Descendentes
3 Principe real, princepe chato
Katy se afasta do pescoço de Bruce lentamente e o fita. Ela não podia ter feito isso.
Bruce a ajuda se levantar e após, vai ao banheiro limpar os vestígios de sangue de seu pescoço. Katy senta no sofá, esperando-o.
Ele volta abotoando sua camisa negra e Katy levanta o olhar. Ele tem a expressão normal, nada de raiva, medo ou alegria. Sua postura é como de um guardião, exatamente como deve estar, mas ela não poderia ter pego seu sangue.
Katy ainda sente o sabor doce de seu sangue; leva os dedos até os lábios querendo mais daquele sangue quente que descera pela sua garganta. Mas ela sabe que não pode mais fazer isso. É contra as regras que colocaram nos guardiões, ou ele será punido.
Ela suspira.
— É melhor me deitar — diz ela, baixinho.
Bruce nada diz; apenas se retira da sala.
Katy pega sua coberta, escondendo o corpo, e acaba dormindo rápido.
Na manhã seguinte, os portões do castelo real se abrem. Um convidado vem, os preparativos começam. Ele será recebido pelo conselho; sua categoria como príncipe que leva, é o fato de ter um pouco de sangue Saleved nas veias.
Niro queria um original puro com a linhagem Waycheming ou Westney, mas não havia encontrado, e logo partiria para a guerra, mas antes deixaria sua neta no trono casada.
Na frente das portas duplas do palácio, Niro, o conselho, Katy e Bruce, o esperam.
O vampiro desce do carro luxuoso; usa um casaco de couro negro, calças jeans azul forte e coturnos, seus cabelos castanhos com fios dourados estão em um estilo espetados, uma moda dos garotos humanos. Seus olhos castanhos, mas sagaz olham todos. Ele possui sotaque escocês, mas já se habitua com a língua de Little Rock.
— Príncipe Eric — diz Niro.
Eric o olha e se curva.
— Majestade.
Eric olha para Bruce que se encontra ao lado de Niro; sua postura de guardião e suas roupas negras o deixam sombrio, mas Eric o reconhece.
— Você é aquele que se recusou ser guardião do meu pai — diz Eric em modo debochado. — Você seria rico agora, se tivesse aceitado.
Eric dá de ombros e Bruce apenas semicerra os olhos. Niro dá um passo à frente.
— Agora ele é guardião da princesa dos vampiros, sua noiva. — Niro não está gostando dos modos de Eric; parece um humano insolente, não um vampiro com quase 100 anos.
— Falando nisso. — Inicia ele, tirando o olhar de Bruce. — Cadê minha futura esposa?
— Eu estou aqui — diz Katy com um tom rude.
Ela está mais afastada do grupo. Seus cabelos soltos voam livremente, seu vestido preferido, define sua cintura, suas botas negras combinando com sua roupa. Seu rosto está virado para o lado contrário a Eric.
— Meu pai, desde que eu era pequeno, me dizia que eu já era comprometido, mas ele não me falou que era com um anjo.
Katy não cede a ele com sua cantada ruim. Bruce revira os olhos, Niro balança a cabeça.
— Vamos entrar — diz Niro, não querendo ouvir outra cantada de Eric.
Katy volta para o quarto; ela não quer ficar na presença de Eric. Bruce a segue até lá.
Ela está de mau humor, não gosta dos planos de seu avô preparou. Ela suspira e senta-se no sofá.
Uma empregada bate à porta. Bruce fica alerta, mas ela só veio entregar uma mensagem.
— Vossa majestade quer que sua alteza e seu guardião estejam presentes no jantar.
Katy suspira e deita. Bruce vê que ela não gosta daquilo e cada vez piora.
— Que horas? — pergunta Bruce.
— Daqui a três horas.
Bruce assente. A empregada se vira e sai. Ele se aproxima de Katy.
— Você não quer ir mesmo, não é?
Ela assente.
— Vai ser um tédio. — Ela volta a se sentar. — Mas vovô mandou, tenho que ir.
Katy se levanta e olha para seu guardião.
— Você vai, não é? — pergunta, mas ele não responde. — Por favor, não me deixe sozinha com aquele garoto! — Katy puxa seu casaco.
Bruce a fita nos olhos; ele tinha gostado dela, mesmo sendo seu segundo dia, ele a admira, sua coragem, força, seu jeito gentil e carinhoso.
Ele sorri e assenti.
— Não me deixe sozinha com ele — pede Katy. Bruce ri da situação.
Ele não é apenas um guardião, ela o trata como um amigo, alguém que tinha entrado para a família.
Katy já está pronta, veste um vestido de renda negra definindo sua cintura e seus peitos. Ele é comprido, mas a partir da cintura é de penas negras, tem um decote nas costas, mas os cabelos longos de Katy o tapam.
Bruce espera na sala, sentado no sofá.
Katy desce as escadas. Bruce a olha, admirado; ela está linda, seus cabelos compridos a deixa com ar angelical. Ele se permite olha-la de cima a baixo, com um sorriso bobo nos lábios sem Katy perceber.
— Está linda.
Katy sorri para ele.
— É melhor nós irmos, antes que vovô comece a reclamar. — Ela suspira.
Bruce assente e se curva.
Ele oferece o braço para ela, que agarrou. Katy sorri, mas naquele momento, com Bruce, porque com essa situação apenas ele para anima-la.
Ele é especial, é especial para ela.
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