Descendants -Interativa

4 Estudo sobre coisas mortas


Notas iniciais
Desculpe a demora para atualizar eh que estava doente e tal. Quem é meu abiguinho no face sabe até que estava internada mas já to diva de novo. Desculpe pelo capitulo pequeno é que realmente estava meio foda para mim. Ae se quiserem mandar nos comentarios bandas que seus personagens gostam fiquem a vontade, porque no momento todos eles gostam do que eu escuto e meu gosto pode ser ruim para algumas pessoas. Por enquanto vou deixar o link das musicas na nota final

Levou um tempo, mas finalmente os corredores se encontravam vazios e silenciosos. Ainda havia alguns alunos vagando pelos cantos, mas todos focados em uma ação diferente como ler revista sentando no chão ou simplesmente mexer em seu armário.

As aulas do primeiro dia sempre começavam mais tarde que o habitual e não eram exatamente obrigatórias. As apresentações ocorreriam no jantar daquele mesmo dia onde a diretora diria as mesmas coisas que Kurtis já se encontrava sem paciência para escutar. Sua vontade era faltar, mas o jantar era obrigatório para todos os alunos. Uma verdadeira lastima.

Kurtis Porter mexia pela primeira vez em seu velho armário, recolhia uns livros que estavam perdidos em seu interior a tanto tempo que nem se lembrava direito dos mesmos. Não era muito da natureza do garoto agir dessa forma, mas aqueles livros simplesmente não lhe interessavam nenhum pouco já que pertenciam ao estudo das coisas mortas, uma matéria um tanto quanto diferente.

Enquanto recolhia os livros era isolado de tudo ao seu redor por culpa da musica que começava a tocar em seus fones de ouvido, to all of you de Syd Matters. Conforme a musica ia avançando o garoto ia se isolando mais e mais do mundo exterior, o que não era muito comum de sua parte.

Kurtis era o único herdeiro de Tarzan e por esse mesmo motivo todos sempre esperavam que fosse um tanto quanto parecido com seu pai, por algum motivo sempre esqueciam que sua mãe era tão civilizada quanto qualquer princesa daquela escola, se duvidar até mais. Para falar a verdade o garoto era uma verdadeira negação em qualquer coisa relacionada ao seu pai. Tinha puxado todos os traços de sua mãe, menos a personalidade, mas mesmo assim aceito morar na Inglaterra com a mesma.

Apos recolher aquela pilha de livros e joga-los dentro de sua mochila seguiu para a primeira sala a esquerda. Era praticamente um simples laboratório escolar, mas a diferença dos demais eram as partes humanas espalhadas por todos os lados em frascos transparentes com um liquido transparente. Por algum motivo aquela matéria era obrigatória, mas todos só viam necessidade nela caso acabasse no País das Maravilhas, um exemplo era a Rainha Branca que era a encarregada por essa matéria. Era uma das poucas rainhas que se envolvia com essas coisas.

Além das partes humanas haviam um mortuário nos túneis do castelo, não era o lugar mais magico daquele lugar e por sorte a Rainha Branca não obrigava nenhum aluno participar das aulas que aconteciam naquele lugar.

–Kurtis! -a voz de Charlie foi a primeira coisa que ouviu ao retirar seus fones.

Charlie Silve, assim como as demais garotas da escola, era a imagem perfeita de uma princesa. Seu cabelo era longo e dourado com belos cachos nas pontas, seus olhos num tom forte de cinza com a pele branca como a neve e lábios avermelhados. Mas Charlie passava longe por uma princesa, era uma filha bastarda de Jon Silver. Sua mãe não passava de uma prostituta que o pirata encontrou em um porto qualquer. Tinha puxado todos os traços da mulher, mesmo não fazendo ideia do nome da mesma, embora isso não a incomodava nenhum pouco.

Charlie estava com a mão erguida para chamar atenção do mais velho que agora começava a se aproximar do grupo que encontrava-se ocupando a mesa do fundo da sala.

–Pensei que não viria esse ano. -comentava Brad erguendo a cabeça da mesa de metal. -Não vi suas coisas no quarto.

Brad Hood era o mais calado do pequeno grupo, talvez por causa de sua criação e na verdade ele foi meio que obrigado a ter amigos. Desde pequeno foi criado sozinho no bosque, quando mais novo chegou a conhecer Kurtis por causa de sua mãe, Marian não queria que Bran fosse uma pessoa isolada e solitária. Seu cabelo castanho estava escondido pelo capuz de sua blusa esverdeada. Seus olhos esverdeados estavam um pouco fechados por estar quase adormecendo enquanto esperava o inicio da aula.

–A viagem da Inglaterra até aqui demora, deveria saber disso melhor que os outros. -respondia Kurtis sentando ao lado de Brad e observando Charlie que ainda estava sentada sobre a mesa. -Como vai o espaço?

–Vai bem. A mesma coisa de sempre. -respondia a loira sorrindo de canto. -Alguns buracos negros, estrelas explodindo e essas coisas. Pelo menos não tem nenhuma Royal cantora. Certo, Emy? -falava enquanto chutava de leve a garota sentada ao seu lado na mesa.

–Que merda, Charlie. Você volta cada ano pior. -resmungava Emily em meio algumas risadas descontraídas.

Emily era a unica Royal, mas perdeu esse titulo nos primeiros dias de aula. Só por ser filha de um ladrão procurado, mas não era bem esse o motivo e sim o jeito rebelde que acabou por herda de seus pais. Além que Emy era o reflexo perfeito do pai, seu cabelo castanho curto quase sempre estava bagunçado, como nesse exato momento.

–Pelo menos tenho certeza que vai melhorar esse ano. -dizia Emily empurrando Charlie para fora da mesa.

–O que quer dizer com isso? -questionava Kurtis observando Charlie que agora estava de pé empurrando Emilly para fora da mesa.

–Charlie não é mais a unica pirata. -respondia Brad voltando seu olhar para janela.

–Não vejo o que isso tem demais. -comentava Kurtis observando o pequeno confronto para derrubar Emily da mesa.

–Tem tudo demais. O cara é filho de um vilão e ele é um pirata que navega no mar. Ele é mais malvado que eu e vai me matar! -dramatizava Charlie.

–Explique de novo por que ele faria isso? -perguntava Brad revirando os olhos.

–Lance pirata espacial, ok. É meio complicado de explicar tudo para vocês e se explicar teria de mata-los. Ser pirata é meio que entra para marfia. Toda vez que eu tento sair, eles me puxam de volta.

–Que linda citação. -comentava Kurtis.-Mas não entendi como o Poderoso chefão virou pirata.

Charlie mostrou a língua para Kurtis e sentou-se ao lado do mesmo o empurrando de leve. A conversa seguiu por mais alguns minutos até a professora entra na sala, claro que não foi o bastante para fazer o pequeno grupo se calar. Naquele momento o foco do grupo era tentar descobri o paradeiro de Dimitrio. Emily dizia ter o visto com um garoto novo. Mas a atenção do pequeno grupo foi roubada por algo um tanto quanto nojento que aconteceu. Uma das inúmeras pombas brancas que ali existiam acabou voando, ou sendo jogada, para dentro do sala e caindo sobre a mesa metálica do grupo, que agora tinha certeza que havia sido jogada. O animal estava aberto ao meio, seus órgãos ainda pulsavam em seu interior.

–Mas que caral...-questionou Brad se levantando ao ver aquilo. Na verdade não era a primeira vez que aquilo acontecia e não era exclusivo daquele grupo. Na verdade todo ano era a mesma coisa. Um palhaço fazia coisas desse tipo, no ultimo ano tinha ido um pouco mais longe com o desaparecimento de uma aluna. Na verdade não sabiam se a culpa era do palhaço ou a garota havia fugido daquele lugar por conta própria, o sonho de muitos ali.

Notas finais
Syd Matters -To all of you https://www.youtube.com/watch?v=YwJqUbd1vzs