Notas iniciais
Voltei meninas Hoje ta saindo mais cedo.. cheio de informação

13 – Os mortos também falam

O dia foi como uma eternidade, minha mente pensou várias e várias coisas naquele dia mais longo que passei. Primeiro eu precisava achar a resposta que faltava, segundo eu esperava que Edward tivesse entendido meu recado. Mas isso eu só descobriria depois.

Quando o sol se pôs na cidadela e a lua começou a tomar conta do céu, eu me senti, de fato, nervosa, se algo saísse errado eu não só perderia minhas armas, como também poderia morrer de vez. E essa parte não me agradava muito.

Quando os morto começaram a sair dos túmulos foi meu momento, saltei da árvore onde me encontrava e passei em meio a eles, eu tinha que ser rápida, se ficasse mais tempo nesse estado de quase morte poderia ser meu fim.

Em meio ao mar de mortos eu avistei quem eu procurava, ela, Elizabeth Masen, ela continuava perfeitamente igual, o que me deixou bem assustada, já que ela estava morta.

— Elizabeth. – Chamei-a pelo nome, chamando sua atenção e então ela me olhou, voltando sua atenção para mim com sua face pálida e seus longos cabelos cor de cobre, a quem Edward tinha herdado os cabelos ruivos acobreados.

— Quem é você? – Ela diz e então me analisa cautelosamente. – Você não está morta, como consegue estar entre os mortos?

— Longa história. – Digo e sinto meu sarcasmos. — Só para resumir um pouco, tenho sangue de um Deus.

A mulher morta me olhou atentamente, se levantando da cadeira de prata onde estava sentada, o que mais parecia ser um trono. E então caminhou em minha direção.

— Por que está aqui?

— Preciso saber de algo. – Digo e ela mantém os olhos e mim.

— Você tem o cheiro dele. – Ela diz e isso me deixa confusa. – Sim, você tem o cheiro dele! – Dessa vez ela estava em cima de mim, me cheirando próximo ao pescoço, seu movimento fora tão rápido que nem conseguir ver. – Quem é você, garota?

— Bella. – Digo a ela. – Minha mãe é a princesa e atual rainha do sul.

— Então Margarida virou rainha. – Elizabeth diz, dando sorriso seco e sem vida, bom, ela já estava morta mesmo. – O que a filha da rainha deseja comigo?

— Não tenho ligação nenhuma com a rainha, fui banida do trono por nascer alguns segundos depois da minha irmã. Ela é a herdeira por direito.

— Então você deveria estar morta. – Elizabeth diz e vejo que ela conhece as regras.

— É o que todos dizem. – Eu comento. — Mas não é sobre minha mãe que venho falar, embora fique surpresa de você a conhecer.

— O que deseja, então?

— Seu marido, John, preciso saber o que aconteceu no dia da sua morte.

— Calada! – Elizabeth gritou, vindo para cima de mim. – Ele nunca morreu, estou aqui nesse lugar à sua espera. – Ela sussurrou, então entendo porque ela estava olhando para nada, parecendo tão perdida quanto o vento furioso, sem rumo.

— Você dois morreram. – Eu digo. – Você usou o pouco de sanidade que lhe restava para salvar o seu filho.

Elizabeth ficou calada e pensativa, era como se ela lembrasse aos poucos o que aconteceu.

— Era mais forte do que nós. – Ela diz, sem olhar para mim. — John tentou conter todo aquele poder, mas sua mente era fraca, assim como a minha, era tão forte e destruidor, estávamos sendo consumidos vivos por ele.

— Ele quem? – Eu quis saber.

— Carlisle, eu dei Edward a ele e pedi para ele mantê-lo seguro, longe de tudo, porque se ele ficasse ali, ele seria morto ou consumido.

— Pelo o quê, Elizabeth? – Eu grito, sem paciência. — O que foi que aconteceu?

— O livro de criações de Frank, foi o que gerou toda essa confusão, ele criou as linhagens, misturando cada uma, fazendo assim serem perfeitas. Mas a linhagem Drácula não tinha como ser alterada, nunca teve, essa linhagem era perfeita.

Eu entendia pouco sobre linhagem, mesmo meus pais sendo descendentes direto da linhagem Frank. Mas houve uma vez em que o meu pai, Charlie, me contou que Frank tinha criado cada uma das linhagens que aqui habitam com sua mania por perfeição.

— Então como produzir uma nova linhagem se uma delas não pode ser misturada? – Elizabeth perguntou retoricamente, perdida em pensamentos. — Sim, sim, havia uma falha, a única falha na linhagem Drácula, mas essa falha lhe custaria a vida. Ele sabia, mas ainda assim conseguiu, ele criou uma linhagem subjugada da de Drácula, com as mesmas habilidades e mesmo talentos, porém, eles não tinham um coração.

— Do que você está falando, Elizabeth? – Eu pergunto, não entendendo mais nada da história.

— Eles controlam nossa mente, e aos poucos tomam o controle de nós, foi assim que acabamos enlouquecendo e morrendo. – Ela gritou outra parte. – Mas John, não, havia algo nele que impedia eles de controlar ele por completo. – Elizabeth segurou meus ombros de maneira que poderia me quebrar ao meio, ela era rápida e forte. — O John não morreu naquela noite, eles o levaram, achem o John, ele saberá o jeito de pará-lo existe um jeito, um único jeito.

Eu estava completamente perdida com todas essas informações, olhei para céu, constatando que meu tempo estava chegando ao fim.

— Eu preciso ir ou estarei perdida. – Digo e Elizabeth tinha os olhos completamente brancos.

— Saia, ele estão aqui. – Ao dizer isso, eu avisto os Apanhadores de Alma, mas esses eram diferente.

— Droga! O que são essas coisas?

— São Demônio da Noite. – Elizabeth diz, ela já havia ativado suas armas.

— Achei que depois que morrêssemos não poderíamos mais usar nossa mágica.

— Este lugar é como um limbo para almas perdidas ou esperando redenção, de fato ainda não estamos mortos. É por isso que cidadela é chamada de Cidade dos Mortos, é aqui que ficamos até encontrar a paz e isso meio que está vivo.

— Sendo assim. – Digo e ativo minhas armas e então Elizabeth me olha.

— Duas espadas. – Ela comenta. — Ouro e prata, você é classificada como Matadora de Deuses.

— O quê? – Eu pergunto, não entendendo.

— Somente alguém que possua sangue de deuses ou que possa matar um, ganha uma espada de ouro e outra de prata. – Ela me explicar – Eu era igual você, não tinha sangue de um deus, mas tinha alma nobre e coração que eles chamam de coração puro, a ponto de matar um deus em causa de um bem maior.

Ela tinha duas espadas, assim como eu, ela tinha uma de ouro e outra de prata. Eu nunca soube dessa habilidade ou dessa classificação, porém, ela sabia.

Eu lutei lado a lado com a mãe do Edward, Elizabeth era uma mulher incrivelmente talentosa, não me surpreende o fato dela ter sido considerada a melhor Lutadora de Elite, assim como John Masen, ela era sua alimentadora, porém, em algum momento eles se apaixonaram e acabaram casando. E desse amor nasceu Edward, filho de dois guerreiros brilhantes.

Assim que os demônios – como Elizabeth os chamou – foram mortos, ela estava ao meu lado, ofegante e eu estava igual a ela. Era como se minhas forças estivessem sendo drenadas de mim.

— Você é incrivelmente talentosa, menina. – Ela me informa e eu dou um meio sorriso. – Mande lembranças minhas a ele, ao Edward, diga que eu sempre o amei, assim como seu pai também o amou.

— Como sabe que eu conheço ele? – Pergunto a ela, já que eu nunca disse que o conhecia.

— Você tem o cheiro dele. – Ela diz, sorrindo levemente. — Na casa do lago, longe de tudo, lá existe algo que deixamos para Edward, por favor, diga ele, peça para ele ir lá. – Ela me pede. — Agora saia daqui ou ficará presa nesse lugar para sempre.

Ao me dizer isso, eu simplesmente desativo as minhas armas e saio. Preciso chegar ao portão antes que a lua cheia atinja o centro do céu ou estarei ferrada.

Corri rápido demais, o mais rápido que podia, até chegar à saída do Mundo dos Mortos. Assim que pulei no rio, senti meu corpo ser sugado com força, me arrebatando novamente.

(...)

Abro os olhos, assustada, respirando e buscando por ar. Estava tudo escuro e meus olhos ainda estavam se acostumando com a escuridão.

— Você tem ideia do trabalho que me deu roubar seu corpo? – A voz rouca dela, que eu conhecia bem, se pronunciou.

— Lamento. – Digo me sentando, meio tonta e atordoada.

— Sei, como lamenta sempre. – Ela me diz e sorri abertamente para mim. – Então, conseguiu a informação que precisava?

— Confesso que as coisas são bem mais complicadas do que parece, Rosie. – Digo a ela e ela me olha assustada.

Parece que teríamos uma guerra de qualquer jeito.

Continua...

“ Só Melhoramos Se Jogarmos Com Alguém Melhor Do Que Nós.”

-- Match Point

Notas finais
O que acharam? Vamos comentem! Tirando algumas duvidas. O capitulo Bônus de Halloween, faz parte da historia sim, porem esta no tempo futuro. ou seja, muitas informações ali são de coisa que ainda vão acontecer no capitulos normais. Acho que da para entender..rsrs Anne ficou incrivel como sempre.. Meninas eu voltou sabado novamente. Aqui esta postado:http://levadapimentas.blogspot.com.br/2017/11/descendentes-capitulo-13.html Aqui tambem:https://www.wattpad.com/story/120418436-descendentes