Notas iniciais
Voltei meninas Vamos ler que hoje tem babado e confusão demais.

16 – Quem é vivo sempre aparecer.

Já estávamos prontos para voltar quando Rosie apareceu, já estávamos fora da cabana e a loira parecia estar com medo.

— Bella. – Ela chamou nossa atenção, olhando em volta, havia apenas lago e a floresta em volta. — O que estão fazendo nesse lugar deserto?

Rosie só confirmou algo que eu já desconfiava, a cabana dos Masen era encantada, apenas os Masen podiam achá-la. E o único motivo de eu também ter achado a cabana era porque Edward ainda estava dentro dela.

— Resolvendo umas situações. – Digo, ignorando seu olhar crítico para minha aparência. – O que aconteceu? Por que veio aqui?

— Desculpa. – Ela diz, antes de começar a falar. — Edward tem que voltar, o subcomandante acredita que existe um traidor em seu meio, Irina levantou suspeitas sobre mim, se Edward não voltar eu serei morta!

— Isso é complicado. – Digo, olhando para Edward.

— Acho que não tem problema. – Edward diz. – Eu preciso checar algo.

— Obrigada. – Rosie disse a ele. — Eu sei que é perigoso, mas, Bella, talvez com ele lá nós possamos encontrar quem está por trás de tudo isso.

— Talvez eu consigo acha onde meu pai está. – Edward comenta, pensativo.

— Espera, espera. – Eu digo, não gostando nada do rumo que as coisa tomaram.

— Bella, eu não sou prisioneiro lá, pelo menos não declarado. – Edward diz. — Eu posso sair e entrar a hora que eu quiser. E para todos lá, você está morta, então não há chance de eu voltar para o lado de Carlisle, pelo menos eles acham isso.

— Infelizmente ele tem razão. – Rosie diz. — O subcomandante disse que você era um problema, mas sua morte foi a solução, ele se referia ao jovem drácula.

— Então eu tenho que ficar morta. É isso? – Eu pergunto.

— Não exatamente. – Rosie disse. — Apenas deixe que todos pensem que você está morta.

O pior é que o plano deles não é tão ruim assim, eu ficar morta é como se eles tivessem uma vantagem, o que significa que eles logo atacariam.

— Ok. – Eu digo. — Mas tem algumas regras, primeiro vocês dois tomarem cuidado, eu não confio nada na Irina e seu subcomandante deve saber bem mais do que está falando. Segundo, preciso ser informada de tudo. E terceiro e último vai para você, Edward, preciso que tome meu sangue, aos poucos para ter de volta a cor dos seus olhos.

— Aceitável. – Rosie disse.

— Me parece justo. – Edward fala. — Só me pergunto uma coisa, o que você vai ficar fazendo até voltar à vida? – Ele ironizou

— O mesmo que vocês. – Eu digo, sorrindo. — Vou dar um jeito de acha o seu pai.

Rosie não entendia tão bem o que falávamos, não entrei em detalhes quando falei com ela. Apenas resumi a história, ela sabia que John estava vivo, porém, não sabia como isso aconteceu.

— Então ficamos assim. – Rosie disse.

— Não. – Eu digo, antes deles partirem. — Vocês tem duas semanas para descobrir o que for preciso, depois disso, ambos vão voltar para o acampamento comigo. Ou eu invado o acampamento de vocês. Para mim tanto faz.

Tanto Rosie quanto Edward ficaram me olhando, ambos sabiam que eu faria isso, Rosie foi a primeira a se dar por vencida.

— Ok, já estava cansada mesmo daquele lugar. – Ela diz, se afastando de nós.

— Duas semanas? – Edward pergunta, ficando em minha frente e passando os braços em volta da minha cintura. — Não faça nenhuma bobagem. – Ele diz e então me beija, um beijo lento mas cheio de amor e então ele se afasta. – Te vejo em duas semanas.

Então eu vejo ele e Rosie partirem, eu também tinha duas semanas para encontrar ou pelo menos chegar perto de onde estava John Masen.

(...)

Perdi uma semana inteira correndo de uma local para outro buscando informações e mantendo minha existência escondida. O problema é que quando se falava dos Masen da linhagem Drácula, todos tinham medo de falar, ainda mais agora que todos sabiam que Edward tinha mudado de lado.

— Você parece perdida, minha jovem. – Um velho, dono de taberna no acampamento leste, disse. – Deseja algo para beber?

— Vinho. – Digo e coloco sobre o balcão uma moeda de prata. — Parece calmo por aqui.

— A maioria dos Soldados de Elites estão a caminho do primeiro ministro.

— Por que?

— O castelo da princesa do sul pegou fogo. – Ele diz e entorto a boca. — Na verdade ainda está queimando, eles tentaram apagar o fogo, mas é como se ele não apagasse, insiste em queimar.

— Como assim? – Eu pergunto, já era para o fogo ter parado, meu feitiço de fogo não é tão forte assim.

— Ninguém sabe. Só sei dizer que o fogo continua lá, queimando como se fosse mágica.

— Ou talvez ainda exista algo lá para queimar. – Digo.

— Nada. Tudo foi queimado pelo fogo, os soldados foram morto e a rainha também. – Ele comenta. — Ninguém sabe quem fez isso.

— E a princesa?

— Ninguém sabe dela, só se sabe que ela não estava no castelo quando o fogo começou. – O bom velhinho disse. — Sei que ela era a rainha, mas Margarida já foi tarde, era a rainha mais cruel que já conheci.

— Você conheceu a rainha? – Eu pergunto, em um sussurro.

— Aquela velha sem coração? – Ele questiona. — Eu trabalhei no castelo durante anos, vi ela engravidar e mandar os soldados matarem a outra filha, por ela aquela menina nunca teria nascido, nunca vi uma mãe ter tanto ódio de um filho quanto ela tinha daquela menina.

— Talvez ela nunca amou.

— Amor? Acho que ela nunca sentiu na vida. – Ele diz. — Foi ela que mandou caçar e matar os Masen, assim como a linhagem Drácula. Aquela mulher os odiava.

— Você tem certeza disso? – Eu pergunto, olhando para o velho nos olhos pela primeira vez.

— Se eu tenho certeza? Eu a vi dando a ordem, ela os condenou à morte, caçando um por um da linhagem Drácula até sobrar apenas os Masen e a jovem Elizabeth, que era sua meia irmã. – O velho diz e então sorri, balançando cabeça. — Não, não, na verdade ela não era nada de Margarida, já que ela, a Margarida, não era filha legítima do rei, a mãe de Margarida tinha um caso com o general da tropa e Margarida era filha dele, a mãe de Margarida, Cassandra, mandou matar o rei assim que ele descobriu sua traição, ela fez parecer que era um acidente.

— Impossível!

— Não, minha menina. – Ele diz e sorri gentilmente. — A família real do sul é cheia de podres, ou era, já que rainha está morta e a princesa desaparecida. No final, a herdeira do trono por lei era a jovem Elizabeth e toda sua linhagem. Acredito que foi por isso que ela mandou matar toda a família Masen.

— A rainha não podia ser tão má assim. – Eu digo, não acreditando que minha mãe biológica fosse esse monstro.

— Quer que eu diga algo que ninguém sabe? – O velho perguntou.

— O quê? – Eu pergunto.

— Dizem, eu não sei se é verdade, que nas masmorras do castelo tinha um espírito preso. Dizem que é uma mulher, que ela foi torturada pela rainha até sua morte.

— Talvez seja apenas uma lenda. – Digo, levantando.

— Toda lenda tem um fundo de verdade, jovem Swan. – O velhinho diz e eu olho em sua direção.

— Como sabe?

— Seus olhos. – Ele diz, então sei que ele sabe a verdade sobre mim. — Me lembram os da rainha, ela foi uma grande paixão minha e então ela mandou matar meus pais por eles não terem dinheiro para pagar os impostos, após a morte deles eu saí da cidade do sul. Você pode não saber tanto sobre a rainha porque nunca conviveu com ela, mas eu vivi boa parte da minha vida vendo suas maldades e atrocidades. Por isso seu poder não se estendia aos outros acampamentos.

Eu sorri sabendo a verdade, ele tinha razão, Margarida era uma completa estranha para mim, nunca soube nada sobre ela, e todas as história que meus pais me contaram sobre ela era mentira, ela nunca me amou e por ela eu estaria morta.

Saio do taberna deixando o velhinho para trás, nem me dei ao trabalho de perguntar seu nome.

(...)

Era igual o que o velhinho disse, o fogo ainda queimava o local onde um dia era o castelo da rainha. Andei em meio aos destroços, tentando entender o porquê do fogo ainda queimar. Já era para ele ter se apagado há tempos.

— Apenas ruinas. – Sussurro, chutando um pedaço de madeira que ainda queimava. – Por que vocês ainda não apagaram? – Eu perguntei a mim mesma.

— Se alguém dissesse, jamais diria que é verdade. – Uma voz rouca falou atrás de mim, eu senti um calafrio percorrer meu corpo.

— Quem é você? – Eu pergunto, me virando.

Olhando bem para a figura que se encontra à minha frente, era um homem de bom porte, alto e forte, tinhas cabelos grandes e desgrenhados como se há muito tempo não fosse penteado, suas roupas estavam rasgadas e gastas, ele tinha alguns ferimentos por todo seu corpo, pelo menos onde meus olhos conseguiam ver. Por algum motivo eu estava com medo do que podia acontecer.

— Eu é quem deveria perguntar quem é você. – Ele diz e então seu olhos brilham, ele tem os olhos negros como a noite que nos abate.

— Só respondo se me disser quem é você. – Digo, dando alguns passos para trás.

— Tarde demais. – Ele diz e parte para cima de mim.

Eu ativo o arco e flecha, algo que poucos sabem que uso, na verdade eu sempre uso minhas espadas, mas uma delas está quebrada, então só me sobra o arco e as flechas.

Atiro cinco flechas em sua direção, mas ele rápido defende-se do meu ataque. Já eu, me defendo do seu ataque usando o arco como se fosse uma espada e então volto a atirar as flechas, e mais uma vez ele se esquiva rapidamente, havia uma rapidez em seu movimento, algo que conhecia bem, sendo da Guarda de Elite do primeiro ministro. Contra-ataco novamente, saltando para longe dele tentando manter uma distância, mas ele é mais rápido e é nesse momento que ele me pega pelo pescoço, apertando de maneira que começo a me sentir sufocada.

— Quem é você? – Ele pergunta e agora posso ver seus olhos negros ganhando um brilho estranho. —Maldição! – Ele grita, me soltando assim que todo o meu corpo acende em chamas, essa era uma das vantagem de ser uma elementar de fogo, ele pode submergir de qualquer parte do seu corpo, até mesmo de todo corpo.

— Você não é uma garota normal. – Ele diz, sorrindo de canto e meu coração congela.

— Maldição! – Eu digo, só então me dando conta da semelhanças. – Merda, merda! – Eu digo, desativando minha arma. – John Masen! – Eu chamo e então ele me olha de maneira intrigada.

— Como sabe meu nome? – Ele pergunta.

— Eu sou a filha dos Swan. – Digo e então ele se atenta ao meu olhar, claro que ele sabe a verdade sobre mim, de quem sou filha de verdade.

— Charlie e Renée. – Ele diz e então está em cima de mim. — Eles ainda estão vivo? Ela não os matou?

— Quem os matou? – Eu pergunto, já tem quase um mês que não sei nada sobre eles.

— A rainha. – Ele diz. — Ela ia matar eles. Eles sabem demais.

— Ela está morta. – Digo, mas minha palavras não parecem convencer ele.

— Você está errada, menina. – Ele diz e sinto meu peito doer. — Ela forjou a própria morte, ela saiu em busca de vingança.

— O que você está falando? Eu mesmo a matei! – Rebato o que ele falou.

— Você matou uma ilusão. – Ele me diz. — Eu estive aqui durante anos preso na masmorra daquela bruxa, onde ela tinha o prazer de me torturar todos os dias com suas ilusões, esse é o único poder dela, o qual ela domina bem, ela foi atrás dos Swan, a morte deles dará início à guerra.

— Como você sobreviveu?

— O fogo queimou boa parte das celas das masmorras, assim como queimou o castelo. Eu pensei que era apenas mais uma das ilusões da rainha, já que na sua última visita que me fez lá nas masmorra ela disse que logo partiria e que ela daria início a uma grande revolução, quando vi o fogo queimar achei de fato que era outra de suas ilusões, mas quando via as celas se derreterem tive a certeza que não era e foi assim que eu fugi, só me surpreendeu o fato de você estar aqui em um lugar deserto.

— Como posso saber que você não é mais uma ilusão dela? – Eu pergunto, não estou gostando nada do que está acontecendo.

— Acredite em mim, ninguém nesse mundo odeia mais a rainha do que eu, ela tirou de mim tudo o que eu amava. – Ele diz, então vejo ódio nos seus olhos.

— Que inferno! – Eu grito, me dando conta que fui enganada por aquela velha infeliz. — Eu vou arrancar dessa vez a cabeça daquela mulher e tacar fogo no seu corpo pessoalmente só para ter certeza da sua morte.

— Precisamos voltar para o acampamento do Carlisle. – John diz. – Ele ainda é primeiro ministro ou Aro assumiu seu lugar?

— Não, Aro continua como segundo ministro. – Digo, me arrumando. — Venha, temos que chegar lá antes que ela coloque as mãos em meus pais.

— Você não parece muito ser filha de Renée. – John diz, então vejo ele me olhar com curiosidade.

— Eu sou a filha banida do trono. – Eu digo e vejo seu olhos se arregalarem, dou a ele a certeza que faltava e movimento os dedos em forma giratória, criando um pequeno redemoinho de vento e então lanço ele em duas direções, onde eles vão sumindo.

— O que você fez? – Ele perguntou.

— Mandei um recado para duas pessoas. – Eu digo, me arrumando. — Eu espero que você não tenha problemas com ventania, porque nós vamos meio que voar.

(...)

Chegamos ao acampamento ao amanhecer, o sol começa a nascer no céu azul, John parecia meio enjoado, acho que ele não gostou muito do modo de como foi a viajem.

Passo pelos portões do acampamento, seguindo direto em direção à sala de Carlisle, sendo seguida por John aos meus calcanhares, assim que entro na sala, encontro Charlie e Renée, junto com Carlisle e Esme.

— Ainda bem. – Digo, entrando na sala e abraçando eles dois. – Fique com tanto medo. – Sussurro.

Só após me afastar vejo que estão todos chocados, não é pelo fato de eu estar viva, porque a essa altura eles já sabiam, e sim pelo fato de John Masen estar no mesmo ambiente que eles. Pelo visto o dia seria bem longo.

Continua...

“Todos conquistam o que desejam, mas nem sempre se satisfazem com isso.”

― As Crônicas de Nárnia

Notas finais
O que acharam? Vamos comente muito por favor...rsrs Eita que Bella so se mete em confusão Meninas postado aquiÇ: http://levadapimentas.blogspot.com.br/2017/11/descendentes-capitulo-16.html e Aqui:https://www.wattpad.com/story/120418436-descendentes Anne ficou incrivel como sempre muitão obrigada.. Meninas daqui pouco respondo os comentarios do capitulo passado.. to meio na correria hoje.