Descendentes
2 Guardião protetor e cuidadoso
Notas iniciais
Marisi tem dois guardiões à sua disposição. Os originais podem escolher quantos querem. Por serem vampiros comuns, os guardiões, têm muitos, pelo fato de serem humanos transformados. Eles entram para academia de treinamento especial que fica no castelo real.
O castelo se encontra afastado da cidade. Pelo motivo de existir, 40% de humanos que estão autorizados pelos vampiros a morar em Little Rock. Quando eles partem, suas memorias são apagadas, mas só as coisas sobrenaturais que viam.
Marisi para no meio do corredor. Seus dois guardiões ficam ao seu lado e ela se vira com um sorriso nos lábios.
— Que coincidência você estar aqui, Bruce — diz ela, com sua postura de vampira nobre.
Ele olha para ela.
— Após salvar a princesa, pensei em vir... — diz ele. — Para ver você.
— Para ver se eu cedia a você, isso sim — diz ela, não dando a mínima para ele.
— Por que não me deixa ser seu guardião? — reclamou ele.
Marisi sorri malignamente.
— Já que você não pode ser meu amante, quer por que quer ser meu guardião? —Marisi olha para as unhas. — Mas agora você é guardião da princesa dos vampiros. — Debochou ela.
Marisi se vira com seu sorriso ainda.
— Por que você não me aceita? — perguntou ele. — Você é a minha mestra. Entrei na academia para mostrar a você que sou um vampiro digno de ser seu amante.
— Se eu aceitasse você como amante, teríamos que ser escondidos, ou eu teria que lutar por esse amor perante o conselho — disse ela, com a voz debochada. — Vamos ver... — Ela se retira de sua presença.
Katy sai minutos depois, furiosa. Ela não gosta do fato de casar com alguém que nem conhece, não sente nada por aquela pessoa.
Bruce aguarda-a ao lado da porta, mas Katy sai tão brava que nem o vê. Bruce a cuida e vê sua irá, mas ela se acalma minutos depois. Ele não chega perto dela; Katy fita a janela alta do corredor do salão. Bruce a fita, mas sem a permissão dela, não podia chegar perto ou toca-la.
Os guardiões têm que ser as sombras e estátuas na presença de seu original.
Katy suspira, triste.
Derruba uma lágrima, mas fecha os olhos para proibir outras de saírem...
Ela abre os olhos quando alguém toca em sua face; os dedos pegam mais uma lágrima que foge. Ela olha para quem faz isso. Os olhos azuis de Bruce são a primeira coisa que vê.
— A tristeza e as lágrimas não fazem parte de alguém, mas sem algo que faça-as se secarem, é algo que fará você sorrir — diz ele, baixinho.
— Obrigada — diz ela, no mesmo tom.
Ele retribui com um sorriso, mas se lembra que não pode chegar perto dela e muito menos toca-la.
Bruce se afasta e se curva.
— Me desculpe, minha rainha, não deveria tê-la tocado.
Katy sorri com ternura. Ela levanta seu queixo para ele fitar seus olhos azuis esmeraldas.
— Eu acho essa lei dos guardiões idiota. Se você protege alguém, você pode sim toca-lo — diz-lhe ela. — Só terei você logo, e não quero que você fique afastado.
— Como desejar, minha rainha.
Katy sorri, ela tinha adorado o sotaque dele.
— Você é de onde?
— Nasci em Little Rock, mas cresci na Inglaterra — diz ele, voltando na sua postura normal. — Os chás de lá são ótimos. — Brincou.
Katy ri.
— Vamos, quero me deitar um pouco.
Ele se curva e assente.
Katy abre a porta do quarto e Bruce arregala os olhos; parece que ele está dentro de um apartamento. Possui sala, cozinha, banheiro, quartos, uma escadaria.
Katy se joga no sofá da sala, seu sofá branco com uma manta xadrez colorida. À frente, tem a mesinha de centro transparente, com dois controles da televisão, e uma rosa branca. Em cada lado do sofá há duas poltronas da mesma cor.
Bruce olha para o outro lado. A janela grande está aberta e o vento brinca com as cortinas brancas, logo abaixo dos seus pés há o tapete fofo, cor dourado.
— Vejo que gosta das cores claras, minha rainha — diz Bruce, olhando a escada e seu corrimão de vidro, a proteção da escada também era de vidro.
Ela puxa a almofada.
— Gosto do branco para decorar, mas para me vestir prefiro o negro.
Katy arruma seu vestido negro com detalhes brancos, sua meia calça está junto ao seu corpo, e suas botas negras haviam sido tiradas. Katy esparrama os cabelos e brinca com a pulseira delicada com as pedrinhas pequenas de diamantes.
— Gosto desse lugar... — Começou Katy. — Meu irmão o fez ele para mim. — Suas ultimas palavras saíram num sussurro.
Katy se vira e se encolhe. Ela tinha perdido sua família, agora não tem ninguém para ao menos dá-lhe um abraço.
Fecha os olhos e acaba perdendo a noção das horas. Quando acorda, com o cheiro bom, sua barriga ronca. Os vampiros podem comer comida dos humanos, mas precisam de sangue fresco. Katy vê que tem uma coberta em cima dela. Olha em direção à porta da cozinha, que fica num espaço dividindo com a sala.
Katy se levanta com a coberta no ombros; está com frio. Por que ele estaria fazendo isso tudo?, pensou. Um guardião só protegia seu original. Ela chega à cozinha e sorri.
Bruce se vira enquanto corta alguns temperos para a rabanada que faz.
— O cheiro esta ótimo — diz ela, baixinho.
Bruce sorri.
— Imaginei que uma boa janta faria bem. — Ele piscou para ela.
— Você não me chamou de minha rainha. — Brinca ela.
Ele se vira e se curva.
— Desculpe, minha rainha.
Katy fica constrangida; não era para ele pedir desculpas.
— Não precisa pedir desculpas, apenas estava brincando. — Sorriu, com ternura. — Por que você me chama de rainha? Sou só uma princesa.
Ele a olha e sorri.
— Que para mim você é uma rainha.
Katy sorri para ele. Vê lagostas prontas e abertas em cima da mesa e sua barriga ronca de novo. Ela acha melhor tomar um cálice de sangue antes de comer. Vai até a prateleira na sala, mas não encontra nada; as empregadas não tinham abastecido.
Sua barriga ronca de novo. Faz quantos dias que não bebe? Katy leva a mão a cabeça; ela sente uma tontura e sua visão perde foco, mas antes de seu corpo atingir o chão, algo, ou melhor, alguém a pega.
Katy abre os olhos devagar. Bruce a chama; ela estava com a cabeça no seu colo. Fita seus olhos azuis, preocupados. Ele toca em sua testa.
— Você é guardião, cozinheiro, médico, tem algo que não sei ainda? — Brinca ela.
Bruce ri, aliviado.
— Não me assuste de novo!
— Por quê? Minha vida nem pertence à mim mesma — diz Katy, baixinho.
Bruce passa os dedos nos seus cabelos dourados e ela o olha.
— Então pegue-a de volta ou vai desistir sem lutar? — perguntou ele, encorajando-a.
Bruce vê que suas presas estão expostas, isso diz que ela está muito faminta, mas não há mais sangue. Ele só a vê vindo em sua direção e depois a mordida em seu pescoço.
Bruce grunhe baixinho, abre mais sua camisa para ela ter mais acesso...
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