu fiz de você o que você é.
— Você me ensinou a matar e a mentir. – Digo.
— Eu sei. – Ele fala orgulhoso. – Mentir tão bem que mentiu para Ares.
— O que você sabe?
— Que você não está grávida. – Ele diz e eu olho para ele. — Por que contou essa mentira?
— Porque eu não tive muito tempo para pensar em outra. – Eu digo. — E ele acreditou.
— Ele ama você. – Caius diz em frustração. — O que é estranho, porque Ares não é o tipo que demostra amor, mas você parece causa isso nele.
— Por que ele não me disse sobre minha mãe?
— Porque você é esperta, logo descobriria.
— E se eu não descobrisse? Eu poderia ter morrido.
— É preciso bem mais do que uma rainha louca para te matar. – Caius diz e me olha – Você sabe a verdade, não é?
— Sei.
— Então por que não disse a eles? – Caius me questiona.
— Digamos que eu tenha um plano.
— E esse plano me inclui?
— Você está fora de cogitação. – Digo levantando. — Preciso falar com Jasper, e por favor, não diga a ninguém o que você sabe, acho que o medo já se espalhou pelo acampamento, seria pior se eles descobrisse a verdade.
— Quem sou eu para falar. – Caius diz e acena com cabeça, dando um meio sorriso.
Saio de lá indo em direção à enfermaria, Jasper ainda não tinha recebido alta, parece que o poder de gelo de Irina tem um efeito forte.
— Oi. – Digo, encostada na porta. — Como você está?
— Por que está aqui? – Jasper perguntou.
— Vim conversar.
— Comigo? Vai falar o quê? Mais mentiras?
— Fala sério. – Digo e rolo os olhos.
— Você mentiu todo esse tempo. – Jasper diz.
— Na verdade, eu nunca falei. – Eu digo.
— Ela era minha irmã! – Ele gritou. — Você deixou que eu pensasse que ela estava morta!
— Você tirou essa conclusão.
— Claro. Depois você deixou que eu odiasse ela. – Jasper diz com ódio.
— Olha, eu poderia dizer qualquer coisa ou simplesmente nada. – Eu digo – Rosie sabia o que estava fazendo, acho que está na hora de você começar a crescer e se posicionar, as coisa estão ficando bem feias por aqui.
— Vaca! – Ele diz. — Sai daqui, fica longe da minha família.
Eu não digo nada, apenas saio, deixando ele para trás sozinho, sei que Alice logo estará lá com ele, não é novidade nenhuma que eles estão juntos.
(...)
Os dias foram passando e meu relacionamento com todos estava como pisar em ovos, meus pais pediam para eu manter a calma e me controlar, já que meu temperamento poderia atrapalhar minha convivência.
— Srta. Swan, o primeiro ministro deseja vê-la. – Um dos Soldados de Elite disse, ele estava em minha casa.
— Algo importante? – Renée pergunta.
— Não sei. – Ele diz.
— Está tudo bem. – Eu digo. – Eu vou com ele.
Por algum motivo não estava gostando nada disso. Primeiro Edward passou a me evitar, nada de beijos, abraços e sexo. O pior é que ele sempre manda um soldado da guarda particular do pai vir buscar as ampolas de sangue. Para piorar tive a impressão de ter visto ele flertar com a Tanya, o que me deixou puta de raiva. E agora isso, sou convocada para ir ao encontro do primeiro ministro por um Soldado de Elite.
— Espero que seja algo importante. – Digo, entrando na sala do primeiro ministro, e ele não estava sozinho
Aro, Caius, John, Tanya, Félix, Demetri e Edward. Por algum motivo eu realmente fiquei tensa dessa vez.
— Sente-se. – Carlisle diz e Esme surge na sala ao seu lado, eu realmente não gostava nada disso. – Bella, nós, os ministro dos acampamentos, vamos lhe fazer algumas perguntas, por favor, diga a verdade.
— Interessante. – Digo e me sento. — Comecem.
— Como você convenceu a senhorita Hale a fazer parte do seu plano de infiltração? – Aro pergunta.
— Ela queria vingança, quer coisa melhor para motivar alguém? – Eu pergunto.
— Então se aproveitou da situação. – Aro diz.
— Bella, por que foi ao castelo do sul, onde a rainha habitava? – Carlisle pergunta.
— Porque eu precisava de respostas. – Digo e estreito meus olhos.
— Você tentou matar a rainha nessa visita? – Aro me perguntou.
— Matei e mataria de novo. Não foi assim que me fizeram? Um soldado perfeito. – Comento e olho para Edward e então vejo que Tanya segura sua mão.
— Então confessa suas reais intensões. – Aro diz, já de pé.
— Digam logo o que vocês querem saber. – Digo, mesmo estando sentada estou já em posição de defensiva e Caius sabe disso, ele me olha sorrindo.
— Você está sendo presa por traição, Isabella Marie Swan. – Carlisle diz.
— O quê? – Eu digo, ficando de pé. – Quem me acusa?
— Eu, Edward Masen, acuso você de traição e de espalhar informações confidenciais, armando um golpe de estado contra os ministros.
— Que palhaçada é essa? – Eu grito. — De onde veio isso? Edward, sou eu, a Bella, sua Bella.
— Edward lembrou de você, ele viu você falando com o comandante sem rosto do acampamento dos traidores. – Tanya diz.
— Eu estava lá? – Eu pergunto incrédula, olhando para ele.
— Você ficará detida até sabermos o que de fato aconteceu. – Carlisle diz. — Terá que nos entregar as suas armas e colocaremos em você o selo elementar que impedirá você de usar magia elementar.
— E você espera que eu aceite isso de livre espontânea vontade?
— Bella, por favor. – Edward diz, me olhando fingindo pena. — Você foi de grande ajuda em meu desenvolvimento, eu sei que não era você, eu a conheço, mas precisamos que você colabore para descobrirmos a verdade.
— Claro. – Digo, ficando de pé. — Eu sou Isabella Marie Swan, filha de uma família importante da cidade, vocês realmente querem me manter sob vigilância?
— Eu disse a eles que você não aceitaria. – Caius diz sorrindo, ele sabia bem mais do que todos ali, ele sabia quem eu era.
— Se você se negar a aceitar, será visto como traição. – Carlisle disse.
— Edward, por quê? Por que isso agora? – Eu perguntei, olhando em seus olhos que ainda estavam negros. – Você lembra o que você me disse na casa do lago? Lembra o que me prometeu?
— Bella, eu nunca esqueceria o que prometo a você, mas entenda, é para a segurança de todos.
Bingo! Assim que ele fecha a boca eu solto uma rajada de vento e saio pela janela, a quebrando. Não esperei para ver quem vinha atrás de mim, apenas ativei o modo fogo e fiz um muro de fogo, bloqueando a passagem deles.
(...)
Eu estava fugindo em direção ao lado sul do acampamento, alguém havia armado para mim, e o pior é que ninguém acreditaria em mim sem provas. Eu paro bruscamente ao ver Rosie.
— Rosie. – Digo e ela tem aquele olhar que eu conheço bem. – Você realmente acredita que eu faria aquilo?
— Bella, eu não sei. – Rosie disse. — Mas se você nos ajudar a provar que foi armação, você ficará livre, mas se fugir...
— Se eu ficar eu morrerei. – Digo e Rosie me olha apreensiva.
— Não é verdade.
— Aquele não é o Edward.
— Bella, não começa, eu ajudei ele a fugir, é claro que é o Edward.
— Não! Ele não é o Edward, eu sei bem.
— Bella, por favor, pare agora ou...
— Ou?
— Eu, Rosie Hale, Soldado de Elite classe 2, lhe dou voz de prisão.
— Eu também sinto. – Digo e nesse momento uma rajada de vendo cobre ela, mandando ela para o alto, fazendo ela cair desmaiada.
— Eu também sinto. – Alice diz e eu olho para ela.
— Alice!
— Acho que agora estamos quites. – Alice diz. — Eu não sei o que disseram, mas eu sei que você não é o bicho-papão, porém, não posso ir contra as ordens do primeiro ministro, mas ninguém disse nada sobre você conseguir fugir.
— Por que está me ajudando?
— Eu tentei matar você. – Alice diz. — E eu não me orgulho muito disso, mas também sei que se você ficar presa não vai ser algo bom para ninguém.
— Edward não é o Edward.
— Não faço ideia do que está falando.
— Apenas fique sabendo disso. – Digo e passo por Alice, indo em direção à saída. — Fique de olhos bem abertos, diga aos meus pais que eu ficarei bem.
— Bella, acho bom você não morrer.
— Não tenho a intenção ainda.
— Bella. – Alice me chama e quando eu viro, ela me joga a minha espada. — Não a quebre dessa vez.
(...)
Assim que entrei no templo de Ares ele já estava em sua forma humana.
— O que você fez? – Eu pergunto sem cerimônias.
— Nada. – Ele diz. — Mas vejo que algo aconteceu.
— Eu fui acusada de traição simplesmente do nada.
— Você mente com perfeição, devia ter mentido.
— Chega! – Eu grito. — Eu não quero mais jogos seus, quero a verdade!
— Não posso interferir. – Ele diz. — Você terá que descobrir sozinha.
— Eu posso morrer?
— Você ainda é humana.
Continua...
“Um dos desafios de Deus para nós é ver além da superfície.”
― Ferrugem e Osso
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